- há 8 meses
- #canalviva
- #ascriancasqueamamos
#canalviva #ascriançasqueamamos
Categoria
📺
TVTranscrição
00:00A criança é você ter liberdade, é você poder fazer de tudo, você poder sonhar, você poder brincar, você poder estar conectado com o mundo da forma mais pura.
00:30Não pode sair de casa sem dizer onde é que vai estar, ora.
00:52Ah, e alguém aqui quando sai avisa onde é que vai? Você fica me falando onde é que vai? Com quem vai?
00:57Não responda.
00:58Ah, mas quando a gente tenta comentar alguma coisa, você só vem usando força? Não faz isso, não faz aquilo, é só não, não...
01:04De quem são esses discos? Quem foi que te emprestou?
01:07Não é da sua conta.
01:10Comecei a trabalhar muito cedo e pra mim aquilo sempre foi uma grande brincadeira.
01:14Eu tenho noção da responsabilidade, da dimensão do que é ser um artista, a arte transforma as pessoas,
01:23mas eu tenho lá no fundo todo o trabalho que eu faço até hoje, 40 anos depois.
01:29É uma grande brincadeira. Eu subo num palco, eu tô num set de filmagem, de televisão ou de cinema,
01:35eu me transformo, eu coloco figurino, então assim, é uma grande brincadeira de gente grande, né?
01:43Então assim, eu trago isso comigo até hoje, assim, né?
01:45Esse nervosismo, todo o trabalho que eu faço, eu tenho um nervosismo, uma coisa assim, tipo, sabe?
01:49Parece que eu tô começando.
01:51Todo o trabalho é um primeiro trabalho, sabe?
01:55Eu sou mineiro de Passos, sul de Minas, mas criado em São Paulo.
02:01Na verdade, meus pais já tinham deixado Passos, foram tentar a vida em São Paulo.
02:06Então quando minha mãe me teve, ela foi até Passos.
02:10A mesma coisa com meu irmão, com o Celto, também uma criança que a gente ama.
02:15E ela foi pra lá pra ficar perto da família, pra ter ajuda, porque éramos só os dois em São Paulo,
02:21é uma cidade grande, né?
02:23Então assim, férias sempre em Minas, mas a gente nunca viveu lá.
02:28Nossa infância foi em São Paulo, começamos a trabalhar em São Paulo,
02:33e a gente veio pro Rio em 84, chamado pela Globo, o Celto veio pra fazer uma novela.
02:42Acho que filho não tem nada que ficar se metendo na vida de pais separados, não.
02:52Nada disso.
02:56Mas que ver vocês juntos é muito melhor, não tem dúvida.
03:03E logo no ano seguinte eu fui chamado pelo Eval pra fazer, pra integrar o elenco da Gata Comeu.
03:14Jô, se você casasse com meu pai, você mandava o Zazá embora?
03:20A Zazá?
03:22Bom, meu flautista, é claro que não.
03:25A Zazá é legal, ela criou vocês, não foi?
03:28Foi, mas a Paula vai mandar ela embora.
03:33É uma maldade.
03:37Cuquinha, você leva isso daqui direitinho na mão, não vai perder, tá bom?
03:41Eu brinco que eu não escolhi a minha profissão.
03:48O Celto, já bem pequeno, começou a ter aulas de violão, a cantar,
03:56e pediu pra minha mãe levar ele num programa de caloros infantil, na época,
03:59chamado Darcio Campos.
04:00E eu, enfim, como era, né, eu sou caçula, então eu tava sempre junto com os dois, né.
04:07Lá a gente foi, a gente conheceu uma senhora que tinha uma agência de elenco infantil
04:12e convidou a gente pra trabalhar, pediu foto, pediu material.
04:17Então, assim, foi uma coisa que surgiu de repente, assim.
04:20O Celto, na verdade, queria cantar, tinha essa coisa de ser artista,
04:24esse sonho infantil,
04:25e lá essa senhora ofereceu,
04:29minha mãe falou, mas o que é isso?
04:31Tá bom, eu tomo aqui foto deles.
04:32E a gente fez muito comercial, a gente fez muita coisa em São Paulo
04:35e a gente, enfim,
04:37tá aí até hoje, assim, mas a gente
04:38começou ali por acaso.
04:40O sorveteiro? Não é igual.
04:42Eu tomo sorvete deste tamanho.
04:45Vem cheio de fruta e de creme.
04:47Não é, tá bom.
04:48A Jo gosta de mim. Ela é uma tarada.
04:50O que é isso? Não sei, mas é.
04:52A Gata Comeu só me traz lembranças maravilhosas, assim, é...
04:57Né, a primeira novela,
05:00um grupo de crianças, né,
05:03que eu sou amigo até hoje, né, de algumas.
05:06E era uma grande brincadeira.
05:07E eu tinha um parceiro, eu tinha um pai,
05:09um Senna,
05:10que eu trago comigo até hoje.
05:12O menino era muito, muito leve, brincalhão.
05:16Era gostoso estar ali, sabe, assim,
05:18era uma alegria enorme.
05:21A partir do momento da minha carreira,
05:24que eu amadureci,
05:24que eu passei a fazer personagens
05:26que tinham filhos,
05:28eu sempre no set,
05:31eu tenho um cuidado,
05:33um carinho, uma atenção
05:36com a criança que tá no set,
05:38igual ao que o mundo
05:40tinha com a gente.
05:42E eu trago isso até hoje, assim.
05:44Então, sempre que eu tenho um filho, né,
05:47uma filha,
05:48eu tenho criança no set,
05:49eu tô sempre atento
05:51e brinco
05:51e pergunto se tá bem,
05:53quero, sabe, cuido, né, cuido.
05:55O que é uma lembrança
05:56que eu tenho muito forte, assim,
05:58do mundo.
05:59Será que nesse castelo
06:00cabe mais um, não?
06:03Será que cabe mais um?
06:04Será que cabe mais um?
06:06Hã?
06:07Eu acho que vai precisar
06:08caber mais um, não vai, não?
06:09O que vocês acham?
06:10Nós queremos contar
06:11uma história pra vocês.
06:12É o seguinte,
06:13A autora, Ivane Ribeiro,
06:22maravilhosa,
06:22escreveu grandes trabalhos
06:24e, realmente,
06:25o pacata comeu
06:26muito marcante, né?
06:28O Eval
06:28é de uma geração
06:31mais exigente
06:33e a gente ali,
06:34aquele grupo de criança ali,
06:35a gente infelizava
06:37a vida do Eval, né?
06:38Então, assim,
06:39tinha momentos
06:39que ele tinha que...
06:40que ele parava
06:41a turma com broncas.
06:43Realmente, assim,
06:43não tinha como.
06:45Me lembro de várias broncas
06:46dele, assim, sabe?
06:47Porque, acho que,
06:48eram nove crianças, né?
06:51A gente tinha o nosso...
06:53o clube dos Curumins, né?
06:56Era trabalho,
06:57mas também era...
06:58era divertido, né?
07:00Não houveram realmente
07:01só...
07:01só...
07:02boas lembranças.
07:04Olha,
07:05cada um troca de roupa
07:06e depois vem aqui
07:06combinar o plano.
07:08Eu sou o Linal,
07:09o professor está vindo.
07:11antes de brincar
07:12tem que mudar de roupa, hein?
07:13Estou indo já, pai.
07:14Ah, tá.
07:15O irmão está em casa?
07:16Está sim.
07:17Olá, o professor.
07:19Olá, o professor.
07:20Olá.
07:21Não é nada
07:21que eu falar pro senhor.
07:22O que é, não?
07:23Pode falar alguma coisa
07:24na aula do colégio?
07:25Não.
07:26É que...
07:28é que o clubinho
07:29foi despejado
07:31da casa do seu Vicente
07:32e está sem sede.
07:35Pai, não dava
07:35pra ser lá em casa?
07:37Olha aqui, gente,
07:37eu vou ser sincero com vocês.
07:39A minha vida
07:40está toda atrapalhada.
07:41Vocês estão sabendo?
07:42Minha mulher está doente, né?
07:43Vamos fazer o seguinte,
07:44vamos esperar passar
07:45essa coisa toda?
07:46Você ser criança
07:49e assistir uma novela
07:50que seus pais
07:51estavam assistindo,
07:52mas também ter
07:52o núcleo infantil, né?
07:54Ter o seu...
07:55Ter o seu espaço ali, né?
07:57Numa novela,
07:58eu acho que...
07:59Acho que marcou, assim.
08:00As crianças...
08:02Essa geração,
08:03realmente, sim,
08:04até hoje,
08:04as pessoas falam comigo,
08:05terceiro mensalho
08:08de fã-clube.
08:09Depois,
08:10daqui a tu comeu,
08:11vieram muitos trabalhos,
08:13uma participação
08:13em mandala,
08:14primeira fase,
08:15e depois veio,
08:16na sequência,
08:17vale tudo.
08:18Em 1950,
08:19você já era nascido?
08:21Claro, claro,
08:22já era nascido, sim.
08:23Já era mais ou menos
08:24assim, igual a você.
08:25Vamos combinar um negócio?
08:26Quando tiver um fla-flu,
08:28a gente combina
08:28e vai juntos.
08:30Você me leva mesmo?
08:31Claro que eu levo,
08:32não estou te convidando, rapaz.
08:33Que é isso?
08:34Olha, só que eu não vou
08:35lembrar, não, tá?
08:36Se por acaso
08:37você se lembrar
08:38de mim,
08:38você me telefona.
08:39Porque eu já estou
08:40de saco cheio
08:40de ficar lembrando
08:41todo mundo que eu existo.
08:42Era o filho da Cássia.
08:44Cássia Patrícia,
08:45maravilhosa, assim,
08:46e o Fagundes também,
08:47então, assim,
08:47era um casal maravilhoso,
08:49de um super elenco,
08:51cenas que marcaram, assim,
08:53até hoje as pessoas
08:54comentam de uma cena
08:55que o meu personagem
08:56que o Bruno
08:57cola o corpo
08:58da Odete Hoytman,
09:00prega uma peça.
09:01Já...
09:02O que está acontecendo aqui?
09:04Esse copo
09:05não sai do lugar?
09:07É, como não?
09:08Não sai do lugar.
09:09Mas fui eu mesmo
09:09quem colocou o copo na mesa.
09:11É, exatamente.
09:11É que eu estou vendo
09:12o que você fez aqui.
09:13Eu não sei...
09:13Ah!
09:14Ah, meu Deus.
09:15O que é isso,
09:16Dona Odete?
09:17Que modos eu, hein?
09:18E me disseram
09:19que a senhora
09:19era a rainha da etiqueta.
09:21Olha,
09:21investado eu estou.
09:23Você me paga.
09:25Dona Odete,
09:25eu só vou estar
09:26pensando que...
09:27Pelo amor de Deus,
09:28o gênio
09:29não tem nada
09:29a ver com isso.
09:30Dona Odete,
09:31eu acho que eu sei
09:32quem fez essa gracinha.
09:34Você colou o copo
09:35da Odete na mesa?
09:36Colei.
09:37Colei, Tim.
09:38Eu que tive ideia
09:39de fazer essa piada.
09:40Eu me lembro
09:41que na sequência
09:41a gente tem uma cena,
09:42eu fiz uma cena
09:43com a Renata Sorrar,
09:44que eu me lembro
09:45até hoje
09:45como assim,
09:46de criança,
09:46a cena mais difícil,
09:47porque era uma cena
09:48que tinha um ataque de riso.
09:49e eu falava para a Renata
09:50que eu não sei rir,
09:51eu não sei rir.
09:52E ela me ensinando,
09:54e ela fazendo.
09:56E depois,
09:56ao longo da minha vida,
09:57fiz algumas cenas
09:58de ataque de riso
09:59e lembro sempre
10:02dessa história,
10:03assim,
10:04da Renata
10:05com o maior carinho
10:06me ensinando ali,
10:07sabe,
10:08e fazendo.
10:09E toda cena
10:10que eu tenho
10:10de riso,
10:12eu me lembro
10:13da Renata Sorrar.
10:14O que que é?
10:20Tá rindo da minha cara?
10:21Não, Bruno.
10:23Não, meu amor,
10:24eu tô rindo da tua ideia.
10:26Você foi genial,
10:28você foi brilhante, Bruno.
10:31Um artista perfeito.
10:33Bruno, eu te garanto
10:34que todo mundo
10:34que tava setado
10:35naquela mesa
10:36sempre teve vontade
10:37de fazer uma coisa dessas
10:38e nunca teve coragem.
10:39E você foi lá
10:40e de repente...
10:43A mamãe toda
10:43posuda.
10:48Bruno, genial.
10:50Eu aprendi
10:52ao longo da vida,
10:54assim,
10:54porque meus pais
10:55não eram desse,
10:56não são desse meio.
10:58Eles só
10:59incentivavam
11:01e falavam.
11:03É isso que você quer
11:04pra vida?
11:04Tem que se dedicar.
11:06Tem que buscar,
11:06tem que correr atrás.
11:08Eu aprendi
11:09fazendo, né?
11:11Eu nunca
11:12estudei.
11:14Então, assim,
11:14os meus professores,
11:15a minha escola
11:15foi a vida.
11:16Foi pra Torrado,
11:17foi pra Gumbas,
11:18foi no Gamaia,
11:19Santorone.
11:20Foram esses
11:20meus grandes atores.
11:22Então, assim,
11:22eu tava ali
11:22fazendo com eles,
11:23trabalhando
11:24e observando
11:26e aprendendo, né?
11:28Você vai agora
11:29pro seu quarto
11:30e só vai sair
11:32de lá
11:32pra hora do jantar
11:33e mesmo assim
11:33sem o direito
11:34de abrir a boca.
11:35Percebeu?
11:36Você tá de castigo, né?
11:37E vai ficar de castigo
11:38até a hora de dormir
11:39pra ver se aprende.
11:42Ah!
11:44E nada
11:45de televisão.
11:55E nada
11:56de televisão.
11:59Está precisando de alguma coisa, seu Bruno?
12:19Não, não.
12:20Eu estou só vendo se arrumar a mesa.
12:22É sempre assim, do mesmo jeito?
12:25Claro que é, Bruno.
12:27Cada coisa no seu lugar.
12:29E aquela pessoa também.
12:33E a Dona Odete senta onde?
12:37Ora, Bruno, onde é que você já viu a Dona Odete sentando aqui?
12:41Na cabeceira.
12:43Obrigada.
12:46Tive uma infância e uma adolescência super tranquila.
12:53Fazia escola de manhã, depois ia para a gravação,
12:57mas também tinha tempo para brincar,
12:58também tinha tempo para ir para a rua,
13:01também tinha tempo de ter meus amigos
13:03e ser criança sem ter compromisso de trabalho.
13:08Consegui conciliar tudo.
13:10Tieta foi maravilhoso, divertidíssimo.
13:30Eu era o filho caçula de perpétuo, então assim, meu número era esse.
13:34Era o João Lafon, perpétuo, maravilhosa.
13:37Cassinho, Gabos Mendes.
13:38A gente fazia irmãos, super elenco.
13:42Foi o primeiro trabalho que eu fiz que tinha um sotaque.
13:45Então assim, me lembro desse desafio.
13:48Não é só ali botar uma fantasia e contar a história e brincar.
13:52Tinha essa coisa de ser de um outro lugar.
13:56Tieta, eu fiz meu primeiro beijo cênico.
14:00Foi com a Renata Castro Barbosa.
14:02A gente se encontra, às vezes a gente fala isso.
14:04Meu primeiro beijo.
14:05Isso aí, me deixando de ser criança,
14:07virando adolescente, as questões da adolescência.
14:11Ô, Letícia, ela disse com todos os Fs e Rs
14:14que não estava mais pensando em me mandar para o colégio interno
14:17que fazia gosto do nosso namoro.
14:19Disse.
14:20Então é isso que importa.
14:21O resto deixa para lá.
14:23Nós vamos ficar aqui perdendo tempo para quê?
14:25Aí, vamos fazer o quê?
14:28Comemoral, gente.
14:29Como?
14:30Fecha os olhos que eu lhe mostro.
14:37Eu estou aqui, não.
14:38Gente, Letícia, mas não tem mais ninguém pedindo nosso namoro.
14:41Ele pode se beijar onde quiser.
14:47E, com a partir de agora, a gente é namorada oficial.
14:53Quero um beijo para valer.
14:55Igual televisão?
14:56Igual televisão.
14:58Tu não quer?
15:00Quero.
15:11Marcou uma novela forte, uma novela maravilhosa
15:14e que eu tive a honra de fazer parte.
15:18Para, para, para!
15:19Para!
15:20Vocês não acham que vocês bateram na porta errada, não?
15:22Vim vender o kit namoro logo para mim?
15:26Primeira temporada de Malhação,
15:28assim, um orgulho enorme ter feito.
15:30Ter reencontrado o Juliana Martins.
15:32A gente fez a catacomeu.
15:34Depois que estava ali, a gente fazendo um casal.
15:38Eu disse para o Romão que a gente tinha descoberto há tempos
15:42que estava enganado.
15:44Que eu gosto da Rafa, você gosta dele.
15:47Está tudo resolvido.
15:49Está tudo resolvido, Ericlis.
15:51Tem que me tratar assim?
15:53Sim, como?
15:54Frio.
15:55Você está gelado.
15:56Isabela, eu sofri muito com essa história toda.
15:59Mas passou.
16:01Foi até bom eu amadurecer,
16:03eu sair disso tudo mais feliz do que eu entrei.
16:05Foi a primeira vez que a Globo criou um programa
16:10para jovem, feito por jovens.
16:14Então, acho que aconteceu uma identificação, né?
16:16Claro.
16:17E foi um trabalho muito importante, assim,
16:19porque eu já tinha feito muitas novelas,
16:22mas Malhação, para mim, foi um momento que eu pude mostrar
16:26que eu era capaz de assumir personagens grandes,
16:32que eu pude botar em prática tudo que eu aprendi
16:35desde criança, vendo todos esses grandes atores e atrizes
16:40que eu trabalhei.
16:43Então, acho que ali eu pude...
16:44Eu subi mais um degrau, sabe?
16:48Eu pude mostrar que eu era capaz.
16:51E depois vieram grandes trabalhos também.
16:53Você é da família Drummond.
16:57Ótimo.
16:58Vinha.
17:00E o do furacão.
17:02Eu fiz o Roberto Drummond, que é o autor do livro.
17:06E o Roberto conviveu muito com a gente.
17:08Ele veio muito, assim, ver gravação.
17:11E eu adorei.
17:12Adorei porque eu pude observar bastante ele.
17:17O trabalho do ator é isso, é observar, né?
17:18Porque, assim, a gente cria muita coisa.
17:20Então, a gente tem que ter um arquivo, né?
17:23Você cria um personagem, você vai...
17:24Como é que esse cara fala?
17:26Como é que esse cara gestipula?
17:28Como é que esse cara anda?
17:29Como é que esse cara ri?
17:31Então, eu me lembro disso, assim, de...
17:32De como eu tive essa sorte de conviver com o Roberto
17:36E trazer isso pro personagem, que era ele, né?
17:42Desde o primeiro dia que eu te vi
17:44Será?
17:46A quem menos falava?
17:48Sempre conciliando tudo?
17:50Você lembra aquela vez que a gente foi ao cinema escondido dos outros?
17:54Eu achei que eu era doido por você.
17:57É...
17:57La Dutivita?
17:59É.
18:00E o baile de carnaval?
18:01Você é de Jane Mansfield.
18:08Eu pensei muito antes de vir falar com você, Roberto.
18:13Mas, olha...
18:15Eu não podia deixar de te dizer...
18:18Eu não podia...
18:19Roberto, não façam a guerrilha.
18:23O exército já sabe de tudo e tá pronto pra acabar com vocês.
18:27Você tá maluca?
18:28O Benedito é, sem dúvida, um dos maiores autores desse país, né?
18:32E eu, por ser mineiro, por ser do interior, então, assim, eu tenho uma admiração muito grande, assim, pelo que ele escreve.
18:38Duas novelas que eu amo do Benedito.
18:40Se amou, se acabou.
18:41E o pior de tudo, minha gente, é que somos nós, através do nosso voto, que colocamos essa gente lá em cima.
18:54Somos nós que damos a eles o direito de falar em nosso nome.
19:00Somos nós, minha gente, que permitimos que eles continuem lá cada vez que votamos neles.
19:08Mas nós vamos mudar isso, minha gente.
19:12Mesmo, senhorita, quero não incomodá-la.
19:17Não custa achar um lugar vazio neste trem.
19:20Todos os vagões estão lotados.
19:22Pois este está praticamente vazio.
19:24Graças a Deus.
19:27A gente tá viajando sozinho.
19:29O senhor também não está?
19:31Sim, estou, mas...
19:31O senhor se conta de sentar em outro lugar?
19:34Para essa? Por quê?
19:35Porque não é minha intenção viajar ao lado de um estranho.
19:39Ah, perdão, senhorita. Esqueci de me apresentar.
19:41Caminho das Índias.
19:44Um reencontro com Glória Pérez.
19:46E uma novela também de muito sucesso.
19:48Glória, grande autora também.
19:50Nunca na minha vida mais ia ser o que eu fosse fazer um indiano.
19:52Me lembro de toda a nossa preparação para conhecer a cultura.
19:56Mas no trabalho eu tenho muito orgulho.
19:59É melhor ir se casamento do que casamento nenhum, Javi.
20:02Djalô, Djalô, por que não vai atender alguma cliente?
20:05Em vez de ficar tentando justificar as faltas de Shante.
20:09Javi, eu sei que você está sendo cúmplice de Shante.
20:12Arepa, Gondi, por que você diz isso?
20:14Porque a Mitabi enxerga as coisas.
20:17Você e sua Camila.
20:19Shante ajudou vocês.
20:20Agora vocês estão ajudando Shante a enterrar a própria sorte dentro de um poço.
20:24Pega Pega, Gordes era de uma família de artista.
20:29Eles tinham uma companhia de teatro de bonecos.
20:33Então foi muito bonito esse personagem.
20:42Está muito bonito.
20:44Está lindinho esse ano.
20:47Obrigado.
20:48Todo ano a gente tenta fazer alguma coisa diferente.
20:50Mas está lindo.
20:51Não, mas é uma noite e vai ficar mais bonito ainda, viu?
20:54Vai dar para perceber as luzes.
20:56A Bebete confirmou que ela, o Eric e a Luísa vêm passar o Natal aqui com a gente também.
21:00Legal.
21:00É que o povo da Luísa vai aqui na Vila.
21:03É isso que eles vêm, né, mãe?
21:05É, é.
21:06Chegando a festa, vai ser muito bonito.
21:08Órfãos da terra, delegado ao meio-dia.
21:11Tinha o drama, tinha o policial.
21:13Muitas cenas de ação.
21:15Mas também tinha a coisa leve, o relacionamento dele com a Emanuele.
21:19Uma novela que levou todos os prêmios pelo mundo aí, né?
21:23Como melhor telenovela, né?
21:25Muito orgulho.
21:27Faz tempo que eu não sinto o quanto sou sozinha.
21:30Como é bom estar com alguém como você.
21:33Chata.
21:35Metida.
21:35Boca suja.
21:37Bonita.
21:39Inteligente.
21:43Querida.
21:44Muito querida.
21:45Aposto que você desiste pra todas.
21:52Nenhuma.
21:52Acreditor.
21:55Até esse momento.
21:58Quando eu saí de casa,
22:00eu tinha trabalho.
22:01Aí terminava uma novela.
22:04Fala, bom, e agora?
22:04Agora eu preciso fazer uma peça.
22:06Agora eu preciso fazer outra novela.
22:08Preciso buscar algum trabalho.
22:09Eu tive a sorte de nunca parar.
22:17Um momento da minha vida que eu fiquei, sei lá, mais de seis meses sem trabalhar,
22:23foi agora nessa pandemia.
22:25Eu fazia uma novela, dublava,
22:28depois outra novela, depois uma peça.
22:30Mas eu sempre tive essa sorte de emendar um trabalho no outro.
22:38Vem aí, Danton Nebbe.
23:01A primeira série de época totalmente interpretada pelo mesmo ator.
23:09Hum, esse cake é delícia.
23:12Excusa-me.
23:12Tem muito de criança em mim.
23:18Muito, assim, é...
23:19Eu sou profissional, eu sei meu texto, eu chego na hora.
23:22Mas quando eu tô ali, cara, é...
23:24É brincadeira.
23:26Então, assim, acho que o que eu tenho é isso, assim.
23:28É lúdico, né?
23:30Ou brincar, ou imaginar.
23:33Eu acho que somos todos crianças.
23:36Percebo muito na minha mãe, no meu pai e no Celta também.
23:40E eu tenho uma relação maravilhosa com o meu irmão.
23:43Eu sou o maior fã do Celta.
23:45É um sempre incentivando, sempre torcendo pelo outro, sabe?
23:49Uma união muito, muito forte.
23:52Nós quatro, eu, Celta, seu Dalton e Dona Celta.
23:56Eu tento ser para as minhas filhas um pouco do que meus pais falam para mim.
23:59Eu quero que elas sejam felizes.
24:02Eu sempre falei isso para elas.
24:03Não importa o que elas escolham.
24:04Elas têm que escolher algo que dê prazer a elas.
24:08Me lembro, adolescente, pensar, junto com meus colegas, meus amigos e colegas de escola,
24:15o que fazer da vida, né?
24:17Vestibular.
24:18E eu falei...
24:19Aí eu parei e falei, não, peraí, eu faço isso desde criança.
24:22É isso que eu quero me dedicar, é isso que eu quero continuar fazendo, é isso que eu quero fazer a minha vida inteira.
24:27Eu quero até morrer, eu quero brincar disso.
24:30Eu quero contar história, eu quero me divertir, eu quero ser feliz.
24:33Você estava chorando?
24:38Não.
24:40Não estava, não.
24:42É que a Jô está meia gripada.
24:47Largue a arma.
24:48É tão lindo, assim, ter repassado um pouco aqui minha história, relembrado esses trabalhos tão marcantes, assim.
25:14É tão bonito, assim, estar na rua e receber carinho e ouvir das pessoas falando de trabalhos, como a gente falou aqui, a Gata Puneu, o Vale Tudo, o Tieta, a Bocla, assim, a Moça, né?
25:30E é muito lindo, assim.
25:32Eu só agradeço demais a todos.
25:35Acho que a gente tem que ser feliz e que a criança que vocês tem aí dentro de vocês também nunca envelheça.
25:45Um beijo carinhoso.
25:47Dessa criança que não vai envelhecer, não.
25:49Um beijo.
25:50E aí
26:04Legenda Adriana Zanotto
Comentários