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00:00Diga, Isabel. Diga sinceramente se vós me ceder o amor a essa criança.
00:05Se vós me ceder o que é mesmo de ficar com esse menino.
00:08Se Dom Braz quer que eu crie meu filho, eu vou criar meu filho.
00:12Ainda está em tempo de vós me ceder a ser um homem de verdade.
00:16E é isto que vai acontecer.
00:18O que vós me ceder a matar?
00:19Eu devia ter feito já há muito tempo.
00:26Então, Vazia, não se meta nisso, Vazia.
00:28Ele vai matar o filho, mãe Cândido.
00:29Vai matar, ele sabe muito bem o que está fazendo.
00:31Eu vou me ceder quem é.
00:33Dom Jerônimo Taveira, Excelência.
00:36Um dos homens bons da Vila de São Paulo.
00:39Então siga em frente e avise que o governador-geral está chegando a Piratininga.
00:49Ei, Guilherme.
00:55Eu nem sei como conseguimos chegar vivos aqui.
00:59Ei, meu amor.
01:24Padre Simão de Éfora, superior da companhia de Jesus.
01:50Entre, padre, pode entrar.
01:54Mas a que se deve a honra de ter um ilustre visita, Dom Diogo?
02:03Eu recebi uma ordem do Bispo de Orrei para que viesse até essa vila,
02:07porque uma certa Basília Góes escreveu uma carta de velhas inquietantes.
02:11Ela acusa Dom Jerônimo Caveira e Bento Cotinho de tramarem contra a vida do seu marido.
02:20Essa suspeita procede, padre.
02:22Sem a menor dúvida, Dom Diogo.
02:23Guardas! Guardas!
02:28Prendam Jerônimo Caveira e Bento Cotinho.
02:37E agora?
02:41Com a sua fé abalada,
02:43O que é que você vai fazer?
02:51Não sei.
02:55Matilde gostava tanto de você.
02:59Era tão difícil para ela compreender porque não podiam ficar juntos.
03:03Também para mim.
03:04Era muito difícil compreender, Dom Diogo.
03:13Por que aquele homem não para de olhar para mim, Caraíba?
03:16Por que vós viciê não pergunta para ele?
03:18Padre, eu sei que o bebê é doloroso.
03:32Mas eu lhe peço que não diga a ninguém que o senhor é louco, Sirena.
03:35glaube, 24 horas.
03:36Ou então, sua pelo?
03:39Quem é uma fé abalada?
03:40Seu Senhor é louco que você vai xerra seusuber marked desejo?
03:42Viuas mamães?
03:44Cuidado, viuas mamães!
03:44Agora só favor, Him?
03:46Eu li praxe.
03:46Eu vou te sugerir!
03:48Vô?
03:49Eu vou te sa eccentricamente em descoiva!
03:49Margarita, o que quer dizer, minha Margarita?
04:19Margarita, o que quer dizer, minha Margarita?
04:49Margarita, o que quer dizer, minha Margarita?
04:53Margarita, o que quer dizer?
04:55Margarita, o que quer dizer, minha Margarita?
05:05O que eu preciso fazer para mostrar a vós-missê que a amo com todas as forças do meu coração?
05:12Margarita, o que quer dizer, minha Margarita?
05:18Margarita, o que quer dizer, minha Margarita?
05:24Margarita, o que quer dizer, minha Margarita?
05:26Margarita, o que quer dizer, minha Margarita?
05:30Mas bem.
05:32Vamos viver nossa vida sem interferência de ninguém.
05:36Somos dois.
05:40Ser felizes, meu amor.
05:42Vossa Excelência vai me mandar prender Dom Jerônimo.
06:03Se foi ele que me mandou matar Afonso Gotes.
06:07Eu não sei se Vossa Excelência já foi informado,
06:10mas Dom Jerônimo Taveira é irmão do inquisidor morto.
06:18É, isso é um transtorno.
06:24Mas nós temos que fazer cumprir a lei.
06:26Custa acreditar que Vossa Excelência tenha se abalhado de salvador
06:29para fazer justiça numa terra tão sem valor para a coroa.
06:33Eu não teria me abalado se o móvel do crime não fosse esse ribeirão dourado.
06:37Finalmente há esperança de que nessa terra haja ouro.
06:41Foram encontrados alguns veios nas proximidades de Piratininga,
06:45mas todos resultaram pífios, Dom Diogo, pífios.
06:49Se esse ribeirão dourado não fosse promissor,
06:52ninguém teria me ouvido por causa dele.
06:54Eu sou um sacerdote e não sou um homem da lei.
07:00Com licença.
07:04Mas é bom estar preparado,
07:06porque Dom Jerônimo vai usar o fato de ser irmão do inquisidor morto
07:10para intimidar Vossa Excelência.
07:13Com licença.
07:14O que querem aqui?
07:16Dom Jerônimo Taveira.
07:17O que é, meu irmão?
07:19Vossa Excelência está preso.
07:23Mas por quê? Qual é a acusação contra mim?
07:25São andes do governador. Vamos!
07:27Não façam isso!
07:29Não toquem, Dom Jerônimo!
07:30Esse homem é um santo!
07:32Vossa Excelência não pode cometer essa injustiça!
07:33Tem que haver algum engano.
07:37Eu vou exigir explicações do governador-geral.
07:40Eu vou até lá e vou exigir explicações.
07:46Eu não mereço tanto.
07:48Eu não mereço tanto.
07:50É, não merece mesmo.
07:52Vosmice é arrogante, apavonado e caloteiro.
07:55Mas, mesmo assim, eu não podia mais ficar na casa de Davidão.
07:59Vosmice fez uma ótima escolha.
08:00Gabo de Gosto.
08:02Pode mandar fazer um vestido de ouro para o seu santinho.
08:06Mas vocês aí, o que é que estamos esperando?
08:08Vão buscar as coisas de Dona Antônia na casa de Mestre Davidão, já!
08:12Rápido!
08:15Ai, meu Deus!
08:17Eu não mereço tanto.
08:23Há muito tempo que eu esperava por isso.
08:26Dom Cristóvão!
08:28Ai, Dom Cristóvão, Dom Cristóvão!
08:29Não, não, não, não, não!
08:31Não, não, não, não!
08:32Não, não, não, não!
08:33Não, não, não!
08:34Antônia!
08:35Quem é?
08:36Abre e manda o rei!
08:39Por decisão dos outros vereadores, viemos confiscar a vossa cama.
08:44Bande de pelequis!
08:47Envejosos!
08:51Galfarros!
08:53Daqui!
08:54Esta cama não sai!
08:56Só passando por cima do meu cadáver!
08:58É, Davidão!
08:59A justiça falha, mas não tarda!
09:00É!
09:01É, Davidão!
09:02É!
09:03É, Davidão!
09:04É, Davidão!
09:05A justiça falha, mas não tarda!
09:08É!
09:09Então, o Brás precisa saber disso!
09:10Ninguém vai levar a minha cama!
09:11Isto é uma furtão de espalteiro!
09:12Eu paguei esta cama com o meu rico dinheirinho!
09:15A Câmara vai lhe pagar o seu aluguel da cama, criatura!
09:16Então, o dinheiro do mundo vai compensar o confisco inominável de quem estou sendo vítima, Dom Bartolomeu!
09:17Não sai!
09:18Esta cama não sai da cama!
09:19Não sai da cama!
09:20É!
09:21É!
09:22É!
09:23É!
09:24É!
09:25É!
09:26É!
09:27É!
09:28É!
09:29É!
09:30É!
09:31É!
09:32É!
09:33É!
09:34É!
09:35É!
09:36É!
09:37É!
09:38É!
09:39É!
09:40É!
09:41É!
09:42É!
09:43É!
09:44É!
09:45E as pessoas dejeceram aqui!
09:46Ou você me excede por bem, eu serei obrigado a acusá-lo de insurreição!
09:49Calma, a cama é minha, eu não sinto!
09:51Quer explicar a ele que recusar a cama ao governador é o mesmo que recusar a sua majestade ao rei?
09:58Oh, Dom Cristóvão!
09:59No amor de Deus, isso é só uma cama!
10:02É o bem maior da minha vida!
10:04Eu adoro a minha cama!
10:06Olha essa cama!
10:07Ninguém vai...
10:08Não!
10:09Não!
10:10Não.
10:11Não!
10:12Eu quero a minha cama!
10:13Dão Cristóvão, isso é uma atitude de um vereador.
10:18Mas eu adoro a minha cama.
10:22Dão Cristóvão, brincar na rede também é muito bom, Dão Cristóvão.
10:27Por isso que os burgros vivem em Rio, Dão.
10:31Quer dizer então que...
10:33vós-me-ser não se importa mesmo, Antoninha?
10:38Mas eu gosto tanto da minha caminha.
10:52Então vós-me-ser, Dão Jerônimo Taveira, um dos homens bons...
10:57da Vila de São Paulo de Piratininga.
10:59Eu espero que Vossa Excelência tenha uma boa desculpa...
11:02para este ultraje, Dão Joe.
11:05Sente-se, Dão Jerônimo.
11:08Eu também estou tão agastado quanto vós-me-ser.
11:14Esse é um lugar meadono.
11:17Mas eu não posso sair daqui...
11:19antes de punir os responsáveis pela morte de Dão Afonso Góes.
11:22E vou fazer isso com o rigor necessário.
11:24Tô alguém doendo.
11:27Ah, vós-me-ser, eu presumo, deve ser Bento Coutinho.
11:33Eu posso ao menos saber por que nos deteve, Celeste.
11:36Dona Basília Góes acusa a vós-me-ser de ter mandado matar o marido dela...
11:43e a vós-me-ser de ter executado o crime.
11:46Essa é a mais insultuosa suspeita de que eu jamais fui vítima em toda a minha vida.
11:51Compreendo que estou sendo acusado de homicídio?
11:55O corpo dessa suposta vítima jamais foi encontrado.
11:57Dona Basília também insiste que o crime foi urdido...
12:01para que vós-me-ser se apoderasse de Ribeirão Dourado...
12:04e tenha sido descoberto por...
12:07Tiago Olinto e que, portanto, por direito, pertenceria a Brazolinto.
12:11Mas esse venho jamais pertenceu a Brazolinto.
12:13Ele foi descoberto por Bento Coutinho...
12:16que estava a meu serviço...
12:18quando tal aconteceu.
12:19Fogo em Vila Feliz, Beatriz.
12:27Agora eu terei muito mais motivos para alegrar-me, meu candista.
12:30Dê a bola na vossa mãe.
12:33Quando Dom Brás chegar, iremos para o Ribeirão Dourado, minha mãe.
12:37Não, nós conseguimos expulsar os homens de Dom Jerônimo do Ribeirão Dourado...
12:40mas o veio ainda não é do seu pai.
12:42Mas será?
12:44Nem que eu tenha que lutar até a morte por aí.
12:49Não, nós conseguimos expulsar os homens de Dom Jerônimo.
13:19minder intensos de Dom Jerônimo do Ribeirão Dourado...
13:21não, nós conseguimos expulsar os homens de Dom Jerônimo do Ribeirão Dourado...
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13:27mais o date, estes nossosanson negativos no titre de Como dizem%.
13:28nos Renato Dourados Flores Filosofés.
13:39A William wir prendre a 2013 Jardim do Ribeirão Dourado.
13:40Não, nós conseguimos expulsar os homens de Dom Jerôimo do Ribeirão Dourado...
13:43teus amén dizem...
13:44os homens de Dom Jerômeidãoühão Dourados...
13:45mon 160X.
13:45Modern vuelvo
13:47Dourados Flores que eu entreuan ele foiAKE ao Youtube up FIFA ao הכado e de gold monitors...
13:47O fato é que meu zelo religioso nem sempre agrada aos habitantes desta vila.
13:58E a informação que V. Exª recebeu não tem valor, pois que partiu dos meus desafetos.
14:04Eu decido o que tem valor e o que não tem valor, Dom Jerônimo.
14:09V. Exª não ignora que eu tenho muito boas relações no reino.
14:12Eu também.
14:14Em Lisboa, em Madrid.
14:17Junto à Santa Sé, onde reina Paulo V.
14:20O que conheci em Roma, aliás, no tempo da minha mocidade?
14:27Eu sou um homem pobre, Excelência.
14:32Tudo o que eu tenho...
14:36Eu destino à conversão do gentil.
14:38Essas pobres alminhas que vegetam na escuridão, nas trevas do paganismo.
14:47O veio é promissor.
14:52Sim!
14:57Desci, meus cavalheiros.
15:01O veio é, sim, muito promissor, Excelência.
15:06Entendo, Mãe Cândida.
15:07Por que ele fugiu de mim?
15:09Algum mistério esse homem tem.
15:10Juroveva, tu viste o homem de máscara?
15:14Não, Mãe Cândida.
15:15Nunca vi.
15:18Não sabe como fico feliz, meu coração e ságua.
15:22Nem eu acredito que consegui chegar até aqui.
15:25Quem sabe que vós, vocês estão aqui em Nova Iorceriana?
15:28Davidão e Dom Gonçalo.
15:29Mas eles são de toda confiança.
15:33Quem é?
15:33É filho de João, Tunis. Tem negócio com meu pai.
15:40Não foi ele que cantou o madrigal no seu casamento?
15:42Foi.
15:43Foi ele também que cortejou minha mulher.
15:47Eu não te humildo.
15:49Porque eu só tenho alhos para vós, meu senhor.
15:53A felicidade assenta-lhe muito bem, dona Beatriz.
15:55Seria muito mais feliz se estivesse em Ribeirão.
16:04Tu viu o Genoveve a Bapsassu conversando aqui.
16:09Quando vós, meus cês, foram para Ribeirão Dourado,
16:12ele veio muito aqui.
16:13Tu jura, pela alma de apengorar.
16:17Eu espero que Vossa Excelência leve em consideração
16:20os meus argumentos.
16:22e, sobretudo, a minha lealdade.
16:25Porque não teria sentido Vossa Excelência
16:26colocar-se ao lado daqueles que afrontam eu, rei.
16:29Mas você está acusando Dom Brás de traição.
16:32Dom Brás?
16:33E todos os paulistas
16:35que apresam o gentil,
16:38que penetram o sertão adentro,
16:40desrespeitando, desprezando as determinações da coroa,
16:43invadindo terras de Espanha,
16:45como se de Portugal fossem.
16:48Isso é verdade, ouviu?
16:50É, não é um certo sentido.
16:51É que a capitania é tão pobre
16:53que a falta de recursos
16:55os obriga a procurar seu remédio no sertão,
16:57como costumam dizer.
16:58Por que Vos Messei coloca-se do lado dos rebeldes?
17:02Eu?
17:03Data vênia, Dom Jerônimo.
17:05A justiça tem que ser econômica.
17:06Eu só respondi o que o governador perguntou.
17:08Maria Cervonha!
17:11Maria Cervonha!
17:13Maria Cervonha!
17:14Eu sou eu do São Paulo,
17:16seus Cervonhos!
17:18Fora!
17:19Fora!
17:19Fora!
17:20Fora daqui!
17:21Fora!
17:22Fora!
17:23Fora!
17:24Mas agora, graças a Deus, estou livre!
17:27Livre de vós!
17:28Não cuspa no prato que comeu,
17:30dona Leonor.
17:31Dom Jerônimo já expulsou
17:33vai me ser de casa duas vezes.
17:35Mas agora ele precisa de mim.
17:37Reconheceu a minha lealdade
17:39e nunca mais vai me abandonar.
17:42Nunca mais.
17:43Lucha! Lucha! Lucha!
17:46Lucha! Lucha!
17:47Adeus, seus rebeliões!
17:50Lucha! Lucha!
17:52Por que dissesse que não tinha visto o homem de máscara?
17:55Ele já esteve aqui nessa cozinha de Genoveva?
17:58E pediu um prato de comida, nunca.
17:59E por que não disseste?
18:01Por que mentiste, Genoveva?
18:02Eu era estranho.
18:03Eu fiquei com medo de mãe Cândida, vasilha tola.
18:06Tu és uma tola, Genoveva.
18:10Genoveva,
18:12é Afonso Góes, não é?
18:20Por que eu não dissesse para a minha filha?
18:23Pediu para não falar nada.
18:24Mas como insensato como esse?
18:26Parando dois passos de Lagoa Serena.
18:29Ele perdeu o juízo, mãe Cândida.
18:30Como perdeu o juízo?
18:31Ele perdeu o juízo, perdeu a cabeça e esqueceu tudo.
18:35Mas é um motivo para voltar para casa.
18:42Então era verdade.
18:45E tu não mentiu quando jurou que Afonso tinha sido culpado.
18:49Ele não culpou seu cunhado não, Rosália.
18:51Esse cão entregou Afonso para o Guaianaz.
18:55E só não morreu porque o Caraíba chegou na hora que impediu o pior.
19:00Quem entregou Afonso aos canibais foi o mestiço de Bento.
19:03Bento não vale um fio, Rosália.
19:05Mas a irmã me cita tão apaixonada por esse cão que não consegue enxergar nada.
19:10Estou apaixonada, mas não sou tula.
19:13A uma hora destas, eu ainda estaria com ele.
19:16Tiago não acha prematuro e temerário ir com sua mulher para uma terra em litígio?
19:26Eu quem descobriu o Ribeirão Dourado, Guilherme.
19:29Ele nos pertence por direito.
19:31E acha que Dom Jerônimo vai respeitar o seu direito?
19:34Acha que não vai lutar por Ribeirão Dourado com unhas e dentes, Tiago?
19:36Dom Jerônimo foi preso.
19:40E Bento Coutinho também.
19:44Parece que o governador Geraldo chegou e disposto a fazer a justiça.
19:48O governador veio animado com esse propósito.
19:50Certamente vai nos devolver o Ribeirão Dourado.
19:52Eu vou agora mesmo para Piratininga, Davidão.
20:06Sou eu, Afonso.
20:19Vem Cândida.
20:35Sou eu, Afonso.
20:36Mãe Cândida.
20:40Lembra-se de mim?
20:42Durante muito tempo eu não soube quem era.
20:47Mas aos poucos...
20:49Eu lembro dos que me são caros.
20:53Mãe Cândida.
20:55Me buscar, vós, Missy.
20:57O lugar não é aqui com os bugres.
21:00É em Lagoa Serena.
21:03Eu não posso retornar a Basília assim desfigurada.
21:06Me jogar água quente no rosto.
21:12Na alegria e na dor.
21:15Na saúde e na doença.
21:18Não foi isso que vós, Missy, jurou no altar quando casou-se com a minha filha?
21:22Basília não casou com o Rojo Missy só porque Dom Brás mandou.
21:28Casou porque vós queria muito bem.
21:31Era um homem, a sua afeição.
21:33Me dê uns dias para me preparar.
21:47Deixe-me ir à vila com vós, Missy.
21:48Não, melhor que fique.
21:52Preparando nossa partida.
21:54Eu vou rezar por você.
22:06Mas você não vai se despedir do seu filho.
22:09Eu não vou para o sertão, vou para a vila.
22:12Não vou me demorar.
22:12Deixe-me pegar o menino em um instante, Isabel.
22:34O que foi?
22:37Você está estranhando o Beatriz, meu amor?
22:39Acho que ele já esqueceu, vós não sei.
22:42Mas eu não.
22:44Eu vou amar seu filho sempre, Isabel, como se fosse meu filho.
23:09Eu não vou até para o trabalho.
23:30Oh!
23:30Tchau, tchau.
24:00Tchau, tchau.
24:30Tchau.
25:00Tchau, tchau.
25:30Tchau.
26:00Tchau.
26:30Tchau.
27:00Tchau.
27:02Tchau.
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29:12Tchau.
29:14Tchau.
29:16Tchau.
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29:24Tchau.
29:26Tchau.
29:28Tchau.
29:30Tchau.
29:32Tchau.
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29:38Tchau.
29:40Tchau.
29:42Tchau.
29:44Tchau.
29:46Tchau.
29:48Tchau.
29:50Tchau.
29:52Tchau.
29:54Ai, as minhas costas.
30:00Ai, que saudade da minha caminha.
30:03Não, mas você parece criança que roubaram o doce.
30:06Não foi só o doce, dona Antônia.
30:09Foi meu sono, meu repouso.
30:12Que sabe a minha vida.
30:14Que se esvai a cada noite nessa tosca cama de bugre.
30:20Ai, dona Antônia.
30:22Ai, dona Antônia.
30:23Ai, tentemos a estela.
30:30Não adianta, dona Antônia.
30:32Eu não vou conseguir consumar a nossa união em nenhum outro lugar.
30:37A não ser na minha caminha.
30:40Meu reino por uma cama.
30:45Ah, dona Antônia, dona Antônia.
30:51Para bem o cabelo.
30:52Não, só a barba.
30:54Pelo menos assim vai se me ser ajuda a passar o tempo nessa terra abominável.
30:58A expectativa do povo é que vossa excelência prenda Bento Coutinho e dom Jerônimo e faça justiça a dom Brasolento.
31:15Parece que a comida é a única coisa que presta nessa vida.
31:19Eu retiro o que dizes e, afinal de contas, uma bela mulher.
31:26Sua imunência?
31:27Bom, eu não sou exatamente um bispo, mas eu abençoo o Rosmissê do mesmo jeito que a Rosmissê quer de mim.
31:34A cama de Dom Cristóvão.
31:36Mas, com todo prazer, eu partilharei com o Rosmissê.
31:39Não, não, não, não, não, não, não, não.
31:42Eu sou comprometida e governador.
31:44Mas eu também.
31:46Eu também.
31:48É exatamente por isso que tudo fica mais interessante.
31:51Rosmissê não acha?
31:52Morina.
31:59Morina.
32:00Morina.
32:02Tu voltaste pra tua dona, Morina.
32:04Nunca mais Isabel vai ficar longe de ti.
32:07Nunca mais, viu?
32:14Você está louca, Isabel?
32:16Por quê?
32:18Morina não vai fazer nada ao menino.
32:19Não é, Morina?
32:23Não é, Morina?
32:26Tu não vai fazer nada ao menino, não é?
32:30Tu és mansinha.
32:47Pode-me ser.
32:49Vai ficar amigo de Morina.
32:52Rosmissê vai aprender a brincar com o nosso abraço.
32:58Se acontecer alguma coisa com este menino, Isabel,
33:00eu mato o Rosmissê.
33:02Eu mato.
33:03Eu mato.
33:03Eu mato.
33:17A CIDADE NO BRASIL
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35:08NO BRASIL
35:08O PARTIR, PADRE MICHAEL
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37:31Amém.
38:01Amém.
38:31Amém.
39:01Amém.
39:31Cadeia na vila.
39:32O governador concluiu pela prisão domiciliar.
39:36Se acha a justiça que ele está trazendo aqui em Piratininga, não precisava ter se abalado
39:41de Salvador.
39:42Seu pai, pelo amor de Deus, controle esse seu gênio de paulista que o governador só
39:47vê até Piratininga porque eu escrevi aquela carta.
39:49Ele veio aqui por causa do ouro.
39:51Eu estive com o governador.
39:52Está claro que ele está aqui para saber quem é o melhor sócio para a coroa.
39:56Com que direito vós me cêsse antexpor-me?
39:58Com o direito de ser vosso filho.
40:03E não é hora de brigar comigo nem me tratar como criança.
40:06Porque eu sou um homem.
40:08Estou de vosso lado mesmo, não concordando com vós me cêsse.
40:16Meu pai, controle-se.
40:18Que não vai ser com truculência que nós vamos convencer o governador que a razão está
40:21do nosso lado.
40:24Cadeia, churro.
40:28Dona Basília de Cóis.
40:35Sou eu, excelência.
40:38Vós me cêsse escreveu uma carta na qual acusa
40:41Don Jerônimo Taveira e Vento Coutinho
40:46de terem assassinado o seu marido.
40:50Vós me cêsse possui alguma prova concreta, material, contra esses homens.
40:54Por sua excelência.
41:00Este é o mapa da localização do veio, descoberto pelo meu irmão Tiago, num lugar que ele
41:05denominou Ribeirão Dourado.
41:08O sangue que mancha esse mapa, excelência, é de Afonso.
41:12Dom Jerônimo mandou matar meu marido para registrar o veio em seu nome.
41:20Posso?
41:22E o que é que eu posso negar, vós me cê, dona Antônia?
41:26Mas eu não vim sozinha.
41:28Claro que não.
41:30Com vós me cê vem também a graça, o encanto, a formuzura, o frescor.
41:37Eu pensei que esta fosse uma audiência privada, silenciano.
42:08Eu estou mais interessado em saber o que o Vódio Cê tem a dizer em sua defesa,
42:12do que estabelecer aquilo que é público e aquilo que é privado.
42:16Dom Jerônimo.
42:22O principal argumento em minha defesa, excelência,
42:27está diante de nós.
42:29Olhe bem e avalie se este pobre velho
42:38é o monstro descrito por esta mulher,
42:42pelos heréges batizados de pé
42:44e por todo o tipo de escumalha que povoa esta terra.
42:47Ele fala de nós, mas é o pior dos devassos.
42:52Olhe, você não pode se manifestar agora.
42:56Continue, Dom Jerônimo.
42:59Vossa Silência me permite que eu veja este mapa?
43:02Realmente este é o mapa de Ribeirão Dourado,
43:15mas no que isto prova que o veio pertence a Dom Brasolinto,
43:19um veio que foi registrado por mim
43:21muito antes de ser reclamado por ele.
43:24E esta mancha, excelência,
43:29certamente é uma mancha de sangue.
43:37Mas e algum pobre animal?
43:40Uma cabra?
43:41Um cão?
43:42Meu demônio!
43:43Eu vou matar!
43:43Eu vou matar!
43:44Eu vou matar!
43:45Eu vou matar!
43:54Beatriz, não acha melhor esperar pelo veredito do governador
44:20antes de preparar a viagem para Ribeirão Dourado?
44:22Se ele veio de Salvador para fazer justiça,
44:26ele só pode decidir do nosso lado, Ana.
44:52Eu vou contar para Dom Jerônimo
44:59que Vosmissi estava aos beijos e abraços com a filha de Dom Brás.
45:03Ele tem que estar prevenido contra a traição de Vosmissi.
45:09Vejo que finalmente Vosmissi recobrou a razão, Padre Miguel.
45:12Não deveria ter se confessado antes para comungar na missa?
45:22Não vou comungar hoje, Padre.
45:26Aqui devo a honra de tão graciosa visita.
45:29Eu sou portadora de um pedido que não é só meu, é de toda a vila.
45:38É para que, inspirado no Sermão da Montanha,
45:42Vossa Excelência faça justiça.
45:46Eu não sei por que tanto estardalhaço em torno desse mapa
45:50que com certeza é forjado.
45:52Uma cópia grosseira daquele que eu apresentei
45:56à Provedoria da Fazenda Real
45:58quando registrei o veículo.
46:00E quem foi que fez o mapa, Dom Jerônimo?
46:04Ora, quem?
46:06Foi Bento Coutinho!
46:09Isso é verdade.
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