- 20/06/2025
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Na entrevista que deu após a reunião com Rodrigo Maia, sobre iniciativas do governo que tentam driblar o teto de gastos, Paulo Guedes deixou evidente sua insatisfação com o rumo da política fiscal e mandou recado a seus colegas que tentam convencer Jair Bolsonaro a avançar o sinal.
“Os conselheiros do presidente que estão sugerindo pular a cerca e furar teto e vão levar o presidente para uma zona de incerteza, uma zona sombria. Uma zona de impeachment de responsabilidade fiscal.”
Guedes garante que o presidente sabe disso e “tem nos apoiado”. Mas a verdade é que Bolsonaro faz jogo duplo e estica a corda.
O ministro da Economia não citou nomes, mas nem precisava. Dentre os conselheiros que querem levar o presidente à “zona sombria”, estão Rogério Marinho e Braga Netto, que tentam reeditar o PAC e o Minha Casa Minha Vida com apoio de poderosos empresários da construção civil, ávidos por recursos públicos.
“O presidente me garantiu que é a favor da manutenção do teto”, reiterou o ministro, que cada vez precisa se esforçar mais para convencer seus ouvintes.
#PauloGuedes #Impeachment #TetoDeGastos
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Na entrevista que deu após a reunião com Rodrigo Maia, sobre iniciativas do governo que tentam driblar o teto de gastos, Paulo Guedes deixou evidente sua insatisfação com o rumo da política fiscal e mandou recado a seus colegas que tentam convencer Jair Bolsonaro a avançar o sinal.
“Os conselheiros do presidente que estão sugerindo pular a cerca e furar teto e vão levar o presidente para uma zona de incerteza, uma zona sombria. Uma zona de impeachment de responsabilidade fiscal.”
Guedes garante que o presidente sabe disso e “tem nos apoiado”. Mas a verdade é que Bolsonaro faz jogo duplo e estica a corda.
O ministro da Economia não citou nomes, mas nem precisava. Dentre os conselheiros que querem levar o presidente à “zona sombria”, estão Rogério Marinho e Braga Netto, que tentam reeditar o PAC e o Minha Casa Minha Vida com apoio de poderosos empresários da construção civil, ávidos por recursos públicos.
“O presidente me garantiu que é a favor da manutenção do teto”, reiterou o ministro, que cada vez precisa se esforçar mais para convencer seus ouvintes.
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Categoria
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NotíciasTranscrição
00:00que envolve o Guedes e que está aí, a gente tem como origem uma fala dele ontem
00:06na coletiva de imprensa, logo após a debandada geral.
00:11Se nós tentarmos, no ano seguinte a esse ano, que foi excepcional,
00:18seguirmos com o padrão de gastos, nós vamos para o caos.
00:23E os conselheiros do presidente, que estão aconselhando a pular a ser,
00:27que é furar teto, vão levar o presidente para uma zona de incerteza,
00:32para uma zona sombria, uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal.
00:37E o presidente sabe disso.
00:42Vocês viram aí, né? A zona sombria, é, existe realmente uma zona sombria do impeachment.
00:49Nós conhecemos bem, a Dilma Rousseff caiu por isso, a chamada contabilidade criativa.
00:57E, ó, ela está voltando, com nova roupagem.
01:02Mas a contabilidade criativa do governo Bolsonaro também, ó, está indo aí de vento em popa.
01:07Ontem, eu escrevi justamente sobre o fim, uma análise que eu publiquei no site,
01:13sobre o fim desta agenda liberal.
01:16O fim desta agenda liberal, deixa eu ver se está aqui, a gente não separou,
01:21mas eu comento aqui com vocês.
01:24Ó, eu leio aqui para vocês.
01:28Para quem quiser ler no site, o título é
01:31O Guedes da campanha também já saiu do governo.
01:35Sem privatizações e sem a reforma administrativa,
01:38para enxugar a máquina pública,
01:40só resta Paulo Guedes aprovar a reforma tributária,
01:43mas que está ancorada na criação da nova CPMF,
01:47e provavelmente aumentará já a pesadíssima carga tributária.
01:51Na prática, a agenda liberal foi definitivamente chutada por Jair Bolsonaro,
01:56que mandou às favas qualquer escrúpulo na busca por seu projeto de reeleição,
02:01baseado numa fórmula surrada,
02:04que combina compra de apoio parlamentar com cargos em estatais
02:07e compra de apoio popular com programas assistencialistas.
02:11Tudo isso às custas da classe média pagadora de impostos que o elegeu.
02:16Por vaidade, ou sabe-se lá por quais motivos,
02:20Guedes pode até permanecer no governo,
02:23mas será apenas um fantasma do liberal da campanha,
02:27a confirmar o estelionato eleitoral do Bolsonaro,
02:29que foi inclusive o tema daquele nosso outro programa.
02:33Bom, tivemos agora, eu sei, cara, calma,
02:42tivemos agora, no início da noite,
02:45o Bolsonaro se reunindo com o Paulo Guedes,
02:48com o Rodrigo Maia, com o Davi Alcolumbre,
02:51todos eles lá no Palácio da Alvorada,
02:53e deram depois, fizeram na verdade um pronunciamento ali no espelho
02:56da água ali do Alvorada.
02:59E o Bolsonaro disse o seguinte, coloca aí.
03:03Fizemos uma reunião onde as principais lideranças do Executivo
03:09e do Legislativo se fizeram presentes.
03:13Lamentamos a falta apenas do chefe do Supremo,
03:17por questões que justificam.
03:19E nós, que pese o problema da pandemia,
03:25o Brasil está indo bem,
03:28a economia está reagindo,
03:31e nós aqui resolvemos, então, com essa reunião,
03:37direcionar mais as nossas forças para o bem comum
03:40daquilo que todos nós defendemos.
03:44Nós queremos o progresso, o desenvolvimento,
03:47o bem-estar do nosso povo.
03:48Nós respeitamos o teto dos gás,
03:55queremos a resposta da lei fiscal,
03:57e o Brasil tem como, realmente,
04:03ser um daqueles países que melhor reagirá à questão da crise.
04:10Assuntos variados foram tratados,
04:12como privatizações,
04:14outras reformas, como a administrativa,
04:20e de modo que nós nos empenharemos,
04:24mesmo no ano eleitoral,
04:26juntos,
04:27para buscar soluções,
04:30destravar a nossa economia,
04:32e colocar o Brasil
04:33no local que ele
04:35sempre mereceu estar.
04:37Com a participação dos meus seguidores no Twitter,
04:43porque eu coloquei esse pronunciamento do Bolsonaro,
04:47que disse que está tudo bem,
04:49que a economia está começando a se recuperar,
04:53apesar da pandemia,
04:54que está tudo tranquilo.
04:56E aí eu coloquei,
04:57pessoal,
04:58deixem aí o seu meme,
04:59que sintetize essa fala.
05:01Então, pegamos aí três
05:03que realmente dão uma ideia
05:06do que é a situação real do Brasil
05:10e do universo paralelo do Bolsonaro.
05:14Então, obrigado aí.
05:15Quem quiser,
05:16me acompanhe lá no Twitter,
05:18arroba Claudio Edantas.
05:20Olha,
05:21o que acontece?
05:24O Bolsonaro,
05:24essa reunião com o Bolsonaro,
05:26com o Guedes,
05:27com o Davi Alcolumbre,
05:28foi para quê?
05:28Para tentarem acertar uma estratégia
05:31para não furar o teto de gastos,
05:32justamente para não cometer
05:35ali o crime de responsabilidade
05:38por desrespeito à questão fiscal,
05:42como aconteceu com a Dilma Rousseff.
05:43Só que eles estão tentando de várias formas.
05:45A gente vem denunciando,
05:47vem fazendo uma cobertura especial
05:49dessas alternativas, né?
05:51E o discurso é muito bonito.
05:53Está aí o Bolsonaro dizendo
05:54que nós respeitamos o teto de gastos.
05:57Rodrigo Maia disse a mesma coisa,
05:59Davi Alcolumbre também.
06:00O Guedes ontem falou,
06:01vou brigar com o ministro Fura Teto.
06:05Ele não precisou citar,
06:06mas quem acompanha o antagonista
06:07sabe quem é o ministro Fura Teto.
06:10O Rogério Marinho,
06:11no âmbito do ProBrasil,
06:14junto com o Braga Neto,
06:17que lidera a ala militar,
06:18que são tão doidos para furar o teto,
06:20para driblar o teto de gastos.
06:22Isso é o que eles dizem, né?
06:26O que eles dizem.
06:28E aí é importante a gente lembrar
06:30o que é a contabilidade criativa.
06:35Os artifícios que eles conseguem fazer
06:39para depois tentar vender
06:41uma situação para o público
06:43que não é a real.
06:45Eu aqui resgatei um vídeo
06:49de dois integrantes da equipe econômica
06:51quando não eram integrantes
06:53da equipe econômica.
06:54É um vídeo de seis anos atrás
06:56do Saxida com o Mansueto.
07:00O Saxida entrevista o Mansueto,
07:03pede para ele explicar
07:04o que é a contabilidade criativa.
07:06No caso ali, em referência
07:07ao que a Dilma fez
07:09com o Guido Mantega,
07:10com a turma dela lá.
07:12Solta o vídeo.
07:13Olá, meu nome é Adolfo Saxida
07:15e hoje eu vou entrevistar
07:17uma das maiores autoridades
07:19em economia do setor público no Brasil.
07:22Eu vou falar com o grande especialista,
07:25Mansueto Almeida.
07:27Mansueto, a primeira pergunta
07:29que eu tenho a lhe fazer é a seguinte.
07:31O que é exatamente
07:32a contabilidade criativa?
07:35Bom, a contabilidade criativa
07:36são todos os truques
07:38que o governo faz
07:39para transformar, por exemplo,
07:41uma receita futura
07:42em receita corrente
07:43ou transformar a dívida
07:45em receita primária.
07:47Tudo isso
07:48que não deveria aparecer
07:49na receita,
07:50não deveria aumentar
07:51o superávit primário
07:52do governo federal,
07:53todos esses truques,
07:54seja antecipação
07:55de dividendos futuros,
07:58seja
07:58uma securitização
08:00de uma receita futura.
08:01O governo ia receber
08:02uma receita futura,
08:03traz essa receita para hoje.
08:05Seja o aumento de dívida
08:06para emprestar
08:07para bancos públicos
08:09que aumentam no mesmo período,
08:10no mesmo tempo,
08:11recolhimento de dividendos.
08:12Tudo isso infla
08:14a receita primária do governo
08:15e melhora o superávit primário
08:17de forma artificial.
08:19Isso tudo a gente está chamando
08:20de contabilidade criativa,
08:21de truques contábeis.
08:22Bom, vocês viram aí
08:26o Mansueto Almeida
08:27explicando didaticamente
08:28o que é
08:28a contabilidade criativa
08:31naquele momento.
08:32Curiosamente,
08:33o Mansueto resolveu
08:34picar a mula desse governo.
08:38Por que será?
08:39Não acredite
08:40nas versões oficiais.
08:42Eu falei com o Mansueto,
08:43inclusive,
08:43no dia que anunciou,
08:45que vazou a informação
08:46de que ele estava saindo.
08:48Ele deu uma explicação
08:49dizendo que a missão dele
08:50estava cumprida,
08:51que ele queria ir
08:52para a iniciativa privada
08:53já há muito tempo,
08:54que já estava
08:54desde o governo Temer,
08:56etc e tal.
08:57Só que é claro,
08:58quando o sujeito
08:59que tem ali,
09:01que tem princípios
09:03e que vê
09:04com muita seriedade
09:06esse tipo de
09:08mexe daqui,
09:09mexe dali,
09:10você pode ter certeza
09:11que ele não saiu
09:12porque estava cansado apenas.
09:16Bom,
09:18vamos agora
09:20ouvir
09:21o César Feitosa,
09:23nosso repórter,
09:23que foi inclusive
09:24até o Palácio da Alvorada
09:25e que tem acompanhado
09:27o passo a passo
09:29de todas essas articulações
09:32nos bastidores,
09:33as alternativas
09:35que estão sendo
09:36cogitadas pelo governo,
09:39junto com o Congresso,
09:40para tentar
09:41dar aquela driblada
09:42no teto de gaço.
09:43Solta o vídeo
09:44do César Feitosa.
09:45Boa noite, Cláudio.
09:46Boa noite a todos
09:46que acompanham
09:47o Governo de Crise.
09:48E é isso.
09:49O presidente Jair Bolsonaro
09:50fez uma reunião
09:51hoje aqui
09:52no Palácio da Alvorada
09:53com Paulo Guedes,
09:55Rogério Marinho,
09:56Tarcísio de Freitas
09:57e também com
09:58Rodrigo Maia
09:58e Davi Alcolumbre
09:59para sinalizar
10:00que o governo
10:01vai sim respeitar
10:03o teto de gastos,
10:04não vai tentar
10:05encontrar um jeitinho
10:06para aumentar
10:07os financiamentos
10:08públicos em obras
10:10nessa retomada econômica.
10:12Não foi muito bem
10:13isso que a gente viu
10:13nos últimos meses.
10:15Na verdade,
10:15o que se tinha
10:16era uma divisão
10:17dentro do governo
10:18sobre esse tema.
10:20Durante aquela formulação
10:21do Plano ProBrasil,
10:23nós vimos dois grupos
10:24bem claros
10:24dentro do governo.
10:26Um era, inclusive,
10:27capitaneado
10:28por Braga Neto
10:29e Rogério Marinho
10:30e tentava
10:32encontrar um jeito
10:33de driblar
10:33ali o teto de gastos,
10:35conseguir mais um dinheiro
10:37dentro do orçamento
10:38para financiar
10:40obras públicas
10:41nesse período
10:42pós-pandemia.
10:44Para isso,
10:44seria necessário
10:46driblar o teto de gastos,
10:47já que não há
10:48espaço fiscal
10:49por causa do teto
10:50para o governo
10:51aumentar
10:52investimento público
10:53em 2021.
10:55Por outro lado,
10:56a gente via
10:56o ministro
10:57Paulo Guedes
10:58numa defesa
10:59pela responsabilidade fiscal,
11:02o que acabou gerando
11:02uma crise interna
11:03dentro do governo
11:04desde abril,
11:05que até agora
11:05não foi muito bem resolvida.
11:08O que nós vimos hoje
11:09foi uma tentativa
11:10do governo
11:10de sinalizar
11:11para o mercado,
11:12de sinalizar
11:13inclusive
11:14para o Congresso
11:15que não vai tentar
11:16encontrar esse jeitinho.
11:18Mas, na verdade,
11:19também o que nós vimos
11:20foi o governo
11:21fazer duas investidas
11:23para tentar
11:24furar o teto de gastos.
11:25O primeiro
11:25foi
11:26uma tentativa
11:27da Casa Civil
11:28de conseguir
11:28um aval
11:29do TCU
11:30para usar recursos extras
11:31nesse financiamento
11:33de obras
11:34nesses próximos anos.
11:35Aproximadamente
11:3530 bilhões
11:37de reais
11:37que o governo
11:38tentava
11:38para o Ministério
11:40do Desenvolvimento Regional,
11:42o Ministério
11:42da Infraestrutura
11:43colocar ali
11:44nessa retomada econômica
11:45aumentando as obras
11:46públicas.
11:48Depois de uma repercussão
11:50negativa
11:51desse fato,
11:52dessa tentativa
11:53de consulta,
11:54o ministro Braga Neto
11:56acabou recuando
11:57dessa tentativa
11:58e partiu
11:59para uma
11:59segunda investida.
12:02E ela era a seguinte,
12:03junto com lideranças
12:04partidárias,
12:05inclusive do Centrão,
12:07o governo
12:07avaliava
12:08prorrogar
12:10esse decreto
12:11de calamidade
12:12pública
12:12que vai até o fim
12:13desse ano
12:14para 2021.
12:15Assim,
12:16o governo
12:16teria mais tempo
12:18para liberar
12:18recursos extras
12:19por aquele
12:20orçamento de guerra
12:21que é diferente
12:22do orçamento fiscal
12:23e com esse dinheiro
12:24extra que se conseguiria,
12:26aí usaria esse dinheiro
12:28para investir
12:28nessas obras públicas.
12:30A repercussão
12:31foi muito negativa.
12:32O ministro Paulo Guedes
12:33ontem,
12:34com o Rodrigo Maia,
12:35eles afirmaram
12:36que esse caminho
12:36da irresponsabilidade
12:37fiscal,
12:38inclusive,
12:39poderia levar
12:39ao impeachment
12:40de Jair Bolsonaro.
12:42O Rodrigo Maia
12:43também falou
12:43que não pautaria
12:44uma possível
12:46tentativa
12:47de decretar
12:48a calamidade
12:49pública
12:50também em 2021.
12:52Apesar
12:52desses posicionamentos
12:54do Planalto
12:55de Jair Bolsonaro
12:56hoje aqui na Alvorada,
12:57é preciso acompanhar
12:58de perto
12:59esses dobramentos
13:00para ver se o governo
13:01vai, de fato,
13:02respeitar
13:02o teto
13:03de gastos.
13:07Bom,
13:08vamos mostrar
13:09como que a gente
13:10vem acompanhando
13:10e essas alternativas
13:11que vêm sendo
13:12cogitadas.
13:14Temos aí
13:15já o print
13:15na tela?
13:17Não?
13:19Bom,
13:19como vocês sabem,
13:21teve essa reunião.
13:23Qual é a estratégia
13:24dessa reunião?
13:25a ideia justamente
13:26foi discutir
13:28a aprovação
13:28de uma PEC
13:29que reúna
13:31as propostas
13:31de cortes
13:32de despesas
13:33previstas
13:33no Pacto Federativo
13:34com a realocação
13:36de pelo menos
13:3730 bi
13:37de 20 a 30
13:39recursos
13:39para o Renda Brasil
13:41e o novo PAC.
13:42Ou seja,
13:43essa é a última versão
13:45de todas as alternativas
13:47que já vem sendo
13:47cogitadas.
13:49Essa é a última versão
13:49mais atualizada
13:50que eu mesmo apurei
13:51e estou passando
13:52para vocês aqui
13:53em primeira mão.
13:54Então,
13:55eles querem,
13:56para tentar
13:56não burlar o teto,
13:58não furar o teto,
14:00reduzir despesas
14:01para liberar
14:02parte do orçamento
14:03para esse investimento.
14:04Que investimento
14:05que é, Cláudio?
14:06É em ciência e tecnologia?
14:08Não, gente.
14:09O investimento
14:10é para fazer
14:12o Renda Brasil,
14:13que é comprar
14:14apoio popular,
14:16especialmente no Nordeste
14:17e também comprar
14:20o apoio parlamentar
14:22através da liberação
14:24de recursos
14:24para investimentos
14:25de infraestrutura,
14:26que na verdade
14:27é aquele programa
14:28do PAC,
14:29da Dilma,
14:30o PAC do PT,
14:31renovado,
14:32com um novo nome.
14:33Daqui a pouco
14:34sai outro nome deles aí.
14:35O Rogério Marinho
14:36é o grande,
14:38é quem mais pressiona
14:39por esses recursos
14:41e que tem o apoio
14:42do Braga Neto
14:43e dessa ala militar.
14:46Bom,
14:47mas
14:48temos várias outras
14:50questões.
14:51aqui,
14:53o Marcos Mendes,
14:54a gente até
14:54reproduziu mais cedo,
14:58mostrou justamente
14:59que descontar
15:00do cálculo fiscal
15:01os investimentos
15:02em obras públicas,
15:04do tal do programa
15:05ProBrasil,
15:06não é uma ideia nova.
15:08Ela é tão tentadora
15:09que já foi usada
15:10várias vezes.
15:121996,
15:13programa Brasil
15:14em ação.
15:152000,
15:16avança Brasil.
15:172005,
15:19programa prioritário
15:19de investimento
15:20PPI
15:21e o PAC
15:22em 2007.
15:23Nas duas últimas
15:24versões,
15:26veio aditivado
15:27pela possibilidade
15:28de não computar
15:29as despesas
15:29dos programas
15:30no cálculo
15:30do resultado primário.
15:32nenhum desses planos
15:35foi capaz
15:35de entregar
15:36a revolução
15:37que prometeram
15:38e continuamos
15:39muito atrasados
15:40na infraestrutura.
15:41O mais recente,
15:42o PAC,
15:43deixou como legado
15:44inúmeras obras
15:45inacabadas
15:46e inviáveis,
15:47além de desmoralizar
15:48o resultado primário
15:49e a dívida líquida
15:50como indicadores fiscais,
15:52por adotar
15:53mecanismos criativos
15:54para mascarar
15:55o crescimento
15:56da despesa
15:56da dívida.
15:57Ou seja,
15:58estamos revivendo
16:00mais uma vez
16:01essa situação.
16:02Parece um loop infinito.
16:05Eu até tinha pedido
16:05para o Rodrigo
16:07Rodrigo,
16:08pega lá um episódio
16:09do Caverna do Dragão
16:10para quem é
16:11da minha época aí,
16:12que o pessoal
16:13nunca consegue voltar
16:14para o Parque de Inversão,
16:15nunca consegue sair
16:15daquele mundo paralelo.
16:17É a mesma coisa,
16:18a gente não consegue
16:19sair
16:20desse loop infinito,
16:23desse círculo vicioso.
16:25Bom,
16:27registramos aqui
16:28que mais cedo,
16:29como disse
16:30o César Feitosa,
16:32o Guedes aí
16:33tentando arrumar
16:3320 bilhões
16:34para esses ministros
16:35fura-teto.
16:37O objetivo
16:38é usar os recursos
16:39que ficam todos os anos
16:40parados
16:40porque são
16:42obrigatoriamente
16:42vinculados
16:43a despesas específicas.
16:45Esse dinheiro
16:46acaba sobrando
16:46diante do altíssimo
16:47grau de vinculações
16:48que existe
16:49no orçamento federal.
16:50Agora os técnicos
16:51vão precisar
16:52encontrar uma maneira
16:53de liberar
16:53esses recursos
16:54para investimentos
16:55como obras.
16:56Próximo.
16:59É uma farsa,
17:00obviamente.
17:02Interlocutores aí
17:03do Bolsonaro
17:04no Congresso
17:05dizem que o governo
17:06está apenas aguardando
17:07o melhor momento
17:07para enviar ao Legislativo
17:09uma mensagem
17:09pedindo a prorrogação
17:11do estado
17:11de calamidade pública,
17:13o que permitiria
17:14ao Executivo
17:14também descumprir
17:15as regras fiscais
17:16de 2021.
17:18Eles descartam
17:19que isso ocorreria
17:20no curto prazo,
17:20mas consideram
17:21que isso pode ser feito
17:22quando houver
17:22um ambiente mais favorável
17:24a ideia no Congresso.
17:25Os técnicos
17:26do Ministério da Economia
17:27porém resistem
17:28a essa pedalada
17:29argumentando
17:30que a iniciativa
17:30será vista
17:31como uma farsa,
17:32pois será apenas
17:32uma tentativa
17:33de bolar o teto
17:34de gasto.
17:35Nós trouxemos
17:37essa informação
17:38em primeira mão,
17:38inclusive.
17:41Olha,
17:42e eu ficaria atento,
17:43porque
17:44essa gente
17:45que é capaz
17:47de fazer tudo,
17:48eles,
17:49quando você pensa assim,
17:50pô, mas o cara
17:50não está combatendo a Covid,
17:52não está fazendo
17:52o que precisa,
17:53quer dizer,
17:53para eles agora
17:54é até bom
17:55que a Covid
17:57dure de alguma maneira,
17:59para poder estender
18:00esse estado
18:01de calamidade
18:02que permitiu
18:02a aprovação
18:04do orçamento
18:05paralelo,
18:06o orçamento
18:06da guerra,
18:08justamente para você
18:09usar recursos
18:10desses orçamentos
18:12que estão fora do teto
18:13para essa finalidade,
18:16tanto as obras
18:16de infraestrutura
18:17como esses recursos
18:19para esses programas
18:20assistencialistas.
18:21Bom,
18:23inclusive mencionamos
18:24aqui que há
18:25pelo menos duas propostas
18:27no Congresso Nacional
18:28que tentam derrubar
18:30o teto de gasto
18:31por causa da pandemia,
18:32a PEC 17
18:33de 2020
18:34e a PEC 27.
18:36A primeira é de autoria
18:37da senadora
18:37Zenaide Maia,
18:38do PROS,
18:39do Rio Grande do Norte,
18:41e é assinada por senadores
18:42de oposição
18:42e de partidos do Centrão.
18:44A proposta
18:44tenta suspender
18:45o teto de gasto
18:46até 2022.
18:47Olha que interessante,
18:48senadores de oposição
18:50e partidos do Centrão.
18:51Quer dizer,
18:52o Centrão,
18:52ele se alia
18:53a quem interessa.
18:55A segunda proposta
18:57é do Randolph
18:57e da Rede,
18:59também assinada
18:59por parlamentares
19:00das mais diferentes siglas.
19:02A PEC prevê
19:03que o teto
19:03seja derrubado
19:04por dois anos.
19:06A tentativa
19:07de parlamentares
19:07da oposição
19:08vai no mesmo sentido
19:09do esforço do governo.
19:10Nesse caso,
19:10estão todos
19:11em sintonia.
19:13Aumentaram o investimento
19:14em obras públicas
19:15no pós-pandemia,
19:16como a Casa Civil
19:17tenta,
19:18conseguindo aí
19:19um jeito
19:20de driblar
19:20o teto de gastos.
19:22Ok?
19:23É isso?
19:26Então,
19:26durmam
19:26com esse barulho.
19:29É a tal
19:29da zona sombria
19:31do impeachment.
19:32o que?
19:34De novo,
19:35o que...
19:36não é possível.
19:40Não é possível.
19:40O que...
19:41Mas...
19:41o que...
19:43o que...
19:45o que...
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