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  • 23/06/2025
No Papo Antagonista desta quarta-feira, Claudio Dantas e Mario Sabino comentaram a decisão de Antonio Palocci de suspender o lançamento de seu livro contando os bastidores dos governos petistas. O ex-ministro avalia que o momento não é adequado para a publicação.
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Transcrição
00:00Ô Mário, ainda na política, uma última notícia aqui, que eu subi no site ainda há pouco,
00:07eu gostaria da sua apreciação, que é a seguinte, o Palocci, né, estava com tudo pronto para soltar um livro bomba,
00:17ia contar a história dele com o Lula desde lá de trás, lá quando era, ainda, né, estava ainda na época em que o PT só tinha prefeitura,
00:27na época de coordenação de campanha, depois que morreu o Celso Daniel, ele assumiu a coordenação de campanha do Lula,
00:35depois virou ministro poderoso, ministro da Fazenda poderoso, né, no primeiro mandato ali, saiu, teve denúncia nesse caminho,
00:45ficou trabalhando na iniciativa privada, foi eleito deputado, voltou como coordenador da campanha de Dilma Rousseff,
00:52enfim, a gente conhece a história, é uma história longa, e o Palocci prometia entregar os bastidores disso tudo,
01:00vários segredos, estava com o livro pronto, só que agora me parece que com o Lula, né, liderando pesquisa,
01:08possivelmente, né, com a chance de vencer até no primeiro turno, o Palocci reavaliou o cenário e decidiu adiar,
01:17talvez, talvez, não sei por quanto tempo, se indefinidamente ou não, né, acho que tudo depende
01:22de como essa eleição vai acontecer, o fato é que ele suspendeu a publicação do livro, infelizmente,
01:33ele foi beneficiado agora em dezembro por uma decisão também decorrente aí de todo esse novo entendimento
01:40do Supremo, ele acabou sendo beneficiado da anulação de um processo que envolvia também o João Vacari Neto,
01:48o João Santana, todos eles foram condenados, o Palocci que virou delator, né, cumpria ali uma pena
01:54com a tornozeleira eletrônica, então o processo foi anulado e ele pôde retirar a tornozeleira eletrônica,
02:01então a vida do Palocci mudou um pouco, o ambiente mudou um pouco, então acho que o interesse na publicação mudou também.
02:06Aí eu lembro na nota que, infelizmente, né, um outro petista importante, o Márcio Tomás Bastos,
02:15que faleceu em 2014, no finalzinho de 2014, ele deixou um diário com 17 volumes repletos de segredos,
02:24só que esse diário do Márcio Tomás Bastos só poderá ser divulgado 50 anos depois da sua morte.
02:30Então, assim, são segredos que ficam aí guardados, né, segredos que teriam provavelmente um impacto importante
02:37na vida política brasileira, não?
02:39Em relação ao Márcio Tomás Bastos, eu não acho que um sujeito que foi advogado durante a vida
02:47deixará de ser advogado na morte, né, não sei exatamente, não sei se está a tantas revelações, né,
02:54pode ter ali uma ajeitada na história, inclusive, né, que era uma especialidade do Márcio Tomás Bastos,
02:59uma figura muito simpática, inclusive, sujeito tão simpático que eu fui indiciado pela Polícia Federal
03:04quando ele era ministro da Justiça e depois eu fui jantar com ele, mas isso é outra história.
03:09O Paló é o seguinte, ele vai substituir o livro Bomba por outro título, é Em Busca do Tempo Perdido, né?
03:23Em Busca do Tempo Perdido, é o nosso Proust.
03:29Vai ter que pedir perdão.
03:30Ah, vai, vai ter que ajoelhar no mídio, né?
03:33Ajoelhar no mídio.
03:35É, isso aí, isso aí, isso aí já devem estar se aproximando, né?
03:43Dê que ele foi obrigado, né, a delatar a Polícia Federal, que, né, porque ele estava sendo chantageado, né?
03:52Aí entra aquele, o Clube do Charuto e do Vinho, né, aqueles advogados que vivem no Twitter, né,
03:58e falam do absurdo que foi a delação do Palotti, que entregou muito menos, né, do que deveria.
04:06A gente tem que lembrar isso, né, os procuradores não quiseram assinar uma delação com o Palotti
04:11porque achavam que o Palotti estava blefando, estava inventando, não estava contando tudo.
04:16E a Polícia Federal acabou firmando a condelação porque acreditou no Palotti, né?
04:24E a gente sempre achou, né, que o Palotti ia ser mais ou menos com o Márcio Tomás Bastos daqui a 50 anos, né?
04:30Ah, vai falar, vai contar tudo e tal, e tudo meio, né, uma coisa meio morda, não sei o quê.
04:40E aí acabou sendo bom para ele, né, porque, olha aí, pode, ele pode aparecer ajoelhado, não no milho,
04:48mas aos pés do santo Lula, né, São Lula, pedindo perdão, e quem sabe até pode vencer resistências em prol do Lula
05:01junto a banqueiros, né, Cláudio?
05:02Eu acho que ele não vai avaliar no milho, não, ele vai botar o livro.
05:08Ele vai botar o livro, ele vai avaliar no milho, assim, para apoiar.
05:12Quem sabe, né, nós não temos aí um Palotti que pode fazer ainda um meio de campo,
05:17porque o Palotti é aquilo, né, ele gosta de um bem bolado, né?
05:21Aliás, eu nunca tinha ouvido essa expressão antes e eu vi da boca dele.
05:26Eu sou um sujeito, enfim, talvez um pouco ingênuo, né, mas eu fui aprender essa expressão um pouco tarde na vida,
05:33ouvi da boca do então ministro da Fazenda, né, assim, estava ali, estava negociando uma entrevista com ele e tal,
05:43na época eu trabalhava na revista Veja, e ele disse ali, é, nós a gente pode fazer um bem bolado,
05:49eu não entendi o que, como assim, fazer bem bolado?
05:51Aí eu falei, bom, o ministro que usa esse linguajar, né, está fazendo bem bolado tudo quanto é área, né,
05:59e a minha impressão se confirmou.
06:03É isso aí, em busca do tempo perdido, a nova obra do Antônio Palotti.
06:09Novo livro.
06:10É.
06:11Muito bem.
06:11E aí
06:36E aí
06:40E aí

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