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  • há 7 meses
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Felipe Moura Brasil comenta aprovação do relatório favorável ao impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, na Alerj.
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Transcrição
00:00A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta-feira a continuidade do processo de impeachment do governador afastado Wilson Witzel.
00:07Todos os 24 deputados presentes na comissão votaram de acordo com o parecer do relator Rodrigo Bacelar, do Solidariedade.
00:15Em 77 páginas de relatório, Bacelar citou sete supostas irregularidades praticadas pelo governador,
00:21entre elas a requalificação do Instituto Unir Saúde e os contratos com a Organização Social IABAS.
00:27Bacelar afirmou que os danos ao erário só eram possíveis com a atuação de Wilson Witzel.
00:32Tem um trecho do Bacelar aí? Pode soltar, produção.
00:35Segundo a denúncia, o Poder Executivo realizou a compra de mil respiradores mecânicos,
00:41com valores posteriormente apurados como superfaturados, estando muito acima daqueles praticados pelo mercado.
00:50Afirma a denúncia ter o Ministério Público Federal identificado robustos indícios de participação ativa
00:56do senhor governador quanto ao conhecimento e ao comando dos atos ilícitos praticados
01:02e encaminhados tais elementos ao Superior Tribunal de Injustiça.
01:06Muito bem, o governador Wilson Witzel foi afastado no fim de agosto, então governador,
01:13pelo ministro do STJ, Benedito Gonçalves.
01:16Ele e outras oito pessoas, incluindo a primeira-dama Helena Witzel,
01:20também foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por corrupção.
01:24O deputado Luiz Paulo, do PSDB, que é um dos autores do pedido de impeachment,
01:28detalhou os crimes cometidos pelo governador segundo a PGR
01:32e defendeu que lavagem de dinheiro também caracteriza crime de responsabilidade.
01:37Pode soltar.
01:38O governador recebeu 280 milhões de reais para beneficiar organizações sociais da área da saúde,
01:46corrupção passiva e depois ocultou essa vantagem ilícita, lavagem de dinheiro.
01:53Os fatos imputados, além de configurarem crimes, também são tipificados como atos de improbidade.
02:03A corrupção ativa caracteriza ato doloso de improbidade.
02:09Pois é, Witzel afirmou que recebeu com tranquilidade o relatório aprovado.
02:15Aliás, esse é o padrão dos investigados, né?
02:17Acontece alguma coisa?
02:18Não, recebo com tranquilidade a notícia.
02:21E ele escreveu lá no Twitter, inclusive, abro aspas,
02:23recebo com respeito e tranquilidade a decisão da comissão da Alerj.
02:28Além da defesa por escrito, antes da votação em plenário,
02:31farei a minha defesa presencial,
02:33demonstrando que não cometi crime de responsabilidade.
02:36Tenho confiança em um julgamento justo.
02:39Fecha o aspas.
02:40E depois ele acrescentou mais um tweet, né?
02:42Aspas para o Witzel de novo.
02:43Combati o crime organizado e a corrupção que tentou se instalar no meu governo.
02:48Eu determinei a investigação dos contratos da saúde e afastei os suspeitos.
02:52O linchamento político do qual tenho sido vítima
02:55deixará marcas profundas no Rio de Janeiro.
02:58Fecha o aspas.
02:58A votação final do relatório deve acontecer na próxima quarta-feira
03:02no plenário da Alerj.
03:04Então, é claro que o Witzel está aí numa situação completamente
03:07contrária aos interesses dele.
03:11Ele não tinha uma base forte.
03:14Ele foi eleito sendo um absoluto desconhecido da população fluminense,
03:20que estava, assim como o restante do Brasil,
03:22cansada do establishment político que tinha à sua disposição.
03:27O Witzel surfou nessa onda do bolsonarismo durante a eleição.
03:32Teve o apoio da família Bolsonaro.
03:34Flávio Bolsonaro fez campanha junto com Wilson Witzel.
03:37Depois é que eles começaram a se estranhar e a se atacar de uma maneira avassaladora.
03:43Inclusive, a Cruzoé mostrou que parte dos elementos
03:46a respeito da sujeira no governo do Rio de Janeiro
03:50chegaram à Procuradoria-Geral da República
03:52depois de terem passado ali por um gabinete do Palácio do Planalto.
03:56O que são coisas diferentes.
03:57A gente jamais atribuiu exclusivamente a esses fatores
04:02como se não houvesse a sujeira.
04:03A sujeira existe.
04:05O que acontece é que também existe um interesse político
04:07de que ele fosse afastado, etc.
04:10Claro que quem cometeu a sujeira tem mais é de ser afastado, tem mais é de ser preso.
04:15Existem algumas questões a serem debatidas em relação ao processo jurídico.
04:20Se deve ser por uma decisão monocrática como aconteceu,
04:24embora depois ela tenha sido confirmada pela turma no STJ,
04:29ou se deve passar também pela aprovação da própria Casa Legislativa.
04:35Eu lembro que o Supremo Tribunal Federal, no plenário,
04:39acabou decidindo encaminhar as medidas cautelares contra o Aécio Neves
04:42à Casa Legislativa, que então era o Senado quando ele era senador.
04:45Então a primeira turma do Supremo havia determinado o recolhimento noturno
04:49e, se eu não me engano, até o fim do mandato do Aécio Neves,
04:53a primeira turma do Supremo, mas aí o caso foi para o plenário.
04:56O plenário achou que não podia tomar essa decisão sozinha,
04:58que dependia do aval dos senadores
05:02para ver se o Aécio teria o seu mandato cassado
05:05e teria de ser recolhido à noite.
05:08E, obviamente, quando isso foi para o Senado,
05:10os pares, que a gente conhece muito bem,
05:13trataram de aliviar a barra do Aécio
05:15e ele acabou mantendo o seu foro privilegiado
05:18e depois foi eleito deputado federal.
05:20Ficou com a imagem desgastada,
05:21desceu um degrau ali de Casa Legislativa do Senado
05:24para a Câmara dos Deputados,
05:26mas conseguiu ficar lá na dele,
05:29onde está até hoje.
05:30fica lá escondidinho,
05:33sem aparecer muito,
05:35enquanto o Supremo garante
05:36que nada aconteça com ele.
05:39Muita gente de má fé
05:41atribui isso à Lava Jato,
05:43o fato do Aécio não ter tido ainda
05:45uma pena mais dura,
05:46mas isso se deve exclusivamente
05:48ao fato de ele ter o foro privilegiado,
05:50porque a Lava Jato e os seus desdobramentos
05:52fizeram o seu papel,
05:53como a gente tem visto, inclusive,
05:54a Lava Jato atingir o José Serra
05:56e também o Geraldo Alckmin.
05:59Então, no Rio de Janeiro,
06:00o que aconteceu é que já existia um esquema
06:03na área de saúde do governo,
06:07comandado ali pelo empresário Mário Peixoto
06:09e outras pessoas,
06:11e quando veio a pandemia,
06:13esse pessoal viu,
06:16nas oportunidades que havia
06:18de fazer as coisas com menos fiscalização
06:21em razão da urgência,
06:23uma nova oportunidade
06:25de faturar ainda mais.
06:27É essa a impressão que fica para a gente
06:29depois de todas essas informações
06:32virem à tona.
06:34Não é que surgiu ali um esquema novo
06:36durante a pandemia.
06:37O esquema já existia.
06:38A pandemia foi mais uma ocasião
06:40para que os ladrões pudessem roubar.
06:44Obviamente, uma ocasião
06:45oportuna para eles,
06:48mas inoportuna para o resto da sociedade,
06:49que precisa de tratamento,
06:51precisa justamente de saúde
06:53nesse momento tão delicado
06:55pelo qual passa o país,
06:56apesar de todas as narrativas negacionistas.
06:59Então, o Witzel acabou,
07:02por meio do escritório da sua esposa,
07:04recebendo aí esse dinheiro,
07:06e ele ainda não deu
07:09uma argumentação sólida
07:11para se explicar.
07:12Vocês vejam que a declaração dele,
07:14nesses dois tweets,
07:15é assim,
07:15eu ainda vou me defender.
07:17E ele fala presencial,
07:18talvez até para alfinetar o Bolsonaro,
07:20que está fugindo do depoimento presencial,
07:22mas é claro que ele não está
07:23com força política nenhuma.
07:25Então, ele ainda vai apresentar
07:27uma defesa.
07:28E se já tivesse
07:30algo muito sólido
07:32para refutar todas as acusações
07:34que são feitas contra ele,
07:35ele já teria colocado isso no ar,
07:39seja num site, na internet,
07:41seja dado um discurso,
07:42uma entrevista coletiva,
07:43respondendo a todas essas questões
07:45de uma maneira bastante clara,
07:47mostrando documentação,
07:48mas, pelo visto,
07:50está difícil para ele explicar,
07:52está difícil para ele comprovar
07:54que houve, efetivamente,
07:55serviços de advocacia
07:56prestados pela Helena Witzel,
07:57pela sua esposa,
07:59e não que houve
08:01os contratos fictícios
08:02com o escritório dela
08:03para servir de propinoduto
08:05chegando até ele,
08:06em troca, evidentemente,
08:08de oferecer a gestão de hospitais
08:10para aquelas empresas
08:11ligadas a essa turma
08:12do Mário Peixoto.
08:13Então, eu lamento profundamente
08:14o estado atual
08:16do meu Rio de Janeiro,
08:18e agora a gente tem
08:19uma corrida, inclusive,
08:20para a Prefeitura,
08:20que a Cristiane Brasil
08:21é candidata
08:22de dentro da cadeia,
08:24para vocês verem
08:24a que ponto chegou
08:25o Rio de Janeiro.
08:26E o Eduardo Paes,
08:27que é o candidato
08:29de oposição
08:30ao Marcelo Crivella,
08:31que também está aí
08:32alvejado
08:32por QG de propina,
08:35guardiões do Crivella,
08:36que são aqueles milicianos
08:37tentando impedir
08:37o trabalho da imprensa
08:38na porta do hospital,
08:39o Eduardo Paes
08:41também foi atingido
08:42por investigações,
08:44estava citado ali
08:44no caso da delação
08:45do Cabral,
08:46que o Toffoli
08:46mandou arquivar,
08:48e que a Rosa Weber
08:48ainda vai analisar.
08:50Então, o Rio de Janeiro,
08:52lamentavelmente,
08:52nessa situação trágica.
09:09.
09:22.
09:24.
09:29.
09:34.
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