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  • há 7 meses
Environmental education is an alternative for the preservation of species
Frequently, when asked about their future profession, children often say they want to become, a doctor, an astronaut, a firefighter, a soccer player or, in current times, a youtuber. Those who like animals talk about being veterinarians, thinking more about taking care of mammals. But a child who, since childhood, dreams of being a reptile breeder is undoubtedly less common. Biologists from the Amazon Center of Herpetology and the Emílio Goeldi Museum seek to demystify animals considered dangerous to humans, but of fundamental importance for the balance of nature.



LIBERAL AMAZON

Educação ambiental é alternativa para a preservação das espécies

Em geral, quando uma criança é perguntada sobre que profissão pretende seguir quando crescer, as respostas mais corriqueiras são médico, astronauta, bombeiro, jogador de futebol ou, nos tempos atuais, até youtuber. As que gostam de animais falam em ser veterinárias, pensando mais em cuidar de mamíferos. Mas uma criança que, desde pequena, sonha em ser criadora de répteis é, sem dúvida, menos comum. Biólogos do Centro Amazônico de Herpetologia e do Museu Emílio Goeldi buscam desmistificar animais considerados perigosos ao ser humano, mas de fundamental importância para o equilíbrio da natureza.

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Transcrição
00:00O Centro Amazônico de Herpetologia hoje, ele é um zoológico privado e um serpentário
00:26produtor de veneno de Geraraca da Amazônia voltado à indústria farmacêutica.
00:31O propósito do Centro Amazônico é estudar a biodiversidade de herpetofauna local e outras
00:38exóticas do bioma amazônico para tentar criar junto com o governo ferramentas para a conservação
00:44de várias espécies, como o caso da periquitambóia, com o propósito de levar a educação ambiental
00:51na prática para as crianças, jovens e adultos, para poder ensinar para eles a importância
00:57desses animais no ecossistema.
00:58Sem dúvida, esses animais são muito temidos pela população por falta de conhecimento.
01:06O homem destrói e tem medo daquilo que não conhece.
01:09O efeito do toque no animal desse de forma guiada e profissional, assistida por nós profissionais,
01:15sem dúvida leva ao entendimento real do animal.
01:19Perde muito a mística, aquele medo que é imposto desde criança, aquele nojo, tudo
01:26isso se perde.
01:27A pessoa passa a admirar esses belos animais.
01:30São animais de extrema importância para o meio ambiente, fazem parte da cadeia alimentar
01:50que nós aprendemos na escola, aqui na prática a gente entende um pouco sobre isso.
01:54Nós estamos agora na reta final de execução das obras no shopping Metrópole, Ana Nideua,
02:00para levar uma exposição de répteis, para a população ficar mais próxima, para aqueles
02:05que não têm locomoção própria, para poder estar com esse contato, com essa experiência
02:10mais de pé.
02:11A gente vai iniciar com serpentes e lagartos.
02:14A gente vai falar do risco da bioinvasão das espécies exóticas no norte do Brasil.
02:20O risco de estar competindo com as espécies locais e introduzi-las em nosso hábitat.
02:28No caso, o mais emblemático são as pítons.
02:32Nós fazemos a extração da peçonha da jararaca para venda para laboratórios que produzem
02:38o medicamento na Ásia, que regulam problemas relacionados a distúrbios de coagulação sanguínea.
02:45No Brasil, é feito soro antiofídico apenas com espécies, o veneno do sul e do sudeste.
02:53Não entra na produção do soro o veneno das espécies locais, que sem dúvida iria trazer
02:59uma grande melhoria na qualidade do soro e evitar amputações e mortes que ocorrem na região.
03:07Um dos grandes sonhos nossos é esse, é fazer uma fábrica de soro antiofídico aqui no norte
03:12do país, para atender a população ribeirinha especial.
03:16O laboratório de petologia se dedica a estudos de ofígios e répteis, que inclui os lagartos,
03:43as serpentes, as sapos, rãs, pedaretas.
03:47São, na verdade, o que a gente tem aqui na Amazônia brasileira.
03:53São 400 e pouquinhos espécies de anfíbios, uma diversidade de espécies parecida com a
03:58diversidade de mamíferos e quase 400 espécies de répteis na Amazônia brasileira.
04:05Então, a gente se dedica ao estudo desses grupos, tanto na área de sistemática, que
04:15envolve a descrição de espécies, estudos de relação de filogenia, de parentesco entre
04:21as espécies, e estudos de ecologia, conservação, como essas espécies respondem a alterações
04:28ambientais, distribuição geográfica, biologia reprodutiva, alimentação, vários aspectos
04:36da biologia desses grupos.
04:38É importante não só a geração do conhecimento, como também a comunicação, a divulgação,
04:46a publicação e a divulgação até do público leigo sobre a importância desses animais,
04:52tanto na natureza, a importância que eles têm nas cadeias tróficas, como alimentação,
05:00como alimento de muitos outros animais, ou como predadores, controlando as populações
05:05de invertebrados, principalmente, os invertebrados também.
05:12Eles têm importância também em estudos para desenvolvimento de medicamentos, como os anfíbios
05:19dos mesmos serpentes, e também têm o interesse, principalmente no caso das serpentes, por poderem
05:27provocar acidente por envenenamento.
05:31Então, a gente sempre colabora, a gente faz aqui algumas atividades de comunicação para
05:40o público externo, no sentido de divulgação dessas características desses grupos.
05:50Aqui a gente tem trabalhado bastante com a descrição da biodiversidade.
05:56Na Amazônia tem, então, muitos estudos que envolvem a descrição de espécies novas,
06:02de anfíbios e répteis, mas também estudos, aí a gente tem colaborado em termos de conservação,
06:14na elaboração de listas de espécies ameaçadas, em estudos de análise de paisagem, de modelagem
06:23de distribuição geográfica, agora que a gente está aí lidando com questões de mudanças
06:29climáticas, por exemplo, a gente tem estudos já desenvolvidos mostrando como os diferentes
06:38cenários de possíveis mudanças climáticas vão afetar a diversidade, por exemplo, de
06:43lagartos na região aqui do centro do indenismo verde de Belém, por exemplo, que é uma região
06:49mais alterada da Amazônia Brasileira, então, é importante destacar que esses animais são,
07:04por exemplo, no caso dos anfíbios também, que os anfíbios não têm proteção na pele,
07:09não têm escamas, não têm pênios, têm a pele permeável, então, eles dependem de
07:14condições climáticas favoráveis de umidade, então, eles podem ser os primeiros animais
07:20a sofrerem com mudanças, com alterações, por exemplo, de clima, né? Então, eles também
07:26têm uma importância aí também como indicador de qualidade ambiental. Sim, a gente pode ter
07:32perda de espécies, a gente pode ter diminuição da biodiversidade, a gente pode ter algumas espécies
07:40que elas vão deixar de ocorrer em determinadas áreas e isso vai, certamente, provocar um desequilíbrio
07:47porque na natureza a composição de espécies está equilibrada, né? Qualquer perda de um elemento
07:56vai causar alteração em toda a comunidade.
08:00Na verdade, a gente tem várias áreas que a gente tem trabalhado, tem buscado cobrir lacunas
08:15de amostragens, né? Áreas que antes não eram conhecidas porque nunca foram amostradas,
08:21então, a gente tem nos últimos anos nos dedicado aí, se dedicado aí a buscar essas áreas, por exemplo,
08:30na região da Calha Norte, são as zonas, né? Principalmente no estado do Pará, Amapá, que eram áreas
08:40pouco conhecidas, né? Como também na região da Terra do Meio, na região de Caixão, inclusive onde tem
08:48algumas dessas áreas são áreas de unidades de conservação estabelecidas aí pelo Sistema Nacional
08:56de Unidades de Conservação, então é bastante importante a gente saber o que a gente está conseguindo
09:02proteger dentro dessas unidades, qual é a biodiversidade, as espécies que a gente está conseguindo
09:09proteger dentro dessas unidades.
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