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DiversãoTranscrição
00:00Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:30Legendas Pedro Negri
01:00Legendas Pedro Negri
01:29Legendas Pedro Negri
01:59Legendas Pedro Negri
02:06Magda minha querida, você está errada. Isto é uma luneta.
02:12É pra você botar o olho!
02:13Não diga. Deixa eu ver.
02:16Tema, vá!
02:17Você encolheu. Tá parecendo um ácaro de suspensores de tio.
02:22Claro, meu amor. Você tá errada. Você tá vendo o lado contrário.
02:26É pra botar o olho aqui.
02:27Ah, claro.
02:29Sabia.
02:30Agora você vai espiar pra lá.
02:32Então, claro.
02:35Ah, ó, tô vendo.
02:38De papar.
02:40Ah?
02:40Não.
02:42Eu tô vendo a periquita da vizinha.
02:45É, tá, é claro.
02:47Os vizinhos têm passarinhos em casa.
02:50Não acredito, cara.
02:53De papar.
02:53Oi.
02:54O cagouro.
02:56Quem?
02:56Canguru.
02:59Canguru, Magda.
03:01Canguru, periquita.
03:02Você tá vendo o quê?
03:03Uma clínica veterinária?
03:04Pra esquerda, pra esquerda, pra direita.
03:05Isso, para, deixa solto.
03:07Que isso, Magda?
03:08Vai, agora aqui.
03:09Vai.
03:10Uhul.
03:11Uhul.
03:12Uhul.
03:13Yes!
03:14Olha que você está olhando.
03:22O que é isso?
03:23Tem botão de desligar ou só sacrificando animal?
03:27Deixa ela, deixa ela, Neide.
03:29Não, ela tá vendo coisas.
03:30Você acredita que ela tá vendo canguru, periquita?
03:34Magda, você não está vendo o vizinho transando, tá, Magda?
03:40Mas é claro que está.
03:42Eu também quero ver.
03:43Não, senhora, para com isso.
03:45Eu não comprei essa luneta pra ir.
03:47Sai daí.
03:48Gente, eu vi.
03:50Eu vi.
03:51Eu vi um cara aí, a vizinha, fazendo um legítimo canguru, perneta.
03:57Legítimo, então, quer dizer que o seu caco tirou o animalzinho do cativeiro?
04:03Não, não, não, que não era caco, não.
04:05Era um moreno cabeludo, menina.
04:09Mas, ô, dona Magda, só ela tem certeza que era legítimo daqueles que não soltam as tiras
04:14e nem tem cheiro.
04:15Eu não quero canguru com pedigree, mão de grie, aquilo de grie, minha filha.
04:21Aquilo de grie?
04:23Ai, eu também quero.
04:24Mas para com isso, Neide, isso aqui não é brincadeira.
04:27Sai daí.
04:37Olha aí, rapaz.
04:40Rapaz, um binóculo de caolho.
04:43Dá uma espiadinha, posso?
04:44Não, não, não vai dar espiadinha nenhuma, não.
04:47Eu não quero brincadeira com a minha luneta, tá?
04:49Eu não comprei isso para vocês ficarem brincando.
04:51E tem mais, eu vou lá dentro, não quero ver ninguém botando a mão na minha luneta.
04:57Certo.
04:59Não pode pôr a mão na luneta, imagine no microscópio, né?
05:04Calou, hein, dona Magda?
05:05Está quente, é o alternador que está pegando fogo?
05:08O que acontece?
05:09Não, ela flagrou a vizinha dando de comer para o canguru.
05:12Ai, menina, mas olha, era um canguru top de língua.
05:17Com todos os opcionais de fábrica.
05:19É o canguru mais lindo, mais perfeito que eu já vi.
05:22É, eu não vou entrar no assunto porque eu não conheço o canguru perneto.
05:26Eu conheço o jumentinho cinco pernas, entendeu?
05:28É.
05:29E realmente, se a senhora quiser me dar umas dicas, uma aula prática,
05:32eu posso fazer depois um julgamento imparcial com a senhora.
05:34Ah, tá ótimo, mas eu também estou duro para julgar um porrete,
05:37a mansa tarada que eu ganhei do meu irmão PM, sabe?
05:40Não, não, Neidoka, calma, não precisa se preocupar.
05:43Canguru perneto é um segredo guardado a Juca Chaves.
05:48Só quem sabe sou eu, Caco, e o Cabeludo.
05:54O Cabeludo?
05:55Gente, o seu Caco anda cruzando o canguru dele com o escovão, é.
06:02Nada, isso aí deve ser uma raça nova, assim, um canguru de cabeleira.
06:08Ai, ai, eu vou esquentar o almoço, a senhora quer comer alguma coisa agora?
06:12Não, Neid, não dá, agora que eu vi o canguru comendo,
06:15eu não consigo mais ser outra coisa.
06:16Já sei o que eu vou fazer, eu vou escovar meus dentes.
06:19Ah, tá.
06:19Dona Magda, o que tem a ver uma coisa com a outra?
06:21É tão difícil escovar o dente que quando eu me concentro nisso eu não penso em outra coisa, entendeu?
06:26Meu Deus, isso não é um caso perdido, isso é um elo perdido.
06:30Elo perdido, eu vou dar uma olhada, sabia?
06:33Eu vou ver o Cabeludo treinando com bola.
06:36É.
06:36Cadê você, Cabeludo?
06:38Parece Cabeludo.
06:51Valderrama, é você?
07:02Pintou o cabelo?
07:03Ei, Valderrama, o cacete.
07:06Isso aqui é um disfarce pra eu dar um trato na vizinha e de frente sem ser reconhecido.
07:11Ah, você é o Cabeludo erótico do Arouche, hã?
07:15Tô sabendo.
07:16Seu Cabeludo, quando o senhor não estiver usando a Dona Magda, o senhor pode deixar pra mim, por favor, que eu deixo ela num lustre, eu dou um brilho no capu dela, eu deixo ela brilhando, entendeu?
07:24Essa vizinha aqui de frente é casada com coroa que aparentemente já pendurou as chuteiras.
07:29Estou fazendo uma ação beneficente, tô contribuindo pro orçamento doméstico da Ruivinha.
07:34Ruivinha.
07:34E que Ruivinha?
07:35Ai, a Ruivinha daí do lado.
07:37É, espetáculo.
07:37Menina, eu conheço aquela coisinha linda que anda...
07:40Não, não, não é essa, não.
07:42É uma que faz...
07:43E ela anda assim, ó.
07:56Ai, como a senhora está gostosa.
07:59Agora, isso é segredo absoluto, hein?
08:01Bico calado.
08:02Segredo mesmo, que o marido dela, tá?
08:04Vou falar pro seu...
08:06O marido dela é um coroa que adora dar na cara dos outros, sabia?
08:09É, o homem é bruto, o apelido do homem aqui no Araújo é Pitbull.
08:12É, ele dá bom dia, sabe como?
08:19Cão que ladra não morde.
08:21Só se prepara, seu caco, viu?
08:23Eu já tô vendo, eu já tô vendo a desgraça já.
08:26Tô vendo já o corpo dourado sem a torre de Babel.
08:30Vai dar pena ver de novo.
08:36Vou aproveitar e ver o que está acontecendo na casa do corno.
08:44Rapaz...
08:46Vocês não acreditam que eu acabei de ver, vocês não vão acreditar.
08:54Pela luneta eu vi uma moça simples, os cabelos longos...
08:58Vocês vão ter que me aturar.
09:08Um vestido de chita chorando copiosamente.
09:13Nas mãos um toco de giz.
09:16Na outra, o comprovante do salário.
09:19E ela rabiscava pelas paredes.
09:23Por favor, salvem a professorinha.
09:28Muito obrigado.
09:28Pode ir tirando o olhinho dessa luneta, que isso é meu instrumento de trabalho.
09:39Instrumento de trabalho?
09:40É.
09:41Desde quando o voyeurismo é um instrumento de trabalho?
09:44Desde que eu abri a minha empresa.
09:46A Vavá do Tério.
09:48Uma empresa de investigação.
09:49Olha só o lema.
09:51Flagrantes de traição ao alcance de sua mão.
09:54Olha, eu sou se você desistir, porque você vai falir de qualquer maneira.
10:01Você sempre foi péssimo pra descobrir adultério.
10:04Principalmente quando você era o chifrado.
10:06Você é que pensa.
10:09Esse é o mercado que está em franca expansão.
10:11Carroco, eu vou arrebentar.
10:14Eu sei que tu vai arrebentar.
10:16E olha só.
10:17Demorei, mas cheguei, meus queridos familiares.
10:38Estava passeando pelas ruas, curtindo o azul do céu de São Paulo.
10:46Aqui.
10:47Você anda pela rua assim?
10:53Vestida de quindim assassino?
10:57E que alegria toda essa.
10:59Tem três anos que tu entra por aquela porta?
11:02Hoje eu resolvi um vinho alegre.
11:04Que palhaçada é essa?
11:05Eu já te avisei.
11:06Essa tinta que tu botou no cabelo não vai sair na primeira lavada, viu?
11:10Caco Antibes, eu estou tão feliz que não adianto.
11:14Essas patadas não vão me aborrecer.
11:16Eu encontrei hoje um ex-namorado da época da adolescência.
11:23Já estou vendo a cena.
11:25O velho vem pela calçada.
11:27Dá de cara com ela, os dois, face a face.
11:31Ele diz, escuta, você não é a Cassandra, a Sandrinha, uma gostosinha de cinturinha,
11:36que tinha um peitinho, uma bundinha empinadinha?
11:38E ela, sou...
11:40E o velho, que horror!
11:52Alfredo adorou me ver.
11:54Nós nos conhecemos no meu baile de debutante.
11:59Ele foi o meu príncipe.
12:01O príncipe transformou-se num sapo.
12:03E ela, como uma boa cascacu, deu o bote.
12:06Mas aparentemente ele sobreviveu, porque a ré apareceu do nada.
12:09Você sabe que eu acho que eu...
12:11Claro que conheci o Alfredo, no colégio.
12:14É o mesmo?
12:15Claro que é o mesmo.
12:16Ele era mirradinho, pequenininho.
12:17Exato, eu roubava toda a merenda dele no recreio.
12:23Você passava o tal Alfredo pra trás?
12:25Todo dia.
12:26O Alfredo dava uma de otário perto de você?
12:28Então, perto de mim, esse homem está acabado.
12:31Eu já quero conhecer a figura.
12:33A vítima tem dinheiro?
12:34Tem, mas não é pro seu bico, tá?
12:37E eu já dei um jeito de fisgar.
12:40Disse que continuava rica e convidei-o pra me visitar.
12:44Oh, você é uma sogrinha muito querida e amada.
12:47Cheirosa, oh, mulher cheirosa.
12:51Libera aí pra mim esse Alfredinho, viu?
12:53Eu já tô cansado de explorar o Vavá.
12:55O Cassandra me diz uma coisa.
12:57Quando é que chega o Alfredinho?
12:59Ele mora aqui perto mesmo, já deve estar chegando.
13:01E com licença, com licença, espaço.
13:03Porque eu preciso me acobar.
13:08Ai, é o amor que desce com a vida.
13:14Vavá, a TV do meu quarto, ela quebrou.
13:17Eu quero assistir a Copa do Mundo pela TV do vizinho, tá?
13:19Tá.
13:20Ah, meu Deus.
13:21Oh, Magno, tu comeu o banana outra vez?
13:22A Copa do Mundo já acabou há muito tempo.
13:24Ah, deixa ela, sabe o que ela quer?
13:27Ela quer ficar espiando o vizinho transar.
13:29Magno, sai daí!
13:31Larga, eu te dou uma bifa!
13:32Não, sabe o que é, amor?
13:34É porque eu vi um cabeludo fazendo um canguru pianeta perfeito com a ruivinha do edifício ali na frente.
13:44Poxa!
13:44Uma ruivinha?
13:45É.
13:46Mas era uma ruivinha integral ou uma ruivinha parcial?
13:50Um colarinho combinava com as mangas?
13:51Sim, acho sardentinha.
13:53Tu tinha sardinha até aqui, assim.
13:55É, um espetáculo, né?
13:57Faz assim como se fosse um alvo, né?
13:59Aí tem uma setinha certa aqui.
14:02Você viu também?
14:03Não.
14:04Você também olhou?
14:05Olhou aqui pela lunática do tio Vavá?
14:07Não, meu bem, você deve estar fazendo confusão.
14:10Canguru, realmente eu tive uma performance inesquecível.
14:14Você não viu canguru, viu?
14:15Você viu?
14:15Foi um coelho hiperdesenvolvido.
14:19A Magno, confundi, de jeito...
14:22Ela reconhece o canguru perneto até no escuro.
14:26Quê?
14:27Olha aí, meu amor, nosso segredo está sendo desvendado.
14:29Antes era só o Caco que sabia.
14:31Agora tem o cabeludo e esse escuro aí.
14:34Meu bem, para de pensar nesse canguru perneto a Paraguai
14:37que vai te dar uma dor de cabeça, desgraçado.
14:39Não era paraguaio não, meu amor.
14:42Era legítimo, era igualzinho ao seu, sem tirar nem pôr.
14:47Ou melhor, tirando e pondo.
14:51Ai, cadê minha escova de dente?
14:54Minutinho.
14:57Caco, eu só vou te dizer uma coisa.
14:59Toma cuidado com esse cabeludo, senão você vai ter que solicitar o serviço da Vava Adultério.
15:07É que, Fufu...
15:09O que é isso?
15:11É que o Fufu...
15:12O que é isso?
15:14Cacá, Fufu...
15:15É que o Fufu, Fufu, Pititi, Fufu...
15:16O que é isso?
15:17Você comeu no pinigo, rapaz?
15:19Desembucha!
15:19É que o Pitbull está subindo aí, seu caco.
15:21O quê?
15:22Como é que ele me descobriu?
15:24Para!
15:24Parada aí!
15:25Parada aí!
15:26O comando de caça às laqueólatras anônimas está fazendo assim um ataque aqui no Arochi.
15:31Podem te matar.
15:32Não, obra...
15:32Deixa de besteira!
15:33Eu estou esperando uma visita muito importante.
15:35Olha o que faltava, hein?
15:52Jorge Dória não sai de baixo.
15:54Agora acabou.
15:56Alfredo, querido, você veio.
16:00Pelo visto, o couro não é amigo da Cascavel.
16:04Ibamar, caco...
16:05Este é o Alfredo, meu amigo.
16:09Muito prazer em conhecer vocês.
16:12Não tem nada a ver com isso.
16:13Prazer quem teve foi ele, ó.
16:17Melhor que eu.
16:29Alfredo, você está ótimo.
16:32Está muito mais forte.
16:33Está mais bonito do que nunca.
16:36Mas eu estou reparando a sua casa.
16:37Você, você é minha beleza.
16:40Você está bem de vida também, não é?
16:42Eu vou relaxar que eu já vi que o véio é cego.
16:45Você é que me parece muito bem, Alfredo.
16:49Eu me dei muito bem na pecuária, não é?
16:51Criei gado, comprei uma fazenda grande.
16:54E digo mais, lá no interior, onde eu moro, eles me chamam de o rei do gado.
17:01Que coisa engraçada.
17:02Gado no todo ou só nas partes que compreende a cabeça?
17:05O que é ele?
17:06É.
17:06Só.
17:07Não, não, não, não.
17:08Não entendi.
17:09Olha aqui, ó, rapaz.
17:10Me respeito.
17:10Não entendi a sua insinuação, não.
17:12Não é insinuação nenhuma.
17:13Não, não é nada disso.
17:14Esse rapaz tem um problema grave, ele tem diarreia mental, viu?
17:17Quando ele vai na casinha, ele não senta, ele planta a bananeira.
17:21Cala a boca.
17:23Vamos parar de falar de negócios, Alfredo.
17:25Sente-se, por favor.
17:27Sente-se.
17:27Não, simpatizei com esse rapaz, viu?
17:29Sente-se.
17:30Vou sentar.
17:31Lembra como nos conhecemos no meu baile de debutante?
17:34É verdade.
17:35Como se fosse hoje.
17:36Você me vaquerou tanto, tanto, tanto.
17:40Ai, que coisa louca.
17:41Vou falar nisso.
17:42Se casou?
17:43Graças a Deus.
17:44E me casei com uma menina muito boa.
17:47Menina de boa família, uma menina muito honesta.
17:49Liga não, Cassio.
17:50Fica triste, não.
17:52Se a vaquinha pode furar a cerca, o boi monso também pode.
17:55É.
17:57Já é a segunda vez que eu não vou.
17:58Qual é a graça, meu amigo?
18:00Me diga uma coisa.
18:00Não estou perguntando sua graça, seu nome.
18:02Qual é a graça?
18:03Chega, que esse assunto está muito chato.
18:05Esse assunto está muito chato.
18:08Alfredo, você não quer ir comigo até o meu quarto?
18:13Eu queria lhe mostrar umas fotos dos nossos tempos.
18:15Perdão, mas eu sou um homem casado.
18:17Talvez não fique, não fique muito bem.
18:19Fica bem, pelo amor de Deus.
18:20A intimidar o quarto de uma senhora.
18:22Quebra o galho, porque tem uns 10 anos que ela anda uma escovada na macaca.
18:25Pelo amor de Deus.
18:26Tá bom.
18:27Por favor.
18:28É, por favor.
18:29Que coisa linda.
18:30O homem é brabo, eu falei.
18:32Esse homem é brabo.
18:32É o pitbull.
18:33Você pega o senhor, ele vai deixar o senhor só hospedar, sabe?
18:35O pior, Ribamar, é que em situações de extremo perigo eu fico doido.
18:40Isso pra mim funciona como uma extra dose de Viagra.
18:44Ai.
18:46Eu acho que eu me instruei.
18:52É hoje?
19:03Vamos terrepepeco do cabeludo.
19:08Amor!
19:15Perdi a tesourinha.
19:16Amor, é que eu tô fazendo meu mapa astral.
19:30Eu só vou dar uma olhadinha na luneta pra ver se Saturno dormiu na casa de Marte.
19:34Magda, para com isso.
19:35Você quer ver safadeza, você quer ver o canguru.
19:37Não é safadeza, amor.
19:39É interesse puramente científico.
19:41Nunca tive a chance de ver isso de fora, entendeu?
19:44Amor, não me proíba de ver esse raimundo animal sobre o canguru perneta, por favor.
19:50Tudo bem.
19:51Mas preste atenção.
19:52Canguru legítimo só tem um.
19:54O resto é tudo cover.
19:56Ah, lá, lá.
20:02Mas por que é que você saiu do quarto no momento em que as lembranças estavam muito mais quentes?
20:08Que isso, Cassandra?
20:09Você tá muito afobada.
20:11Que isso?
20:12Quem é essa moça bonita?
20:14Com essas pernas lindas?
20:15Quem é ela, meu Deus?
20:16É Magda, minha filha.
20:18Magda?
20:19Magda, filhinha.
20:20Cumprimente o meu amigo Alfredo.
20:22Oi.
20:23Como é que vai?
20:23Agora não dá que vai começar o especial canguru perneta.
20:28Canguru?
20:29Eu não entendi bem.
20:29Canguru perneta?
20:31Mas o que é isso, meu Deus?
20:32Canguru perneta?
20:33É que tem um zoológico aqui na frente.
20:36Ah, você sei.
20:36Para animais deficientes físicos.
20:39Olá!
20:40Olá!
20:40O que é?
20:40É agora cabeludo vai botar o canguru pra funcionar na vizinha.
20:45Mas que língua essa menina tá falando aqui que eu não entendo?
20:48Magíria de biólogo.
20:51Vem cá, minha filha.
20:52Vem que tá na hora de você tomar o remédio.
20:54Mas que remédio?
20:56Ainda não sei, mas deve ter sempre um remédio pra tudo.
20:59Princesa, Alfredo.
21:00Princesa, vem.
21:01Ai, meu Deus!
21:02Ah, francamente, seu Vavá.
21:04Eu só tenho cada ideia.
21:06O senhor tinha que provocar logo aquele grandão mal encarado.
21:09Ah, eu só tentei convencer ele a contratar os meus serviços de investigação de adultério.
21:14Mas, seu Vavá, eu só tinha que dizer que o homem tinha cara de corno.
21:19Olha só, o homem enxanto de bolacha e se mandou.
21:22Mas será possível?
21:24Olha, ele nem pegou um bambretinho da Vavá adultério.
21:27O senhor quer que eu pegue um gelinho pro senhor?
21:29Eu vou lá na cozinha.
21:30Maravilha.
21:31Ô, meu amigo, me diga uma coisa.
21:35Você não é Vavá em carne, osso e escoriações generalizadas.
21:42Mas o senhor quem é?
21:43Não lembra de mim?
21:45Sá sem vergonha.
21:47Eu sou o Fredinho da escola.
21:49Ó, o Fredinho?
21:50É.
21:51Eu não acredito.
21:52Mas você era pequenininho, mirrado.
21:55Eu era, mas eu fiz ginástica, eu cresci.
21:57Eu cresci, mas eu lembro tudinho que você fazia comigo.
22:02Sá sem vergonha.
22:03Mas era bobagem de criança, não é meu?
22:06É verdade.
22:07Você não tá chateado comigo?
22:08Não, não, não.
22:08Não, não, chateado não tô.
22:10Chateado não tô.
22:11Mas veja como ela podia ficar chateada.
22:14É, mas era bobagem.
22:14Não, não, não.
22:15Quem bate esquece, quem apanha lembra.
22:17Não, é, mas é.
22:18Ô, seu safado, eu me lembro como se fosse hoje.
22:20Você comia minha merenda.
22:21Toda minha merenda que minha mãe fazia, tu comia.
22:23Tu falava mal de mim, tu me batia em ordinário.
22:28Tá lembrado?
22:29Tá lembrado?
22:29Eu lembro mais ou menos.
22:31Vem cá, safado.
22:32Ah, peraí, peraí, safado.
22:34Peraí, não é bem.
22:35Aqui o seu gesto, seu mamãe.
22:37Não era meu mamãe.
22:38Ah, não precisa, né?
22:39O seu gesto não é uma fria, né?
22:41Não, deixa, deixa.
22:41Gosto dele, eu gosto dele.
22:43Eu gosto muito dele.
22:44Não tô machucando ele, não, viu?
22:45Tô vendo, tô vendo.
22:46Não tô machucando ele, não.
22:47Porque desde pequenininho, eu brincava sempre com ele.
22:50A gente ia brincar atrás da igreja, lembra?
22:51É, é.
22:52O senhor chamava ele.
22:52Eu chamava ele, como que eu chamava ele?
22:54Não.
22:55Beto Rockefeller.
22:56Porque ele era a cara daquele artista que fazia o Beto Rockefeller.
23:00Não é, safado.
23:01Não é ordinário.
23:04É verdade.
23:05Só vai devagar, tá?
23:06Só vai devagar, porque a carroceria não pega mais lanternagem dele.
23:10Tá certo.
23:11Me diga uma coisa, esse instrumento é seu?
23:14Essa lumeira?
23:15É minha.
23:15É, só pode ser sua?
23:17Porque desde pequenininho você vivia no mundo da lua.
23:20Você gosta de astronomia, não é, menino?
23:22Não, mas isso é praticamente um instrumento de trabalho.
23:25É que eu trabalho com investigação de adultérios.
23:29Ah.
23:29É errado.
23:30Atualmente ele só dá trabalho com investigação de adultérios.
23:34Será que eu posso dar uma olhadinha no instrumento para ver se eu vejo um adultériozinho?
23:39Um zinho que seja.
23:40Um adultériozinho só, que eu vou ver, tá bom?
23:43Pode olhar, vou.
23:44Posso olhar.
23:45Ei, ei, ei, ei, Cornão.
23:46O que é isso, meu Deus?
23:48Olha que eu vou olhar, o senhor me assusta.
23:49Escute, deixa eu dizer uma coisa para o senhor aqui, vice.
23:51Olha.
23:52E agora é a hora da onça beber água.
23:55Ah, sim, sim.
23:55Estou sabendo.
23:56Wilson, não pode olhar.
23:57Sim, eu sei.
23:58É porque é o tal jardim geológico de animais que nasceram com um defeito físico, não é?
24:03Mas onde é que fica, que lado fica da cidade, para lá, para cá?
24:06Não, não olha não.
24:06Porque é uma coisa muito cabeluda, aí vai nascer pelo nos seus olhos.
24:10Oh, Ribamar, não enche, Ribamar.
24:12Deixa ele olhar.
24:13Pode olhar a vontade.
24:13Pois eu não quero nem ver o que vai acontecer, tá?
24:15Mas pode olhar.
24:16Olha.
24:17Ele quer dar uma olhadinha, deixa ele dar uma olhadinha.
24:19Você não fica me assustando, não, é, rapaz?
24:21Ah, não liga a nós, gente.
24:22Depois, depois, viu?
24:24Depois, depois.
24:25Sinta-se em casa.
24:27É minha mulher!
24:31A safada é minha mulher!
24:33O Camilo está fazendo coisas com a minha mulher.
24:36Acho que não.
24:36Eu vou matar esse senhor, eu vou matar, não.
24:38Vou trucidar.
24:39Eu vou espremer a cabeça dele, jogar.
24:41Calma, calma.
24:41O senhor não quer tomar um cafezinho, não, pro senhor?
24:43Se acalmando.
24:44Eu vou matar esse safado.
24:50Ele vai ver o que é corneal, um homem do norte.
24:52Ele está pensando o que é, seu vergonha.
24:54Vem cá, safado.
24:55Vem cá, safado.
24:56Mas que falta de sorte, caramba.
24:58E agora?
24:59E agora?
24:59E agora que o senhor vai deixar o homem ver?
25:01Ele viu o seu...
25:02O quem?
25:04O seu cabeludo.
25:05O seu cabeludo.
25:07Magda já foi.
25:08Onde está o Fredão?
25:09Ele foi matar um, mas volta já.
25:11Cassandra, você não vai acreditar no que eu vou te dizer.
25:14Você não faz ideia.
25:16O Alfredão enfiou o olho na luneta, adivinha o que aconteceu.
25:20Ele flagrou a mulher dele, transando com o outro.
25:24Oi.
25:25Jura?
25:29Decepcionado com a atual mulher, ele naturalmente procurará consolo no passado.
25:36Cassandra, mas que absurdo, mas que frieza.
25:40Você é egoísta.
25:41Você é incapaz de se comover com o sofrimento de um homem traído.
25:46Esta família só me decepciona.
25:49Deixa de canetir-se, Vavá.
25:51Desta vez, Alfredão não me escapa.
25:54Vai pegar ele pelo laço ou pelo chifre, Cassandra?
25:57Desta vez, Alfredão está no papo?
26:04Quase que pitbull me pega.
26:06Sorte que consegui escapar, mas na pressa perdi a peruca.
26:08Olha, do jeito que ele saiu daqui, seu caco.
26:12Se ele lhe pega, eu vou dizer, o senhor ia ser despedaçado em pedacinhos, ia ser enterrado em caixas de fósforo, sabia?
26:17É, quase que ele faz o senhor um churrasco de palito de louro.
26:20É.
26:20Mami, me prendeu no banheiro, só agora consegui sair, cara.
26:23Deixa eu ver se ainda dá pra ver a disputa de pênaltis do canguru.
26:26Olha lá.
26:26É horrível.
26:33O que foi que você está vendo aí?
26:33O que é que você está vendo?
26:34Aquele homem, o Alfredão, está...
26:36Está matando alguém com uma faca carregada, cara.
26:41Deus, mas...
26:41Mas então o cara é um homicida mesmo?
26:44Não.
26:45Pelo tamanho do peitão, me parece um mulhericida.
26:48O Alfredão está saindo de casa normalmente.
27:05Você tem certeza de que viu ele matando a mulher, Magda?
27:06Se você duvida de mim, então pergunta pra defunta.
27:09É, e agora que o Alfredão matou a raspadinha, o que será do cabeludo?
27:13Ele vai matar, ele vai trucidar.
27:15Eu não acredito, o Alfredão também vai matar o cabeludo?
27:18Meu Deus, o canguru permita, vai entrar em extinção.
27:20Você tem que ajudar a salvar o cabeludo.
27:21Pode deixar.
27:22Vou defender o cabeludo como se eu estivesse defendendo a mim próprio.
27:25Não se preocupe, meu bem.
27:27Ribamar, vá agora mesmo na casa do assassino ver o que aconteceu.
27:30Eu mesmo, meu filho.
27:32É doida, Bobiça.
27:34Que a molinha, você só não vá.
27:37Magda.
27:38Sim.
27:38Pra você.
27:39Sim.
27:39Você tem que descobrir alguma coisa pra salvar o cabeludo.
27:42Alguma...
27:42Alguma pista.
27:43Ok.
27:44Quando eu descobrir a pista, faço o quê?
27:45Saio correndo em volta dela.
27:46Pista do crime, sua anta.
27:49Ah, sim, tô entendendo.
27:52Mas como é que eu vou fazer pra entrar no apartamento?
27:54Por coincidência, eu tenho uma chave.
27:56Uau, que bárbaro!
27:58Isso é tanta coincidência que passa a ser uma desconfiança, sabia?
28:02Nada.
28:02Com ele é sempre assim.
28:03Você não lembra aquele dia que apareceu uma cueca igualzinha a sua na casa da minha melhor amiga?
28:08Olha...
28:09Isso é tua mulher perfeita, seu caco!
28:12Muita poupança e pouca desconfiança!
28:16Meu bem, faça o seguinte, Magda.
28:19Você vá lá, na casa do sanguinário.
28:21Presta atenção.
28:22Tente encontrar alguma pista do crime.
28:24Agora, não use o elevador social.
28:26Use o elevador de serviço, porque o social é um perigo, entendeu?
28:29Ai, como você se preocupa comigo, meu amor?
28:32Obrigada, já tô indo.
28:33Vá, vá, vá, vá, vá, vá, vá.
28:34Eu já vou, eu já vou.
28:36Que bárbaro!
28:37Agora você corre e fica na porta do prédio.
28:40Se o corno chegar, você enrola ele até a Magda sair, entendeu?
28:43Pode deixar, que eu sei enrolar.
28:44Eu agora mesmo estou enrolando um bombeiro.
28:46Enquanto ele vai apagar o fogo dos outros, eu apago o fogo da mulher dele.
28:49Deixa comigo.
28:52A Neide me deu uma ideia sensacional.
28:55Eu vou propor ao Alfredão os serviços da Vavá Dutério.
28:59Ou seja, ele vai me pagar pra eu descobrir o cabeludo.
29:03Isso mesmo, seu Vavá!
29:04Agora você corre ali na luneta e vê se o cabeludo tá lá no Alfredão.
29:07Não, não, não, não.
29:09Você tá usando táticas erradas, entendeu?
29:11A melhor maneira de fazer uma investigação é colher no depoimento da vizinhança.
29:14Que isso?
29:15Economiza tempo, seu Vavá.
29:16Mete a butuca na luneta logo.
29:18Cala a boca, Neide.
29:19O Caco tem razão.
29:20A metodologia científica, ela é mais demorada, mas é mais eficiente.
29:24Eu vou fazer uma fiscalização em toda a vizinhança.
29:27É errado novamente.
29:28Imagina se o cabeludo ia atacar nesta vizinhança outra vez.
29:31Ele deve tá atacando longe daqui.
29:32Eu se fosse você, ia investigar a vizinhança da Neide.
29:34Mas o que que é isso?
29:35Eu tô doido, seu Caco.
29:37Isso é a mesma coisa dizer.
29:39Pra matar uma barata, você tem que construir uma fata de chinelo.
29:42Não te mete.
29:44Você é minha assistente e siga-me.
29:47Porque você conhece todos os buracos dessa periferia.
29:50Eu vou dar uma geral na vizinhança.
29:51Vai, vai, vai, vai.
29:52Ah, mas agora eu já sei.
29:53Aquela dona Magda puxou.
29:55Agora deixa eu ver o que que tá acontecendo na casa lá do Alfredão, do corno.
29:58Fuxicando, hein?
30:01Não, senhora.
30:02Estava tentando avistar o Japão pra ver a quantas anda a bolsa de Tóquio.
30:05Ah, isso não me interessa.
30:06Eu vou ligar pra casa de Alfredão, que deve estar com o coração partido e precisando
30:11muito da minha companhia.
30:13Largue o telefone.
30:14Não toque nisso.
30:14Você corre risco de vida.
30:16Largue.
30:17Largue.
30:17Largue.
30:18Largue.
30:18Solta na área.
30:19Solta.
30:20É pênalti.
30:21Largue isso.
30:22O comando de caça às cascacus está atacando aqui no Arochi.
30:27Você pode ser descoberta e pega e morta a qualquer momento.
30:30Deixa de ser ridículo, caco.
30:32Que número prático, hein?
30:38Alô?
30:40Voz de mulher.
30:41A esposa do Alfredão está?
30:45Como?
30:46Ela morreu agora mesmo e depois liga?
30:49Caiu errado.
30:50Caiu errado.
30:51Desliga.
30:51E com quem eu estou falando?
30:54Com o telefone?
30:57Essa mulher é um pouquinho burra, viu?
30:59Não é um pouquinho, não.
31:00Completamente burra.
31:01Calma, calma.
31:02Eu tô reconhecendo a voz.
31:05Olha, minha filha, qual é o seu nome?
31:08Hã?
31:09Magda.
31:10É Magda.
31:11É outra Magda, claro.
31:13Uma outra Magda mais burra ainda do que a nossa Magda.
31:16Mas tava me parecendo a Magda de verdade.
31:18É, parecendo a troco.
31:19O que a Magda ia fazer na casa de Alfredão?
31:21É o que eu gostaria de saber.
31:23E você também devia se preocupar.
31:25Magda jamais me trocará por outro homem.
31:27Infelizmente é verdade.
31:29E faça o que você quiser, porque eu ligo depois, tá?
31:32Caco, eu vi o Alfredão voltando pra casa dele agora.
31:38Bem, amigos da Rede Globo, e agora imagem direto ao vivo e definitivo.
31:42A luta do século.
31:43A Anta bispedioteira contra o Pitbull assassino.
31:46Você não pode perder.
31:47Cala a boca, ô Gabiru Bueno.
31:49Gabiru Bueno?
31:50Meu Deus, ele entrou, pegou a Magda e encurralou a Magda na parede.
31:53Esse homem é uma fera.
31:54Há três anos que eu quero encurralar a dona Magda e não consigo.
31:56O homem já conseguiu.
31:58Ah, meu Deus, Magda tá perdida.
32:00Ele tá fatiando a dona Magda, o Pitbull?
32:02Pior, tá dando um amasso nela.
32:03É a vingança do corno.
32:05É olho por olho, chifre por chifre, seu caco.
32:07Isso não vai ficar assim, Magda!
32:09Magda!
32:10Essa eu não vou perder.
32:11É sexy, porrada, porrada e sexo.
32:13Vai ser melhor do que o filme O Ninja Tarado Invadindo o Convento das Freiras Virgens.
32:19E pra lá?
32:20Sim, pra lá?
32:21Olha só o que eu tenho aqui.
32:23Então, quer dizer que o negócio de dizerem por aí que cinco contra um cria cabelo na mão é verdade?
32:39Não, isso aí é uma peruca que seu Vavá achou na escada do prédio.
32:43Graças a Deus, porque ele queria procurar o cabeludo lá em Vila Nova Cachoeirinha.
32:47Agora vou lhe dizer uma coisa.
32:51Esta peruca me leva a duas conclusões.
32:55A primeira é que o cabeludo realmente não é um cabeludo.
33:02E segunda, o cabeludo mora neste prédio.
33:06Posso ver esta peruca ainda continuando as minhas teses?
33:11Concluí agora que esta peruca está ficando careca.
33:14Mas olha só, olha aqui que tem cabelo louro.
33:20Seu Vavá, raciocina comigo.
33:23Se o cabeludo não é cabeludo, e ele é louro, e ele sabe fazer o canguru perneta,
33:31ele só pode ser o seu...
33:33Calma, calma, não, não, não, não, não.
33:35O seu raciocínio é primário.
33:39Olha, seu Vavá, se meu raciocínio é primário, o seu não chegou nem no maternal, tá?
33:45Seu Vavá, mas é lógico.
33:48Cabeludo é o seu caco.
33:50Eu prefiro o meu método científico.
33:53Ele é mais demorado, mas não tem erro.
33:55Sabe o que eu vou fazer?
33:58Eu vou fotografar todos os moradores deste prédio com esta peruca.
34:02Depois é só revelar o filme e dar para o Alfredão reconhecer.
34:07Cabou.
34:08Que investigação confusa, seu Vavá, eu só vou queimar seu filme com essa máquina.
34:12Vai procurar tua tomba, você não entende nada de dar.
34:15Magda!
34:16Que história de você ficar se amassando com o Alfredão?
34:19O homem me pegou lá, amor.
34:21A primeira coisa que me passou pela cabeça foi dizer para ele que eu estava afim dele.
34:25E olha que demorou cinco minutos para me passar isso.
34:28Não se incomode não, seu cara, que é a média mesmo.
34:30É um casamento por corno, um corno por casamento.
34:33E o pior é que você não me trouxe pista nenhuma.
34:36O que você queria?
34:37Eu saí de lá correndo, mal tive tempo de pegar a bolsa,
34:39você ainda queria que eu pegasse uma pista que é um troço enorme.
34:42Mas essa não é sua bolsa.
34:44Bem que eu estava estranhando.
34:45Eu saí de casa sem bolsa.
34:47Deixa eu olhar o que tem dentro dessa bolsa.
34:51Meu padre impadeciso!
34:54Meu senhora!
34:55Um jaleco manchado de sangue e uma machadinha.
35:09Magda, você achou a prova?
35:12Ai, putz, que azar.
35:13Justo hoje que eu não estudei nada, cara.
35:15Olha, dando sequência às minhas investigações,
35:33se o pitbull pegar o cabeludo, ele vai deixar ele em caquinhos.
35:37Meu Deus, o moço tá vendo?
35:40Canguru perneta vai entrar em extensão.
35:44Que extensão?
35:45Extensão vai entrar o teu cérebro, sua anta?
35:47Cala essa boca!
35:48Já sei o que eu vou fazer.
35:49Eu vou ligar pra polícia.
35:50Não toque neste telefone, dona Magda.
35:53Não.
35:54Não.
35:55Que tal assim, então?
35:56Magda, para!
35:57Aguisson!
35:58Meu bem, eu preciso da sua ajuda.
36:00Eu preciso muito da sua ajuda.
36:01Preste atenção.
36:02Eu quero que você vá pro quarto.
36:04Quero que você leia isto com cuidado.
36:07Ok.
36:07E só me avise quando terminar de ler.
36:10Perfeito.
36:12Leia do outro lado.
36:16Leia do outro lado.
36:20Leia do outro lado.
36:24Leia do outro lado.
36:28Calma.
36:30Calma, Caco.
36:32Não fique nervoso.
36:33A situação não vai se resolver assim.
36:35Eu vou ficar calmo de que jeito?
36:36Fique calmo, tranquilo, poxa.
36:38Calma, eu tive uma ideia.
36:39Sim?
36:40Aquela velha do 504, aquela entrevada que se mijava cada vez que eu olhava pra você.
36:44Ela deixou as coisas dela pra você, não foi?
36:47Deixou tudo.
36:47Está tudo no meu cafofo.
36:49Eu armazenei tudo lá.
36:50Inclusive um babador que eu sempre empresto a dona Magda quando ela vai jogar dominó.
36:56Então preste atenção.
36:57Eu vou lá pegar uma coisa que vai me livrar dessa rascada.
37:00Não mexa com as minhas revistas de mulher pelada.
37:02Aquilo é uma herança de meu avô.
37:03A campainha toca.
37:06Esse cara que é um frouxo.
37:07Se eu fosse eu com essa história de corno, eu chegava na cara dele, caçulinha.
37:11Eu dizia na cara dele.
37:12É.
37:13Não fui eu, não.
37:16Não fui eu, não.
37:19Isso aqui eu não sou o cabelo, não.
37:20Isso aqui é implante.
37:22Eu fiz uma reforma agrária.
37:23Assentei os cabelos aqui debaixo aqui em cima.
37:25O que você está me escondendo, menino?
37:29O que você está me escondendo?
37:30Nada a ver com isso aí, não.
37:32Me diga o que você está me escondendo.
37:34O que você sabe?
37:35O que você sabe?
37:36O que você sabe?
37:36O que você sabe?
37:37Eu não sabia.
37:38O que você sabe?
37:39O que pegar esse cabeludo dava tanto trabalho?
37:42Mas, seu papai, eu não avisei para você não colocar a peruca no morador de 501.
37:46Mas, o homem é campeão de jiu-jitsu e segurança de baile funk.
37:51É.
37:52Esse cabeludo que vocês estão falando é aquele mesmo homem que teve um relacionamento com
37:58minha mulher.
37:58Um relacionamento?
38:00Só eu contei quatro relacionamentos.
38:04Quatro.
38:05Olha aqui, menino.
38:06Calma, calma.
38:06Você vai bater com a língua nos dentes enquanto tu tem dente.
38:10Eu sou de menote.
38:11Quem é esse cabeludo, safado?
38:13Calma, pode ficar tranquilo.
38:15Claro que eu vou agredir, não deixa.
38:17A Vavá Dutérios vai encontrar a escafageste do cabeludo.
38:21Ah, tá.
38:22Até lá o cabeludo tá careca.
38:24Olha, seu Alfredão, olha, não é nem do meu firtio, tá?
38:27Eu não gosto de deturar os outros, nada.
38:30Mas o cabeludo é o seu Caco.
38:32Pronto.
38:32É mentira!
38:34Eu devia lhe processar por caluniar um homem no meu estado.
38:38Caco, o que é que você está fazendo numa cadeira de rodas?
38:40Olha, todo mundo sabe.
38:41Eu sofri um terrível acidente, fiquei paralisado.
38:44Foi uma coisa brutal, viu, seu Alfredão?
38:46Eu estava esquiando e furou o pneu do meu esqui em Aspen.
38:50Ô, seu Caco, se é um homem ou um pão por salame, levanta!
38:54Enfrenta o sujeito que nem macho!
38:56Nem macho tá difícil aí, é.
38:58Mas pra frouxo é, frouxo!
39:01Eu tô achando essa conversa meio esquisita.
39:04Porque eu tenho certeza que eu já vi esse homem aqui dentro dessa casa.
39:08E ele não andava de carrinho, não.
39:09Ele andava como todo homem anda, com a terra mesmo.
39:12Era efeito especial, Spielberg é meu amigo e pra me quebrar um galho ele criou a ilusão
39:17de que eu andava.
39:18Estou na fisioterapia sofrendo o diabo na mão de Anitta Mangueirão, uma fisioterapeuta
39:22brutal.
39:23Caco, para de mentir, Caco.
39:24Você tá aí vendendo saúde, rapaz.
39:27Meus amigos, minha amiga, meu amigo.
39:30Esse homem era um homem entrega a bebida, as drogas.
39:35Esse homem não sabia o que era a felicidade dentro do lar, batia na mulher, espancava
39:38os filhos, era um homem perdido.
39:40E esse homem se regenerou.
39:42Aleluia.
39:43Esse homem é um homem bom.
39:45Dessa parte aqui de baixo pra cima, ele não sente dor, ele não sente nada.
39:48Ah, vocês podem ver que ele não sente nada.
39:58Doeu?
39:59Não.
40:00Nada?
40:01É um homem que tem fé desse...
40:03Tem uma ideia ótima, eu vou pegar a peixeira na cozinha pra testar melhor.
40:08Chega!
40:09Eu não admito que vocês desconfiem de um homem que está num estado crítico como
40:13eu, eu não admito isso.
40:15Não?
40:15Então prove sua inocência e ponha esta peruca.
40:20Eu não vou pagar esse mico.
40:22Ou você bota essa peruca, ou eu vou inutilizar você da cintura pra cima, sabe disso?
40:28Você vai botar essa peruca cheia de piores, é coisa de pobre.
40:32Um cabelo marfanhado, saranhento.
40:35Isso parece um ninho de guacho.
40:37Eu não vou botar essa porcaria na minha cabeça, eu estou ofendido por vocês desconfiarem
40:41de mim.
40:41Ribamar, me leve pro quarto.
40:43Peste direito.
40:44Diga.
40:45Eu tenho poder sobre você.
40:49Diga ribamazinho.
40:51Ribamazinho.
40:52Me leva pro quarto, bem.
40:55Fala.
40:56Me leva pro quarto, bem.
40:57Hum, hum.
40:58Alfredão, fica tranquilo aí.
41:13Eu vou lá dentro, eu vou tirar toda essa história limpo.
41:17Vem comigo, assistente.
41:18Alfredo.
41:19Alfredo.
41:20Alfredo.
41:21Alfredo.
41:22Alfredo.
41:23Tá acontecendo aqui, meu amor.
41:27Alfredo.
41:28Alfredo, meu amor.
41:32Chega de sofrer.
41:34Vamos dançar.
41:35Vamos dançar uma valsa como nos velhos tempos.
41:38Esquecer.
41:39Esquecer a tristeza.
41:41Uma valsa de amor.
41:44Alfredo.
41:45Isso.
41:47É, não rode comigo que eu não tenho mais nada pra rodar assim.
41:50Pera aí.
41:51Pera aí.
41:51Deixa eu consertar minha cabeça.
41:53Pronto.
41:53Agora tá bom.
41:54Ah, acabou.
41:56Alfredo.
41:57Eu sei tudo o que aconteceu.
42:00Estou aqui.
42:02Pronta pra ser a sua nova mulher.
42:05Amor.
42:05Alfredão, larga da minha mami.
42:07Não, Magda.
42:09Não, não, não faça isso comigo.
42:10Não é nada do que você tá pensando, querida.
42:12Minha querida?
42:13É.
42:13Querida, o que significa isso?
42:15Não, não, calma, calma.
42:16Minha querida.
42:16Caçando, calma.
42:17Isso pode parecer uma loucura, mas há certos momentos que a gente tem que falar a verdade.
42:21Essa que é a verdade, não é?
42:23Magda se apaixonou perdidamente por mim.
42:27Foi na minha casa sorrateiramente, pra me falar isso pessoalmente.
42:32Dei-lhe um amasso no corredor, não foi, Magda.
42:35Olhou pra baixo, viu não sei o que, ficou apavorado, saiu correndo.
42:38E eu vim correndo atrás porque vi que ela entrou aqui e veio pra cá.
42:41Mamãe, por favor, afaste-se deste homem pelo seu próprio bem.
42:45Magda.
42:46Que isso?
42:47Minha filha disputando um homem comigo e ainda me ameaça.
42:54Eu bem que reconheci a sua voz quando eu liguei pra casa de ofendão.
43:00Mamãe, era mentira, mas eu não posso falar pra ele que é mentira, tá entendendo?
43:06Você ouviu o que você falou, mulher?
43:08Quer dizer que você me traz, safada, como a minha mulher que eu expulsei de casa.
43:13Você vai saber o que acontece com a mulher traidora, safada, vai morrer.
43:18Larga minha mulher, larga seu assassino de ruivinhas.
43:22O que que é isso, meu Deus do céu?
43:23O que que é isso?
43:24Você virou paralelipípedo.
43:28Pare, eu não estou entendendo.
43:32Mas eu estou, porque o Ribamar me contou tudo.
43:37O Alfredão assassinou a mulher dele.
43:41Sim, era manhã de quarta-feira.
43:46Este homem, mais conhecido como o corno do Arouche,
43:50saíra pra trabalhar e resolveu voltar.
43:54Encontrou a mulher deitada na cama descascando a macaca.
43:58Ele revoltado deixou o chifre esquentar e fatiou-a em pedacinhos com a machadinha.
44:07É verdade.
44:08Isso é verdade.
44:09É verdade.
44:11Já que espalharam no Largo de Arouche, que eu sou corno da região.
44:17Eu vou contar a verdade, minha gente.
44:20Acreditem.
44:21Eu não sou rei do gado, coisa nenhuma.
44:25Isso é minha tara por televisão.
44:27Essa aqui é a verdade.
44:28Não sou rei do gado.
44:29O que eu sou é apenas um açougueiro.
44:32E esse?
44:34Esse avental e essa machadinha, meus...
44:36É meu instrumento de trabalho.
44:38É isso.
44:39Eu vi.
44:40Eu vi com os meus olhos, você assassinando a facada, a sua mulher.
44:45E não tem de me esganar, não.
44:46Não é nada disso.
44:48Não é nada disso.
44:50Eu, na verdade, estava expulsando minha mulher de minha casa.
44:55Então, passei a mão na machadinha, botei esse avental e comecei a cortar uma carne.
45:00Porque, na verdade, a única coisa que me acalma é quando eu começo a trabalhar e cortar carne.
45:05E eu cortei uns 10 quilos de filé nenhum.
45:07Isso é que é verdade.
45:08Mas então não houve crime nenhum, sua jumenta?
45:10Não, mais ou menos, né?
45:11Crime não!
45:12Crime não!
45:12Mas ouve o adultero, sim!
45:28Peraí!
45:30Peraí!
45:31Eu não tô entendendo!
45:33Eu não tô entendendo!
45:36Se o cabeludo tava na cadeira de rodas, como é que ele pode fazer que a guru perneta com a sua mulher?
45:41Você não tá entendendo!
45:43Eu não tô entendendo!
45:44Mas eu estou entendendo perfeitamente!
45:46Ô, seu safado cabeludo!
45:48Eu sou um homem inválido, entendeu?
45:49Você vai saber!
45:50Ô, rapaz!
45:51Ô, eu não tinha vete!
45:52Como é que você faz com...
45:54Traindo os homens do norte, seu cê-vergonha!
45:56Eita, quando ele pegar seu caco, não vai sobrar nem pedacinho de caco pra contrapeso, sabia?
46:00Ai, ai, meu irmão, não é que estou eu outra vez, sozinha!
46:18Ah, tá bem, Cassandra, você não precisa ficar assim.
46:22Pensa nas coisas boas.
46:24Você ainda tem a mim, tem a Magda, enfim.
46:28Tá.
46:28Ah, e as coisas boas?
46:34Cassandra, você quer que eu te diga a verdade?
46:37Você, no fundo, no fundo, você não tinha nada que despachar o Alfredão.
46:41Vá, faça-me o favor.
46:43Ele é uma pessoa...
46:45Ah, é um abrutalhado, meio grossão e tal.
46:48Mas, no fundo, ele era um bom sujeito, Cassandra.
46:50Ah, Vavá, eu sou uma mulher de classe, eu não podia me envolver com um açougueiro.
46:55Ah, tá bom, mas, pelo menos, nesta casa jamais iria faltar carne.
47:01Ô, ô, ô, Neide, você quer largar essa luneta, faz favor?
47:04Eu tô ajudando, tá?
47:05Eu tô procurando outro adultério.
47:07Até agora já achei dois amassos e um beijo na boca.
47:10Pode parar, pode deixar pra lá, que eu não quero mais saber de Vavá adultério.
47:14Aquilo só me deu dor de cabeça.
47:16Dor de cabeça não, dor de cabeça.
47:18Dor nas costas, na coluna, na nunca, em todo lugar.
47:21Gente, o cabeludo, ele tá atacando outra vez.
47:26Não é possível, o Caco voltou a agir, é?
47:29Desta vez eu sou inocente.
47:31Ele não fez nada, por ele eu ponho minha mãe no forno.
47:36Ô, Caco, o que que você tá fazendo?
47:39Continua nessa cadeira de rodas, você quer me explicar?
47:41Mas agora eu preciso dela mesmo, aquele açougueiro me deu uma tunda que eu estou praticamente entrevado.
47:46O pior é ter que ir ao banheiro com essa cadeira.
47:48Hum, é o banheiro até que é fácil, difícil é sacudir a cadeira depois, né amor?
47:54Magda, minha filha, este homem lhe traiu e você está bancando a enfermeira dele.
48:00E você quer castigo pior do que ter Magda como enfermeira?
48:03Eu peço um comprimido, ela quer abrir um rombo pra enfiar na veia.
48:06Ela quase me matou por overdose de anti-inflamatório.
48:08Amor, estava escrito na bula, remédio oral, eu dei de hora em hora.
48:12Olha aqui, o papo tá muito bom, mas não era o seu Caco que eu vi fantasiado ali de cabeludo?
48:20Quem era então?
48:25Uau, papo, tu não bate mais.
48:27Seu Caco, o cabeludo está fazendo o maior sucesso no Aroche?
48:31A Ruivinha andou espalhando aí sobre canguru perneta, a mulherada tá doida?
48:34Já que o senhor está impossibilitado, eu estou matando a pau.
48:38Olha aqui, meu filho, eu é que vou acabar com a tua raça.
48:41Tu não vai fazer mais canguru perneta, calango manto, tu vai fazer, sabe o quê?
48:45Um bode capado, tá?
48:46Gente, vamos parar com essa confusão.
48:48Ô Caco, me explica uma coisa.
48:51Como é que é esse negócio aí que vocês tanto falam do canguru perneta?
48:59Você quer mesmo saber?
49:01Claro.
49:01Vocês querem saber como é o canguru perneta?
49:04Querer.
49:06Vão ficar querendo.
49:09O canguru perneta é uma especialidade que só um homem sabe fazer.
49:14Eu.
49:14Você não se meta que tu não está podendo fazer nem o cururu babão.
49:18Ei, tu, Alfredão, voltou pra casa e está fazendo com a Ruivinha uma coisa esquisitíssima.
49:22Te ver.
49:22Olha aqui.
49:23Te ver aqui.
49:24Olha.
49:25Gente, olha.
49:27Olha, a Ruivinha está ensinando canguru pra ele, gente.
49:29Olha que é o canguru, deixa eu ver como é que é o canguru.
49:31Olha aí, vavá.
49:33Vai, esse é o canguru.
49:34Cassandra, vem ver pra prender, Cassandra.
49:35Deixa eu ver se vê.
49:36Você está começando...
49:37Olha aí.
49:40Mata pau.
49:41É a Gilda Furacão.
49:43Figura aqui.
49:43Amor, e agora?
49:44Nosso segredo foi revelado.
49:46Ah, não tem problema, Magda.
49:48Eles podem fazer quantas vezes quiserem o canguru perneta.
49:52Falta o principal ingrediente.
49:54O que é, amor?
49:55O que é, amor?
49:56Quer saber o que falta, Magda?
49:57O que é?
49:58De verdade, faltamos nós, Magda.
50:03Faltamos nós.
50:04Pela mente do amor
50:07Pela mente do amor
50:11Pela mente do amor
50:13Pela mente do amor
50:15Pela mente do amor
50:16Pela mente do amor
50:18Pela mente do amor
50:19Pela mente do amor
50:20Pela mente do amor
50:21Pela mente do amor
50:22Pela mente do amor
50:23Fuxicando, né?
50:53Ah, sim
51:01Não, senhora
51:03Estou tentando avistar o Japão
51:05Para ver há quantos anos
51:06Desculpe
51:13Já estava me chamando antes
51:15Eu estou doido, não estou bem
51:17Eu comi cocô
51:18Quando o senhor estiver ocupado
51:21Assim, assim, quando a gente está com a dona
51:23Magra, o senhor deixa ela para mim
51:24Que eu posso dar um lustre no capu dela
51:26Eu posso limpar a vidraça dela
51:27O senhor fica à vontade
51:28É isso aí, seu tatá
51:41Corre logo na luneta e vê
51:43Esse cabeludo está lá no Alfredão
51:44Claro que é, ela está doido
51:46Não é a Cassandra agora?
51:51Não, não
51:52Tinha que estar lá no meio
51:53Não é a Cassandra, não?
52:00Não
52:00Devagar, devagar
52:08Olha essa merda aí
52:09Para, Tom
52:13Mas adultério
52:16Oh, não deu certo
52:18É exagerado
52:18Asa, me arranca a cabeça
52:21Vou fazer de novo
52:22Crime, não
52:26Mas adultério
52:29Não é?
52:43Não
52:44Não é?
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