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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), se encontraram nesta sexta-feira (20), alimentando as especulações sobre a sucessão na direita para as eleições de 2026. Além disso, Ciro Gomes (PDT) negocia voltar ao PSDB para se candidatar ao governo do Ceará.
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NotíciasTranscrição
00:00O ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia.
00:06Caiado, do União Brasil, é apontado como um nome forte da direita para 2026.
00:11Mas, segundo interlocutores, o encontro tratou da sucessão dele no Estado.
00:19Vamos falar então aqui das informações de Jair Bolsonaro com Caiado.
00:23Vocês acham que tem alguma possibilidade de já haver uma negociação, uma sondagem?
00:30Porque Caiado não entraria ali nos primeiros da lista que hoje, pelo menos os aliados de Jair Bolsonaro,
00:36veem como alguém que poderia ser apoiado por ele, não é mesmo, Zé Maria Trindade?
00:40Sim, o Caiado é o único que está rodando o país como candidato.
00:46E conversando com aliados, procurando pessoas, dando entrevistas, ou seja, é o que tem mais postura de candidato, né?
00:55Entre todos os que se apresentaram, os seis que se apresentaram agora como candidatos para 2026.
01:03Ronaldo Caiado tem ido atrás do agronegócio e recebeu apoio de boa parte do setor do agronegócio.
01:10Tem se reunido com governadores, tem vindo muito aqui em Brasília, está sempre presente.
01:15E ele está numa condição ali, Sine, de candidato mesmo, né?
01:20Ele não quer ser candidato ao Senado, eu tenho a impressão que ele não quer também ser candidato a deputado,
01:30e não quer nada, ele está numa fase da vida dele que quer ser candidato à presidência da República.
01:35Ele já foi candidato à presidência da República anteriormente, né?
01:38E agora ele está decidido.
01:40Esta reunião é importante, porque aí o Caiado é muito franco, né?
01:43Ele vai olhar no olho do ex-presidente Jair Bolsonaro e os dois vão definir ali uma trégua,
01:50ou limites, ou regras, assim por diante, né?
01:54Política tem que ter isso, tem que ter regras e tem que ter limites.
01:58Afinal, eles não são adversários, são mais aliados do que adversários.
02:02Olha, agora 5h02, sim, o pessoal da rádio está conosco agora.
02:06Bem-vindos, vocês que nos ouvem, para a gente arrematar a semana com bastante informação,
02:10estamos discutindo aqui um encontro que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve a portas fechadas com Ronaldo Caiado,
02:16que se coloca como um pré-candidato para 2026, governador de Goiás.
02:20E aí, Henrique Kriegner, como é que você avalia esse match?
02:23Olha, eu lembro de uma entrevista que agora o Caiado deu, uma semana atrás, ele disse
02:29eu tenho 40 anos de vida pública, não sou de ficar na bainha de saia de ninguém,
02:35não fico atrás de político algum.
02:37Então, ele está trilhando o caminho dele e ele já disse que ele é candidato independente
02:41da decisão do presidente Bolsonaro, de quem ele vai apoiar, ou se ele mesmo vai conseguir ser candidato.
02:46Mas eu acho que o presidente Bolsonaro está fazendo justamente o papel de liderança mais proeminente do campo da direita.
02:52Ele precisa dialogar com todos, e ele está ali fazendo o papel de conversar também com todos esses,
02:59reforçando essa figura que é inegável, que dentro da centro-direita-direita, ele é a figura mais popular.
03:04Segre, eu vi que na hora que eu estava falando ali sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro apoiar o Caiado,
03:10você fez, hum, não, não vai rolar, não, esse encontro, essas mãos dadas não vão acontecer, diga, segre.
03:17É a música sertaneja, entre tapas e beijos.
03:20É, exatamente, é, porque uma hora eles estão meio estremecidos, aí brigam, daí a putão batendo no ombro do outro.
03:27E tem outra situação que é números e contas.
03:31Eu ouvi o Caiado mencionando que ele tinha que sair na dianteira,
03:34porque ele pertence a um Estado em que ele tem uma popularidade muito boa,
03:39a sua avaliação como governador realmente muito boa,
03:41mas são 4 milhões de eleitores, sobre 90 milhões, mais de 90 milhões, 150 milhões de eleitores.
03:49Então é nada mesmo.
03:51Lembro também, nessa fala, que o Caiado mencionou que tinha um acordo,
03:56não escrito, mas era um acordo de palavras, junto com o Ratinho Júnior,
04:00com o Tarcício, com o SEMA, para estabelecer que quem estivesse melhor nas pesquisas
04:07seria apoiado pelos outros.
04:09Muitas vezes essas candidaturas, Evandro, são soltas para tentar alguma negociação no futuro.
04:14Eu lembro sempre Randolfe com, não era Randolfe, era Janones,
04:20candidato a presidente Janones, Deus me livre,
04:23e aí o presidente Lula trouxe ele para tentar negociar e que ele deixasse essa candidatura,
04:30que não ia afetar em absolutamente nada,
04:32mas era uma maneira de conseguir alguns 5 minutos de popularidade maior que ele tinha.
04:39Caiado é uma pessoa forte perante o agro, sem dúvida nenhuma,
04:44mas eu ainda não consigo entender qual seria a força em nível nacional.
04:48E que curioso, né?
04:49Aqueles que se protocolam como candidatos não têm muita expectativa de ganho.
04:55Aquele que diz que não será candidato, que é Tarcício, é o que mais chance tem de ganhar.
05:01Maluco!
05:01Fala, Piperno.
05:03Eu acho que Ronaldo Caiado será um candidato extremamente competitivo ao Senado, para o Goiás.
05:10Ponto.
05:10Acreditar no Caiado, um candidato competitivo à presidência no ano que vem,
05:16é mais ou menos como crer que o Putin pode ser o homem da paz, né?
05:20Nesse conflito lá no Oriente Médio, né?
05:23Então, veja, ele é candidato dele mesmo.
05:27Ele, é óbvio que ele tem esse desejo, já manifestou isso há muito tempo, trabalha por isso.
05:33Aí o Bolsonaro se encontra lá com ele e fala,
05:35Pô, Caiado, então, né, o meu lado aqui, eu, os meus, qualquer um dos meus familiares,
05:41qualquer um que tenha o sobrenome Bolsonaro, enfim, o Tarcísio,
05:45a gente tem dez vezes mais que você em pesquisa, né?
05:48Então, vamos fazer um acordo aqui para lançar um candidato a governador em comum, né?
05:53Isso aí vai ser importante nesse processo.
05:55Você pode ser uma figura proeminente no Senado, um político experiente.
06:00Já passou por lá, inclusive.
06:02Aponto, quer dizer, isso é por aí.
06:04E depois, primeiro, o Caiado nem sabe, o partido dele se junta com outro agora, né?
06:11Enfim, o acordo aí...
06:13União progressista.
06:14Exatamente.
06:15Junto com o PP, que também é um partido forte.
06:18E aí o PP, que é um partido cheio de caciques e tal, certamente,
06:23e o próprio União Brasil, ao columbre do União Brasil ligado ao governo,
06:26vai chegar para ele e falar, Caiado, é o seguinte...
06:29Dá uma segurada.
06:29Bancar um candidato ao presidente custa 70, 80, 100 milhões de reais.
06:35Bancar um candidato ao presidente que tem 3, 4%, significa jogar fora 70, 80 milhões de reais.
06:42Então, Caiado, se segura no Senado que nós vamos pegar essa dinheirama toda,
06:47vamos spamar pelo país para tentar eleger mais um bocado de deputado e senador.
06:52Agora, Zé Maria Trindade, tem um comportamento muito comum toda vez que um nome como este aparece.
06:58Quando vem Caiado e a possibilidade de concorrer a 2026, se fala, não, mas tem o Tarcísio.
07:04Aí vem o Ratinho Júnior.
07:06Ah, o Ratinho Júnior pode ser um pré-candidato a 2026.
07:09Ah, mas ele também não é tão conhecido, assim como o Caiado.
07:12Tem o Tarcísio.
07:13Mas em que momento que seria o Tarcísio?
07:17Porque tudo isso depende do apontamento de uma pessoa.
07:20Jair Bolsonaro.
07:21E a gente ouviu ainda umas informações aventadas de que, para isso acontecer,
07:26Tarcísio precisaria integrar o PL de Valdemar Costa Neto e de Jair Bolsonaro.
07:33Ou seja, embora todos os caminhos vão convergendo para que Tarcísio se torne o candidato,
07:43será que isso aconteceria de fato?
07:45Mas eu vou usar uma frase que eu acho que é o Piperno que falou, né?
07:49A última hora é para ser usada.
07:51Ela existe para isso, né?
07:53E em política eles exageram no uso deste direito da última hora.
07:58Mas ele teria a última hora, hein, seu Zé?
08:00Porque ele também poderia concorrer ao governo de São Paulo e a última hora não serviria nesse caso.
08:05É, ele pode se desincompatibilizar, né?
08:11E aguardar e depois escolher o cargo que ele quiser se candidatar.
08:17Eduardo Leite fez isso no Rio Grande do Sul, por exemplo, né?
08:19É verdade.
08:20Se desincompatibilizou e depois se candidatou à reeleição.
08:23Tem razão.
08:24Tem gente que acha que é vantagem que ele fica mais solto para fazer campanha e tal.
08:29E tem gente que acha que não.
08:31Mas, enfim, é muito difícil definir esse deadline.
08:36É uma situação complexa, né?
08:39Porque há uma pressão forte para que ele seja candidato.
08:45E está aumentando o dia a dia essa pressão.
08:47Porque entendem que ele pode pacificar essa área da direita que está dividida.
08:54Está muito dividida.
08:55Então, ele, lançando a candidatura dele, é possível até que ele convença o Ronaldo Caiado
09:01a ser, mais uma vez, senador da República.
09:04Porque o pessoal fala de a mulher do Caiado ser candidata e tal.
09:08Não pode.
09:09Está incompatível.
09:10Porque ele é o governador, né?
09:12E mulher do governador fica inelegível, né?
09:16Então, é uma situação que o Caiado pode ficar fora da política, né?
09:21Então, se for o governador de São Paulo candidato à presidência da República,
09:26ele vai conseguir reunir esse centro.
09:31Tem muita gente que não quer que ele desarranje a política de São Paulo.
09:35Está muito arrumado aí os interesses todos agrupados,
09:38os interesses políticos, econômicos e sociais.
09:42Enfim, está tudo muito ajustado.
09:44E a máquina prepara para a reeleição.
09:47Mas é que a pressão está aumentando.
09:48E eu acho que com razão.
09:50É preciso aparecer alguém para unir, para pôr ordem na sala.
09:54Você concorda, hein, Segre?
09:56Concordo.
09:58Me parece que essa opção de...
10:00Seja candidato a senador e vai ser um ótimo senador.
10:04Já tem experiência, uma pessoa querida, respeitada.
10:06E, de novo, no seu estado, tem uma avaliação impressionante.
10:11Até ele se recta de falar que, em Goiás, a gente pode andar na rua com celular que ninguém vai roubar.
10:18Isso, hoje em dia, já é um diferencial enorme.
10:22Mas eu acho que não dá ainda para conseguir atingir uma expectativa de presidência.
10:27E, olha, o ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal durante uma agenda, essa agenda de Goiás,
10:31e precisou cancelar os compromissos.
10:33Aline Becht é quem vai trazer as informações para a gente.
10:35Eu até vi umas imagens em que Bolsonaro parecia bastante abatido ali, nessas fotos.
10:41Aline, conta um pouquinho sobre isso para a gente.
10:42Bem-vinda.
10:45Olá, boa tarde, Sine, a você.
10:47Boa tarde a todos no estúdio, a todos que nos acompanham.
10:50Isso mesmo, o ex-presidente Jair Bolsonaro precisou cancelar uma agenda hoje
10:54que ele foi na cidade e na região de Goiás.
10:59E aí, ele chegou a relatar uma certa indisposição, né?
11:03Ontem, ele já havia participado de uma cerimônia na cidade de Aparecida de Goiânia.
11:08E nessas imagens, nas fotografias de ontem do evento, a gente já percebe que ele estava
11:12bastante abatido nessas imagens.
11:16Ele recebeu o título de cidadão aparecidense durante esse evento.
11:21E aí, ele chegou a discursar ontem, dizendo que já estava se sentindo mal,
11:25que já vinha alguns dias ali, tendo um certo desconforto.
11:29Nessa sexta-feira, pela manhã, ele chegou a participar de uma comemoração de cortesia
11:35com seus apoiadores em um frigorífico, ainda na cidade de Goiânia.
11:39Mas ele ficou rapidamente, ele precisou sair antes ali da finalização desse evento,
11:45do encerramento deste evento ali com os apoiadores.
11:48Isso não tem a ver com os problemas intestinais que o ex-presidente vem passando nos últimos meses
11:55e como nós acompanhamos também, especialmente a última cirurgia, não tem a ver, não está relacionado a isso.
12:02Conversei com a assessoria do ex-presidente logo após o retorno dele aqui para Brasília,
12:07que me disseram que, de fato, ele teve os enjôos, ele passou mal, teve uma indisposição,
12:14mas não necessitou de um atendimento médico e nem precisou ser levado até o hospital.
12:21Ele retornou para Brasília no início da tarde com seus familiares e já se encontra com a sua família aqui na capital federal.
12:29Vale ressaltar também que essa agenda que Bolsonaro estava cumprindo em Goiás
12:34é uma agenda de movimentação do Partido Liberal, o partido que já se movimenta para as eleições de 2026.
12:42Então, não há ainda uma remarcação dessa agenda que Bolsonaro faria hoje em Anápolis
12:48e que foi cancelada por conta dessa indisposição do presidente, mas o fato é de que agora ele está bem.
12:55Eu volto com você, Sine.
12:56Obrigado, Aline. Daqui a pouco conversamos mais.
12:59O Henrique Kriegner, você acha que, nesse momento, há uma dificuldade de Bolsonaro
13:03por conta das questões de saúde em, digamos, entrar numa campanha mais forte para 2026,
13:11seja em torno do próprio nome, porque ele disse que só tomará essa decisão lá na frente,
13:16a gente estava debatendo isso agora,
13:18seja para entrar, de fato, ao lado de alguém que ele apoiaria para ser o nome dele lá nas urnas?
13:26É, preocupante, Evandro. O presidente Bolsonaro é um homem muito forte, né?
13:31Assim, isso não sou eu que estou falando.
13:34Todas as vezes que ele passou pelas cirurgias, os médicos trouxeram esse ponto de que
13:38outras pessoas não resistiriam ao quão complicado foi o procedimento.
13:45Então, isso é uma coisa que a gente não pode deixar de colocar em consideração também.
13:50Ele está num momento de saúde, ele já, inclusive, anunciou isso,
13:53que se ele precisar, segundo a recomendação médica, passar pelo mesmo procedimento cirúrgico
13:59que ele passou um mês atrás, dois meses atrás, as chances são que ele não resista
14:05por conta de todo o desgaste no corpo.
14:07Então, com certeza, isso entra na conta dele também.
14:10A gente vê ele se mobilizando, pegando, indo de um lado para o outro do Brasil,
14:15mas isso entra na conta dele também quando ele considera o desafio que é uma campanha presidenciável,
14:19presidenciável, porque realmente não é fácil, né?
14:22São 45 dias oficialmente de muitas viagens, rodar o Brasil inteiro,
14:27conversando com o maior número de pessoas possível e participando de vários eventos,
14:31é um desafio.
14:32Zé Maria Trindade, nós mencionávamos aqui, toda vez que falamos um nome para representar a direita,
14:37esse nome passaria para o Jair Bolsonaro.
14:39O próprio Valdemar Costa Neto usou uma frase muito interessante para explicar isso.
14:43quando perguntado sobre se ele se preocupava com o fato de Jair Bolsonaro não poder concorrer
14:50e também não indicar ninguém, ele falava, a escolha é dele, porque o eleitor é dele.
14:55Mas diante dessas situações, dessas fragilidades na saúde de Bolsonaro,
14:59por conta dos últimos procedimentos cirúrgicos que ele fez,
15:02quanto isso está refletindo numa preocupação ali no bastidor,
15:06seja de seus aliados, de seus familiares e de quem está contando com Bolsonaro para o ano de 2026,
15:12por mais que, por enquanto, ele esteja inelegível.
15:17Olha, não há, eu não senti nenhuma preocupação sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro.
15:25Ele passou por cirurgias consideradas graves, demoradas,
15:31e cirurgias recorrentes no mesmo local, ele está com a área muito,
15:37os médicos dizem, mexida, muita cicatriz e tal.
15:41Então não há preocupação.
15:42Até porque, nos bastidores, todo mundo sabe, assim, que ele não será candidato.
15:47Ele tem duas ineligibilidades pelo tribunal mais alto, né?
15:51O Tribunal Superior Eleitoral e Matéria Eleitoral.
15:54O Supremo tem acompanhado o Tribunal Superior Eleitoral e Matéria Eleitoral.
15:59E tem até três ministros do Supremo, quer dizer, no TSE.
16:02Então, a grande preocupação não é com a saúde, mas sim com o Estado político dele, de inelegível.
16:13Ele, para se ter uma ideia,ceu do hospital e foi direto para uma manifestação contra todos os conselhos médicos e tal.
16:21Ele é considerado ali uma saúde de fé, porque está tudo certo, está tudo bem, né?
16:25Então, não há preocupação com a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro até agora.
16:30A preocupação realmente é sobre a ineligibilidade.
16:34Mas ele vai participar da campanha eleitoral.
16:37Essa é a decisão do PL.
16:39São duas decisões que eu posso antecipar aqui.
16:42Ele vai participar da campanha, né?
16:44É o grande eleitor da direita.
16:47De um lado, Lula.
16:48De outro, Jair Bolsonaro.
16:50Ele vai participar como?
16:51Não sei, né?
16:53Agora, o cenário de que ele vai participar pedindo votos para alguém.
16:58Outra certeza.
16:59A Michele será candidata.
17:02A que?
17:03Me disseram no PL, que mais próxima ali haverá uma avaliação das condições dela em cada Estado,
17:10pesquisas e tal, e ver o que fazer sobre a candidatura, onde ela vai ser candidata.
17:16Aqui em Brasília, por exemplo, que seria a lógica, já está começando a ter um trabalho
17:20para que ela não seja candidata aqui, porque são duas vagas.
17:24Uma seria da Bia Kicis, que é uma deputada muito importante do PL,
17:29foi a mais votada daqui do Distrito Federal.
17:31E outra ficaria para apoiar o governador Ibanez Rocha, que não pode se reeleger.
17:36Então, a Michele seria candidata ou ao Senado, por algum Estado,
17:41ou mesmo a vice-presidência ou a presidência da República.
17:45Se há uma decisão, não.
17:46Não há decisão, porque aguarda-se o cenário do ano que vem.
17:50Interessante, Zé.
17:51Gustavo Segre, a gente lembra também que Jair Bolsonaro,
17:54além do desafio relacionado à campanha eleitoral,
17:56que é assim, que suga toda a energia de qualquer pessoa que queira participar desse pleito,
18:01também vai enfrentar e já enfrenta um processo bastante desgastante no Supremo Tribunal Federal.
18:07E aí eu não sei se vai estar livre como para poder fazer campanha, né?
18:13Tudo indica que a condenação já está escrita e está apenas sendo buscado quais seriam os argumentos para ela.
18:21E aí mudaria absolutamente tudo.
18:23Eu agrego a informação de Zé Maria que quem lançou a sua pré-candidatura também
18:30foi o ex-desembargador Sebastião Coelho para Senado em Distrito Federal.
18:35Isso pode alterar também.
18:36Uma pessoa que tem muitos simpatizantes e provavelmente tenha um desempenho eleitoral muito bom.
18:42Então agrega mais um candidato forte da direita para o Senado no Distrito Federal.
18:49E aí, eventualmente, Michele não teria muito sentido tendo Bia Kicis,
18:55tendo Sebastião Coelho, para o Senado.
18:58Continuo apostando numa chapa tarcício Michele Bolsonaro.
19:03E você, Piperno?
19:05Eu também acho que o sobrenome Bolsonaro estará na urna eletrônica.
19:09Muito provavelmente.
19:11E, por sinal, eu acho que essa vai ser a eleição para o presidente mais previsível de todos os tempos.
19:16De todos os que o Brasil já fez.
19:18Por quê?
19:19Porque de um lado vai ter o Lula, do outro lado vai ter alguém, vai ter lá um Bolsonaro.
19:24Porque esse monte que aparece aí, Ratinho, Zema, Caiado e tal, isso aí vai fazer algum barulho agora.
19:32Mas são meros figurantes e que não vão chegar à reta final.
19:36Porque, primeiro, eles não têm viabilidade eleitoral para isso.
19:41Segundo, há também o fato de que eles estão sendo lançados por siglas ligadas ao Centrão.
19:50Aí vai chegar um momento, por exemplo, o Ratinho jurou, ah, eu quero ser candidato ao presidente.
19:53Vamos imaginar que o Kassab, com muita dor no coração, aceite essa candidatura.
20:01Porque, afinal de contas, aí ele vai ter que, de fato, se posicionar.
20:05O que não é muito do estilo dele.
20:06Muito bem.
20:07Aí vai chegar, enfim, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
20:11Opa, eu sou candidato ao governador, mas no meu palanque sobe o Lula.
20:15Aí o senador Otto Alencar, lá na Bahia, fala, opa, aqui o PSD vai com o Lula.
20:22Osmar Aziz, no Amazonas, fala, opa, eu sou ligado ao presidente Lula.
20:26Em compensação, o PSD de Santa Catarina vai falar, mas, puxa vida, nós somos bolsonaristas.
20:32Então, o partido que tem esse monte de alas, mais do que escola de samba,
20:37dificilmente ele vai correr alinhado para lançar uma candidatura a presidente.
20:41Então, isso já mata, enfim, na largar do monte.
20:44Ratinho, Eduardo Leite e tal.
20:46O Zema.
20:47O Zema vai ser candidato de quem?
20:49É um político regional, né?
20:50De uma sigla pequena.
20:52Vai ser outro competente candidato ao Senado.
20:55E assim vai ser com o Caiado também.
20:57Agora, sobre movimentações políticas, depois de 28 anos e muitas críticas,
21:01Ciro Gomes negocia uma volta ao PSDB para concorrer ao governo do Ceará.
21:05As conversas são lideradas por Tasso Gereissati, ex-presidente do partido,
21:09conta com o aval de Marconi Perillo, que é o atual presidente nacional do PSDB.
21:15E aí, Piperno, você acha que Ciro Gomes integraria essa sigla depois do racha que teve entre PDT e PT
21:24naquela região, de todas as críticas que ele já fez?
21:28E depois desse período de baixa também que o PDT vem vivendo após os escândalos do INSS?
21:32Bom, eu já disse lá atrás, em outros tempos, né?
21:37Que no passado, por exemplo, em 2018, e lá atrás ainda, eu já voltei no Ciro para presidente.
21:43Então, quero dizer o seguinte, do Ciro Gomes eu posso esperar qualquer coisa.
21:47Inclusive, se fala lá no Ceará de aliança do Ciro Gomes com políticos bolsonaristas, né?
21:54É, exatamente, se tá falando de sacada desse ponto, mas sim.
21:58É.
21:58É, é, vai.
21:59É, as últimas falas dele têm sido, de certa forma, uma guinada mais à direita, uma civilização, um aceno.
22:06Acho que ele já conversou aí com políticos ligados, por exemplo, ao candidato a prefeito pelo PL na última eleição,
22:14enfim, ao candidato à prefeitura de Fortaleza, né, que perdeu por 0,2, 3%, uma micharia de votos.
22:21Então, assim, não me surpreende rigorosamente em nada.
22:25E as tratativas dele também com o Tasso Gereissat, a relação, o relacionamento, digamos assim, já é antigo, né?
22:29Já é de...
22:30Foi Tasso quem, na verdade, foi o primeiro grande padrinho político do Ciro Gomes.
22:35Pois é, ele já se conhece.
22:37Ô, Zé Maria Trindade, como é que se avalia essa possibilidade, hein?
22:42É, o Ciro é um poço até aqui de mágoas do PT.
22:47É.
22:47O PT fez uma promessa pra ele, né, de apoio e tal, e não deu.
22:52Por que que não deu?
22:53Porque viu o PT que chegaria no segundo turno.
22:57Então, política é assim.
23:00Houve um momento ali que o PT achou que não chegaria no segundo turno.
23:03Aí decidiu, então, que poderia apoiar o Ciro Gomes, um nome, né, ali mais de esquerda,
23:09pra vencer exatamente o candidato de direita, Jair Bolsonaro.
23:14E aí o Ciro Gomes se sentiu traído pelo PT e hoje é um poço até aqui de mágoas do PT.
23:22E ele critica muito, né, e usa aquelas frases feitas, né, principalmente do Nordeste, falando que o PT é como uma mangueira.
23:31Nada nasce, nenhum mato nasce debaixo de uma mangueira.
23:34Ou seja, quem se aliar ao PT vai ficar sem nada, porque não nasce líder, não nasce nada.
23:40Ele vem cunhando essas frases e se posicionando assim.
23:44Não é exatamente o Aldo Rebelo, que deu uma guinada muito forte no pensamento político, eu acho isso importante.
23:52Muita gente torce o nariz pra ele.
23:54Ele, eu acho não, eu acho bom, eu gostaria que muita gente fizesse essa reavaliação que o Aldo Rebelo fez e mudasse as ideias e se atualizasse, eu diria até, né.
24:05Então, é possível que o Ciro Gomes seja candidato ao governo, ele nunca quis.
24:10Depois que saiu da prefeitura, nunca quis ser candidato por lá.
24:14Veio ser deputado aqui, mas não gostou, porque realmente, quem sai do executivo, que entra na Câmara, se perde, porque não tem um trabalho palpável.
24:25Cheguei no final do dia, o deputado, o que é que eu fiz? Não tem nada realizado naquele dia, né.
24:30Um trabalho muito abstrato.
24:31Então, quem vem do executivo fica frustrado mesmo na Câmara dos Deputados.
24:36E o Ciro Gomes ficou frustrado com a sua atividade parlamentar.
24:39Daí essa obsessão dele de se candidatar à presidência.
24:42Então, é possível que ele seja mesmo um candidato ao governo.
24:46E, Gustavo Segre, Ciro Gomes teve boa avaliação, protagonismo no Ceará, justamente por causa também das políticas voltadas ao desenvolvimento da educação naquele estado,
24:56que serviram depois de exemplo para vários outros estados do país e políticas públicas que foram desenvolvidas na sequência.
25:04Você acha que a ida dele ao PSDB poderia trazer também, novamente, esse brilho para ocupar um espaço do executivo lá no Ceará?
25:16Eu não sei se o partido seria o melhor para ele.
25:19Eu confesso que tem algumas ideias do Ciro que eu gosto.
25:22Ele defende superávit fiscal, por exemplo.
25:24Tem que ter superávit fiscal.
25:25Isso, para mim, no político é ouro.
25:27Claro que Ciro foi alternando, críticas à esquerda, críticas à direita, críticas a todo mundo, essa vontade de protagonismo,
25:36mas eles têm algumas ideias que podem ser interessantes para o país, independente do partido onde eles têm.
25:41Eu gosto de duas coisas do Ciro.
25:43Essas ideias vinculadas com o superávit fiscal e como ele se transformou num crítico ao PT,
25:49sendo que fez parte dos governos anteriores do PT, como ministro.
25:53E tem outra questão que me parece também um pouco de índole familiar.
25:58Tentar chegar ao estado em que as suas mágoas com o seu irmão também podem motivá-lo para tentar alguma coisa,
26:08dizer, ó, eu dei a volta por cima, estou aqui de novo.
26:11Não é, Piperno?
26:12Não, mas não, Ciro.
26:13Isso é importante, porque o Ciro não tem o apoio nem do irmão dele.
26:16Nada.
26:17Não, mas é...
26:19Bom, mas tem o apoio do Pepe Monteiro, já é alguma coisa.
26:22O Pepe Monteiro já está fazendo pré-campanha para ele faz tempo.
26:26Está empenhado.
26:27Neste 3 em 1, inclusive, arremate.
26:29Incrível.
26:30Eu acho que fica uma dificuldade, às vezes, da gente analisar isso,
26:33porque a gente precisaria entender os dois lados, né?
26:36E a pergunta é o que é o PSDB hoje?
26:38A gente tem ali uma ideia de quem é o Ciro Gomes, das ideias que ele defende,
26:42mas, sim, o PSDB se resume a quê e a quem?
26:46Quem é ali o principal norte teórico, o principal projeto?
26:50O que era antes, talvez até alguns cinco anos atrás, já não é mais hoje.
26:55E aí, um ponto que precisa ser considerado é, o PSDB tentou a federação junto com o pessoal do Podemos,
27:02desistiu, viu que não daria certo e parece que tem umas conversas aí, talvez, até com o MDB e solidariedade.
27:08O Ciro fazendo parte, ainda que seja numa questão localizada ali, focado no estado do Ceará,
27:15isso tem um impacto nacional.
27:17Como é que seria?
27:18Porque, nacionalmente, Ciro Gomes é maior que Perilo, é maior que esses outros nomes que estão ali.
27:24Então, o PSDB viraria o partido do Ciro e atrairia também outros políticos também
27:30que são alinhados a essa mesma visão de mundo, né?
27:34Então, fica a pergunta, o que é o PSDB hoje e o que se tornaria debaixo de uma liderança Ciro Gomes?
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