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  • há 9 meses
No Papo Antagonista dessa quinta-feira, Claudio Dantas conversou com o senador e pré-candidato do PSDB ao governo de Sergipe, Alessandro Vieira, sobre os desafios da Terceira Via nas eleições deste ano. O parlamentar defendeu o diálogo entre candidaturas e partidos de centro para a escolha de um nome e afirmou que a consolidação do movimento ocorrerá em etapas.

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Transcrição
00:00Ó, a gente está fazendo o acompanhamento dessas pesquisas, né, e percebe aí no cenário nacional, depois a gente fala do cenário regional, tá, porque eu divulguei inclusive aqui pesquisas do Instituto, uma pesquisa do Instituto Paraná feita lá em Sergipe, mas era uma pesquisa feita antes do anúncio, do seu anúncio ao governo.
00:26Não sei se tem alguma outra pesquisa para sair que a gente possa mencionar, a gente sabe, a gente tem algumas regras, né, a seguir nessa questão de pesquisa quando já estamos numa pré-campanha.
00:39Mas no plano nacional nós percebemos aí a consolidação desse cenário de Lula na liderança, com o Bolsonaro revertendo a tendência de queda, né, mas ainda com uma dificuldade de ameaçar, né, essa liderança do Lula.
01:01Por outro lado, o que a gente percebe é um estreitamento do espaço da terceira via ou uma cristalização ali, um pequeno recuo e uma cristalização onde não há nenhuma novidade.
01:14O senhor, era um cenário, não era o cenário que nós gostaríamos, né, inclusive não era o cenário previsto no fim do ano passado, a gente tinha uma expectativa, né, de que uma candidatura como a do Sérgio Moro chegasse a 15%, na verdade, ela recuou.
01:33Como é que o senhor vê esse cenário? O senhor acha que ainda tem espaço? O que que precisa mudar? E se isso decepciona um pouco, né, porque parece que o eleitor não entendeu ainda a tragédia que se coloca à nossa frente.
01:52A política brasileira hoje, isso vem desde antes de 2018, se divide em dois sentimentos, né, o petismo e o antipetismo.
02:02Aquelas pessoas que querem, no momento, a volta do Lula porque confiam no Partido dos Trabalhadores, no seu histórico, e não ligam para aqueles escândalos todos de corrupção que nós enfrentamos,
02:12nem para a crise econômica absurda que sofremos no governo Dilma, e os que são contra esse sentimento, uma oposição total, né, não querem o Lula de volta e não querem,
02:21sob nenhuma hipótese. Desse pessoal todo do antipetismo, ainda hoje, Bolsonaro se mostra como o nome mais competitivo.
02:31Isso gera uma espécie de corrida do voto útil. Eu não quero Lula, então eu corro para Bolsonaro. Eu não quero Bolsonaro, eu corro para o Lula.
02:38O desafio da terceira via é cumprir etapas de construção política que não aceitam atalhos, não tem milagre para se fazer.
02:46A gente tem que trabalhar e a gente continua trabalhando numa integração dessas candidaturas, tentando conversar com todos aqueles que aceitam o diálogo.
02:54Então, eu sempre dizia, isso vai do Ciro Gomes até o Felipe do Novo, mas hoje eu tenho que dizer que o Ciro não participa desse tipo de debate.
03:03O Ciro normalmente faz a escolha pelo antagonismo, pela agressão a pessoas e a grupos partidários com os quais ele poderia marchar mais adiante,
03:11até mesmo no segundo turno. É uma escolha política dele, a gente respeita, ainda que não concorde.
03:16A tendência, e os três partidos têm se manifestado nesse sentido, a tendência é que MDB, PSDB e União se juntem e lá, em meados de junho, um pouquinho antes,
03:28possam definir um nome consensual. Todos os envolvidos já se manifestaram sobre o tema e todos eles manifestaram a disponibilidade de abrir mão dos seus nomes
03:36se isso for o que as pesquisas, o que os critérios apontarem. Eu acredito que a gente vai ter mudança nessas pesquisas conforme se comece uma caminhada mais incisiva de pré-campanha
03:47e você tem uma concentração maior nos nomes. No caso específico, a gente ainda tem, falando de União MDB e PSDB, nós temos o João Dória, é o candidato do PSDB Cidadania,
03:58ele passou por um processo de seleção interna, foi ele o vencedor. Você vê várias tentativas de reativar essa discussão, que eu entendo como equivocadas.
04:09A democracia passa pelo cumprimento de compromissos. Então, se eu combino com vocês, no antagonista, uma regra do jogo, se o resultado do jogo não me agradou,
04:19não posso sair rasgando a regra, chutando a mesa e querendo começar tudo de novo. Assim não se faz democracia.
04:24E uma parte dos nossos problemas vem da eleição, onde não houve aceitação do resultado da vitória da Dilma Rousseff.
04:30Mas todo mundo que está mais ligado em política lembra disso. Ele não pode repetir esse erro.
04:34Então, da parte do PSDB Cidadania, o candidato, que se chama João Dória, governador de São Paulo, tem seus méritos e foi escolhido pelo partido.
04:44Mais adiante, nessa formação de coligação com o MDB, que apresentou o nome da Simone Tebet, que é uma grande senadora, uma política,
04:51uma carreira muito interessante e o tipo de personalidade que o Brasil precisa conhecer melhor, que certamente conhecendo melhor,
05:00teremos uma transferência de intenção de votos para a Simone, assim como o Brasil conhecendo melhor os resultados do governo de São Paulo.
05:06Provavelmente teremos uma reversão da rejeição e um aumento da expectativa de votos de João Dória,
05:11mas separados, naturalmente, eles não chegarão ao patamar de 20, 25 pontos, que deve ser o mínimo para chegar no segundo turno.
05:20Então, a etapa política que a gente tem que cumprir agora é união entre os partidos e só vai acontecer mais adiante,
05:26depois que acabar a janela, depois que se definir o quadro regional, não adianta imaginar que a gente vai conseguir fazer antes
05:32e esperar que o brasileiro tenha direito de escolher fora dessas duas escolhas desastrosas,
05:39que são Lula e Bolsonaro, cada um com suas características, eles não são iguais, mas se aproximam muito em alguns defeitos.
05:46Lula e Bolsonaro
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