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Transcrição
00:00Ele já está aqui nos estúdios, como eu já anunciei no Twitter.
00:05Mário Sabino, que não teve alta médica, mas coloca o dever acima de tudo.
00:13Ele não ia deixar vocês na mão, porque o antagonista não deixa vocês na mão jamais.
00:20Sempre alerta.
00:21E essas teorias conspiratórias de vocês ontem no chat, é que ele não estava bem de saúde.
00:27Não é isso?
00:29É, estou gripado. Só isso. Nada mais do que isso.
00:32Está gripado, mas está em forma, como vocês estão vendo nos posts.
00:37E então, hein?
00:39Então.
00:40Quem vai mal de saúde aí é a Orcrim, né?
00:43A Orcrim está hoje, entre ontem e hoje, aliás, nos últimos dias, né?
00:50A Orcrim vem sendo desbaratada no seu discurso falacioso.
00:55Caindo mitos, né? Caindo máscara.
00:58Exatamente.
00:58Aquela história, a Lava Jato só persegue o PT.
01:03Não, não vai atrás dos outros partidos.
01:06A Lava Jato só persegue o PT e tinha também o outro discurso, né, Madeleine?
01:11Que é a Lava Jato vai salvar o Lula e não persegue o PT.
01:16É verdade.
01:18Não é?
01:19É.
01:20A Lava Jato não persegue...
01:22Aliás, o termo perseguir, o verbo perseguir está errado, né?
01:25A justiça não persegue.
01:27A justiça, ela investiga, julga e sentencia, né?
01:34Que é o que está sendo feito desde sempre, né?
01:37Porque agora está caindo por terra todos esses argumentos de que a Lava Jato tem viés político,
01:45que a Lava Jato é tendenciosa, que a Lava Jato vai salvar fulano, beltrano e cicrano.
01:51Esquece.
01:52Tinha lá gente de todos, a gente tem, ó, no Antagonista, vocês vão lá e olham nos postos,
01:57porque a gente fez divisão por partido, divisão por Estado.
02:02Exatamente.
02:03Divisão pelo que vocês quiserem aí para ficar mandando por WhatsApp.
02:07Tem e tem de tudo ali.
02:09Agora, é indubitável e agora, tanto o depoimento, né, o depoimento do Marcelo Odebrecht ao Sérgio Moro.
02:15E agora, as delações, né, da Odebrecht, inclusive do Marcelo, do Emílio Odebrecht, do Hilberto, do Alexandrino, do Mededito Júnior,
02:27todos os executivos da Odebrecht, né, que agora, hoje, foram liberados e que nós estamos colocando no ar, assim como outros jornais,
02:33essas delações, né, elas mostram claramente que o esquema, né, que já era existente, preexistia, né,
02:47o esquema de favorecer político, financiar político, caixa 2, não sei o que, contrapartida disso, contrapartida daquilo,
02:53por exemplo, o FHC é citado como tendo recebido no caixa 2, recursos não contabilizados, né, em 93 e 97.
03:02No entanto, o esquemão aumentou, decuplicou de tamanho, sob o senhor Lula.
03:12Isso está claro, né, está evidente.
03:15Então, você tem, por exemplo, dois aspectos que são impressionantes quanto ao Lula, que estão vindo à tona, né,
03:23é que, de fato, a planilha Amigo, revelada pelo antagonista, né, tinha ali, em determinado momento, 40 milhões de reais,
03:31que eram para serem usados pelo Lula, e aí eram para serem usados tanto para ele pessoalmente,
03:37como para ele fazer, comprar gente dentro do PT, ou comprar gente de outro partido, fazer o que ele quisesse, né,
03:42Esse dinheiro era administrado pelo Antônio Palotti, né, e, em determinado momento, tinha um saldo de 40 milhões
03:50e chegou a ter um saldo, depois, lá no final, de 10 milhões.
03:53Ou seja, dá para depreender que o Lula desse dinheiro, de propina, propina, né, ele retirou 30 milhões.
04:01A outra coisa, um dos outros aspectos surpreendentes é que, amando do Lula, o Paulo Bernardo procurou o Marcelo Odebrecht
04:09para pedir ao Marcelo Odebrecht 40 milhões de dólares em troca de uma linha de crédito para o Odebrecht no BNDES para Angola.
04:23E o Marcelo Odebrecht negociou e fez a coisa por 36 milhões de dólares.
04:28Então, isso é só para dar uma ideia de como as coisas estão evoluindo rapidamente, né.
04:36Não, e casos, assim, e aí ele falando aqui, o que eu fiquei chocada, Mário, ele falando assim,
04:40essa história do aviso Lula lá, que eles descontaram já tanto da conta que eu não vou poder doar para a campanha.
04:46O dinheiro era deles.
04:48Exatamente, era uma conta corrente.
04:50O que é isso?
04:52Tinha entradas e saídas.
04:53Olha, peraí, vocês estão sacando demais, né.
04:56Outro aspecto que está claro agora, que as tais palestras eram pagamentos, não pelas palestras, né,
05:05mas pagamentos pelos serviços prestados pelo Lula ao Odebrecht.
05:09Era uma maneira escamoteada de pagar ao Lula propina.
05:15Era a palestra, a palestra propina, ou a propina palestra.
05:21Isso tudo agora vai ser investigado.
05:24O Lula está, todos os pedidos de inquérito do Lula, dentro desse âmbito,
05:29foram encaminhados pelo Edson Fachin para a Justiça Federal de Curitiba, do Paraná,
05:34ou seja, o juiz Sérgio Moro.
05:36E ali a coisa deve, ali a coisa deve ferver, né.
05:41Ali a coisa deve ferver.
05:42E aí também tem um outro mito que caiu, que é o seguinte.
05:45Não é que, ah, todo mundo roubou milhões e vocês estão mexendo por causa de um pedalinho.
05:53Não, é.
05:54São onze inquéritos.
05:56Doze?
05:57Doze.
05:58Doze.
05:58Um é cada hora que eu fecho, eu expirmo, aparece mais um.
06:01Pois é, na verdade, ontem, por exemplo, quando o Estadão deu o furo com os depoimentos,
06:11os pedidos de inquérito do Fachin, que continham já, evidentemente, conteúdos das delações,
06:24no primeiro momento, nós tivemos depois acesso ao material,
06:30parecia que o Lula, e nós fomos os primeiros a dar quanto ao Lula, né.
06:36Parecia que o Lula, ele é alvo, nós demos, o Lula é alvo de investigação,
06:41de pedidos de abertura de inquérito, tem seis inquéritos.
06:44Muito bem.
06:45Só que depois você pode acrescentar esses seis, mais seis, em que ele não é alvo específico,
06:51ele está no meio, dos quais o mais forte é o de organização criminosa,
06:58porque tem ele e outros do bando, né.
07:00Então, assim, a investigação, certamente, se tudo proceder como se deve,
07:08vai pegar o Lula como um dos integrantes da Orcrim.
07:13E assim vai em outros cinco.
07:15Então, no total, são doze.
07:17Seis em que ele é alvo específico de investigação,
07:21e outros seis em que ele está embolado com outros.
07:25Além desses doze pedidos de inquérito, é bom lembrar que o Lula é réu, né,
07:31no Paraná, em função do triplex,
07:35aí tem a questão também da obstrução de justiça,
07:39da compra da MP da Zelote,
07:41então tem mais uns três ou quatro inquéritos,
07:43ou que ele já é réu, ou que ele está em vias de se tornar réu.
07:46Então, assim, é muita coisa,
07:49é muita coisa para um inocente.
07:53É, e para dizer que é tudo perseguição,
07:55porque não são, assim, coisas que um falou, o outro falou,
07:58é tudo documentado, o cara...
07:59E assim, o depoimento da família Odebrecht,
08:04sabe o que me choca?
08:05A naturalidade.
08:07Porque eles estão falando como se ele estivesse sentado contando,
08:10olha, eu fui ao mercado hoje,
08:13comprei ali meia dúzia de cebola,
08:16comprei ali um frango,
08:17vou fazer uma torta hoje...
08:18Mas é tudo uma questão de referência, né?
08:21É tudo uma questão de referência.
08:23Primeiro que...
08:24É um assalto o que eles estão fazendo.
08:26Se você pega o livro escrito pelo Augusto Nunes,
08:29sobre a vida do Samuel Weiner,
08:31Minha Razão de Viver,
08:32Samuel Weiner,
08:33getulista,
08:35dono de jornal,
08:38ele, jornalista famoso,
08:40na época da década de 50, 60,
08:42o Samuel Weiner conta,
08:47em determinados episódios,
08:48como ele ia pegar mala de dinheiro de empreiteira.
08:55Quer dizer, as empreiteiras no Brasil,
08:57elas cresceram sob o poder,
09:01não importa na mão de quem tivesse.
09:04Isso aconteceu antes do regime militar,
09:06aconteceu durante o regime militar,
09:08como eu disse aqui já.
09:09Em 93, já queriam fazer uma CPI da Odebrecht,
09:12e os militares, ainda com poder de pressão,
09:17eles brecaram,
09:19e floresceu de uma maneira,
09:21como cogumelo,
09:22durante o governo do PT.
09:26Então, assim, o esquema...
09:28Então, os Odebrecht, por exemplo,
09:29eles são de uma linhagem de corruptores.
09:33Eles tentam se vitimizar,
09:34mas eles são de uma linhagem de corruptores.
09:36Essa é a verdade.
09:38No entanto, nunca encontraram um terreno tão fértil
09:41como sob os governos do PT.
09:45Aliás, os governos,
09:46porque o Lula é o maior implicado,
09:47mas a senhora Dilma Rousseff,
09:50também implicada nas relações,
09:52e muito de uma maneira bastante complicada.
09:55Ela é acusada, inclusive,
09:56de favorecer uma empresa que doou
09:58para ela na licitação da hidrelétrica de Giral.
10:03Quem diz isso é o Emílio Odebrecht.
10:05E aí foram pedir ao Lula para que intercedesse.
10:09Então, assim, a Dilma sabia,
10:11a Dilma participava.
10:12Agora, essa defesa do Lula,
10:15esse senhor, esse advogado aí que briga com o Moro e tudo mais,
10:20é importante que vocês tenham em mente o seguinte.
10:22O que eles estão fazendo é uma defesa,
10:26sem querer ofender os portugueses,
10:27mas a la portuguesa, ou seja, literais.
10:29O português, o português, o portugal, ele é literal.
10:33Eles não saem muito da...
10:35É assim, a loja fecha hoje?
10:38Não, você chega lá e está fechado.
10:40Como assim está fechada a loja?
10:42Não fecha porque não abre.
10:42Não fecha porque não abre.
10:43Exato, esse tipo de coisa.
10:44Então, eles estão fazendo a defesa,
10:46a defesa portuguesa.
10:47A defesa portuguesa consiste no seguinte.
10:49Por exemplo, o que vocês acabaram de ouvir.
10:53Mas o senhor Marcelo Odebrecht,
10:55o senhor Palotti,
10:56pediu propina, falou em propina?
10:59Não, ele não falou em propina,
11:01mas tinha a contrapartida que ele sabia.
11:03Na verdade, é porque existiam eufemismos.
11:06Ninguém falava em propina.
11:08Olha, me dá uma propina aí.
11:09Não é assim.
11:09Ah, contrapartida.
11:11Contrapartida é um eufemismo para propina.
11:13Outra coisa é que eles estão se apegando também,
11:15que o Lula se apega.
11:16Eu duvido que haja um empresário no Brasil
11:19que possa me acusar
11:20e que eu pedi dinheiro para ele.
11:22De fato, o Lula não pediu dinheiro diretamente.
11:26Ele tinha o Palotti para isso.
11:28Ele tinha outras pessoas para isso.
11:30Aliás, no caso do Palotti,
11:32o que mais o assusta
11:34é justamente a colaboração premiada
11:36que o Palotti pode estar negociando
11:39com a justiça.
11:41Porque se o Palotti fala,
11:46aí não sobra nada mesmo do Lula.
11:49Já não sobrou, mas aí vira pó.
11:52Você entendeu?
11:52Porque o Palotti era o operador.
11:53Inclusive, já temos notícia
11:55de que houve uma discussão ali
11:58do advogado com o Palotti,
12:01porque é o mesmo advogado.
12:03Do Lula e do...
12:04Então, e o Palotti,
12:05ao que consta,
12:06parece que não quer pegar
12:07essa cana toda que vai pegar
12:09se não abrir a boca.
12:11Agora, já há provas.
12:12Outra coisa que a gente ouve,
12:13você desculpe, Madeleine,
12:14mas outra coisa que a gente ouve
12:15é o seguinte.
12:16Ah, mas agora falta conseguir
12:18as provas contra o Lula.
12:20Muito bem.
12:21Estamos no pedido...
12:21Isso é pedido de abertura de inquérito.
12:24Agora ocorrerá investigação.
12:26Investigações vão acontecer.
12:28No curso dessas investigações,
12:30além das provas testemunhais,
12:33que são provas,
12:34atenção, existem três tipos de provas.
12:36Prova testemunhal,
12:38prova circunstancial
12:39e prova material.
12:40Vamos repetir aqui.
12:42Para você fechar um acordo de delação,
12:43não basta você ir lá dizer.
12:46É o popo.
12:46Senão, fica fácil.
12:47Você pode acusar falsamente.
12:49Você tem que ter as provas materiais
12:53e as provas circunstanciais.
12:55Tudo está muito bem circunstanciado
12:58e muito bem materializado.
13:00Então, não é bolinho, não.
13:02É por isso que eles estão histéricos,
13:05os acusados.
13:06Porque eles sabem
13:07que não dá mais para dizer
13:08agora é a palavra de um delator.
13:10Já há inquéritos sendo abertos.
13:15Isso é muito mais
13:16do que a palavra de um delator, doutor.
13:17Para o juiz acatar,
13:20para a PGR levar isso.
13:22E para o ministro acatar,
13:23é porque já há provas suficientes
13:25para a abertura do inquérito.
13:26E deve haver provas suficientes
13:28para condenar
13:29boa parte desses implicados.
13:32O que a gente vê também ali,
13:34esse trecho do depoimento
13:36do Emílio Odebrecht,
13:38que eu senti,
13:39é que na mudança do governo
13:41do Lula para Dilma,
13:43eles tiveram,
13:44pela primeira vez,
13:45nessa propinocracia deles,
13:47que pelo que eu vi ali
13:49dos depoimentos,
13:50vem desde Peruvai de Caminha,
13:53eles tiveram uma situação atípica.
13:55Por quê?
13:55Diz o Marcelo Odebrecht
13:57que eles sabiam que o Lula,
14:00mesmo fora do governo,
14:02ia continuar fazendo demandas.
14:05E por isso,
14:06ele criou esse esquema
14:07de conta corrente.
14:08Então, na verdade,
14:10ele saiu
14:11de uma lógica
14:13em que era o relacionamento
14:14e o jogo de cintura
14:16e a negociação caso a caso
14:17para uma lógica
14:19em que eles tinham um teto.
14:21E isso criou um problemão
14:23com a presidente Dilma,
14:25que aí o outro foi acertar
14:28por meio do coach do Luleco.
14:30E é isso que a gente vê.
14:33Na verdade,
14:36a gente teve dois centros
14:38de poder do PT
14:39durante o governo Dilma
14:41e eles começaram
14:43a drenar dinheiro loucamente
14:45por meio desse esquema.
14:47Teve que abrir mais a torneira.
14:48O que é interessante
14:50é o seguinte,
14:51para você provar
14:53e perceber
14:55que a corrupção
14:57era sistêmica,
14:58que o sistema de corrupção
14:59era sistêmico
14:59dentro do PT,
15:00porque o PT tinha
15:01um projeto de poder,
15:03um projeto de se perpetuar
15:04no poder.
15:05E para financiar
15:05esse projeto de poder,
15:07ele fazia uso
15:07da corrupção mais desbragada
15:09dentro das estatais
15:12e ministérios
15:13e tudo mais.
15:14O que é interessante
15:15é que você vê
15:16que o dinheiro
15:19foi transferido
15:21de um presidente
15:23para outro,
15:24que não é usual.
15:26Não era usual.
15:28Em geral,
15:28o Odebrecht pagava ali
15:30um sujeito
15:30e mesmo que o outro
15:32fosse do mesmo partido,
15:34o sucessor,
15:35ali abria-se outra conta.
15:37Na verdade,
15:37a conta continuou ocorrendo.
15:39Então, por exemplo,
15:40veja-se o caso
15:40da venda do MP
15:41por 50 milhões de reais.
15:45eles não usaram
15:47isso na campanha
15:48de 2010
15:49e foram usar
15:51esse dinheiro
15:51na campanha
15:52de 2014.
15:53Mas era um dinheiro
15:53já referente
15:54à venda de um MP,
15:55se não me engano,
15:56em 2009.
15:57Que era do Lula.
15:58Que era do Lula.
15:59Foi transferido
15:59para quem?
16:00Para a Dilma.
16:01Porque aí teve
16:02o sucessor
16:03do arrecadador.
16:05O arrecadador
16:06era o Palotti
16:09e depois passou
16:10a ser o Mântega.
16:11Mas aí o Lula
16:12tinha a conta dele
16:14rolando ao mesmo tempo
16:15a parte.
16:15Então,
16:15como você falou,
16:17o Lula
16:18continuou sendo
16:19um centro
16:21de poder
16:21e poderoso
16:23durante os mandatos
16:25da Dilma.
16:25Tanto que ele
16:26continua a ser
16:27financiado
16:29pela Odebrecht.
16:30Aliás,
16:31Odebrecht,
16:31se você olhar
16:32os pedidos
16:33de abertura de inquérito,
16:34desde os maiorais
16:35até os peixes menores,
16:37Odebrecht é o seguinte,
16:38ela pagava propina
16:41por serviços
16:43já prestados,
16:44por serviços
16:45que estavam
16:46sendo prestados
16:47e por serviços
16:48que poderiam
16:48ser prestados.
16:50Há casos de deputados
16:51que receberam dinheiro
16:52no Caixa 2
16:53e dizem assim,
16:54para uma possível
16:55parceria
16:56em função
16:56do seu desempenho.
16:57Então, Odebrecht,
16:58como nós escrevemos
16:59e já comentamos,
17:00criou o mercado
17:01futuro da propina.
17:04Também.
17:04Como assim?
17:05Apostou.
17:06Apostava no sujeito.
17:07Ali,
17:07esse sujeito aqui
17:07pode nos dar alegria.
17:09Então,
17:09vamos financiar
17:10a campanha dele
17:10em função
17:12do desempenho dele.
17:13Aí,
17:13o sujeito,
17:14o que se chama
17:14aquele Cláudio Mello,
17:15lá em Brasília,
17:16fazia aproximação,
17:17é um dos diretores
17:18da Odebrecht,
17:20que era o lobista,
17:22mor,
17:23fazia aproximação
17:24e dava uma grana
17:25para o sujeito,
17:26porque o sujeito
17:27poderia,
17:29no futuro,
17:30favorecer
17:31a Odebrecht.
17:33Então,
17:33assim,
17:33era um esquema
17:34que se espraiou
17:36sob a benção,
17:38evidentemente,
17:39dos partidos
17:40que estavam
17:41no poder
17:42naquele momento,
17:42dividiam o poder
17:43naquele momento,
17:43PT e PMDB.
17:45O senhor Michel Temer,
17:48ele,
17:49aliás,
17:49há uma certa
17:50controvérsia no meio jurídico
17:51se ele deveria mesmo
17:53ser deixado de lado,
17:54porque ele está
17:54envolvido ali
17:55naquela negociação
17:57do dinheiro
17:58que o Padilha
17:58pegou
17:59em 2000
18:00para 2014,
18:01em outros,
18:02em outros também,
18:03em outras negociações
18:03de petrolão.
18:04Ele foi deixado
18:05de lado
18:06porque a presidente
18:07da República
18:07e o presidente
18:08da República,
18:08segundo a Constituição,
18:10na interpretação
18:10do PGR
18:12e também
18:12do ministro Fachin,
18:14só pode ser
18:15processado
18:16quando está
18:18no poder
18:19por algum crime
18:20cometido
18:20no exercício
18:21da sua função.
18:22Mas há,
18:23no meio jurídico,
18:25uma certa controvérsia.
18:26Como é que pode
18:27deixar o Temer
18:28sair liso
18:30de inquéritos,
18:32inquéritos,
18:32não estou falando aqui
18:33de condenações,
18:34inquéritos,
18:35em que ele também figura?
18:37São coisas do Brasil.
18:38Mais uma vez,
18:40voltamos à excrescência
18:42do foro privilegiado,
18:44porque isso é
18:44prerrogativo de foro também,
18:45não deixa de ser.
18:46Já tem aí um povo
18:47falando que vai pedir
18:49para tirar o foro privilegiado.
18:51Agora,
18:51nesse caso a caso,
18:52vai ser uma loucura
18:53esse caso aí
18:54para a gente apurar.
18:54Agora,
18:55quem é que sobrou
18:56de fora,
18:58sobrou alguém?
18:59Olha,
18:59pessoas que eu vi
19:00que sobraram.
19:01De ex-presidentes vivos,
19:04só sobrou o Sarney.
19:06Vocês vejam
19:08o que é o destino.
19:09Aí recebo ontem
19:10um tweet assim,
19:12vou dormir o sono
19:14dos justos
19:15porque não estou na lista,
19:16Paulo Maluf.
19:18E quem está fazendo
19:19super propaganda,
19:21o único político
19:22do Paraná
19:23que não está na lista,
19:24Roberto Requião.
19:25Bolsonaro fazendo vídeo.
19:28Então,
19:28você tem os caras
19:29agora
19:30fazendo propaganda
19:31de não estar na lista.
19:32Eu acho que
19:32para além do fato
19:33folclórico,
19:35porque tudo isso
19:36entra um pouco
19:36no folclórico.
19:36Isso é folclórico,
19:37claro que é folclórico,
19:38porque tem cara
19:39que não está nessa lista,
19:41mas está procurado
19:41pelo Interpol.
19:42Mas o que eu acho
19:44interessante,
19:45Madeleine,
19:45é que nós temos
19:46neste momento,
19:48como você anunciou ali,
19:50quer dizer,
19:50não é a relação
19:50do fim do mundo
19:51como é chamada
19:52em Brasil,
19:52e na verdade a delação
19:53como nós já dissemos,
19:55do começo,
19:56pode ser a delação
19:56de um começo de mundo.
19:58É que essa frase
19:58vocês falaram,
19:59essa frase está super famosa.
20:00Pois é.
20:01Porque vocês falaram
20:01que não era a delação
20:02do fim do mundo,
20:03era a delação
20:03do começo do mundo.
20:05Aí,
20:06essa frase,
20:07até o Milton Neves
20:08pegou a frase de vocês.
20:09Modestamente,
20:10fui eu que criei.
20:10Foi você que criei.
20:11Ah, então,
20:12até o Milton Neves,
20:13ícone do jornalismo esportivo.
20:13Milton Neves,
20:15que é nosso leitor,
20:16um abraço para o Milton Neves,
20:17santista como eu.
20:18Santista como eu,
20:20mas o fato...
20:21Você também é santista?
20:22Eu sou santista.
20:22Gente,
20:23achamos mais um santista,
20:24mas o fato é que agora
20:26ele botou essa frase
20:27lá no Twitter
20:27falando que é a melhor frase,
20:29que é isso que eu queria
20:29te perguntar.
20:30O que vem agora?
20:31Pois é,
20:32agora nós temos
20:33a chance
20:34de varrer do mapa
20:35e eu estou falando,
20:37veja,
20:37eles vão continuar
20:37no poder
20:38até as próximas eleições,
20:42a gente vai ter que conviver
20:43com essa gente,
20:43não tem jeito,
20:44tem que controlar,
20:45tem que evitar,
20:46por exemplo,
20:46que eles consigam passar
20:47a lista fechada,
20:49voto em lista fechada,
20:50que é uma maneira
20:51deles se preservarem lá,
20:52tentarem garantir
20:53o foro privilegiado
20:54nas eleições de 2018.
20:56A gente tem que,
20:56neste momento,
20:58a pressão para que não haja
20:59nenhuma reforma política,
21:00como eles falam.
21:01Aliás,
21:01o tal do Vicente Cândido
21:02também está na lista
21:03do Odebrecht,
21:04que é o relator
21:04da reforma política.
21:07E em 2018,
21:10a tendência
21:11é que essa gente
21:12seja varrida do mapa.
21:14Eu, por exemplo,
21:15não acho,
21:16eu e muita gente
21:18de fato
21:19não achamos
21:20que
21:21seja possível
21:23que um nome desses,
21:24ainda que não esteja
21:25condenado,
21:27possa
21:27se candidatar
21:28a cargo majoritário,
21:30ou seja,
21:30governador,
21:31presidente da República
21:32em 2018.
21:33Então,
21:34eu acho
21:34que o que se abre
21:35agora
21:36é uma janela
21:37de oportunidade
21:37para nós brasileiros
21:38exercermos direito
21:40de maneira
21:40o nosso voto,
21:43a capacidade
21:45de elegermos
21:46os nossos representantes.
21:48Eu acho
21:49que abre-se
21:51uma enorme
21:52avenida
21:53neste momento,
21:55vamos dizer
21:55que eu estou fazendo propaganda,
21:56eu não estou fazendo propaganda,
21:57estou fazendo análise
21:58em cima de fatos,
21:59abre-se uma enorme
22:01avenida
22:02para o João Dória
22:03no caso
22:04do PSDB,
22:04porque todos os outros
22:06estão implicados
22:07na Lava Jato,
22:08podem até
22:09se safar lá adiante,
22:10mas estão implicados.
22:11Inclusive,
22:12o padrinho
22:13do João Dória,
22:15que é o Geraldo Alckmin,
22:16que se soube
22:16que recebeu
22:17mais de 10 milhões
22:19de reais
22:20em recursos
22:21não contabilizados,
22:22nas suas campanhas
22:24para governador,
22:25e uma parte dele
22:26recebido
22:27por quem?
22:28Pelo seu cunhado,
22:29o senhor Adhemar.
22:30Ele pode até
22:30sair-se com aquela
22:32de que cunhado
22:32não é parente,
22:33mas não é...
22:36Eu ia falar
22:36uma tão pior,
22:38mas eu vou ficar
22:39aqui na minha,
22:40escondido,
22:40não vou falar mais.
22:42Mas não dá para...
22:44Você entendeu?
22:44Não dá?
22:45O que ele vai dizer
22:46o Alckmin?
22:46Não recebeu?
22:48Os caras que pagaram
22:49estão dizendo que pagaram,
22:50né?
22:51Pagaram,
22:51pagaram espécie,
22:52né?
22:53Então, assim,
22:54o Geraldo Alckmin,
22:55que é conhecido
22:56como o Santo,
22:57também foi mais um
22:58tucano que foi,
23:00foi,
23:01além do
23:02do Oécio Neves
23:03e do José Serra,
23:04que foi deixado,
23:05que foi,
23:06de fato,
23:07torpedeado pela Lava Jato.
23:08Então,
23:08quem sobra
23:09no PSDB?
23:10O João Dori.
23:11Aí,
23:12do lado da esquerda,
23:13bom,
23:13você tem a Marina Silva
23:15e você tem o Ciro Gomes.
23:17No entanto,
23:18são nomes que,
23:19apesar de não aparecerem
23:20em lista,
23:21de Odebrecht,
23:22estão desgastados
23:23e representam
23:23uma velha política.
23:25O que você vê
23:26é uma ascensão
23:27do Bolsonaro,
23:29pelo lado ali
23:29mais à direita,
23:30você pode
23:33ter um caiado
23:34e você pode
23:37ter um nome
23:38do PSOL.
23:39Que vem ali
23:40pela esquerda
23:41com uma novidade.
23:41Que vem ali pela esquerda,
23:42que pareça como novidade
23:44e tudo mais.
23:45No entanto,
23:45se você olhar,
23:46por exemplo,
23:47dentro do PMDB,
23:49quem sobra?
23:51Ninguém.
23:52O PT esquece.
23:53Olha,
23:54o PT,
23:55o PT,
23:55nem os petistas
23:56mais acreditam no PT.
23:57E ontem eles fazendo
23:58aquele negócio lá.
23:59A coisa mais surreal do mundo.
24:01Enquanto o Lula
24:01aparecia sendo...
24:03E fiquei chocada.
24:04Aparecia na lista
24:05do Fachin,
24:06ele estava na televisão,
24:08evidentemente gravado,
24:09mas ele estava na televisão
24:11se vendendo como
24:12o salvador da pátria.
24:14Outra vez,
24:15olha...
24:15Nós arrumamos até um vídeo
24:16aqui de uma pessoa
24:17que fez em Brasília,
24:18no Sudoeste.
24:20Uma...
24:21Eu não sei como é que fala
24:22quem é...
24:23Quem assiste a gente.
24:24Vocês,
24:25queridos amores,
24:25do antagonista,
24:27a pessoa filmou a TV
24:29e o barulho da TV.
24:30E o panelaço,
24:31ouve o panelaço.
24:31Como estava fora da...
24:33E eles estavam todos
24:34no evento de apoio
24:35ao Luiz Marinho aqui,
24:37com o Lula fazendo
24:38aquela declaração,
24:39ah,
24:39o PT no começo
24:40tinha tanto intelectual,
24:42todo mundo ouvia o PT,
24:44a gente tinha oito deputados,
24:46expulsou três,
24:47expulsou a Bete Mendes,
24:48eles nem tinham feito...
24:50É tudo surreal,
24:53é tudo fantasia,
24:54é tudo tapeação,
24:55por exemplo,
24:56o Haddad,
24:58o Haddad que,
24:59ah,
24:59podia ser o nome do PT,
25:00também está na lista.
25:02Não,
25:02e é outro mito,
25:04lembra aquela história?
25:05Que vocês,
25:06de motor pediando,
25:08porque vocês não podem dizer nada
25:09que ele é corrupto.
25:10Não,
25:10para não falar
25:11da administração
25:12desastrosa
25:14que ele fez aqui
25:14na cidade de São Paulo.
25:15Mas não é desastrosa
25:16que não avisaram
25:17que ele era prefeito
25:18fora do centro expandido.
25:20Pois é,
25:20não avisaram,
25:21a pessoa não avisa,
25:22você vai exigir.
25:23Eu moro no centro expandido
25:24e foi também um desastre.
25:25Então,
25:25assim,
25:25foi um desastre...
25:26É que você não anda de bicicleta,
25:28Mário Sabino.
25:29Compra uma bicicleta,
25:31vai ser bicicleta,
25:32vai pichar muro
25:34que você fica feliz.
25:36Para de condenar,
25:37o grande quadro
25:42que a gente vê
25:43é esse.
25:44Quer dizer,
25:44a velha política
25:45ou os velhos políticos
25:47vão ser varridos.
25:49Mas você não...
25:50Eu vejo um risco
25:50que é o seguinte,
25:52dessas velhas raposas
25:54que não têm mais fôlego
25:56para majoritário
25:58voltarem e constituírem
26:01uma Câmara dos Deputados
26:03muito do mal
26:04e com gente muito forte
26:07e com muita musculatura política
26:09que é uma coisa
26:10que a gente não tem hoje.
26:11Não,
26:11eu acho que...
26:12Veja,
26:12quando eu digo que
26:13não é que eu estou sendo aqui
26:15ingênuo.
26:16Eu acho que nós...
26:17O que eu disse foi que
26:18abriu-se uma possibilidade
26:20para o novo mundo
26:21e que nós,
26:22eleitores,
26:23é que devemos construir
26:24esse novo mundo
26:25a partir da derrubada
26:26do velho.
26:27Que, aliás,
26:28só existe
26:29porque nós elegemos.
26:31Né?
26:32Nós, eleitores.
26:33Então, assim...
26:34Agora, o Lula entra
26:35para deputado
26:36em qualquer estado do Brasil
26:37facilmente.
26:38Mas, tudo bem.
26:39O Lula não poderá...
26:40Se ele cessa a gente
26:41não for inviabilizada
26:42na justiça,
26:43vai entrar?
26:44Sim.
26:44Agora, veja,
26:45o que cabe a nós
26:47é evitar que isso aconteça,
26:50né?
26:50Que essas raposas,
26:52elas possam outra vez
26:53tomar conta do galinheiro.
26:55Então, assim,
26:55a possibilidade
26:56nunca foi tão grande.
26:58E, sinceramente,
26:59quem está na primeira instância,
27:01como é o caso do Lula...
27:02Vai rapidinho.
27:05Não, não é...
27:06Olha, esses processos
27:08nos quais ele já é réu,
27:10né?
27:11Isso aí é o seguinte.
27:12O Moro, pessoal,
27:13ele demora
27:14de seis meses
27:15a um ano
27:16estar um processo com o Moro.
27:17Isso é muito rápido
27:19na justiça brasileira.
27:20Aliás, é muito rápido
27:21em qualquer justiça.
27:25Não há...
27:26Não é...
27:26É praticamente impossível
27:28que o Moro
27:29não condene o Lula
27:30em diante de todas
27:31as provas
27:32que estão colocadas.
27:34Ele, uma vez condenado,
27:37o Lula deve ser condenado,
27:39eu acho que até
27:39meados do ano
27:40pelo Moro.
27:42Isso vai para
27:43o Tribunal Federal
27:44da Quarta Região
27:45em Porto Alegre,
27:46que também tem sido rápido
27:48em referendar
27:49as decisões do Moro.
27:50Eles são um tribunal
27:51muito rápido.
27:51E uma vez, exato,
27:52uma vez condenado,
27:55aí o Lula vai apelar
27:58a instância superiores,
27:59mas, mas, preso.
28:02Porque a condenação
28:03em segunda instância
28:04já prevê encarceramento.
28:08E não pode concorrer agora,
28:10né, por causa do Ficha Limpa.
28:11Porque o Ficha Limpa
28:12também é no colegiado
28:13de segunda instância.
28:13Agora, senhores,
28:15tudo bem, aí no STF,
28:16a gente já disse aqui
28:17que esse discurso político
28:18de hoje, né,
28:19do Lula,
28:20precisa, não podemos
28:21tolerar a liberdade
28:21de Lula ser eleito e tal,
28:22já é um discurso
28:23visando o recurso
28:24lá no STF.
28:25Mas, senhores,
28:27diante dos pedidos
28:29de abertura de enquedas,
28:30as evidências que levaram
28:31o ministro Fachin
28:31e antes o ministro Zavascki
28:33a concordarem com a abertura
28:35de investigação
28:36e com tudo que ainda virá,
28:38eu acho, sinceramente,
28:39que vai ser impossível
28:41o Lula conseguir
28:43um recurso que o liberte
28:46e o absolva
28:48no Supremo Tribunal Federal.
28:49inclusive porque
28:50os processos
28:52eles virão agora
28:54em cadeia.
28:56Em cadeia.
28:57São mais de 15.
28:59E também, assim,
29:01o que vai acontecer
29:03é que foi feito
29:05um discurso
29:06de vitimização
29:08tão dramático
29:09que quando isso
29:11vem para a sociedade,
29:13esse discurso, no fim,
29:15funcionou contra ele.
29:16Funcionou contra a defesa,
29:18porque ele não vai mais
29:19exercer a pressão política
29:20que ele imaginava.
29:21Isso é porque não existe,
29:22mas, Madeleine,
29:23contra fatos
29:25não há versões.
29:26Desculpe o lugar comum,
29:27o clichê.
29:28Querer dizer que isso,
29:30querer politizar um processo
29:31absolutamente judicial
29:34é ridículo.
29:37É ridículo.
29:38Você entendeu?
29:38O que o Lula vai dizer
29:40para um eleitor,
29:41olha,
29:43eu tinha 40 milhões
29:44na conta da propina
29:47do Aldebrecht,
29:48mas eu só levei 30
29:49e deixei 10 lá?
29:51É muito dinheiro.
29:52Eu só recebia 200 mil reais
29:53por palestra,
29:54que na verdade
29:55não eram palestras,
29:56era pagamento
29:58a posteriori
30:00por serviços prestados
30:01ao Aldebrecht?
30:02Eu...
30:03Como?
30:04Mas isso na palestra
30:05eu acho que é uma coisa
30:06que a gente
30:06só vai explicar.
30:07Sobre o Taiguara
30:08para trabalhar,
30:11para abrir uma empresa,
30:12para entrar num consórcio
30:13com o Aldebrecht
30:13na África,
30:14o cara que era um...
30:15O que ele era?
30:15Vidraceiro?
30:17E ganhar milhões?
30:20Fale,
30:20eu quero ver trabalhar
30:21lá no Gamec,
30:23na Aldebrecht.
30:24Eu nunca vi o Taiguara lá.
30:26Pois é,
30:26você estava por lá, né?
30:28Estava por lá, não.
30:29Visitei o Aldebrecht
30:30várias vezes,
30:33várias,
30:34várias vezes.
30:36E mais,
30:37esse contrato
30:38joga por terra
30:39todo o discurso
30:41de direitos humanos
30:43que o PT fez
30:44desde a sua fundação.
30:45Sabe por quê?
30:45No que que deu
30:46esse contrato?
30:47O Aldebrecht fechou,
30:48se eu não me engano,
30:49faz uns dois meses.
30:50Ah, sim,
30:50a história é escravidal.
30:50O termo de ajustamento
30:51de conduta,
30:52que é o maior acordo
30:54de indenização
30:56por trabalho escravo
30:57da história do Brasil.
30:59eu acompanhei
31:02esse processo
31:02bem de perto
31:04desde que ele foi aberto
31:05pelo Ministério Público
31:06do Trabalho
31:07daqui de São Paulo.
31:09Eu estive
31:11lá no local,
31:14vi,
31:15vi os trabalhadores,
31:16não como jornalista,
31:18eu fazia vacinação
31:19dos filhos
31:20dos trabalhadores.
31:21E, assim,
31:25o discurso
31:26que o PT faz
31:27aqui de direitos humanos...
31:28As condições
31:28eram inumanas,
31:29as desumanas
31:30nesse canteiro?
31:32Para ficar desumano
31:33tinha que melhorar
31:34bem,
31:35mas tinha que melhorar
31:37para caramba.
31:38Desumano
31:38era a minha casa
31:39que eu morava.
31:41Não, Mário,
31:42assim,
31:43o que eles se aliaram
31:46para fazer ali
31:47é uma coisa
31:49que eu não sei
31:49como a pessoa
31:50dorme à noite.
31:51Eu tenho fotos,
31:52tenho fotos aí
31:53no meu Facebook
31:53que são públicas
31:54para vocês verem
31:55dos lugares
31:56de onde essa gente
31:56tirou dinheiro
31:57e das condições
31:59em que vivem
31:59as pessoas
32:00que lá ficaram.
32:02É demais.
32:03É criança que brinca
32:04no esgoto
32:05como se fosse piscina,
32:06entendeu?
32:07E é esse o contrato
32:09que está lá
32:10nesse processo.
32:11mas você ia perguntar
32:12de palestra?
32:13A palestra
32:14que nós temos que explicar
32:15que aí o Emílio Odebrecht
32:16falou que ele ia dar
32:17o bem junto da palestra.
32:18Aí ele fala
32:19eu dei a palestra mesmo.
32:21Não, eu dei a palestra mesmo
32:22porque eu dei o dinheiro.
32:23É, então,
32:24mas vamos explicar o seguinte
32:25a palestra
32:27não é necessariamente
32:29uma palestra
32:30que vale aquilo
32:31e que o negócio
32:32é a palestra.
32:34O mercado
32:35é muito...
32:36Existem palestrantes
32:37que vivem de palestra sim.
32:39O Emílio
32:39o Emílio disse
32:40que o padrão
32:41que eles escolheram
32:42o padrão de remuneração
32:43era o padrão Bill Clinton.
32:45O Bill Clinton
32:46ex-presidente americano
32:47virou palestrante
32:49e ganha
32:49fábulas de dinheiro
32:51para fazer palestras
32:52no mundo
32:53ao redor do mundo.
32:53Muito bem.
32:55Então,
32:56o tal do padrão
32:56Bill Clinton
32:58era 200 mil reais
33:00por palestra.
33:01No entanto,
33:02o que diz
33:02o Emílio Odebrecht?
33:03Que na verdade
33:04eles não estavam pagando
33:04pelo conhecimento
33:05do Lula.
33:07Se é que o Lula
33:08tem algum conhecimento.
33:09não,
33:11eles estavam pagando
33:13para o Lula
33:16por serviços
33:18prestados
33:18pela relevância
33:19do Lula
33:19para a empresa.
33:20Ou seja,
33:21pelo fato
33:21do Lula
33:22ter atuado
33:23em favor
33:23da empresa
33:24Odebrecht
33:25durante
33:26os seus mandatos.
33:30Então,
33:30o que é isso
33:31se não pagamento
33:32retroativo
33:34de propina?
33:35e aí
33:36o que ele faz
33:37para justificar
33:38a saída do dinheiro?
33:39Vocês entendem?
33:40Ele sabe
33:40que ele está pagando
33:41por aquilo
33:41mas ele vai justificar
33:42como?
33:43Ele leva
33:43tem lá um evento
33:44no hotel
33:44e ele fala
33:44dá um negócio aí.
33:46Fora que o fato
33:47que o Lula
33:48fez muitas viagens
33:49fez alguma
33:49pelo menos
33:50a gente tem notícia
33:51para fazer palestras
33:52e na verdade
33:52ele estava fazendo
33:53lobby
33:53para o Odebrecht
33:55para outros negócios.
33:58É,
33:58enfim
33:59e nós
34:00agora vai sobrar
34:02você acha que vai acontecer
34:02o que na eleição,
34:03Mário?
34:03O pessoal está perguntando
34:04aqui se o Diogo
34:05Maynardi
34:06vai se candidatar
34:07em 2018.
34:09Eu acho que o Diogo
34:10não vai se candidatar
34:10não.
34:11Eu acho que nem a prefeita
34:12de Veneza
34:12o Diogo se candidata.
34:13Nem não vai se candidatar
34:14a prefeita de Veneza?
34:15Gente,
34:16o Diogo não vai votar
34:17de Veneza.
34:17Vocês podem tirar
34:19não tem possibilidade
34:20disso, né?
34:22Pode esquecer.
34:23Na verdade,
34:23o Diogo
34:23nunca
34:24o Diogo continua
34:25em São Paulo
34:25só que em Veneza, né?
34:27Porque ele trabalha
34:28sempre que ele fica lá.
34:29O tema do trabalho,
34:30o tema dele é o Brasil,
34:31sempre foi, né?
34:33É,
34:33eu não sei nem por que
34:33ele fica lá em Veneza,
34:35gente.
34:35Eu não ia aguentar
34:36ficar em Veneza
34:36trabalhando
34:3719 horas por dia.
34:40Eita,
34:40que ele trabalha.
34:41É melhor que pensa
34:42em quatro horas
34:43de 8 horas.
34:43Mas é isso,
34:43eles querem o Diogo
34:45presidente e o Mário vice?
34:47Brasil,
34:47isso não ia dar certo.
34:49Desculpe,
34:49olha,
34:50Brasil não ia dar certo.
34:51Primeiro,
34:52primeiro,
34:52eu não sou vice
34:53de ninguém, tá?
34:54Já fui muito vice.
34:55Tomou!
34:56Já fui muito vice.
34:57não serve para vice.
34:59Pensa uma pessoa
35:00que não serve para vice.
35:01Marso Sabino.
35:02Eu não serve para...
35:03Eu já fui vice
35:04durante muito tempo
35:05e, olha,
35:06sinceramente,
35:06não é uma experiência
35:07que eu queira passar outra vez.
35:08Mentira que você foi vice
35:09durante muito tempo.
35:10Foi vice na Veja, ué.
35:11Dois dias,
35:12então,
35:13ser vice.
35:13Não,
35:13fui vice na Veja,
35:14não fui.
35:15Fui vice na Veja.
35:16Não era o segundo da Veja?
35:17Fui vice na Veja.
35:18Mas, assim,
35:19não, não, não.
35:20Esse negócio de...
35:20Não existe...
35:21Ele era o segundo,
35:21mas era o primeiro,
35:22essa coisa da brincadeira aí,
35:27que a gente até acha legal,
35:29porque mostra o carinho
35:30e tudo mais, né,
35:30pelo Diogo
35:31e parece que por mim também,
35:34mas o fato é o seguinte,
35:35a gente não tem
35:39nenhuma pretensão política,
35:40nunca tivemos,
35:41nós somos jornalistas,
35:42né,
35:43nas folgas escritores,
35:45mas não temos
35:46nenhuma pretensão política.
35:48Aliás,
35:48eu acho que eu posso falar
35:49pelo Diogo,
35:50a política caiu
35:50no nosso colo,
35:53né,
35:54como um fardo
35:55que a gente tem que carregar,
35:57mas que, enfim,
35:58a gente carrega com...
35:59tentando carregar
36:00com menos...
36:01com mais leveza possível.
36:03Gente,
36:04vocês avariam
36:04a possibilidade
36:06deles fazerem,
36:07sei lá,
36:07uma amizade
36:08com o Zé Sarney.
36:09É zero.
36:10O Brasil não ia ter votação,
36:11não ia ter nada.
36:12Não tem essa possibilidade.
36:14cada um tem a sua vocação.
36:16Por que o Diogo
36:17não está gravando vídeo?
36:20O Diogo gravando...
36:21Ué,
36:21a gente gravou
36:21uma reunião de pauta.
36:22Gravou,
36:22tem reunião de pauta
36:23no canal.
36:24Tá lá,
36:25tá lá.
36:25É que a gente não faz
36:26mais todos os dias.
36:27youtube.com.br
36:28ou antagonista.
36:29É,
36:30a gente ainda precisa
36:30encontrar
36:31uma periodicidade legal,
36:34é porque,
36:34de fato,
36:34a vida está muito corrida,
36:35como vocês podem ver
36:36pelo site, né?
36:37Cadê os likes,
36:38pessoal?
36:39Isso mesmo,
36:40cadê os likes,
36:41pessoal?
36:41Aqui do lado
36:42do Mário Sabino
36:43tem o lugar
36:43para vocês darem
36:45os seus likes.
36:47Oito ministros do Temer
36:49estão na lista.
36:49Não,
36:49são nove,
36:50não são?
36:51Eu já perdi a conta,
36:52mas enfim.
36:53A gente não tem mais
36:53essa conta,
36:54gente.
36:55São oito ou nove.
36:57É muita gente.
36:58Mas o...
36:59Peraí,
36:59o Temer tinha aquele negócio
37:00que só se virar o quê
37:03que ele tira o réu?
37:03Réu, né?
37:04Só se virar réu.
37:05Então,
37:05ainda não...
37:06Atenção,
37:07nós estamos agora
37:08no pedido de abertura
37:12de inquérito.
37:13O inquérito,
37:14aliás,
37:14é uma coisa que eu bato
37:16na técnica,
37:16não existe inquérito
37:17contra ninguém.
37:19O inquérito é feito
37:19para investigar, né?
37:21Uma vez aberto o inquérito,
37:23se houver provas,
37:25é preciso haver provas
37:26para a abertura
37:27de um inquérito.
37:27No caso,
37:28o ministro Fraquinha
37:30acreditou que havia
37:31provas suficientes
37:32para a abertura
37:32de inquérito,
37:33pedido pela Procuradoria-Geral
37:35da República,
37:35os procuradores.
37:37Muito bem.
37:37Uma vez aberto o inquérito,
37:39vão ocorrer investigações.
37:41Uma vez que essas investigações
37:42confluam para,
37:45de fato,
37:45a culpa do alvo
37:47do inquérito,
37:48então será aberto
37:49um processo.
37:54Aí é que ele tiraria
37:55o ministro.
37:56Isso ele já falou lá atrás.
37:57Exato.
37:57Aí se você virar réu
37:58num processo,
37:59ele tira...
38:01Olha,
38:01essa fala do Temer
38:02é uma fala
38:03de uma raposa,
38:04tanto da política
38:05como do direito.
38:07Porque não há tempo hábil
38:09no STF,
38:10para a gente saber
38:11como tudo demora lá,
38:13para que alguém,
38:14um ministro,
38:15possa virar réu
38:16nesse espaço de tempo.
38:17Vai demorar muito mais
38:18do que isso.
38:19E se não...
38:20Pode entrar tirando lá, gente.
38:22E se demorar menos,
38:24já não ocorrerá esse ano.
38:26O senhor não vai virar réu
38:26esse ano.
38:27Vai virar réu já no ano que vem
38:29quando o Temer estiver saindo.
38:30Então, assim,
38:31é pequena a hipótese...
38:33Não é que eu estou dizendo
38:34inexistente, né?
38:35Mas é muito pequena
38:37a chance de um ministro do Temer
38:39virar réu
38:40em tempo recorde.
38:41Isso eu estou levando em conta,
38:42veja,
38:42não é que eu estou fazendo
38:43aqui uma previsão do nada.
38:45Levando em conta
38:46o tempo que o médico,
38:48que o STF,
38:49leva
38:50para abrir um processo
38:52em caso político.
38:53Sim.
38:54Que é coisa de 3, 4 anos.
38:56Bom, gente,
38:58é isso.
38:59Amanhã tem mais.
39:00E vocês estão falando aqui
39:01para eu me candidatar.
39:02Se eu já quase fui expulsa
39:04quando eu era assessora,
39:06vocês avaliam o inferno.
39:08Ela se candidata
39:09e ela sai do antagonista.
39:10Ela já sabe disso, né, Madeleine?
39:12Você está louco
39:13para eu me candidatar.
39:14Imagina!
39:15Ele me afoga, gente.
39:17Vocês não sabem.
39:18Aqui não é brincadeira, não.
39:20Você acha que aqui é palhaçada?
39:22Que aqui é blog?
39:23Aqui é sério.
39:24Mas, olha, hoje é um dia,
39:25como você falou
39:27no início do programa,
39:28hoje é um dia
39:29de muitos dias históricos
39:31que ainda virão, né?
39:31Porque a gente está vivendo,
39:32de fato,
39:33um período muito importante
39:37da história do Brasil
39:37que, tenho certeza,
39:39nossos netos
39:41terão oportunidade
39:43de ler nos livros de história, né?
39:46Como uma das fases, assim,
39:48talvez a fase de maior limpeza
39:51pela qual passou
39:52este país.
39:54É o que a gente espera, né?
39:55E vamos prosseguir.
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