- 27/06/2025
Apresentado por Júlia Schiaffarino
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NotíciasTranscrição
00:00Música
00:30Para o filósofo e professor de gestão de políticas públicas da Escola de Arte, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, Pablo Hortelado,
00:47em junho de 2013, a sociedade civil conseguiu romper a relação com o Estado, nesse caso, o Partido dos Trabalhadores, que vinha desde os anos de 1980.
01:00O PT não é um partido social-democrata tradicional, o PT é uma espécie de federação de movimentos sociais.
01:07Isso gerou uma situação na qual a relação entre Estado e partido político, sobretudo quando o PT esteve no poder, era muito misturada,
01:19você não conseguia ver a partir de onde a sociedade civil organizada e o partido político acabava.
01:28Ele estava muito entrelaçada e, no meu entender, não era uma relação muito saudável, porque a sociedade civil perdeu a independência.
01:36Ela estava muito embrenhada, ela estava muito amarrada num ator político institucional.
01:43A algeriza aos partidos foi tão grande que muitos deles mudaram de nome.
01:48O PMDB simplesmente apagou a palavra partido e virou MDB.
01:54O Partido Trabalhista Nacional virou Podemos.
01:57O Partido Popular Socialista agora se chama Cidadania.
02:01O PT do B é Avante.
02:03O Partido Ecológico Nacional é o Patriota.
02:06E as siglas mais novas, como Rede, Novo e Solidariedade, já nasceram sem a palavra fora de moda.
02:13Hortelado explica que, após as imobilizações conseguirem reduzir as tarifas de ônibus,
02:19as outras demandas ficaram órfãs, mas não foram esquecidas pela população.
02:23Eu sou Júlia Schiaffarino e apresento a vocês 5 Minutos,
02:29o novo podcast diário de O Antagonista.
02:33De segunda a sexta-feira, trazemos os principais fatos da política, da economia e de onde mais houver notícia.
02:40Todo dia com assuntos relevantes para vocês.
02:44Tudo isso em até 5 minutinhos.
02:46É o tempo de tomar aquele café esperto e começar bem o dia.
02:53Olá, tudo bom de novo?
03:08Sou Júlia Schiaffarino, estou novamente aqui apresentando o meio-dia para vocês.
03:13Lembrando, como eu disse ontem, Kenzo Matida está de licença,
03:16mas não precisa se preocupar, não, calma.
03:19Os fãs de Kenzo, ele volta quinta-feira, eu prometo.
03:23Então, enquanto Kenzo não volta, a gente está aqui com essa missão,
03:26que é uma missão em tanto, que é levar para vocês as principais notícias do dia.
03:31Eu estou aqui no estúdio de um antagonista em Brasília, capital federal,
03:35e a semana aqui está intensa.
03:38As atenções estão voltadas para o Congresso.
03:40O tema é economia, não tem para como, não tem para onde a gente olhe, é economia.
03:46Ontem foi um dia de intensas articulações,
03:48teve reunião, em cima de reunião, principalmente para alinhar expectativas sobre
03:54pele do CARF, que é o texto que tem travado a pauta do Congresso,
03:58reforma tributária e arcabouço fiscal.
04:01A reforma tributária é a mais delicada de todas.
04:05Inclusive, recentemente, um grupo de governadores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste
04:10começou a fazer uma certa oposição ao texto.
04:13Eles têm reclamado de que a criação de um conselho poderia prejudicar a autonomia dos estados.
04:21Fora isso, a gente tem hoje previsto uma reunião na liderança com os líderes
04:26na Casa de Arthur Lira, na residência oficial da Câmara.
04:29A gente também deve ter, hoje de tarde, uma reunião do super bloco da Câmara,
04:33que é um bloco que reúne cerca de 140 deputados, é o maior da Câmara,
04:37também para alinhar as expectativas, e reunião de várias lideranças.
04:42Agora está acontecendo, por exemplo, a reunião dos republicanos,
04:45teve ontem de noite reunião do PT, da bancada do PT, tem reunião do União Brasil,
04:51e todos em torno dessa movimentação para ver se o Congresso, se a Câmara, no caso,
04:57consegue votar essas três pautas, que são três pautas de interesse para o governo.
05:03Além disso, isso tudo na Câmara.
05:05Além disso, a gente tem no Senado, que está acontecendo agora,
05:09a sabatina de Gabriel Galípolo. Galípolo é o número dois do Ministério da Fazenda,
05:14era no caso, e ele foi indicado para o Comitê de Política Monetária do Banco Central.
05:20Ele é uma indicação de Fernando Haddad, com aval do presidente Lula,
05:24e ele está sendo sabatinado no Senado, nesse momento.
05:28A gente tem até algumas imagens de agora, se puder, vamos soltar,
05:33só para vocês verem como é que está esse clima lá no Senado.
05:36Recentemente, em arguição pública aqui nessa CAI, o presidente do Banco Central
05:43argumentou que o Brasil possuía dívida bruta do governo geral de 74% com respeito ao PIB.
05:50Nos países emergentes, a média é de 65,1%.
05:54Nos países da América Latina e Caribe, 68%.
05:57No México, 56,8%, no Chile, 36,2%, no Peru, 34,8%.
06:04Além disso, segundo o relatório mensal da dívida do Tesouro Nacional,
06:08o prazo médio de vencimento da dívida pública federal tem caído
06:11e já se encontra em 3,99 anos.
06:16São trilhões de dólares rolados em apenas quatro anos.
06:20Todas as instituições, incluindo a instituição fiscal independente,
06:24mostram que isso vai aumentar.
06:26Haverá elevação da dívida pública, passando de 90% em 2030,
06:31distanciando o Brasil ainda mais dos países emergentes.
06:35Mesmo já considerando o novo arcabouço fiscal,
06:40diante disso, os senhores enxergam a necessidade de se endurecer a política monetária,
06:45caso as previsões se confirmem, há risco de dominância fiscal,
06:51caso não se altere a trajetória da dívida?
06:54É o questionamento que faço a vossa senhorita.
06:56Obrigado, senador Marcos Rogério.
06:57Passo imediatamente a palavra ao senhor.
07:00Lembrou.
07:00Lembrou?
07:01Lembrou na última.
07:03Maravilha.
07:05Senador Marcelo Castro.
07:06Por sinal, a mais importante de todas.
07:09Ah, então, fique à vontade.
07:11Bom, quero agradecer a vossa excelência, senhor presidente,
07:15e tratar do outro assunto aqui também, que julgo relevante,
07:18só a questão das taxas dos bancos.
07:24Então, a gente viu esse trechinho da sabatina.
07:27Quem está aqui comigo no estúdio é o Otávio Augusto.
07:29O Otávio Augusto é o repórter de economia de um antagonista,
07:32e ele é o cara daqui que fica na cola de Haddad.
07:35E ele vai falar um pouquinho para a gente tentar desmistificar
07:38o que é que está sendo discutido e qual é essa importância dessa sabatina.
07:43Tudo bom, Otávio?
07:44E aí, Júlia.
07:45Boa tarde para você, para todo mundo que nos acompanha.
07:47Que semana, hein?
07:48Que semana.
07:49Nem parece que hoje é terça-feira e a gente já está tratando de tanto assunto,
07:53de assunto que mexe com o governo, mexe com o governo federal,
07:56com os governos estaduais e municipais, mexe com o bolso da gente.
08:00Então, é uma semana bem pesada.
08:02Pois é.
08:03Otávio, primeiro eu queria te perguntar uma coisa,
08:06principalmente para quem está ouvindo.
08:07Explica para a gente quem é Gabriel Galípolo
08:10e como é que o nome dele foi parar na CAI do Senado.
08:15Olha, Galípolo é um economista já bastante conhecido neste meio
08:19e que caiu nas graças do ministro Fernando Haddad
08:22por pensar muito parecido com ele.
08:25Haddad levou esse nome a Lula e, de pronto, Lula gostou.
08:29A missão de Galípolo, inicialmente, seria fazer baixar a taxa de juros a qualquer custo,
08:34naquele momento em que a guerra entre o governo e o Banco Central estava mais pesada.
08:39Agora que as coisas estão mais arrefecidas,
08:42Galípolo vai, sim, continuar defendendo o posicionamento do governo dentro do Banco Central,
08:46mas com uma missão bem mais leve.
08:48E me diz uma coisa, como é que é a impressão que os economistas,
08:53que o mercado financeiro tem do nome dele?
08:56Como é que é a recepção ao nome dele?
08:57Fora do universo político que eu falo.
09:00O mercado comemorou, o mercado não fez grandes restrições a Galípolo,
09:04justamente pela carreira que ele construiu, da trajetória dele.
09:08E a atuação dele como número dois do Ministério da Fazenda
09:12também contribuiu muito para trazer esse ar de tranquilidade.
09:15mesmo naquele momento de tensão.
09:18O nome dele tem uma coisa, que algumas pessoas já me falaram,
09:20credibilidade.
09:23Perfeito.
09:24Otávio, eu vou te pedir para continuar com a gente,
09:26mas eu vou chamar um outro convidado.
09:28A gente hoje traz o deputado Augusto Coutinho,
09:31que vai se somar aqui ao time.
09:33Ele vai comentar para a gente um pouco sobre essa movimentação.
09:37No Congresso, Augusto Coutinho, ele é deputado pelo Republicanos,
09:40ele já foi líder de bancada, já foi líder da bancada do Solidariedade no Congresso,
09:46hoje ele está no Republicanos, e é o coordenador da bancada de Pernambuco,
09:49ou seja, ele coordena uma bancada estadual.
09:51Então, tem bastante coisa, é um nome que, para quem anda no Congresso sabe,
09:55entende muito de bastidor.
09:57Tudo bom, deputado?
09:58Como vai o senhor?
10:00Bom dia, Júlia.
10:01Bom dia a todos aí, nossos ouvintes, a todos que estão no debate.
10:07é um prazer enorme estar com você, peço um pouco de desculpa pelo atraso aqui.
10:13Nós estamos exatamente agora numa reunião da bancada do Republicano,
10:18tratando exatamente sobre a pauta da semana.
10:21E, portanto, eu tive de sair para que a gente pudesse conversar um pouco
10:28sobre essa semana que me parece bem eletrizante.
10:33Então, maravilha, você está tendo reunião é porque eu tenho novidade, não é não, deputado?
10:37Me conta um pouco, como é que está o clima no Congresso?
10:40A gente tem essas três pautas econômicas.
10:43O que é que está em movimentação hoje no Congresso?
10:46Explica para a gente esse, desculpa a palavra, mas esse furdunço que deve estar o legislativo hoje.
10:54Bom, na verdade, nós temos aí a pauta do CARF,
10:58que é uma matéria importante para o governo, muito importante,
11:05e que eu não acredito que vai ter maiores dificuldades.
11:11Acho que é uma matéria com um coro simples de votação,
11:18portanto, não acho que é uma matéria, está precisando o relator Beto Pereira,
11:24inclusive vai se reunir com as bancadas já agora à tarde,
11:29inclusive com a nossa bancada, para tirar algumas dúvidas,
11:33alguns ajustes que precisam ser feitos, alguns posicionamentos contrários,
11:38mas entendo eu que não será uma matéria que venha a ser rejeitada.
11:44Acho que ela vai ser aprovada.
11:47É uma matéria, e eu acho que tem aí uma coisa importante nisso,
11:51que para o Brasil entrar na OCDE, ela é fundamental que seja votado
11:57e que seja mudado como funciona o sistema hoje.
12:02Então, eu acho que essa é uma matéria que vai avançar.
12:06Nós temos o arcabouço, que também acredito que não haverá maiores dificuldades
12:12sobre o arcabouço fiscal.
12:14E a outra matéria econômica é a questão da reforma tributária.
12:20Essa, de fato, eu acho, pessoalmente, que apesar de que o presidente
12:27Arthur Lila está movimentando desde domingo, reunido com os líderes,
12:32reunido com o governador Tarcísio, conversando com os governadores
12:38para tentar fazer uma arrumação nesse projeto,
12:41eu acho, no meu entender e pelo meu pouco de experiência que tenho aqui com 12 anos,
12:47acho que a matéria ainda não está madura para um colo de 308 necessário.
12:55Eu acho que é, eu pessoalmente identifico a reforma como fundamental e necessária.
13:01Há muitos anos a gente consegue, a gente tenta fazer e não consegue viabilizar essa reforma.
13:09Então, portanto, eu acho que ela necessita de uma maior, de maior debate.
13:15E eu não enxergo a condição de, em uma semana, a gente conseguir avançar e votar essa matéria,
13:25que eu quero dizer que sou favorável que ela seja votada.
13:29Mas, portanto, para ela ser votada, eu acho que ela precisa ser amadurecida um pouco.
13:36Nós sabemos que, na próxima semana, a Câmara entra em recesso a partir do dia 15
13:44até o dia 30, um recesso de 15 dias.
13:47Então, eu também não vejo, pessoalmente, nenhuma dificuldade de que, se essa matéria não seja votada agora,
13:56mas a intensificação do debate, como está sendo proposto, que eu acho, não conversei com ele,
14:02mas a intenção do presidente Arthur Lila é exatamente essa.
14:09Intensificar esse debate para amadurecer a matéria e a gente, na volta do recesso, poderia votá-la.
14:15Essa é a minha percepção.
14:18É natural que aqui as coisas são dinâmicas, tudo pode acontecer, inclusive nada.
14:26Então, eu acho que, mais assim, rapidamente, é esse o meu sentimento do que nós podemos antever para essa semana.
14:37Então, no caso, pelo que o senhor está me falando, está tudo caminhando para a reforma ficar para esse segundo semestre.
14:43Agora, eu queria lhe perguntar uma coisa.
14:46O senhor, acho que, mais do que ninguém, tem vários mandatos.
14:49A reforma tributária é um assunto que ela entra e sai de pauta.
14:53Qual é a chance desse assunto entrar novamente no ostracismo?
14:58Eu não acredito.
14:59Eu acho que o governo tem a determinação de votar.
15:06O governo já definiu que precisa votar essa matéria esse ano, que quer votar essa matéria esse ano.
15:13O Brasil passa um momento de dificuldade econômica e, por vários fatores e vários motivos,
15:22mas também é uma dificuldade mundial e eu acho que a gente, avançando com a reforma tributária,
15:30a gente vai dar uma grande contribuição à economia do país.
15:34Esse é o sentimento.
15:35Eu acho que o fato de que ela não seja votada nessa semana,
15:40ela pode muito, muito facilmente ser votada na semana subsequente do retorno,
15:47a partir do dia 1º de agosto.
15:49Eu acho que é muito mais prudente que assim seja feito,
15:53porque para você ter um colo de 308, é um colo qualificado,
15:58é um colo que precisa ser mapeado, é um colo que precisa ser conversado com as bancadas.
16:05Então, eu acho que realmente, no meu entender,
16:10não será estratégico para o próprio governo que ela seja votada,
16:15porque eu acho que ela ainda não consegue ter o entendimento da maioria.
16:20Por exemplo, se você...
16:22Se você...
16:25Não sei se saiu do ar, porque não estou vendo ninguém aqui, mas...
16:32Estou aqui, é que a gente deu destaque para a sua imagem.
16:36Ah, perfeito.
16:38Então, eu não sei, de fato, se...
16:45Veja bem, para essa matéria avançar, Júlia,
16:50eu acho que o grande...
16:54É importante demais você primeiro alinhar com os governadores.
16:59Você tem uma bancada...
17:06Você tem uma bancada...
17:07Você tem uma bancada...
17:08Você tem uma bancada...
17:09Você tem uma bancada...
17:11Você tem uma bancada...
17:12Você tem uma bancada...
17:13Você tem uma bancada...
17:14Você tem uma bancada...
17:15Você tem uma bancada...
17:16Você tem uma bancada...
17:17Você tem uma bancada...
17:18Você tem uma bancada...
17:19Você tem uma bancada...
17:20Você tem uma bancada...
17:21Você tem uma bancada...
17:22Você tem uma bancada...
17:23Você tem uma bancada...
17:24Você tem uma bancada...
17:25Você tem uma bancada...
17:26Você tem uma bancada...
17:27Você tem uma bancada...
17:28Você tem uma bancada...
17:29Você tem uma bancada...
17:30Você tem uma bancada...
17:31Você tem uma bancada...
17:32Você tem uma bancada...
17:33Legenda Adriana Zanotto
18:03Robson dá um jeito, estão dizendo aqui no chat.
18:26Alô, deputado, consegue me ouvir?
18:28Alô, deputado, consegue me ouvir?
18:34Eu acho que deu uma... o senhor tocou em alguma coisa aí que ficou no mute.
18:42Agora a gente está ali ouvindo.
18:46Desculpa, tecnologia também não é muito meu forte, não.
18:49Eu confesso que, volta e meia, eu me atrapalho nos 1.500 botões.
18:52O senhor estava falando que o desafio, então, é conseguir conciliar a reforma com os interesses dos governos, não é isso?
19:02E nesse ponto eu queria lhe perguntar, o senhor, como coordenador da bancada de Pernambuco,
19:08que pontos que o senhor observa que precisa desse alinhamento?
19:12Não, Júlia, na verdade, eu não tive, por parte da governadora Raquel, nenhum posicionamento nem indagação à questão da matéria.
19:25Eu estou dizendo que essa matéria, por ser uma matéria em que envolve efetivamente os governos,
19:32você vai precisar ter conversas e entendimentos dos governadores.
19:38Porque, imagine você, independente do partido encaminhar uma matéria favorável, por exemplo,
19:45se o governador chamar a sua bancada e encaminhar ao contrário, dizendo que vai ser uma matéria que vai causar prejuízo ao governo,
19:54você vai ter naturalmente um problema muito grande,
19:58porque, muitas vezes, entre o encaminhamento de bancada e os interesses do seu Estado,
20:03o deputado fica pelos interesses do Estado.
20:06Então, você tem de resolver essa resistência inicial.
20:11Eu não estou dizendo que não possam ser vencidas, eu acho que deverão e devem ser vencidas,
20:17e deverão ser vencidas.
20:19O que vê, na verdade, são Estados que já são muito ricos, como São Paulo,
20:25e reagir por perder, ou se vai perder alguma coisa.
20:31Então, mas a gente precisa conversar.
20:35Tem um fundo aí para se discutir, tem uma série de coisas a se fazer.
20:40Depois você precisa discutir nos partidos políticos.
20:44Então, existem partidos, como, por exemplo, pelo PL, eu tive a informação,
20:51não sei se corresponde, o que seria, no meu entender, um encaminhamento equivocado,
20:57mas o encaminhamento do partido seria para fechar a questão contra a matéria.
21:02O que você já tira aí, pelo menos, uns 20 votos, possíveis 20 votos a favor da reforma tributária.
21:10Então, é uma matéria com coro qualificado, de 318 deputados.
21:15Se não fizer bem mapeado, se não fizer bem organizado, ela não vai passar.
21:21E aí, sim, se vota e ela não passa, aí, de fato, é muito ruim,
21:27porque aí ela vai ser efetivamente arquivada,
21:30e daqui para que você construa uma nova condição para votar,
21:34aí eu não sei se ainda será nesse governo, entende?
21:39Mas o que eu acho que precisa ser feito é...
21:44O que precisa ser feito? A reforma precisa.
21:47Então, a gente precisa conversar mais, dialogar mais.
21:50Eu não consigo enxergar uma matéria de tal complexidade
21:55que você consiga votar agora nesses...
21:58Terça, quarta, quinta e sexta.
22:00Eu não consigo enxergar isso.
22:02Eu participei diretamente com o líder na votação da reforma da Previdência.
22:09Era também uma matéria muito complexa e árida.
22:14E a gente teve que negociar bastante cada bancada e cada bancada,
22:20cada posicionamento e cada posicionamento.
22:23E a gente não conseguiu votar essa matéria em uma semana.
22:27Nós votamos, eu acho que, talvez, em um mês.
22:29Então, eu, pessoalmente, volto a dizer que acho,
22:33por ser uma matéria que eu quero que ela vá adiante e seja aprovada,
22:39eu acho que ela não está madura para ter 308 votos na Câmara dos Deputados.
22:46Essa é a minha opinião.
22:47Perfeito, deputado.
22:50Deputado, eu sei que o senhor saiu da reunião de líderes,
22:53de líderes não, no caso, do Republicanos, perdão,
22:55para falar com a gente.
22:57Eu prometi que eu não ia lhe segurar por muito tempo.
22:59Queria agradecer.
23:01O espaço está aberto para sempre que o senhor tiver novidades,
23:03que a gente sabe que o senhor tem bastante para trazer para a gente.
23:07E vamos ver como é que vai ser essa costura daqui para frente, não é não?
23:10Bom, Júlio, eu agradeço também a você pela oportunidade.
23:16Para mim é um prazer.
23:17Você é uma profissional que eu admiro muito e conheço.
23:20Aliás, você é pernambucana e já conheço de muito tempo,
23:26desde o seu início de carreira.
23:27Então, eu sei da sua qualidade profissional
23:30e quero dizer que, para mim, é um prazer muito grande
23:33estar participando aí nesse momento com você.
23:36E, quando for convidado, o senhor vai chamar que a gente chega junto.
23:39Tá bom?
23:40Obrigada. Bom trabalho hoje.
23:44Então, minha gente, Otávio está aqui ainda do meu lado.
23:47Tem muita gente no chat pedindo,
23:48desmistifica o que ele está falando.
23:50Otávio vai conversar com a gente.
23:52Mas, antes, eu queria soltar um vídeo
23:54do presidente da Câmara, Arthur Lira.
23:57Ontem ele comentou sobre essas pautas
24:00que estão em votação na Câmara,
24:01como a gente viu agora na entrevista
24:03com o deputado Augusto Coutinho.
24:05É uma semana intensa, é um dia intenso,
24:08um dia de muita articulação.
24:09Eu vou pedir para a equipe aqui soltar o vídeo,
24:12a gente vai ouvir o que o presidente da Câmara falou.
24:14Não há nenhum tipo de paixão pelo texto.
24:18Alguns governadores, como do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Pará e outros,
24:22estão com o pleito de que os impostos
24:27que sejam tratados internamente em cada estado,
24:30eles façam essa arrecadação e a consequente repartição.
24:33Eu penso que o líder Agnaldo está se debruçando sobre qualquer sugestão
24:38que vise a contribuir para um texto,
24:41que vá no mesmo espírito de desburocratizar,
24:44de simplificar, de dar segurança jurídica.
24:46Não há problemas com relação a fazer mudanças que propiciem mais votos.
24:51Nós estamos tratando de um coro muito específico,
24:54numa matéria muito delicada.
24:55Se fosse fácil, já estaria sido votada há muitos anos.
24:59Então, todo isso é para isso.
25:01E, nesse momento, ouvir os governadores é importante,
25:05ouvir setores é importante,
25:07fazer com que o texto chegue maduro
25:09para determinados setores com especificidade,
25:11para que ele já entre com o apoio necessário é importante.
25:14E vamos continuar a semana toda.
25:15Como foi que Lira disse,
25:19é um texto que eu não tenho muita paixão,
25:22muito amor por ele.
25:23Otávio, Otávio está aqui com a gente.
25:25Otávio, desmistifica um pouco
25:27o que está em jogo nessa discussão da reforma tributária.
25:31A reforma é um tema que, para o governo,
25:33se tornou um tema caro,
25:35depois do arcabouço, que a gente não pode esquecer.
25:37Ainda não terminou a discussão do arcabouço,
25:39mas eles meio que estão dando por certo.
25:42Hoje, Haddad desembarcou em Brasília, não foi?
25:44Explica para a gente, primeiro,
25:47essa movimentação de Haddad,
25:49e segundo, o que está em jogo
25:51nessa reforma tributária para o governo Lula?
25:54O que o governo tenta fazer?
25:56Modernizar, simplificar a tributação no nosso país,
26:00que é um sistema que é compuso,
26:02que não tem muita segurança jurídica em alguns aspectos,
26:05e tudo isso tem que ser resolvido.
26:07Só que, como envolve muita gente,
26:09não é só o governo federal e o Congresso,
26:11envolve os governadores, os prefeitos,
26:14os empresários,
26:15porque ninguém quer pagar mais imposto.
26:18Então, se você tem uma reação do mercado,
26:20da indústria, por exemplo,
26:21muito ruim referente ao que está sendo feito na reforma,
26:24provavelmente ela empaca no Congresso.
26:26O que que Haddad, a mãe do ministro,
26:28morreu no fim de semana,
26:30ontem ele não despachou publicamente,
26:32não teve compromissos oficiais,
26:34volta à Brasília hoje,
26:35com um desafio muito grande, Júlia,
26:37que é tentar o quê?
26:38conciliar todos os interesses,
26:40sem descaracterizar a reforma.
26:43O governo quer o quê?
26:44Quer simplificar, quer unificar impostos,
26:47tem que ser criado um fundo
26:48para estes, para os estados que arrecadam menos,
26:51que ficam mais empobrecidos,
26:53e isso que está travando aí
26:55essa conversa entre todos esses agentes,
26:58que os governadores que ganham mais
27:00não querem perder receita,
27:02os que querem que ganham menos,
27:04eles não podem ficar sem nada.
27:05E nisso tudo, o que que envolve, gente?
27:08Por exemplo, o ICMS,
27:09se unifica, se cria-se uma taxa única
27:12ou algo do tipo,
27:14quem ganha mais vai ter que diminuir o seu ganho,
27:17quem ganha menos vai aumentar.
27:18E esse desequilíbrio está causando
27:21um grande entreveiro entre eles.
27:23Haddad não tem uma missão fácil,
27:25está contando muito com o apoio de Lira
27:27para conseguir acalmar os ânimos
27:29e tocar a reforma.
27:32Porque, gente, toda vez que se fala
27:33em reforma tributária,
27:34tem que se pensar em uma coisa,
27:35quem vai patrocinar,
27:37eu escutei esses termos,
27:38porque alguém vai perder.
27:40E quem vai perder tem que ser dentro,
27:41ele está patrocinando a reforma.
27:43O que eu escuto das pessoas no governo,
27:46no Congresso,
27:46é que se não for feito agora,
27:48dificilmente nos próximos 10 anos
27:50esse tema entra de novo em pauta.
27:52Porque toda vez é assim,
27:53a reforma chega,
27:54cria-se uma alarde muito grande
27:56e depois ela morre.
27:57Agora não,
27:58o governo se considera pronto
28:00para fazer essa reforma,
28:01o Congresso está com muita simpatia
28:04em relação à reforma.
28:05Então, assim,
28:06não dá para perder essa chance.
28:08Agora o deputado,
28:09com quem a gente conversou agora há pouco,
28:10disse, não,
28:11acho que o texto precisa ser mais debatido,
28:13talvez no segundo semestre,
28:15não é?
28:15A gente tem,
28:16hoje à noite,
28:17está previsto uma reunião
28:18com governadores,
28:20Caiado,
28:21de Goiás,
28:21vai participar.
28:23Eu acho que Tarcísio também,
28:24o Eduardo Leite,
28:26do Rio Grande do Sul,
28:27deve participar.
28:28Eu estava até vendo,
28:30fui atrás de ler
28:31sobre a reforma tributária,
28:33e aí um dos pontos
28:33que você comentou
28:34é a questão do ICMS.
28:36Por exemplo,
28:37cada estado tem uma legislação
28:39diferente para o ICMS.
28:42Me explica,
28:43para quem está assistindo,
28:45para mim e para quem está assistindo,
28:47esse ponto do ICMS,
28:49por todo o histórico
28:50que a gente tem,
28:51de vamos votar
28:52uma reforma tributária,
28:53desde que eu me entendo por gente,
28:55se fala em reforma tributária.
28:56Não é assunto fácil.
28:59Será que esses governadores,
29:00que são governadores
29:01de estados fortes,
29:04eles são capazes
29:05de fazer esse texto
29:07ser modificado?
29:09Olha, Júlia,
29:09a depender da pressão, sim.
29:11Porque tem que se calcular
29:12o que o governo terá
29:13para oferecer,
29:15o que o projeto vai oferecer
29:16em troca desse ICMS.
29:18Porque, por exemplo,
29:19se eu reduzo a arrecadação
29:21com esse imposto
29:21em São Paulo,
29:22em Goiás,
29:23no Rio Grande do Sul,
29:24esse dinheiro tem que sair
29:25de um outro lugar.
29:26Porque senão você acaba
29:27desequilibrando a conta estadual.
29:29E nenhum governador
29:30quer ter problema
29:30com as suas finanças,
29:32sobretudo numa magnitude
29:33como uma reforma tributária.
29:35Então, assim,
29:36o que vai ser discutido?
29:37Vamos equilibrar.
29:39Vai perder no ICMS,
29:40mas vai ganhar onde?
29:42Em qual unificação
29:43vai que eu vou ter mais lucro?
29:45De onde eu vou abrir
29:46outra torneira?
29:48Dificilmente,
29:49eu acho que eles vão
29:50aceitar qualquer coisa
29:51ou uma proposta
29:53muito simples.
29:54Mas é algo
29:54que a gente vai ter
29:55que acompanhar.
29:56Eu acho que o principal
29:58ator nesse momento,
29:59os dois principais,
30:01são São Paulo e Goiás.
30:02Tarcísio e Caiado.
30:04São Paulo, por um estado,
30:06um estado muito forte na economia,
30:09é o maior estado do país,
30:11tem uma geração de receita
30:12muito grande.
30:13E Goiás também,
30:14pelo seu histórico
30:15de produtividade
30:16e também pela articulação
30:18do governador Caiado,
30:19que não é fraca.
30:20Então, esses dois governadores,
30:22eles vão dar trabalho
30:23para o governo.
30:24Pois é.
30:25Aí vocês acham que Brasília
30:26está fácil?
30:27Não, minha gente,
30:28Brasília não para.
30:29Obrigada, Otávio,
30:31por todos os seus comentários também.
30:33A gente segue acompanhando
30:34a cobertura de economia
30:36lá no site
30:36do Antagonista Contigo.
30:38O senhor,
30:39quase que com uma pulga,
30:40um carrapato
30:41de Fernando Haddad.
30:42É verdade.
30:43Não é mais, gente.
30:45Então, como eu falei no início,
30:47o ex-presidente Jair Bolsonaro,
30:49ele começou a fazer
30:50política novamente.
30:52E a articulação agora
30:53é para garantir vetos,
30:56no caso, votos contra,
30:57vetos não, perdão,
30:58votos contra esse PL
31:00da reforma tributária
31:02na Câmara.
31:03Vamos ver o que é que
31:04o ex-presidente disse
31:06numa mensagem de Twitter
31:08que ele postou.
31:13Então,
31:14reforma tributária do PT,
31:16um sonho no estômago
31:17dos mais pobres,
31:18um soco no estômago
31:19dos mais pobres.
31:21Em nossa gestão,
31:22diminuímos em um terço
31:23o IPI de mais de 4 mil produtos.
31:26Zeramos impostos federais
31:28dos combustíveis
31:29e via CAMEX,
31:30pneus de caminhões,
31:31remédios contra câncer,
31:33HIV,
31:34peças de tratores,
31:35games,
31:36itens hospitalares,
31:37etc.
31:41Nessa atual proposta,
31:42o PT aumenta de forma absurda
31:44os impostos da cesta básica.
31:46Arroz, açúcar,
31:47óleo, batata, feijão,
31:48farinha, etc.
31:49Cria um imposto seletivo
31:51para refrigerantes,
31:51produtos açucarados,
31:54carnes,
31:54bebidas alcoólicas,
31:56entre outros.
31:58Do exposto,
31:59o presidente do PL,
32:01no caso,
32:01Partido Liberal,
32:02e seu líder na Câmara dos Deputados,
32:04encaminharão,
32:05junto aos seus 99 deputados,
32:07lembrando que o PL é a maior,
32:08como é que se diz,
32:09a maior bancada,
32:10deputados pela rejeição total
32:12da PEC da reforma tributária
32:14assinado Jair Bolsonaro,
32:17ex-presidente da República.
32:19É quase que uma briga
32:20que se tornou um pouco política,
32:21pelo jeito.
32:22Bom,
32:23vamos ver qual vai ser o desfecho
32:26de todas essas idas e vindas
32:28na Câmara.
32:29E agora a gente vai
32:30para o giro de notícias.
32:40O governo federal
32:42liberou cerca de
32:43465 milhões de reais
32:46em emendas.
32:47Esse dinheiro,
32:47ele é proveniente
32:48do Ministério da Saúde.
32:50Segundo a Folha de São Paulo,
32:52a Lagoas,
32:53que é a reduta eleitoral
32:54terra do presidente
32:55da Câmara,
32:56Arthur Lira,
32:57é o estado mais beneficiado.
32:59A Lagoas recebeu
33:00cerca de 107 milhões de reais.
33:03O Ministério da Saúde,
33:05ele é comandado,
33:06tem como ministra,
33:07Nísia Trindade.
33:09A pasta detém
33:09cerca de 3 bilhões de reais
33:11para repassos a parlamentares.
33:13Lembrando que havia
33:14muita cobrança
33:15pela liberação desse dinheiro.
33:17e que, claro,
33:18toda essa demora
33:19na liberação
33:20estava irritando
33:21e muitos parlamentares
33:22do Centrão.
33:23Outra coisa que vale
33:24a gente lembrar
33:25que é o seguinte,
33:27o Ministério da Saúde,
33:28que é uma das principais
33:29pastas da esplanada,
33:31ele recentemente
33:32entrou como
33:33alvo de disputa.
33:35Muita gente estava
33:36atribuindo a um grupo
33:37ligado à Lira
33:38uma disputa,
33:40uma briga mesmo
33:41para que,
33:42em uma eventual
33:42reforma ministerial,
33:44o Ministério fosse,
33:46a pasta da saúde,
33:48fosse para as mãos
33:49de um indicado
33:49do presidente da Câmara.
33:59Doze parlamentares
34:00da CPMI
34:01do 8 de janeiro
34:02apresentaram
34:03uma notícia crime
34:04contra o coronel
34:05do Exército,
34:06Jean Laon Júnior.
34:07Jean é acusado
34:09de ter prestado
34:10falso testemunho
34:11durante um depoimento
34:12que ele deu
34:12ao colegiado.
34:13Esse depoimento
34:14aconteceu no dia
34:1527 do mês passado.
34:17Foi o último depoimento
34:18da CPMI,
34:18lembrando que essa semana
34:19não está tendo
34:20reunião da CPMI
34:21por conta de todo
34:22o esforço concentrado
34:23na Câmara.
34:24A comissão questionou
34:25Laon sobre uma troca
34:26de mensagens dele
34:28com o tenente-coronel
34:29Mauro Cid,
34:30que, por coincidência
34:32ou não,
34:33não existe coincidência
34:33política,
34:34seria o ouvido
34:35hoje na CPMI.
34:37Ex-ajudante de ordem
34:38do ex-presidente
34:40Jair Bolsonaro,
34:40Mauro Cid.
34:41As mensagens
34:42mostram um diálogo
34:43entre os dois militares
34:44que, supostamente,
34:46estariam tramando
34:47um golpe de Estado.
34:49Na CPMI,
34:50Laon disse que tentava
34:51pedir ao ex-presidente
34:53Jair Bolsonaro
34:53para acalmar
34:54os ânimos
34:55dos bolsonaristas.
34:57Assino a notícia
34:58crime,
34:58vamos lá.
34:59pastor Henrique Vieira,
35:01Jandira Feghali,
35:03Duarte Júnior,
35:04Rogério Corrêa,
35:06Duda Salenberg,
35:07Rubens Pereira Júnior,
35:08Érica Hilton,
35:09Adriana Acorsi,
35:11e também
35:12Fabiano Contarato,
35:14Jorge Cajuru,
35:16Rogério Carvalho,
35:17Soraya Tronique.
35:19Todos parlamentares
35:20mais alinhados ao governo.
35:23E o jogador
35:32Neymar,
35:33esse mesmo
35:33que muita gente
35:34chama de
35:34o menino Ney,
35:36ele foi multado
35:37novamente.
35:38Dessa vez,
35:39foi por causa
35:39da construção
35:40de um lago artificial
35:41na mansão
35:42que ele tem
35:43no Rio de Janeiro,
35:44no litoral
35:45do Rio de Janeiro.
35:46A decisão
35:47foi tomada
35:47pela procuradora-geral
35:49do município
35:49fluminense
35:50Jussiara Souza Mendes.
35:53No final de junho,
35:54a Secretaria
35:55de Meio Ambiente
35:56de Mangaratiba,
35:57que é a cidade
35:58onde fica a casa,
35:59vistoriou a obra
36:00e aplicou
36:01uma outra multa
36:02ao jogador
36:03do Paris Saint-Germain.
36:05Na ocasião,
36:06o valor
36:06não tinha sido definido.
36:08A maior multa
36:09de 10 milhões
36:10deve ser
36:10a falta de licença
36:11ambiental
36:12para a construção
36:13do lago.
36:14Neymar também
36:14foi multado
36:15em 5 milhões
36:16por movimentar
36:17terras
36:18sem autorização.
36:19ele retirou
36:21vegetação
36:21da terra
36:22sem ter tido
36:23essa autorização
36:24para a criação,
36:25para a construção
36:26desse lago,
36:28lago artificial.
36:29Segundo a Prefeitura
36:30de Mangaratiba,
36:32o jogador
36:33tem agora
36:3320 dias
36:34para entrar
36:34com recurso
36:35administrativo.
36:37Caso ele não faça,
36:38ou então,
36:38caso o recurso
36:39não seja acolhido,
36:41passa a valer
36:42o valor
36:42dessa multa
36:43de 16 milhões
36:44a ser paga
36:45ao município.
36:49Então,
36:54o Brasil assume
36:55hoje,
36:56caso essa altura
36:56já assumiu,
36:58a gente já teve
36:58inclusive o discurso
36:59do presidente Lula,
37:01a presidência
37:01do Mercosul.
37:03O presidente
37:03está na Argentina
37:04para participar
37:05do evento
37:06da Cúpula
37:06dos Chefes
37:07de Estado,
37:08a gente vai soltar
37:08um trechinho
37:09do discurso
37:10do presidente Lula
37:11que aconteceu
37:12agora há pouco.
37:13O futuro presidente
37:15do Paraguai,
37:16o companheiro
37:16Santiago Pena,
37:18que tomará posse
37:19brevemente.
37:22Companheiro Luiz
37:22Arcaipou,
37:23presidente da República
37:24Oriental do Uruguai
37:26e companheiro
37:28Luiz Alberto Arce,
37:29presidente do Estado
37:30Plurinacional
37:31da Bolívia.
37:33De mais
37:34autoridades,
37:35ministros,
37:35embaixadores presentes,
37:37amigos
37:38e amigas.
37:41É com muita
37:42alegria
37:42que volto
37:44à Argentina
37:45para participar
37:46de uma cúpula
37:47do Mercosul.
37:49Essa satisfação
37:50é ainda maior
37:51por estar hoje
37:53na triplice fronteira,
37:55local de muito
37:56simbolismo
37:57para a integração
37:58entre nossos países
37:59e de grande
38:01beleza natural.
38:03Hoje,
38:05cumpro uma etapa
38:06essencial
38:06do reencontro
38:07do Brasil
38:08com a região.
38:10Logo no primeiro mês
38:11do meu governo,
38:12participei
38:13da cúpula
38:14da CELAC
38:15em Buenos Aires.
38:17Em maio,
38:18nos encontramos
38:19numa reunião
38:19de presidentes
38:20sul-americanos
38:21em Brasília
38:22para revivar,
38:25reavivar
38:25o patrimônio
38:26institucional
38:27da Unasul.
38:29Há poucos dias,
38:31Alberto Fernandes
38:32e eu
38:32celebramos
38:33o bicentenário
38:34das relações
38:35Brasil-Argentina.
38:37faltava contudo
38:39o Mercosul,
38:41um dos principais
38:42alicerces
38:43do projeto
38:43de integração
38:44regional
38:45construído
38:46ao longo
38:47das últimas décadas.
38:49Desde janeiro,
38:51estive com vários
38:52líderes mundiais
38:53em diferentes
38:54fóruns
38:55nestes
38:56e em outros
38:57continentes.
38:58o mundo
38:59está cada vez
39:01mais complexo
39:02e desafiador.
39:04Nenhum
39:05país
39:05resolverá
39:07seus problemas
39:08sozinho,
39:09nem pode
39:10permanecer
39:11alheio
39:11aos grandes
39:13dilemas
39:13que vive a humanidade.
39:16Não temos
39:17alternativa
39:18que não
39:19seja
39:20a União.
39:23Bom,
39:24a gente ouviu
39:24esse trechinho
39:25do discurso
39:26do presidente Lula,
39:27novamente,
39:28essa reunião
39:28acontece na Argentina,
39:30reunião
39:30formada
39:32por representantes
39:33dos países
39:33que integram
39:34o Mercosul
39:34e o Brasil,
39:36esse comando
39:36que o Brasil
39:37vai ter à frente
39:38do bloco
39:38vai ser de seis meses.
39:40Alguns pontos
39:41estão
39:41na expectativa,
39:43estão no radar
39:44de expectativa
39:45de quem acompanha
39:46a política internacional.
39:49Todos eles
39:49têm a ver
39:50com a posição
39:51que o Brasil
39:52vai ter,
39:53as defesas
39:53que o Brasil
39:54vai fazer
39:54ao longo
39:55desse comando
39:57do Mercosul.
39:58Lembrando que
39:58o Brasil,
39:59desde que Lula
39:59sumiu,
40:00ele tenta
40:01retomar
40:01uma postura
40:02de protagonismo
40:04internacional.
40:05E por isso
40:06tantas viagens
40:07e tantas declarações
40:08do presidente Lula.
40:11E aí,
40:11dentre esses pontos
40:12que a gente
40:12vai ter no radar
40:13ao longo
40:14desses seis meses
40:15estão
40:15a defesa
40:17do Brasil
40:18de que a Bolívia
40:19passe a integrar
40:19o Mercosul
40:20e a postura
40:21do país
40:22em relação
40:22à Venezuela.
40:23lembrando
40:24que a Venezuela
40:25foi retirada
40:26do bloco
40:26em 2017
40:27por,
40:28aí a gente
40:29abre um aspas
40:30sobre a justificativa
40:31da retirada
40:32da Venezuela,
40:33ruptura da ordem
40:34democrática.
40:35Fechamos esse aspas.
40:37Também tem
40:37um outro ponto
40:38que vai estar
40:38no radar
40:39de quem acompanha
40:41essas movimentações
40:42internacionais,
40:43que é o seguinte,
40:44a defesa
40:44do governo brasileiro
40:46e defesas
40:46do presidente Lula
40:47sobre a construção
40:48de uma moeda única.
40:49E só uma observação
40:51que também vale a pena
40:52a gente ficar de olho,
40:54e aí não em relação
40:55ao Brasil,
40:56mas em relação
40:56ao Uruguai
40:57e a forma como
40:58o Brasil se relaciona
40:59ao Uruguai.
41:00O Uruguai,
41:01ele tem defendido
41:01uma maior abertura
41:03para acordos internacionais
41:05e isso vai sim
41:07ser cobrado,
41:07vai ser reiterado
41:09durante todo
41:09o comando
41:11do Brasil,
41:12o Uruguai
41:13vai reiterar
41:14e vai bater
41:14esse pé
41:15por mais acordos,
41:18mais possibilidades
41:19de acordos.
41:27Vamos sair um pouquinho
41:28de política.
41:29A Volkswagen
41:30criou uma campanha especial
41:33que reuniu,
41:33olha só,
41:34a cantora Maria Rita
41:35em um dueto
41:37com a sua mãe,
41:38Elis Regina.
41:39Elis faleceu
41:39em 1982.
41:42Essa proeza,
41:43ela se deve
41:43à tecnologia artificial,
41:45essa coisa
41:46que tanto falamos.
41:48E,
41:48o motivo
41:49foi uma campanha,
41:51uma campanha publicitária
41:52que é assinada
41:53pela agência
41:54Almap
41:55BBDO.
41:59O vídeo,
42:00ele já foi divulgado
42:00nas redes sociais
42:01da marca
42:02e foi exibido
42:03pela primeira vez
42:04em comemoração
42:05aos 70 anos
42:05da Volkswagen.
42:07Isso aconteceu,
42:07eles fizeram
42:08um show
42:09no ginásio
42:09do Ibirapuera,
42:10em São Paulo,
42:11e a cantora
42:12Maria Rita
42:13estava lá,
42:15cantou ao vivo,
42:16se emocionou bastante
42:17justamente
42:18nesse dueto.
42:21Essa tecnologia,
42:22ela será utilizada
42:23no Detal,
42:24que é o festival
42:24de música
42:25que conta
42:26com o patrocínio
42:26da marca alemã.
42:27sim,
42:29esse festival
42:30acontece em setembro.
42:31A gente tem um trechinho
42:32do vídeo
42:33para soltar.
42:34Você me pergunta
42:38pela minha paixão
42:40Digo que estou encantada
42:43como uma nova invenção
42:45Eu sei de tudo
42:47na ferida viva
42:48do meu coração
42:51Você pode até dizer
42:56que eu estou por fora
42:58Ou então
42:59que eu estou inventando
43:00Mas é você
43:05que não passa
43:06e que não vê
43:08A cidade de São Paulo
43:13registrou temperatura média
43:14de, caramba,
43:169,8 graus
43:18na madrugada
43:18desta terça.
43:20Isso foi em um bairro
43:21do extremo sul
43:22Onde o extremo...
43:24Não, minto.
43:25Correção.
43:26Já em um bairro...
43:27Caramba, caiu mais ainda.
43:29Em um bairro do extremo sul
43:30as temperaturas
43:31bateram 2,8 graus
43:33Foi a mais baixa
43:34temperatura deste ano
43:35O índice, entretanto
43:36ele, como é que se diz
43:38representa um recorde
43:39apenas nessa região
43:40A madrugada mais fria
43:42de 2003
43:43no município
43:44como um todo
43:45foi registrada
43:45no dia 17 de junho
43:47quando os termômetros
43:48marcaram 8,5 graus
43:50Isso em média
43:51Agora para terminar
44:01Ontem
44:03quem olhou para o céu
44:04viu a super lua
44:05a lua estava linda
44:05não estava?
44:06Esse fenômeno
44:07ele é um fenômeno
44:09que acontece eventualmente
44:10foi o primeiro
44:11super lua
44:12no caso
44:12a primeira super lua
44:13de 2023
44:15Durante o fenômeno
44:17o satélite natural
44:18da Terra
44:18estava
44:19361,934 mil
44:23quilômetros
44:23de nós
44:24Isso é considerado
44:25super perto
44:26aproximadamente
44:2720 mil quilômetros
44:29mais próximo
44:29A lua ainda pode parecer
44:32até 30% maior
44:34e mais brilhante
44:35e 14% maior
44:36que o habitual
44:37Por isso essa sensação
44:38esse nome, inclusive
44:39de super lua
44:40A sensação
44:42não passa
44:42de uma ilusão
44:43de ótica
44:43pois a lua
44:44fica mais próxima
44:46do horizonte
44:46e o cérebro humano
44:48compara o tamanho dela
44:49com aquele
44:50de objetos próximos
44:51como prédios
44:52e árvores
44:53Bom, ilusão de ótica
44:55ou não
44:55seja o que for
44:56a lua
44:56estava linda
44:57e a gente vai terminar
44:58o meio dia de hoje
45:00com imagens da lua
45:01Eu agradeço novamente
45:02a vocês
45:03e até amanhã
45:10Eu sou Júlia Schiaffarino
45:25e apresento a vocês
45:265 Minutos
45:27o novo podcast diário
45:29de O Antagonista
45:30De segunda a sexta-feira
45:33trazendo os principais fatos
45:35da política
45:35da economia
45:36e de onde mais
45:37houver notícia
45:38Todo dia
45:39com assuntos relevantes
45:40para vocês
45:41Tudo isso
45:43em até 5 minutinhos
45:44É o tempo
45:45de tomar aquele
45:45café esperto
45:46e começar bem o dia
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