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  • há 7 meses
O deputado e pré-candidato à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos, do PSOL, votou no Conselho de Ética da Câmara pelo arquivamento do caso em que o deputado André Janones, do Avante, é acusado de rachadinha. 

Boulos, que é o relator do caso, argumentou que as suspeitas contra Janones se referem a um período anterior ao atual mandato.

Felipe Moura Brasil e Carlos Graieb comentam:

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Transcrição
00:00que o deputado e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, do PSOL,
00:04votou no Conselho de Ética da Câmara pelo arquivamento do caso
00:09em que o deputado André Janones, do Avante, mas da mesma turma lulista,
00:15é acusado de rachadinha.
00:17Boulos, que é o relator do caso, argumentou que as suspeitas sobre Janones
00:21se referem a um período anterior ao atual mandato.
00:24Vamos acompanhar aí a manobra, o contorcionismo de Boulos para passar esse pano
00:30depois que a gente ouviu o que ouviu André Janones fazendo ali a pressão
00:39em cima de funcionários de gabinete para contribuir com o pagamento das despesas dele.
00:47Pode soltar.
00:47Antes de ir à conclusão do voto, inclusive casos mais recentes do que esse
00:55e que eu não citei aqui porque sequer chegaram ao Conselho de Ética,
00:59a exemplo, deputado Abílio, da representação feita em relação a deputados,
01:07pelo meu partido pessoal, em relação a deputados que estimularam ou participaram
01:11indiretamente dos atos golpistas de 8 de janeiro, sequer foi encaminhada a este Conselho
01:18sob uma argumentação política de que foram precedentes ao exercício dessa legislatura
01:26e do mandato pelos deputados.
01:29Então, é preciso ter coerência e usar o mesmo critério independente do campo político
01:36de cada representado.
01:38Efetivadas tais digressões jurisprudenciais e fáticas,
01:43revela-se incontestável a inexistência de justa causa para acolhimento da representação,
01:49na mesma linha do relatório preliminar do ex-deputado Ronaldo Benedetti,
01:54já citado neste relatório, impondo-se, consequentemente, o término desse expediente.
02:00Ante o exposto, tendo em vista o teor dos fundamentos acima alinhavados,
02:06voto pela ausência de justa causa para acolhimento da representação proposta pelo PL
02:12em face do deputado André Janones, arquivando-se, por conseguinte, o presente feito.
02:19Graeme, a sensação que eu tenho é que alguém fala para ele,
02:25mas ele já sabe que precisa, dentro do raciocínio dele, agir assim,
02:30vai lá e tenta ser convincente.
02:33E aí ele fala assim,
02:34fala com aquela incisividade, vai lá que você tem que ser persuasivo.
02:40Mostra, cobra dos outros a coerência, quer dizer, mostra que as pessoas devem arquivar,
02:46mesmo depois de ter ouvido tudo que ouviram, porque é o certo a se fazer, etc.
02:52Quer dizer, tem aquele tom agressivo, como se a moralidade impusesse o arquivamento,
03:02e não o contrário.
03:03E não só isso, Felipe.
03:07Baixou o bacharel da época do império,
03:13aquele que fala difícil, usa umas expressões jurídicas ali
03:17para parecer que está falando alguma coisa,
03:19quando não está falando nada.
03:21Baixou o bacharel da época.
03:23Então, é isso.
03:27É mais mesmo do que uma passada de pano.
03:30É uma engambelada que o Janones deu,
03:34e absolutamente inconvincente.
03:36Principalmente porque os áudios estão disponíveis para quem quiser ver.
03:41Não tem como contornar o fato
03:46de que o Janones queria arrancar dinheiro público
03:51que deveria ser pago para os seus auxiliares
03:54para recompor o seu próprio patrimônio.
03:58Queria usar os salários dos funcionários
04:01a que ele tem direito como deputado
04:03para recompor o patrimônio próprio.
04:06Tem outro...
04:07É piculato, é rachadinha.
04:10É isso.
04:12E era para pagar também as dívidas de campanha
04:14que ele tinha perdido.
04:17Não me lembro agora, mas enfim.
04:19Ele tem um projeto dele,
04:23e depois as pessoas que são remuneradas
04:26com o dinheiro do povo
04:27para prestar assessoria legislativa
04:30têm que dar esse dinheiro,
04:31porque senão ele fica com um buraco no orçamento,
04:35o Graébio.
04:36Esse negócio de ter boleto para pagar,
04:40político não quer.
04:41Ele quer que o dinheiro dos outros seja usado para pagar.
04:44Ele quer ganhar o salário dele
04:46só para gastar no lazer,
04:49na hora da viagem, etc.
04:51Se tanto.
04:53O negócio de pagar boleto e já descontar do salário mensal,
04:55ah, não, isso é muito chato.
04:57É aquela coisa, né?
04:58O Janones acordou um dia e falou assim,
05:00o que eu quero fazer da vida?
05:01Eu quero ser político.
05:03Eu vou gastar uma parte da minha grana,
05:05porque eu quero ser político.
05:06Eu quero chegar lá no Congresso.
05:07Gastou o dinheiro.
05:09Daí chegou lá e ele falou assim,
05:10pô,
05:12mas agora eu não quero ficar sem o dinheiro.
05:14Eu decidi gastar porque eu quis.
05:18Eu quero de volta,
05:19me dar de volta o meu dinheiro.
05:20Vou pegar dos cofres públicos.
05:23É isso.
05:25Não me obrigou.
05:25E depois o povo paga as suas contas.
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