- 21/06/2025
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O candidato à Prefeitura de São Paulo incorporou a presidente Dilma Rousseff e encontrou uma solução mágica para a Previdência em São Paulo. No Papo Antagonista desta quinta-feira, Felipe Moura Brasil e Claudio Dantas entrevistaram o deputado federal Samuel Moreira, do PSDB, que criticou a declaração de Boulos.
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O candidato à Prefeitura de São Paulo incorporou a presidente Dilma Rousseff e encontrou uma solução mágica para a Previdência em São Paulo. No Papo Antagonista desta quinta-feira, Felipe Moura Brasil e Claudio Dantas entrevistaram o deputado federal Samuel Moreira, do PSDB, que criticou a declaração de Boulos.
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NotíciasTranscrição
00:00Muito bem, a gente chega à pauta que está repercutindo muito no debate público, principalmente nas redes sociais e, claro, aqui em São Paulo, onde a eleição vai para o segundo turno.
00:10Uma declaração do candidato a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos, do PSOL, chocou os economistas.
00:17Na sabatina do Estadão, ele propôs a realização de concursos públicos como mecanismo para solucionar o déficit da Previdência.
00:25Ele afirmou, abro aspas, sabe por que a Previdência do serviço público se torna deficitária?
00:31Porque não se faz concursos. Para a Previdência se equilibrar, você tem que ter gente contribuindo, não só gente recebendo.
00:39Então, você tem mais gente se aposentando, virando inativo para receber da Previdência e, como não se faz concursos, você tem menos gente contribuindo para a Previdência Pública.
00:50Fazer concurso é uma forma de arrecadar mais para a Previdência Pública e você equilibrar as contas com os inativos.
01:00Então, é isso que eu vou fazer. Feche o aspas.
01:04É bom aqui a gente dar a declaração completa para mostrar que ele disse realmente isso.
01:09E fica complicado amenizar, que tirou do contexto e tal, mas enfim, vou continuar na pauta.
01:18Diante da polêmica, Boulos teve que se retratar. Não que ele tenha feito isso inteiramente.
01:23Apesar de ter repetido o raciocínio durante a sabatina, ele divulgou um vídeo nas redes sociais alegando que sua fala foi tirada de contexto
01:31e que não defende novas contratações como mecanismo para equilibrar a Previdência.
01:37Tem a sonora do Boulos aí, produção? Pode botar.
01:39Nesse trecho, eu argumento que usar o déficit da Previdência Municipal como justificativa para não fazer concursos
01:47não faz sentido do ponto de vista contábil, já que os servidores contratados passariam a concluir também para o fundo de Previdência.
01:55Eu não defendo que a forma de equilibrar a Previdência seja através de novas contratações.
02:01Boulos não explicou como pretende resolver o déficit previdenciário em São Paulo.
02:06A despesa da Prefeitura com a Previdência é de cerca de 10 bilhões de reais esse ano,
02:12enquanto a receita é aproximadamente de 2 bilhões de reais.
02:17O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, candidato à reeleição, reagiu à declaração de Boulos.
02:22Até demorou, né? Ele reagiu agora à tarde, pouco antes do começo do programa.
02:26Abre o aspas, o radicalismo ideológico sabe criticar, mas não sabe fazer conta.
02:32Não tem nenhum sentido para cobrir um déficit de 5 bilhões e 500 milhões de reais,
02:37ter um custo extra de bilhões de reais para contratar pessoas, reter parte desse valor e cobrir o rombo.
02:44É como gastar mais no cartão de crédito para ter mais milhas para viajar.
02:48Fecha o aspas.
02:49O economista Gustavo Franco, aliás, falei dele na conversa com o João Amoedo,
02:54nessa semana aqui no Papo Antagonista, classificou a proposta de Boulos como pirâmide financeira.
03:00Abre o aspas.
03:00Eu nunca vi uma explicação tão clara sobre a ideia de pirâmide financeira ou de corrente da felicidade.
03:07É para a CVM abrir um processo administrativo por indução à fraude e propor o impedimento do personagem.
03:13Fecha o aspas.
03:14O deputado federal por São Paulo, Samuel Moreira, que foi relator da reforma da Previdência na Câmara,
03:20também comentou.
03:22Mas ele já está com a gente na linha, produção?
03:24Então, eu vou deixar o comentário do Samuel Moreira para ele fazer aqui em áudio e som,
03:31em vez de ficar lendo o que ele escreveu no Twitter.
03:34Eu só acrescento aqui, antes da gente colocá-lo na linha, que uma pesquisa do Datafolha divulgada hoje
03:40indicou que o Bruno Covas tem 58% das intenções de votos e o Boulos, 42%.
03:46Portanto, aí, 16 pontos de vantagem para o Tucano.
03:50Eu falei que estava uma vantagem mais apertada do que a do Eduardo Paes sobre o Marcelo Crivella,
03:54mas, mesmo assim, ainda é uma vantagem relativamente confortável.
03:58Esse cálculo exclui votos brancos e nulos e os eleitores que se declararam indecisos.
04:04Hoje, a candidata derrotada Joyce Hasselman e o PSD, do candidato também derrotado André Matarazzo,
04:11eles declararam apoio, não é isso, produção?
04:13Ao Bruno Covas.
04:14Muito bem, Cláudio Dantas já está na linha comigo?
04:17Então, o Cláudio Dantas já vai entrar, assim como o deputado federal Samuel Moreira,
04:22a produção está só conectando os dois ao mesmo tempo?
04:26Então, olha, eu ia deixar para esperar o Samuel Moreira, vou ler o que ele comentou,
04:30depois, é claro, ele vai detalhar aqui.
04:32A cada valor que se arrecada do novo funcionário para a Previdência,
04:36gasta-se ao menos cinco vezes mais em despesas com o salário e benefícios,
04:41com recursos do próprio Tesouro.
04:43Ou seja, vai equilibrar a Previdência quebrando a Prefeitura?
04:47Samuel Moreira está na linha, então?
04:49Deputado federal, relator da reforma da Previdência,
04:52seja bem-vindo aqui ao Papo Antagonista, é um prazer conversar com o senhor.
04:55Boa noite.
04:56Boa noite, obrigado, o prazer é meu.
04:59Obrigado, estou à disposição.
05:01Maravilha.
05:01Achei a declaração bastante imprópria, né?
05:06Ela é muito infeliz e super inadequada.
05:10Não tem muito o que se comentar.
05:13É como você, tem hoje muitos comentários, inclusive,
05:16é como se você quisesse ganhar milhas para viajar de avião
05:20e ficasse comprando passagens para poder ter mais milhas, entendeu?
05:24Tem o custo da passagem aérea, que você vai pagando, né?
05:28Então, você tem desembolsos muito mais altos,
05:30no sentido de gastar mais do que arrecadar.
05:34Essa é a evidência clara, né?
05:37Vai se gastar mais do Tesouro do que se arrecadar para o Tesouro
05:40para se pagar a Previdência.
05:42Isso é uma conta muito óbvia.
05:43Exatamente.
05:45Cláudio Dantas, diretor do Antagonista em Brasília,
05:47já está na linha comigo diretamente, lá do Distrito Federal.
05:51Cláudio, boa noite.
05:52Seja bem-vindo de volta ao Papo Antagonista
05:54depois de um breve período de férias.
05:56E já fique à vontade aí para comentar esse episódio do Boulos
05:59e conversar também com o deputado Samuel Moria.
06:05Boa noite, Felipe.
06:06Boa noite, Samuel.
06:07Boa noite a todos.
06:07Mais uma vez aí, o Boulos revelando a sua mentalidade tacanha
06:17ao lidar com a coisa pública.
06:21Na verdade, ele continua aí adotando o método MTST
06:26de administrar a coisa pública.
06:29Inclusive, agora, acabamos de subir aqui,
06:32eu tive a curiosidade de olhar o programa de governo
06:36que ele está sugerindo com a Irundina.
06:42E é interessante porque, apesar de ele ter feito
06:45esse novo vídeo hoje, pela manhã, falando
06:48que foi mal interpretado e etc.,
06:51o programa de governo traz exatamente promessas
06:56que vão nesse mesmo sentido.
06:59Tanto no sentido de anular a reforma da Previdência,
07:02que foi feita até uma reforma bastante tímida,
07:06foi criticada até pelo economista Zena Latif
07:09num artigo hoje muito bem escrito no Estadão.
07:12Então, ele promete rever essa reforma,
07:15anular os efeitos dessa reforma,
07:17reverter todo o processo de terceirização
07:19da mão de obra do Estado,
07:23da Prefeitura, no caso,
07:25e realizar mais concurso,
07:28concurso para todas as categorias.
07:30Então, no capítulo aqui sobre funcionalismo público,
07:35o texto diz o seguinte,
07:36olha, a prioridade, a prioridade,
07:38numa eventual gestão do Boulos Erundina,
07:41justamente reverter a reforma previdenciária,
07:44o processo de terceirização,
07:45com a restituição progressiva dos serviços
07:48diretos por efetivos,
07:50no caso, servidores.
07:52E aí, entre as propostas,
07:53a revogação do Sampa Prev,
07:55o restabelecimento da paridade
07:58entre ativos e aposentados
07:59e a realização de novos concursos
08:02para todas as carreiras.
08:04Aí, eu também tive a curiosidade
08:05de pegar o programa de governo do Boulos
08:08com a Sônia Guajajara
08:10na campanha de 2018
08:12para a presidência da República.
08:14E vai na mesma linha,
08:17na verdade, como a abordagem era nacional,
08:20é ainda pior,
08:21porque eles sugerem
08:22a unificação progressiva
08:24de todos os regimes previdenciários
08:26em um mesmo sistema público
08:27de aposentadorias integrais,
08:29com as mesmas prerrogativas
08:31e direitos para todos.
08:32Além de reajuste
08:33do piso das aposentadorias
08:35vinculado ao salário mínimo,
08:36o fim da contribuição de aposentados
08:38e do fator previdenciário
08:39é a instalação de uma comissão
08:41para auditoria nos sistemas previdenciários,
08:43aquela velha lenga-lenga aí
08:44de auditar a Previdência.
08:48Bom, está aí.
08:50Esse é o pensamento do Guilherme Boulos,
08:54isso que está na base
08:55do que ele prevê como gestão
08:59na Prefeitura de São Paulo.
09:02E aí eu acho que é uma boa,
09:05é um tema bastante rico
09:07para os próximos debates.
09:10E parar com esse negócio
09:12de gravar videozinho,
09:13saindo pela tangente,
09:15sem dizer exatamente qual é a proposta.
09:17A proposta está aqui
09:18e, como bem diz a Zena Latif,
09:21é inexequível.
09:22Eu acho que o Samuel vai concordar comigo.
09:25Plenamente.
09:26Olha, Cláudio,
09:27deixa eu dizer dois fatores aí interessantes.
09:30Primeiro,
09:30que promessa sem orçamento
09:33é demagogia.
09:34Se você não tem o dinheiro,
09:36não aponta onde está o recurso,
09:39é uma demagogia.
09:40Então, não existe isso no orçamento.
09:43Segundo,
09:43que você tem que fazer justiça com as coisas.
09:46A Previdência,
09:48ela é um seguro,
09:49um seguro para que nós,
09:51na velhice,
09:52na terceira idade,
09:53a gente possa ter um seguro
09:56para poder viver.
09:57Mas não significa
09:58que nós tenhamos condições
10:00de receber o mesmo
10:01do que como estivéssemos
10:04produzindo na ativa.
10:06Não tem esta viabilidade
10:07em lugar nenhum do mundo.
10:09não tem como receber,
10:10você receber integralidade,
10:12receber o salário integral
10:13como se você estivesse na ativa.
10:16A própria Prefeitura de São Paulo
10:17já tem mais funcionários.
10:19Na verdade,
10:20está um para um.
10:21Tem o mesmo número de funcionários,
10:22120 mil funcionários aposentados
10:25e 120 mil na ativa.
10:27O Governo Federal também está assim.
10:29E governos como Rio Grande do Sul
10:30quebraram,
10:31porque tem muito mais funcionários nativos
10:33do que na atividade.
10:35Então, não é correto,
10:37esse é um seguro.
10:39Não é um salário integral
10:40como se você estivesse produzindo.
10:43Não é esse o conceito da Previdência,
10:46porque não é possível pagar.
10:48Nós teríamos que ser um país
10:49que descobríssemos alguma coisa
10:51que nos desse uma renda absoluta.
10:53Ou seja, não existe.
10:55É impossível.
10:56Você precisa fazer conta.
10:58Infelizmente,
10:59sem orçamento,
11:01é demagogia barata,
11:04é inexequível.
11:05Não há mínima possibilidade.
11:08A economista Zeina Latif,
11:10que o Cláudio citou,
11:11que chamou essa proposta,
11:12essa promessa,
11:13de inexequível,
11:14ela disse também,
11:15abro aspas,
11:15O jovem político reproduz
11:17o discurso da velha esquerda,
11:19que não acredita em restrição orçamentária
11:21e acha que tudo se resolve
11:22com mais recursos.
11:24A lista de promessas de campanha
11:25é inexequível pela falta de recursos
11:27e por contemplar medidas
11:28tecnicamente equivocadas.
11:30Para cobrar a dívida ativa,
11:32em boa medida irrecuperável,
11:33nesse país de crises frequentes,
11:34Boulos promete contratar mais procuradores.
11:37Para reduzir a população de rua,
11:39propõe usar a rede hoteleira
11:40e contratar mais agentes
11:42para a saúde,
11:43mais médicos
11:44e por aí vai.
11:45Fecho aspas para ela.
11:48Tem sido comum,
11:49nos últimos anos,
11:52deputado,
11:53uma parcela da esquerda
11:55justamente achar
11:56que tem orçamento para tudo
11:58e defender um Estado inchado
12:00com gastos públicos.
12:02Mas o Estado também
12:04se tornou insustentável
12:05nos últimos tempos,
12:06gerando uma crise econômica
12:07com tanta irresponsabilidade fiscal.
12:09Olha, ele está falando
12:13de privilégio.
12:14O Boulos está falando
12:15de privilegiados.
12:17Quando ele fala
12:17de funcionalismo público,
12:19ele está falando
12:20em pagar integralidade
12:21para quem ganha,
12:23na média,
12:24muito mais
12:25do que três,
12:26quatro salários mínimos.
12:28É um absurdo.
12:29O aposentado
12:31do setor privado,
12:32nós estamos falando
12:32de 30 milhões
12:34de pessoas aposentadas
12:35do setor privado
12:36contra um milhão
12:38do setor público.
12:38esses 30 milhões
12:40de aposentados
12:41do setor privado,
12:42essas pessoas ganham
12:4465% ganham
12:45um salário mínimo.
12:4782% ganham
12:50até dois salários mínimos.
12:52São os mais pobres.
12:53E ele está falando
12:54do funcionário público.
12:56Ele está falando
12:57de quem ganha
12:5710 mil reais,
12:5815 mil reais,
12:595 mil reais.
13:01Ele não está falando
13:01do pobre.
13:02Está falando
13:03de integralidade,
13:04de pagar integral
13:06para o funcionalismo público.
13:08Ele está completamente
13:10fora da realidade.
13:11Ele está cometendo
13:11um erro.
13:12Ele está sendo injusto
13:13do ponto de vista social.
13:15Ele devia estar pensando
13:17em tentar melhorar,
13:18se pudéssemos,
13:19os 30 milhões
13:20de trabalhadores
13:21do INSS
13:21que sequer
13:23iam receber.
13:24Porque o ano passado
13:25o próprio presidente
13:26da E-Burca disse
13:26olha,
13:27se não aprovar
13:27um projeto aí
13:29que eu enviei
13:30de 241 bilhões,
13:31eu não pago
13:32a Previdência.
13:33Não tinha como
13:33pagar um salário mínimo
13:34para as pessoas.
13:36E ele está falando
13:37de funcionalismo público,
13:38está falando
13:38que tem seus méritos,
13:40mas está muito
13:40acima da média,
13:42o salário
13:42do setor privado.
13:44O funcionalismo
13:44hoje ganha muito mais
13:45em todas as áreas
13:46do que o setor privado.
13:48É um absurdo.
13:49Ele está querendo
13:50manter privilégios
13:51falando em integralidade
13:52para funcionalismo público.
13:54É um absurdo.
13:56Completamente equivocado.
13:57Fica claro, deputado,
13:59que isso é um discurso,
14:01é o velho discurso populista,
14:03é um discurso de campanha,
14:04é um discurso setorial,
14:06é um discurso justamente
14:07para tentar rebanhar
14:10o voto aí
14:11dos concurseiros,
14:13da turma
14:14que vê
14:16justamente
14:17o serviço público
14:18como projeto de vida.
14:21E o problema
14:22é que a realidade
14:23se impõe,
14:24não adianta.
14:24A narrativa é uma,
14:25a realidade é outra.
14:27Agora,
14:27eu recomendo
14:28que todos
14:29deem uma olhadinha.
14:30eu tenho visto aí
14:32muitos debates,
14:33entrevistas,
14:34eu inclusive
14:34tinha chamado
14:35o Boulos
14:35para uma entrevista,
14:36mas ele não aceitou,
14:37não sei porquê,
14:38ainda no primeiro turno,
14:40deve ser justamente
14:41para não ter
14:42de responder
14:43perguntas inconvenientes.
14:44Então,
14:44eu sugiro
14:45ao resto da imprensa,
14:46inclusive,
14:47que terá a oportunidade
14:48de debater
14:48com o Boulos aí,
14:50e até o candidato
14:51que está concorrendo,
14:52o Covas,
14:52que questione ele
14:54sobre várias questões
14:55que estão postas
14:56nesse programa
14:57de governo.
14:58Inclusive,
14:59tem um trecho aqui
15:00que trata
15:01de um assunto
15:02que lhe é caro,
15:03que é moradia,
15:04e que fala
15:05que o objetivo dele
15:07aqui é garantir
15:08o cumprimento
15:09da função social
15:10da propriedade
15:11nos imóveis
15:12ociosos,
15:13públicos ou privados,
15:15sobretudo aqueles
15:16localizados em regiões
15:18mais bem dotadas
15:19de infraestrutura,
15:20destinandos
15:22ao seu pulo.
15:24Quer dizer,
15:25ele está trazendo
15:26como diretriz
15:28de governo
15:29aquilo que é
15:31a sua diretriz
15:32de movimento social.
15:34Então,
15:34olha,
15:35realmente aí
15:36é uma série
15:37de propostas
15:38que,
15:39além de inexecuíveis,
15:40elas também
15:41são caóticas.
15:43Elas vão,
15:45obviamente,
15:46lançar
15:47a prefeitura,
15:50a própria cidade
15:51de São Paulo,
15:52o município de São Paulo,
15:53num caos ainda maior.
15:57Deputado,
15:58fique à vontade,
15:58Iga.
16:00Não,
16:00eu acho que
16:01precisa chamá-lo
16:02a fazer contas,
16:04você tem razão,
16:05precisa fazer contas,
16:06precisa,
16:07as coisas têm custos,
16:08e outra,
16:10é preciso respeitar
16:10as leis,
16:11ele terá que mudar
16:12leis,
16:13mexer em certas coisas
16:14que ele não tem
16:15a mínima ideia
16:16do quanto
16:16as garantias
16:17já estão estabelecidas.
16:19Mas o fato
16:20é que o Brasil,
16:22as pessoas não entendem,
16:23eu queria ver o Cláudio
16:24e também a você,
16:26dizer que a questão fiscal,
16:28nós estamos muito
16:29preocupados aí
16:30com o ano que vem,
16:31esse final de ano
16:32aqui,
16:33Brasília,
16:33toda a questão
16:34que passa pelas
16:35prefeituras,
16:36estados,
16:37que a questão fiscal,
16:38ela é um meio,
16:39ela não é um fim,
16:40não se atinge
16:41com o equilíbrio fiscal
16:42para se ter o fim
16:43do processo,
16:44é que tem que se acreditar
16:45que a questão fiscal,
16:47ela é o principal
16:48objetivo
16:48crescer,
16:50fazer com que
16:51o país,
16:52as instituições
16:53cresçam,
16:56mudar de prefeituras
16:58quebradas,
16:59então,
17:00eu acho que tem que
17:00chamá-lo a fazer contas,
17:02essas promessas,
17:04não se provou nada
17:05de onde vai tirar
17:06o dinheiro,
17:07é uma irresponsabilidade
17:08fiscal sem tamanho,
17:12eu estou bastante
17:13perplexo assim
17:14com essas últimas,
17:16bom,
17:16agora o segundo turno,
17:18evidente que o candidato
17:18é mais cobrado
17:19a dar as explicações,
17:22então,
17:22eu não vi nada
17:23de concreto,
17:25enfim,
17:25eu estou aqui
17:27indignado
17:28com todas essas
17:28falas do Boulos.
17:30Deputado,
17:30o candidato
17:32que não avançou
17:33para o segundo turno,
17:33Arthur Duval,
17:34Mamãe Falhei,
17:35do Movimento Brasil Livre,
17:36MBL,
17:37publicou na rede social
17:37o seguinte,
17:38a alíquota da Previdência
17:39Municipal
17:40é de 14%,
17:42Boulos,
17:42de onde vamos tirar
17:43os 86%
17:45para pagar o restante
17:46do salário
17:47dos servidores?
17:48Esse raciocínio
17:49está correto,
17:49deputado?
17:50Está correto,
17:51essa reforma
17:52realmente foi tímida,
17:53só chegou a 14%,
17:55nós chegamos a 22%
17:58na alíquota
17:58do funcionalismo público,
17:59porque como eu disse
18:00aqui,
18:01o Boulos,
18:02ele está falando
18:03de integralidade
18:04para o funcionalismo
18:05público
18:05que ganha
18:0630 mil reais
18:07por mês,
18:09ele está falando
18:09de integralidade
18:10para o funcionário
18:11público
18:11que ganha
18:1220 mil reais
18:13por mês,
18:14quer dizer,
18:14então,
18:15é um absurdo.
18:15Mas ele é o candidato
18:17do menos favorecido.
18:19Mas o menos favorecido
18:21que é salário mínimo,
18:23está recebendo
18:24de aposentadoria
18:25salário mínimo,
18:26são 62%
18:28dos aposentados,
18:2965%,
18:3082%,
18:32recebem até
18:32dois salários mínimos
18:34de aposentadoria.
18:35Quer dizer,
18:36é desses que ele está falando?
18:38Não,
18:38ele está falando
18:39do privilegiado,
18:40daquele que tem
18:41esse privilégio
18:42de receber
18:43muito mais.
18:44Então,
18:46eu acho que
18:47o candidato
18:48que não chegou
18:49aí,
18:49o Mamãe Falei,
18:51ele fez,
18:52ele falou corretamente,
18:53é isso mesmo,
18:53é um custo elevadíssimo,
18:55cada funcionário
18:57que você contrata
18:57novo,
18:58você tem um custo
18:59do tesouro
18:59e o custo
19:00do salário.
19:01Você tem que pagar
19:02o salário,
19:03você tem que pagar
19:04uma série de benefícios,
19:06é inacreditável
19:08que ele acha
19:08que vai arrecadar
19:10a parte
19:11da Previdência,
19:12que é a menor parte,
19:13e vai deixar
19:14de gastar
19:15muito mais
19:16com os recursos
19:17do Tesouro Municipal.
19:19Vai quebrar a Prefeitura,
19:20bom,
19:20não vai quebrar a Prefeitura,
19:22porque isso é impossível
19:23de acontecer.
19:24Ele falou uma bobagem,
19:25que inclusive
19:26não é só uma irresponsabilidade fiscal,
19:28é inexequível,
19:29não tem,
19:30não,
19:31não,
19:31não,
19:31não tem possibilidade
19:32de virar realidade,
19:33ainda que seja uma besteira
19:35muito grande.
19:36Certo,
19:36quero aproveitar a presença
19:37do deputado
19:38para tratar de um outro tema,
19:39então pergunto,
19:40Cláudio,
19:40tem mais alguma consideração
19:41sobre esse tema
19:42ou posso mudar?
19:42Fica à vontade.
19:45Eu acho,
19:45eu só queria enfatizar,
19:48porque o Boulos
19:49abusa da nossa inteligência,
19:51quando ele grava esse vídeo
19:52dizendo que não disse
19:53o que disse ao Estadão,
19:54né?
19:55Como você mesmo
19:56reproduziu aí,
19:58o áudio é bem claro,
19:59ele fala,
20:00né,
20:00inclusive repete
20:02N vezes aqui,
20:03pelo menos três vezes,
20:04ele repete o raciocínio
20:06de que fazer
20:06concursos
20:08é uma forma
20:09de arrecadar mais
20:10para a Previdência Pública
20:11e equilibrar a conta
20:13com os inativos.
20:14E ainda arremata,
20:15no final ele diz,
20:16então é isso
20:17que eu vou fazer.
20:19Quer dizer,
20:20ali ele está
20:21desenvolvendo o raciocínio,
20:24corroborando o raciocínio
20:25e ainda dizendo,
20:26olha,
20:26essa é a minha promessa.
20:29Então,
20:29assim,
20:29é um assinte,
20:30é realmente,
20:32na verdade,
20:33é vergonhoso
20:34que um candidato
20:35à Prefeitura
20:36de São Paulo
20:36desafie
20:39o eleitorado
20:42com esse argumento,
20:45tentando desfazer
20:46a lambança
20:48que ele fez
20:49e aí a gente
20:50desmonta a tese
20:52justamente mostrando
20:53o que ele mesmo disse
20:54no próprio programa
20:55de governo.
20:56Então,
20:57é só
20:57esse registro,
21:01porque senão
21:01daqui a pouco
21:01ele vai também
21:02começar a dizer
21:02que déficit
21:03não existe,
21:04então eu acho
21:05que é preciso
21:06ter um pouquinho
21:06de seriedade
21:07no debate público
21:09se o sujeito
21:11quer ocupar
21:13uma função
21:13na administração.
21:14Aliás,
21:14Felipe,
21:15eu acho
21:16engraçado
21:18esses candidatos,
21:20que parecem
21:21candidatos profissionais,
21:22porque o sujeito
21:23há dois anos
21:24concorreu
21:25à presidência
21:26da República
21:26e aí,
21:28como não conseguiu,
21:29agora está concorrendo
21:30à Prefeitura
21:31de São Paulo.
21:32então assim,
21:33para essa gente,
21:34tanto faz,
21:35o que interessa
21:36é arrumar
21:36uma teta
21:37bem gorda,
21:39é entrar
21:40no sistema
21:41e se utilizar
21:43desse sistema
21:44em benefício próprio,
21:45porque não tem nada
21:46a ver com vocação
21:47política,
21:48com nada disso,
21:49porque o sujeito,
21:49quando ele tem
21:50um mínimo de vocação,
21:52ele busca ali
21:53o caminho
21:54natural
21:55de entrar
21:56na política
21:57normalmente
21:58por baixo,
21:59ele que vem
22:00de um movimento
22:00social
22:02de invasão
22:03de propriedade,
22:04ele poderia
22:05ter concorrido
22:06aí,
22:07entrado como vereador
22:08e tal,
22:08não,
22:09o sujeito
22:09vai lá,
22:10quer virar
22:10presidente,
22:11aí depois não tem,
22:12vai para a Prefeitura,
22:14não vai dar Prefeitura,
22:15amanhã está tentando
22:16deputado,
22:17então,
22:17essa gente,
22:18o eleitor
22:18precisa ficar atento
22:19e entender
22:20que político,
22:22esse tipo de político,
22:23ele está querendo
22:25é uma boquinha,
22:26ele quer entrar
22:27no sistema,
22:27não importa
22:28por onde,
22:29a porta
22:30que for maior,
22:31que for menor,
22:32pela janela,
22:33ele vai fazer
22:34de tudo para entrar,
22:35então,
22:35é preciso ficar atento,
22:36a gente já tem,
22:38essa classe política
22:39aí já é,
22:40no geral,
22:41são poucos os nomes
22:43aí que a gente pode
22:45realmente
22:46pensar,
22:48que realmente
22:49tem algum compromisso
22:50com a coisa pública,
22:51que se discute,
22:52a coisa pública,
22:54eu tenho visto aí,
22:55olha,
22:55a gente está em pleno,
22:56em pleno debate
22:57sobre a questão
22:59do orçamento
23:01para 2021,
23:03que o Congresso
23:03não vota o orçamento,
23:05aí estou vendo
23:05o Rodrigo Maia
23:06no Ceará
23:07tirando foto
23:08com o Ciro Gomes,
23:10é isso aí,
23:11é um esculacho,
23:13é um esculacho,
23:14essa gente só pensa
23:15em campanha,
23:16só pensa em eleição,
23:18nem bem saiu
23:19de uma eleição,
23:20já está em outra,
23:20ele que não tem nem
23:22interesse nessa eleição,
23:23já está fazendo
23:24articulação para a eleição
23:25de 2022,
23:26já está entrando em debate
23:27com o Luciano Huck,
23:28com não sei quem,
23:29almoçando,
23:30e o orçamento
23:31para o ano que vem
23:32não tem,
23:34simplesmente não tem,
23:35então essa é uma pauta
23:36que foge um pouquinho
23:37do que a gente
23:37estava conversando,
23:38mas é parte
23:40desse conjunto
23:42geral aí,
23:44da falta de compromisso,
23:45da falta de zelo,
23:47da falta de entendimento
23:48da maioria dos políticos
23:50em relação
23:51ao que é
23:52você administrar
23:53a coisa pública,
23:54a responsabilidade
23:55que é
23:56de você lidar
23:56com a coisa pública
23:57e você
23:59trabalhar
24:00em benefício
24:01da sociedade.
24:03Isso aí,
24:04não,
24:04era nesses temas
24:05inclusive que eu ia entrar,
24:06mas pode falar deputado,
24:07fica à vontade.
24:09Eu só queria
24:10dizer o seguinte,
24:12essa questão da prefeitura
24:13é um perigo
24:14para a sociedade,
24:15para os moradores
24:16de São Paulo,
24:16para o próprio candidato
24:18que caso vença
24:19e não entender
24:21que a prefeitura
24:22é uma prestadora
24:22de serviços públicos
24:24e ela tem que entregar
24:25os serviços de qualidade,
24:27isso aí é uma administração,
24:29você cuida
24:29da escola,
24:30das crianças,
24:31tem que ter resultado,
24:32tem que estar em ordem,
24:33tem que ter os recursos,
24:35você cuida dos médicos,
24:36dos postos de saúde,
24:37dos hospitais,
24:39a limpeza pública,
24:40a coleta de lixo,
24:41o transporte público
24:42que é terceirizado,
24:43e aí essa coisa
24:44de terceirização ou não
24:45é uma questão
24:46de eficiência,
24:47de entrega de boa qualidade,
24:49de custo baixo,
24:51tem que entender
24:51um pouco esse conceito
24:53e não só ficar falando,
24:54falando, falando,
24:55e tem que ter dinheiro,
24:56porque isso custa,
24:57tem que pagar,
24:58tem que ter equilíbrio fiscal,
25:00tem que fazer a entrega,
25:01chega lá
25:02e não consegue entregar,
25:03porque a prefeitura
25:04exige entrega,
25:05não é parlamento
25:06que você vai lá
25:07e fica falando,
25:08então é um risco
25:10para o próprio candidato
25:11despreparado,
25:12no caso inexperiente
25:14como o Boulos,
25:15é um risco enorme
25:16para ele também
25:17passar uma vergonha enorme
25:19diante da prefeitura.
25:21E quanto à preocupação nossa
25:23do orçamento,
25:24Cláudio,
25:25nós estamos muito preocupados,
25:26o orçamento federal
25:28é um orçamento
25:29que ele vai ter que respeitar
25:31o teto
25:31e nós estamos muito preocupados
25:33porque tem que respeitar
25:34mesmo o teto de gastos
25:36e nós vamos defender
25:38muito isso
25:39porque isso é um pilar,
25:41é um alicerce fiscal
25:42muito importante
25:44para a credibilidade
25:45do país,
25:46para que o país possa
25:47ter credibilidade
25:49e caminhar
25:50para um futuro melhor
25:52como já vinha sendo.
25:53Enfim,
25:54mas o governo
25:54está um pouco perdido
25:55nessa área.
25:56Eu considero
25:58que a responsabilidade
25:59do governo,
26:00o governo tem que ter
26:01maioria,
26:01tem que se articular,
26:02tem que conquistar
26:03as coisas na Câmara,
26:04tem que fazer,
26:05resolver,
26:06tem que articular
26:08a pauta,
26:09vencer a pauta
26:10e o governo
26:11está muito desarticulado
26:13e não tem rumo
26:14na questão do orçamento.
26:16O orçamento
26:16está super engessado,
26:18tem o teto,
26:19ele não quer fazer
26:20remanejamento
26:21de recursos
26:21e programas outros
26:23que têm menos
26:23foco social
26:24para fazer
26:25o Renda Brasil,
26:27ele não quer
26:28fazer os cortes
26:29com a reforma administrativa
26:31ou com qualquer outro projeto
26:32para diminuir
26:34os gastos obrigatórios
26:35de ter margem
26:35para investimento,
26:36ele não fez
26:37a lição de casa,
26:38então está com
26:39muita dificuldade.
26:40A questão do orçamento
26:41é uma questão
26:41super grave
26:42e não dá mais
26:44para ficar aumentando
26:45a dívida,
26:46não dá mais,
26:47nós já estamos
26:47no limite
26:48e com essa incerteza
26:50do presidente
26:51da República,
26:52essa fragilidade fiscal,
26:54ele gera
26:55uma desconfiança
26:56que nos leva
26:57a riscos enormes
26:58com o aumento
26:59do dólar,
26:59aumento da inflação,
27:00aumento dos juros,
27:02muitos problemas
27:03pela frente
27:04se o governo
27:04não tiver
27:05uma atitude
27:05concreta
27:06e competente
27:07para resolver
27:08essas coisas.
27:09Certo,
27:10só lembrando aqui
27:10que a gente fez
27:11uma ironia
27:11que o Guilherme
27:12Boulos
27:12incorporou
27:13a Dilma Rousseff
27:14porque a Dilma
27:14ficou famosa
27:15pela sua matemática
27:16exótica,
27:17principalmente
27:17depois daquele
27:18vídeo do 4 para 13
27:19da 7
27:20e também,
27:21claro,
27:21pelas suas medidas
27:22econômicas
27:22que deixaram
27:23o país em crise.
27:24E eu lembro
27:25que esse não é
27:25o primeiro episódio
27:26do PSOL,
27:27o Marcelo Freixo
27:28quando disputou
27:28com o Marcelo
27:29Crivella
27:30a prefeitura
27:32também no Rio de Janeiro,
27:33ele chegou
27:33no segundo turno
27:34e estava propondo
27:35no programa
27:35de governo dele
27:36criação de mais
27:37secretarias ainda,
27:38quer dizer,
27:39um inchaço ainda maior
27:40da máquina pública
27:41e aí teve que voltar
27:42atrás e tirar
27:43aqueles itens
27:44porque foram muito
27:45criticados na época
27:46tanto pelos economistas
27:47quanto, claro,
27:48pelo seu adversário
27:50que ali posou
27:51de quem estava
27:52defendendo uma agenda
27:52mais liberal
27:53contra o PSOL
27:54que estava tentando
27:55implementar no Rio
27:56aquilo que não havia
27:57dado certo no país
27:59na esfera federal
28:00nos governos do PT.
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