00:00A corrupção da justiça
00:02Este é a visão libertária, sua fonte de informações descentralizadas e distribuídas.
00:08Este artigo foi sugerido e escrito por Luluxo Convertido,
00:12revisado por Luiz Icke e narrado por Salander.
00:15O conceito de justiça é muito vasto, seja no campo filosófico, seja no campo jurídico.
00:21O ser humano já desenvolveu dezenas de métodos para arbitrar disputas em toda sua história
00:26e não tem se saído muito bem.
00:28Mesmo assim, isso é algo compreensível,
00:31pois as variáveis que constituem o exercício da justiça são muito vastas e delicadas.
00:36O filósofo e matemático do século XVII, Blaise Pascal,
00:41descreve bem a dinâmica entre a justiça e o poder.
00:44É certo que aquilo que é justo seja obedecido
00:47e é necessário que aquilo que é poderoso seja seguido.
00:51A justiça sem a força é impotente e a força sem a justiça é tirânica.
00:56A justiça sem a força é contestada e a força sem a justiça é acusada.
01:02Devemos, então, combinar justiça e poder e, para esse fim, transformar o justo em forte ou o forte em justo.
01:09Isto é, para Pascal devemos escolher um justo e torná-lo poderoso,
01:14ou devemos pegar o poderoso e fazê-lo justo.
01:16A hipótese estatista é o primeiro caso.
01:20Nesta opção, a sociedade supostamente aceita o Estado como legítimo provedor da justiça
01:25e, por isso, ele pode utilizar o poder.
01:28Mas o próprio Pascal refina seu argumento na sequência.
01:32A justiça é objeto de disputa, a força é facilmente reconhecida e sem disputa.
01:37Então, não podemos dar poder à justiça, pois o poder negará a justiça e dirá que ele mesmo é justo.
01:46E, sendo incapaz de fazer aquele que é justo forte, temos que fazer aquele que é forte justo.
01:52É evidente que ambas devem andar juntas.
01:54Sem a capacidade de se fazer cumprir as leis, a justiça é só uma criança esperneando.
02:00Derivado disso, temos um dos argumentos favoritos dos estatistas de plantão.
02:06A necessidade de um Estado que garanta a propriedade privada.
02:09E, para alguns, isso pode parecer razoável.
02:12Afinal, quem vai garantir o cumprimento do PNA e a inviolabilidade da propriedade privada,
02:18que são os pilares do libertarianismo, se não algum poder externo?
02:22Uma pergunta legítima, na minha opinião, mas, para ser respondida, precisamos retornar a Pascal.
02:28Para uma arbitragem entre partes ser válida, ela precisa de duas coisas, justiça e força.
02:34O Estado é ilegítimo e imoral como árbitro, pois, apesar de ter a força, é incapaz de agir com justiça.
02:41Como já foi abordado neste canal diversas vezes, pela natureza das estruturas hierárquicas,
02:47os piores sempre chegarão ao poder.
02:50Não iniciar violência contra pessoas pacíficas e reconhecer a autopropriedade e, por consequência,
02:56a propriedade privada é a única justiça que existe.
03:00Fora desses dois valores fundamentais, existe apenas malabarismo mental
03:04para justificar a tirania de um grupo sobre outro.
03:07E essa parece ser a principal função do Estado desde que ele existe.
03:11Ser usado como arma pelos bigodistas contra os judeus,
03:15pelos comunistas contra a burguesia,
03:17por governadores e prefeitos contra o direito de ir e vir.
03:20Um exemplo mais recente é o STF, Supremo Tripanossoma Fode Geral,
03:25promover o fim da liberdade de expressão por meio de investigações inconstitucionais.
03:30O famoso xandão do funk ordenou um bloqueio de perfis alinhados a Bulbasauro
03:36por notícias falsas que, na realidade, são apenas críticas feitas ao politi...
03:41Ops!
03:42Jurista.
03:43Em resumo, um grupo de tiranos contra as liberdades individuais.
03:47Mas se o Estado é ilegítimo para prover a justiça, quem a fará?
03:51Se dar poder para os justos é ineficiente, temos que transformar os fortes em justos.
03:57E aqui entra a sociedade de leis privadas.
03:59Vamos alterar um pouco a frase anterior para que a visualização fique mais fácil.
04:04A justiça é objeto de disputa.
04:07A eficiência, por outro lado, é facilmente identificada.
04:10Não é possível fazer os justos eficientes, pois o poder concedido pelo Estado é naturalmente injusto.
04:17Logo, faremos os eficientes responsáveis pela justiça.
04:21Trocando poder por eficiência fica fácil entender porque a sociedade de leis privadas
04:26é o único caminho possível que não corrompe a justiça e tem o poder.
04:31Um poder legítimo, garantido pelo mercado, pela concorrência.
04:35Aqueles que trabalham em prol do lucro e do benefício próprio são mais dignos de confiança do que os juízes estatais.
04:42Afinal, qual é o incentivo destes?
04:45Recebem mais pelo trabalho bem feito?
04:47Não.
04:48Serão demitidos pela incompetência?
04:50Também não.
04:51Mas nessa sua utopia os ricos nunca serão presos!
04:55Grita revoltado um bovino gadoso.
04:57Com certeza terá ricos e pessoas influentes que abusarão do sistema.
05:01Mas, infelizmente, isso já acontece hoje com o nosso sistema estatal.
05:06Entre pessoas que deveriam estar presas encontramos políticos, celebridades e empresários do setor estatal e privado.
05:13A diferença é que não existe competição.
05:16Você é obrigado a usar esse serviço, então aceita calado e para de se estressar.
05:22Afinal, o estresse aumenta o risco de infartos e se não tiver um bom plano de saúde privado,
05:27terá que contar com o nosso excelente sistema utópico de saúde.
05:31Ninguém pode afirmar com 100% de certeza como será a sociedade de leis privadas,
05:37mas é possível que ela se regulará com os incentivos certos.
05:40Como vimos, o Estado é incapaz de fazer uma arbitragem justa,
05:44pois a sua natureza é injusta e muito menos fazer um trabalho eficiente,
05:49porque há um monopólio garantido por lei.
05:51Como já dizia Martin Luther King,
05:53a injustiça, num lugar qualquer, é uma ameaça à justiça em todo lugar.
05:58Obrigado por sua audiência.
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