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  • há 6 meses
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No Papo Antagonista, a cardiologista Ludhmila Hajjar comentou o despreparo de parte do corpo médico dos hospitais para enfrentar pacientes com Covid...
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Transcrição
00:00Eu já li a respeito e comenta-se também na Europa
00:03que muitos dos mortos brasileiros por Covid
00:05morrem, na verdade, de Brasil.
00:08Não apenas porque não há leitos suficientes em UTIs para todos,
00:13há muita gente morrendo sem o atendimento necessário,
00:16mas também porque, em função de uma certa precariedade,
00:21não só de recursos, mas até mesmo de material humano,
00:24de conhecimento, há muitos problemas de intubação
00:27feitas de uma maneira não apropriada.
00:31A senhora já se deparou com esse problema
00:34ou já ouviu falar desse problema?
00:37Esse é um problema real do Brasil.
00:40Essa questão de como o paciente é intubado
00:42e como o paciente é manejado naquele momento
00:45da emergência, da insuficiência respiratória,
00:48é um problema muito sério.
00:51Veja bem, quando eu intubo um paciente,
00:54quando o pulmão está gravemente acometido
00:57e as estratégias não invasivas, do tipo máscara, catétero,
01:02são insuficientes.
01:04Esse momento de intubar, ele tem que ser rapidamente diagnosticado.
01:08Por quê?
01:09Porque começa a cair a oxigenação do paciente.
01:12Então, eu já passo por um problema um.
01:14A indicação da intubação,
01:15que ela não pode passar do momento
01:18que se eu deixar meu paciente com pouco oxigênio,
01:22ele vai ter uma parada respiratória e, por consequência,
01:24uma parada cardíaca, eu vou perder o doente.
01:26Então, primeiro, falta para o Brasil um treinamento dos médicos
01:31que estão na linha de frente.
01:33Estou generalizando, porque isso é generalizado,
01:35é um problema do Brasil.
01:37Tem gente que hoje está em emergência,
01:39que está em UTI e que não sabe o momento de indicar uma intubação
01:43porque falta treinamento.
01:45Faltou lá atrás e falta hoje.
01:47Segundo, o momento da intubação.
01:49É um procedimento relativamente simples,
01:52mas que exige um treinamento,
01:53não é um treinamento da noite para o dia.
01:56Então, é um anestesiologista, é um intensivista,
01:58é um emergencista, é um clínico geral
02:01e que passou por treinamento.
02:03Você tem que sedar o paciente adequadamente,
02:06você tem que ter um material de intubação
02:08e esse momento da intubação é extremamente delicado.
02:11Pode cair a oxigenação, cair a pressão,
02:13intubar de uma maneira inadequada
02:16e o paciente ter uma parada e evoluir para óbito.
02:19E nós vimos isso no Brasil em múltiplos casos,
02:23tanto em redes públicas quanto em redes privadas,
02:26ocorreram e continuam ocorrendo.
02:28E é por isso que a gente tem pedido tanto ao governo brasileiro,
02:33ao Ministério da Saúde,
02:34às sociedades médicas,
02:36que tentem, na medida do possível,
02:39da maneira como dá hoje,
02:40porque isso já deveria ter sido feito lá atrás em ampla escala,
02:44na tentativa de treinar essas pessoas
02:47e de deixar as pessoas mais habilitadas com essa função.
02:51Exemplo, os anestesiologistas,
02:53que são as pessoas dentro das especialidades médicas
02:56que mais estão habituadas a cuidar de via aérea,
02:59de intubar.
03:00Então, se o anestesiologista no hospital
03:02está ali de plantão preparado para isso,
03:05ele vai ser chamado naquele momento
03:07e a vida do paciente vai correr um risco muito menor.
03:10Então, isso é fundamental para que o Brasil acorde
03:13mais uma lacuna que a gente tem no cuidado dessas pessoas.
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