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NotíciasTranscrição
00:00Eu casei em 1974, em 1975 eu virei presidente do sindicato, e aí eu comecei a viajar muito o Brasil.
00:09Eu odiava saber que uma mulher tinha que levantar todo dia e pedir 10 reais para o marido para ir na feira para eu comprar alguma coisa.
00:16Então eu abri, em outubro de 1975, uma conta conjunta com a dona Marisa, para deixar a dona Marisa administrar as questões da casa.
00:26Eu penso que eu fiquei próximo de 30 anos sem assinar um cheque na minha vida, porque a dona Marisa, primeiro, era muito séria no trato de dinheiro.
00:38Era muito econômica, eu nunca tive medo de deixar um cartão de crédito com ela, porque eu tinha consciência que a dona Marisa não gastaria nada que fosse essencial.
00:47E a dona Marisa ficou com a responsabilidade de fazer o contrato e acertar aluguel, condomínio, IPTU e outras coisas da casa.
00:55Era tudo ela que fazia.
00:57Então o senhor ex-presidente não tem conhecimento de como eram feitos esses pagamentos?
01:00Não, pagava no banco, pagava, sabe, eu não tenho noção de como era feito, mas devia ter pagado no banco.
01:06O senhor ex-presidente pode informar se conhece o senhor Glauco da Costa Marques e explicar sua relação com ele, se existente?
01:14Não tem relação com o Glauco.
01:15Segundo ele disse, eu não me lembro, eu conheci ele em 2002, por ocasião da gravação de um programa de televisão do PT para a campanha presidência daquela época.
01:26Ele disse que estava lá.
01:27Eu não o conhecia porque tinha gente da produtora, tinha gente da fazenda e tinha o pessoal do PT lá do estado do Mato Grosso.
01:35Eu ouvi ele dizer que ele me conheceu lá, eu não sabia.
01:38Depois ele disse que me conheceu duas vezes no jantar na casa do Zé Carlos Boulay.
01:44Eu também não me lembro, porque não era um jantar entre eu e ele, era um jantar entre centenas de pessoas na casa do Zé Carlos Boulay.
01:50Depois ele disse também que me encontrou no aniversário do meu filho, ou no aniversário meu, na insômena do campo.
01:58É possível que seja verdade, mas eu não lembro.
02:02Certo.
02:02Eu vou dizer uma coisa, doutora.
02:04A pergunta é objetiva.
02:05O senhor relatou ao senhor Palocci no dia seguinte, este encontro.
02:08Acabei de dizer, o Emílio esteve no Palácio de Etrita, numa conversa que não deve ter durado dez minutos.
02:15Certo.
02:15Não tratou de instituto, de sítio, de contribuição.
02:18Jamais, jamais, eu vou dizer para a senhora aqui, jamais, o Emílio Odebrecht, que é um empresário que eu tenho um profundo respeito, tratou comigo de qualquer dinheiro para o PT.
02:29Jamais.
02:30Eu não era tesoureiro do PT, eu não era da direção nacional do PT, o PT tinha tesoureiro e a campanha tinha tesoureiro.
02:39Portanto, não havia porquê ir conversar comigo.
02:42Eu nunca admiti, nem ao Emílio, nem a nenhum empresário deste país, que discutisse comigo um centavo.
02:52O senhor, esse presidente, chegou a tratar dessas doações?
02:56Sim.
02:57Eu não sou diretor do instituto.
03:01O instituto tem o meu nome, mas eu não sou diretor.
03:04Eu sou presidente de honra.
03:06O dia que o senhor for nomeado presidente de honra de alguma coisa, você vai perceber que não vale nada ser presidente de honra.
03:14O senhor é acusado pelo Ministério Público desde o ano passado de dizer que esse apartamento seria segundo o Ministério Público do senhor e que o senhor não pagaria o aluguel.
03:23Não foi possível levantar?
03:24O Ministério Público é muito engraçado.
03:26Graças a Deus, como Deus escreve certo por linhas tortas, as coisas estão virando verdadeiras.
03:32Nós estamos vendo o que está acontecendo com o Janot, estamos vendo o que está acontecendo com o Mille.
03:37E a força-tarefa da Lava Jato aqui em Brasília está tratando de forma a destruir o Ministério Público, contando em verdades.
03:45Eles inventaram que o Tripex era meu, porque o Globo disse e não é, e o senhor sabe disso.
03:50Eles agora inventaram que o apartamento é meu e não é, e ele sabe disso.
03:54Como inventaram a história do sítio, que é meu e não é.
03:57Ou seja, três denúncias do Ministério Público por inação.
04:00Algumas indagações com relação ao imóvel da rua Aberbeck, Brandão, inicialmente...
04:05Finalmente, é para isso que eu vim aqui.
04:08É objeto da acusação também a questão da aquisição do apartamento vizinho.
04:14Por isso as perguntas que foram formuladas anteriormente ao senhor.
04:17Se a suposição de vocês, ilação de vocês, sabe por quê?
04:23O que menos preocupa vocês agora é prova.
04:26Certo, senhor ex-presidente, talvez o senhor esteja um pouco rancoroso, mas assim, é a oportunidade que o senhor tem de responder.
04:33Mas eu não estou rancoroso, eu não estou rancoroso.
04:36Então é natural que sejam feitas as perguntas.
04:38Eu fico preocupado, doutor Moro, eu fico preocupado quando as pessoas inventaram uma história e tentam a cada momento transformar aquela inverdade em verdade.
04:47Certo, mas veja, senhor ex-presidente, é a oportunidade que o senhor tem de responder as questões.
04:50Eu tenho muita experiência, sabe, eu tenho muita experiência.
04:54Quando você senta numa mesa, qualquer que seja a mesa, com mais gente para fazer negociação,
04:59ou você senta com a disposição de trabalhar seriamente, fazer a apuração corretamente,
05:05ou você senta com a disposição de que não vai dar certo, ou senta com a disposição de que vai dar certo.
05:09No caso do Ministério Público, eu já disse mais de uma vez para o senhor.
05:12Eles contaram uma grande mentira com o Paweir Ponte.
05:16Não do Ministério Público, mas do Ministério Público da Lava Jato.
05:20E eu quero ver como é que eles vão sair dessa.
05:22Eu refiro a essa matéria, está na nota de rodapé 386 da denúncia.
05:27É uma matéria veiculada no portal UOL, dizendo que já havia um espaço físico reservado para ser a sede do Instituto,
05:33localizado perto do Parque do Ibirapuera.
05:35O imóvel da rua Berbeck exatamente fica nesse local, Lindeiro, Avenida 23 de Maio, próximo ao Parque do Ibirapuera.
05:42E que esse projeto era tocado por um grupo de apoiadores.
05:44O senhor ex-presidente saberia explicar como a imprensa já sabia isso em 2010?
05:50Tem tanta coisa que a imprensa já sabe que a senhora não sabe, doutora.
05:55Tem tanta coisa, doutora.
05:58Então, doutora, é o seguinte, a senhora pode abrir um processo contra o jornalista do UOL que escreveu isso e ele pode explicar para a senhora.
06:06Esse documento que foi lhe mostrado, o senhor ex-presidente, o senhor já tinha conhecimento dele?
06:11Não.
06:11Não.
06:12Já tinha visto ele anteriormente?
06:13Não.
06:15Consta a afirmação do Ministério Público que esse imóvel teria sido encontrado em sua residência?
06:23Eu não sei o que eles encontraram na minha residência, doutor.
06:26Eles entraram seis horas da manhã, entraram num escritório na minha casa, que faz exatamente 20 anos que eu moro naquela casa e 20 anos que eu não entro naquele escritório.
06:37Eu diria que era quase um lugar de jogar tranqueira, jogar papéis e mais papéis.
06:42O fato de eles terem encontrado isso no escritório na minha casa não significa que eu tenha conhecimento do que eu tenha visto.
06:52Até porque eu não sou obrigado a acreditar que encontraram na minha casa.
06:55E aquele powerpoint feito, dizendo que o PT, uma organização criminosa, que o Lula, por ser a pessoa mais importante, era o chefe, que, portanto, o governo do Lula foi feito para roubar,
07:07Sabe, merecia, na verdade, um processo contra quem escreveu aquilo, a serviço da opinião pública.
07:16Pois bem, o Palocci veio aqui e eu vi o Palocci, eu só sabe que eu tenho uma profunda amizade com o Palocci há mais de 30 anos.
07:24Não é uma coisa de um dia.
07:27O Palocci foi meu ministro da Fazenda e prestou um grande serviço a esse país.
07:32Eu vi atentamente o depoimento do Palocci.
07:34Uma coisa, uma coisa quase que cinematográfica, quase que feita por um roteirista da Globo.
07:42Sabe, você vai dizer tal coisa, os líderes são esses, prepararam alguns líderes para ele dizer.
07:49E ele foi dizendo, habitualmente lendo alguma coisa, falando, sabe, e eu conheço o Palocci bem.
07:54O Palocci, se não fosse um ser humano, ele seria um simulador.
07:57Sim.
07:58Sabe, ele é tão esperto que ele é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade.
08:04Palocci é médica, calculista, é frio.
08:08Nada daquilo é verdadeiro.
08:10E ele, nada é verdadeiro.
08:11Eu poderia ficar zangado, nervoso, mas eu quero enfrentar o Ministério Público, sobretudo a força-tarefa, para provar minha inocência.
08:21Eu só espero que eles tenham a grandeza de um dia pedir desculpa.
08:25Eu não sei se o seu milho vai pedir desculpa com a palhaçada que foi feita em Brasília, com o João Wesley, e que agora está sendo desmontado.
08:31Eu, por exemplo, vi o Ministério Público me incluir na denúncia do Delcídio.
08:37Sim.
08:38Tem mais de 20 perguntas do Delcídio comigo nesse processo.
08:42E o Delcídio é um mentiroso, descarado, que foi solto num pacto entre o Miller e a Globo para fazer denúncia contra mim.
08:49E essa deliberação foi formalizada de alguma maneira?
08:53Não.
08:54Deve ter sido depois, na reunião da direção, deve ter discutido que não aceitou.
08:58O senhor tem conhecimento da formalização?
09:00Não, não tenho, querida. Não tenho.
09:04Também pediria que o senhor ex-presidente referisse ao membro do Ministério Público pelo tratamento protocolar devido.
09:13Como é que seria? Doutora...
09:15A senhora ex-presidente, eu vou pedir realmente, até peço escusas, não percebi isso de maneira tão clara.
09:25Sei que, evidentemente, o senhor ex-presidente não tem nenhuma intenção negativa em utilizar esse termo querida,
09:32mas peço que não utilize.
09:35Pode chamar de doutora, senhora procuradora...
09:39Também.
09:40Perfeito?
09:42E vou terminar fazendo uma pergunta para o senhor, doutor.
09:44Eu vou chegar em casa amanhã, vou almoçar com oito netos e uma bisneta de seis meses.
09:52Eu posso olhar na cara dos meus filhos e dizer que eu vim a Curitiba, prestar depoimento a um juiz imparcial?
10:03Bem, primeiro não cabe ao senhor fazer esse tipo de pergunta para mim, mas de todo modo, sim.
10:10Sim.
10:11Porque não foi o procedimento na outra ação, doutor.
10:13Eu não vou discutir a outra ação com o senhor, senhores presidentes.
10:17Se nós fôssemos discutir aqui, a minha convicção foi que o senhor é culpado.
10:21Não vou discutir aquele processo aqui.
10:23O senhor está discutindo lá no tribunal e apresente suas razões no tribunal, certo?
10:27Se nós fôssemos discutir aqui, não seria bom para o senhor.
10:30É, mas é porque nós temos que discutir aqui...
10:32Não vou interromper aqui a gravação.
10:33Eu vou continuar esperando que a justiça faça justiça nesse país.
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