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#amuralha #canalviva #redeglobo #minissérie

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Transcrição
00:00O que é que eu não posso ajudar?
00:13Eu não vou perguntar que você faça uma coisa dessas.
00:16Não, não. Você veio para esta terra para mudar de vida.
00:20A vida não tem nada. Isso não tem cada vez.
00:23Nós temos que ganhar porque a verdade está do nosso lado.
00:28Não pelos favores prestados ao governador por vós, Messias.
00:33Acredita sinceramente que exista uma só igreja.
00:39Santa, católica, apostólica.
00:42E que exista um só Deus, que é o nosso Deus.
00:46O que exclui da salvação a maior parte da humanidade, que não é cristã.
00:50Irão todos eles para o limbo?
00:52Aqueles que não tiveram como nós o privilégio da revelação?
00:55Isto é dogma de fé!
00:59Retire-se imediatamente deste colégio.
01:03De hoje em diante, o Almecer não mais faz parte da companhia de Jesus.
01:09E não mais poderá exercer o sacerdócio.
01:11Mãe Cândida. Mãe Cândida.
01:13Dona de Minha Deus fugiu com o menino e eu ia saber. Mãe Cândida.
01:16Só que assim me chame os buques. Nós temos que ir atrás dela de novembro.
01:19Eu fiz uma pergunta bastante simples.
01:33Basta responder sim ou não.
01:35Afinal, foi o vós-me ser quem descobriu o rei?
01:45Sim, sim, sim, sim, sim.
01:46É mentira!
01:47Arremelo!
01:49A datino!
01:50Mentira!
01:51A datino!
01:52A datino!
01:53Arremelo recinto!
01:54Olhe o que é melhor.
02:05Olhe nos meus olhos e diga sem se intimidar com o Jerônimo.
02:10Quem foi que descobriu o Ribeirão Dourado?
02:14Menina Rosália, volte para o seu lugar.
02:17Chega, tumulto. Esvazia a sala.
02:19Ficam aqui apenas Pento Coutinho e Rosalhóis.
02:43Não dá para caminhar nessa marcha.
02:47A arca está muito pesada, não vou aguentar.
02:49É só até a gente sair de Lagoa Serena.
02:51Meu Deus, não está ouvindo o sino, Tuiu?
02:52Já deram por nossa falta. Vamos!
02:54Não vamos conseguir chegar em Ribeirão Dourado, dona.
02:57Daqui a pouco está cheio de bugra e de tarde a gente.
02:58Mas que estou que eu quero estar longe daqui.
03:00Vamos, Tuiu, vamos!
03:06Procurem Beatriz.
03:08Procurem nos campos, no mato,
03:10na aldeia de Abel Dourado
03:11e no caminho que leva a Ribeirão Dourado.
03:14Olhem isso.
03:14O que aconteceu, mãe Cândida?
03:22Beatriz fugiu com o menino de Isabel.
03:25Será que ela foi para Ribeirão Dourado?
03:27Ela é louca para fugir com a criança?
03:28É louca para querer chegar em Ribeirão Dourado?
03:30Nós vamos procurá-la.
03:34Se eu puder ser útil de alguma maneira.
03:35Pode sim.
03:36Fique longe de Beatriz.
03:37Padre Simão,
03:42os índices estão perguntando por Padre Miguel.
03:45Padre Miguel não mais pertence a esta congregação.
03:49O quê?
03:49Avise a todos que ele não
03:51ministrará mais a catequese,
03:55não celebrará missa, nem...
03:59Vossa reverência está bem?
04:01Por favor, sacristão, deixe-me rezar em paz.
04:03Por favor!
04:03Por favor!
04:07Eu dou, Senhor, pela minha impaciência,
04:15pela minha pusilanimidade,
04:18por haver confiado,
04:23por ver em Padre Miguel,
04:24a mim mesmo,
04:25quando jovem,
04:27inflamado,
04:28apaixonado pela causa da companhia de Jesus,
04:31a carne dilacerada
04:32pela nudez das índias,
04:36assolado pelas tentações,
04:37e eu sabia de tudo
04:41e não cuidei dele.
04:44Não vigiei.
04:46Vigiai e orai.
04:52Pela minha negligência,
04:55eu vos peço perdão, Pai.
05:00Pela minha imprudência,
05:01eu vos peço perdão, Pai.
05:02Pela minha culpa,
05:05minha culpa,
05:07minha culpa.
05:11Pai.
05:11Pai.
05:12Pai.
05:12Pai.
05:20Amém.
05:50Amém.
06:00Beatriz!
06:04Beatriz!
06:06Beatriz roubou seu filho.
06:14Você escutou, Isabel?
06:16Beatriz roubou seu filho com ela.
06:18Estão indo pro Ribeirão Dourado.
06:22Beatriz não tem leite.
06:24Se a criança começar a chorar, ela volta.
06:26Melhor que eu vou me ser, vou procurar seu filho.
06:28Porque se Dombra chegar
06:30e não encontrar o menino,
06:32eu vou me ser que ele vai pedir contas.
06:34Ai, estou aí!
06:36Dona!
06:38Dona!
06:40Eu não aguento mais, Dona.
06:42Eu vou voltar pra trás.
06:44Pois então, volta!
06:46Volta, Tuiú!
06:48Maldita hora que eu pedi pra me ajudares.
06:50És mesmo um fracote, Tuiú!
06:52Desculpa, Dona.
06:54Volta!
06:56Volta!
06:57Volta!
06:58Volta!
06:59Volta!
07:00Volta!
07:01Volta!
07:02Volta!
07:03Volta!
07:04Volta!
07:05Volta!
07:07Volta, Tuiú!
07:08Volta!
07:09Volta!
07:10Maldita hora que eu pedi pra me ajudares!
07:11És mesmo um fracote, Tuiú!
07:14Desculpa, Dona!
07:15Volta!
07:16Volta!
07:18Volta!
07:19Volta!
07:21Volta!
07:22Volta!
07:24Volta!
07:25Volta, Tuiú!
07:26O que descobriu o Ribeirão Dourado foi meu irmão.
07:29Procede o que diz a menina.
07:33Na verdade, eu participei da armação de Dom Braios,
07:39no qual foi descoberto o Ribeirão Dourado.
07:42Por que está de cabeça baixa? Por que não fala diretamente para mim?
07:48Afinal, quem foi que descobriu o ouro efetivamente?
07:52O que é que eu aflige? O que ou quem está ameaçando vós-me-sia?
08:09A única coisa de que eu tenho medo, Silêncio,
08:13é de perder essa mulher.
08:17Então tome coragem e diga a verdade.
08:22Aquele maldito vai trair vós-me-sia.
08:29Eu não confio em Bento, Dom Jerônimo.
08:31Muito menos frente a frente com aquela menina.
08:34Não, ele não vai fazer essa tolice.
08:37Ele tem muito mais a perder do que eu.
08:42Eu tenho aqui em minhas mãos, Leonor.
08:44E o que vós-me-sia sabe sobre Bento para obrigá-lo a ser leal?
08:49Bento costumava mercadejar pau-brasil com os piratas,
08:56francês e inglês.
08:58Foi por isso que ele tem fugido do Rio de Janeiro,
09:00porque pesa sobre ele a acusação de traidor na coroa.
09:05Se ele for vivo, ele será condenado à morte.
09:14Não subestime Rosália, meu pai.
09:16Ela é mais esperta que o vós-me-sia.
09:18Do que pode a esperteza diante da canalice.
09:21Eu tenho fé que esse governador vai fazer justiça.
09:23Pois eu não.
09:24Basta olhar para ele e já se sabe
09:26que ele está contando as horas para voltar para Salvador.
09:28É a vontade de entrar na câmera,
09:31dar um soco na mesa e resolver tudo a minha maneira.
09:34É a minha vontade também, meu pai.
09:35Nós vamos fazer tudo dentro dos conformes
09:36para que não nos chamem de insurretos.
09:39Fale, Bento.
09:41É a sua oportunidade.
09:43Osme, você sabe que vai me perder para sempre
09:45se não disser a verdade.
09:54Fale, Bento.
10:25Fale, eu que descobri o meu excelência.
10:31Covarde.
10:35Tom Bartolomeu mande chamar as partes em litígio.
10:40Você acha que isso vai comprá-lo, dona Antônia?
10:44Mas eu não quero comprá-lo.
10:46Eu quero agradá-lo.
10:48O senhor governador devia dar-se por satisfeita em ter a minha cama.
10:51Não precisa do seu agrado e nem da minha marmelada.
10:55A vila dá como certa a vitória de Dom Brás.
10:59Eu acredito que o governador esteja interessado em agradar os paulistas, Dom Otávio.
11:03E que tal se nós fizéssemos uma aposta
11:07entre os moradores de São Paulo de Piratininga?
11:10Mas Rosme, você está sempre pensando no meio
11:12ilícito para ganhar dinheiro.
11:14Não é mesmo, Dom Cristóvão?
11:18Bento, Coutinho confirma que foi ele quem descobriu o rei.
11:22Eu vou matar esse ganhão!
11:24Acalme-se, meu pai, acalme-se.
11:25A sentença ainda não foi proferida.
11:27Eu não acredito que V. Exª
11:29Tenha dado crédito às palavras de assassino!
11:51Mas por que me chama de assassino?
11:53Afonso Góes está vivo, Excelência.
11:57Eu o vi em Lagoa Serena!
11:59Eu o vi em Lagoa Serena!
12:29Eu o vi em Lagoa Serena!
12:59É exatamente isso que eu disse, excelência.
13:07Eu vi Afonso Góes vivo na Casa Grande.
13:11Com que direito em vós me sei, entrou na minha casa, seu rascão?
13:15Eu fui buscar minha mulher.
13:16Excelência, o que Beto Coutinho diz não tem procedência.
13:19Afonso nunca mais foi visto pelo povo de Lagos Serena,
13:22desde que partiu para Santos naquela infausta viagem.
13:24Afonso está com uma máscara, uma máscara de bugre,
13:28para esconder o rosto, mas eu tenho certeza que trata-se dele.
13:31Eu vou arrebentar a cara desse canalha!
13:33É verdade.
13:35Afonso está vindo.
13:37Mas você disse?
13:39Pensa sua.
13:41Você não pode me acusar de tudo, excelência.
13:44Ladrão, canalha, menos de assassino de Afonso Góes.
13:50Muito bem.
13:51Eu acho que já vi e ouvi o suficiente para chegar a uma conclusão.
13:58Mais tarde.
14:01Eu comunico minha decisão.
14:06Beatriz!
14:10Beatriz!
14:16Beatriz!
14:17Beatriz!
14:17Talvez não seja um momento mais apropriado,
14:23mas aceite.
14:25Com todo o meu respeito e consideração.
14:28Vasco.
14:31É impressão minha ou o Vas Micei está cortejando a minha mulher?
14:34Que isso, Dom Guilherme?
14:35Vasco é inofensivo.
14:37Ah!
14:38Se fosse tão inofensivo assim,
14:40Mãe Cândida não o teria mandado ficar longe de Dona Beatriz.
14:44Que travessura o Vas Micei andou aprontando?
14:47Eu não procedi bem com Dona Beatriz.
14:51Na verdade, tudo que eu faço parece vergonhoso e inapropriado.
14:56Mas eu não sou uma pessoa amada, Dona.
14:58Eu tenho certeza que não.
15:00É apenas Ligiano.
15:04Eu prometo me emendar.
15:07Eu vi Dona Beatriz.
15:08Caminhando naquela direção.
15:12Obrigado.
15:12Por que não me disse que Afonso estava vivo, Rosália?
15:17Porque ele não queria que ninguém soubesse, Basília.
15:19Afonso perdeu memória.
15:21Passou meses sem saber quem era.
15:23Obre Afonso.
15:25Afinal, uma boa notícia no meio de toda essa embrulhada.
15:28Mas por que ele me procurou?
15:31Por que fugiu de mim todas as vezes que eu tentei falar com ele?
15:34Afonso está com o rosto todo deformado.
15:36Não interessa.
15:38Ele é meu marido e eu o quero do jeito que esteja.
15:40Meu pai, eu peço permissão para voltar agora mesmo para a Lagoa Serena com Rosália.
15:45Ah, senhora.
15:47O que tiver vontade, minha filha.
15:49Mais do que minha vontade, minha obrigação, meu pai.
15:52E nós?
15:54Ficamos ou vamos?
15:56Nós vamos ficar.
15:57Eu quero saber qual vai ser a decisão do homem da coroa.
16:01Assim que se fala, meu pai.
16:05Fiz pensando em vossa silência.
16:08Eu não sei se você sabe, mas a marmelada de Patininga é muito famosa.
16:14É muito famosa no Brasil e no reino.
16:17O que é que se pode esperar de uma Capitania com o principal produto é a marmelada?
16:24É.
16:25Mas a minha não é para me gabar.
16:28A minha é muito especial porque é aromatizada com água de rosa.
16:32Eu tenho certeza, Dona Antônia, de qualquer coisa que venha de vós mecer é deliciosamente aromatizada.
16:47Então, prova um pedacinho.
16:50Um pedacinho.
16:52Olha, se ela é tudo isso que vós mecer, ela ardeia, eu não quero só um pedacinho, não.
17:01Eu quero mais, eu quero muito mais.
17:05Então, eu vou fazer uma caixa para vós mecer.
17:09Mas eu tenho um pedido.
17:13Pode fazer, pode fazer.
17:15Quando vós mecer quiser.
17:18Mais uma vez.
17:19Eu peço humildemente justiça.
17:27Justo foi Deus quando fez a vós mecer, Dona Antônia.
17:36Senhor governador.
17:41Mandou-me chamar, excelência.
17:43Mandei, mandei.
17:44Mandei.
17:45Seiscentos e quadris, gente.
17:49Nós continuamos a nossa conversa depois, Dona Antônia.
17:54É sempre um prazer conversar com vossa excelência, governador.
18:00Com licença, padre Simão.
18:02Por que deixou aquele canalha levar a Rosália?
18:10Porque não lutou com ele?
18:11A Inber queria lutar, mãe Cândida.
18:13Rosália que não deixou.
18:15A Inber não tem culpa, mãe Cândida.
18:16A Rosália ainda anda muito apaixonada por dentro, mãe Cândida.
18:19Por que não me avisar de que Beatriz ia fugir com o menino?
18:24A senhora preta, velho, preta, velho.
18:27Perdão, mãe Cândida.
18:28Que rumo ela tomou?
18:29O taberno do rio, mãe Cândida.
18:31A Inber.
18:32Venha me ajudar a procurá-la.
18:34Eu não sabia quem eu era, Inber.
18:45Me perdoe.
18:48Mas cedo ou tarde eu vou ter que voltar para Lagoa Serena.
18:52E a mim, Dom Afonso, marido de Dona Basília.
18:57Eu serei agradecido até o final da minha vida.
19:00Pelo modo como me acolheste aqui.
19:06Você morou fora.
19:14A sua anjo, a emoaba, ficou abasso.
19:20Prende.
19:31Dom Afonso me parece que recuperou memória.
19:35E a mim bugra.
19:37A obrigação sua é com mulher branca.
19:40Eu perdi a minha memória.
19:44Mas não minha responsabilidade.
19:45Se a meia está esperando um filho meu,
19:52branca ou bugra,
19:56eu tenho que ficar do lado dela.
20:0419, 20, 21.
20:06Ou então até agora,
20:0815 pessoas apostaram em Dom Jerônimo
20:10e 21 pessoas apostaram em Dom Brás.
20:14Virgem Santíssima,
20:16veja como é pobre o povo desta vila.
20:19Não dá nem gosto de ganhar.
20:22O que é que eu vou fazer com esta estaminha?
20:26Então, as apostas já acabaram?
20:29Finalmente alguém que tenha algo para oferecer.
20:32Eu ofereço o feitinho de duas rupetilhas.
20:35Aceito.
20:36Ótimo.
20:36E, vós-me ser,
20:38vai apostar em quem?
20:39Em Dom Brás.
20:40Mais pela minha vontade
20:42do que pelo meu pressentimento.
20:44Mais de um para Dom Brás.
20:46Se possa ser,
20:47você já concluiu.
20:48Por que não proclama sua decisão?
20:51E quem foi que disse que eu concluí, padre?
20:53É evidente que esse meu coitinho
20:55não passa de um canário.
20:58Que Dom Jerônimo é capaz
20:59de qualquer só deis
21:01em nome de...
21:02Desculpe, Deus,
21:03e essas alminhas de que ele tanto fala.
21:07Assim como também é evidente que...
21:09foi esse rapaz, Tiago,
21:12quem descobriu o reio
21:13e que, portanto,
21:14pertence a Dom Brásolinto.
21:18Rosária.
21:19Fique longe de mim.
21:21Não se aproxime se não quiser morrer.
21:23Pode-me ser muito canalha
21:24para depois de tudo
21:24ainda se atrever a se aproximar de Rosária.
21:26Afaste-se, minha irmã.
21:28Nunca mais ouse se aproximar
21:30de ninguém da minha família.
21:31Tiago!
21:48Meu pai, peço para ele parar!
21:50Eu?
21:51Para quê?
21:52Para quê?
21:55Mas eu vos pergunto...
21:57O que é melhor parar a coroa?
22:06Como sacerdote
22:07e sabedor dos atos de barbárie
22:11de que os paulistas são capazes,
22:14eu não gostaria que Vossa Excelência
22:15decidisse
22:16em favor de Dom Brás.
22:23Acabe com a teperro, Tiago!
22:25É o Animos Decante.
22:34Que Animos Decante?
22:35Tem que mais matar mesmo.
22:42Mas há uma instância superior
22:44à Vossa Excelência.
22:45Superior a mim,
22:46superior ao próprio rei.
22:49É Deus, Dom Diogo.
22:52Deus vela pela justiça.
22:55E a justiça está indigestamente
22:57a favor de Dom Brás.
22:59O que está acontecendo, hein, Foz?
23:07Parem já com isso!
23:08Parem!
23:09Ele vai matar o vento!
23:11Parem já com isso!
23:12Eu mando matar os dois!
23:13Parem!
23:13Parem já com isso!
23:20Sabendo como essa gente é!
23:22Eles são os selvagens!
23:24São os bárbaros!
23:26Se a sua governadora meja
23:28a cuidar desse rascão, hein?
23:31Vou cuidar de Vossa Missy.
23:32Ainda preocupada com Beatriz?
23:49Não pela fuga.
23:51Eu sei que a criança vai impedi-la
23:52de prosseguir.
23:53Mas preocupada com a angústia
23:57que ela deve estar sentindo.
23:59Um desespero.
24:01Um desamparo.
24:09Onde está o seu sorriso?
24:12Aquele riso franco que eu ouvi.
24:15Quando Beatriz voltar,
24:16eu voltaria a sorrir.
24:17Mas sorriu
24:20quando recebeu a flor
24:21de Vasco Antunes.
24:24O que é isso?
24:26Dom Guilherme
24:27com ciúmes de Vasco Antunes.
24:29Não.
24:32Eu só queria ver
24:33o meu amor sorrir.
24:47O que é isso?
25:17O que é isso?
25:24Minha Nossa Senhora do Leite,
25:26tornai-me os seios
25:28fontes de alimento
25:29como Vós fizeste com Margarida.
25:31Mas Missy só vai ter leite
25:32quando tiver Seus próprios filhos.
25:43O meu peito, Vós Missy,
25:45não é eu.
25:46Mate a fome
25:47do seu filho, Isabel.
25:54Mas você é mergente.
25:56É bicho, Isabel.
26:00Chega com isso.
26:02Vamos para a Lagoa Serena,
26:03Beatriz.
26:05Essa criança deve estar
26:06morrendo de fome.
26:07Vamos para casa.
26:08Vós Missy segue com o menino.
26:12Eu vou sozinha para Ribeirão.
26:14Vós Missy jamais chegará com vida
26:15em Ribeirão Dourado.
26:16Vossa intenção foi boa,
26:17mas foi precipitada.
26:19Volte para casa,
26:20espere seu marido chegar.
26:22Vou falar com Dom Brás
26:23o que aconteceu com a Jaguatirica.
26:27Ele dará o menino para Vós Missy.
26:28será?
26:30Vamos para casa, Beatriz.
26:44Independente do veredito,
26:46eu estou eufórico, Antoninha,
26:48com a possibilidade
26:50da partida deste usurpador
26:52e eu recuperar
26:54a minha rica caminha.
26:56Ai, Vós Missy,
26:57você só pensa em si mesmo,
26:59Dom Cristóvão?
27:00Não, eu estou pensando
27:02em nós dois, Antoninha.
27:16Sua Excelência,
27:17o Governador Geraldo.
27:22Eu sou um homem civilizado
27:35e como tal
27:36eu pretendo ser justo.
27:39Portanto,
27:41antes de proferir
27:43a minha sentença,
27:44eu gostaria de
27:45esclarecer
27:47alguns pontos obscuros.
27:50Dom Jerónimo,
27:52por que Vós Missy
27:54iniciou a exploração
27:56do Ribeirão Dourado
27:57sem a presença oficial
27:59do administrador das minas
28:00como exige a coroa?
28:04Eu contratei
28:06dois mineradores
28:09e um fundidor, Excelente.
28:11E onde está
28:12o quinto da coroa
28:14e o administrador
28:15que legitimaria
28:16a sua posse?
28:17Vós Missy
28:23falou na vila
28:24de uma doença
28:24de branco
28:25que ia matar
28:26o gentil.
28:31Moatira moriu.
28:34Outros
28:34vão morir
28:35com doença
28:36de branco.
28:39Foi por isso
28:40que eu vim
28:40para cá,
28:40Caraíba.
28:41para Vós Missy
28:44construir um isolamento
28:45para os dentes.
28:47Eu
28:47quero cuidar deles
28:50para de alguma forma
28:52compensar o mal
28:53que nós lhes causamos.
28:55Eu vou precisar
28:56de sua ajuda, Caraíba.
28:57De sol,
28:58de vento.
29:01Lugar muito bom
29:02para a cura, padre.
29:03para a cura, padre.
29:19Vamos lá, mãe.
29:20Para a cura, mãe.
29:21Para a cura, mãe.
29:33Não fuja de mim outra vez.
29:56Não fuja de mim outra vez.
30:26Eu espero que Dom Brás seja sensível aos seus argumentos, mãe Cândida, e que a justiça triunfe.
30:50Mas você não tem certeza de que Dom Brás devolverá o menino a Beatriz, não é?
30:54Do que a gente tem certeza nessa vida, Dona Ana.
30:59Mas você quer que a justiça triunfe?
31:02Eu também.
31:05Em Lagoa Serena e na Vila, para que os meus homens voltem contentes para casa.
31:11Sabe o que eu deveria fazer, Dom Jerônimo?
31:15Degredar Vosmiceis, seu sócio na África, pelos prejuízos que causaram a coroa.
31:24O que Vosmiceis fizeram é alta traição.
31:28Eu sabia que a justiça seria feita!
31:32E se eu decidisse que o veio não pertence a nenhum dos dois, a nenhum dos dois e sim a coroa.
31:41Vossa Excelência não faria uma coisa dessas.
31:43E por que não?
31:43É minha prerrogativa aplicar a lei e julgar.
31:49Eu vos diria que as leis para esta capitania deviam ser feitas por quem a habitar.
31:56E não por aqueles que vivem do outro lado do mar.
31:59Sem conhecer nossas necessidades e nossas aflições.
32:02E Vosmiceis, Dom Jerônimo, o que me diria se eu decidisse que o rei pertence à coroa?
32:12Eu diria, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
32:21E me curvaria diante da vossa sábia decisão, porque, ainda que isso contrariasse os meus interesses particulares,
32:29os interesses da coroa se sobrepõem a todos os demais.
32:38Eu diria, vossa Excelência, que só mandando a mim e a toda a minha família, a coroa vai tomar o que me pertence.
32:47Porque já é muito dar um quinto do ouro às duras penas lavrado para sustentar os luxos do rei do outro lado do mar.
32:56Meu amor de Deus, meu pai.
32:57Eu vos diria que já é muito dar uma parte do que produzimos e possuímos.
33:04E que mais?
33:05E que esse é mais um ato de rapina, como muitos, como tantos outros, que a coroa nos tem feito.
33:12E que mais?
33:13Vosmiceia não diria mais nada.
33:17Porque eu acabo de decidir com quem vai ficar o rei.
33:20E verão dourado.
33:28Pertence a Dom Jerônimo da Avenida.
33:30Já faz-me ser que Dom Afonso gosta da Dona Basília.
33:52Está aborrecida comigo ainda, Dona Antônia?
33:58Eu estou.
33:59Eu estou.
34:00Não.
34:01Está decepcionada.
34:02Está muito decepcionada com vossa Excelência.
34:05Eu nunca me penitencei o bastante com vossa Excelência.
34:08Por ter entrado no seu quarto.
34:12Eu nunca agradeci o bastante.
34:14Por vossa Excelência ter guardado com discreção esse fato.
34:17O que?
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