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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (08), em Mônaco, do encerramento do Fórum de Economia e Finanças Azuis, evento internacional dedicado à promoção de atividades sustentáveis ligadas à preservação dos oceanos. Henrique Krigner e Acacio Miranda comentaram.

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Transcrição
00:00O presidente Lula fala neste momento em encerramento do Fórum de Economia e Finanças Azuis em Mônaco. Vamos acompanhar.
00:06Não recebe o devido reconhecimento pelo que nos proporciona.
00:12A UDF 14, dedicada à conservação e ao uso sustentável dos recursos marinhos, é um dos objetivos com menor financiamento de toda a Agenda 2030.
00:25O déficit para sua implementação é estimado em 150 milhões de dólares por ano.
00:34Recursos insuficientes constituem um problema crônico de várias iniciativas multilaterais.
00:42No ano passado, saímos da Copa de Baku com resultados aquém do esperado.
00:48Para reverter esse quadro, a presidenta brasileira da Copa de 30 e o Azerbaijão estão construindo um mapa do caminho Baku-Belém.
01:00Apesar dos esforços do governo da Espanha, tudo indica que a Conferência de Servilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento enfrentará as mesmas dificuldades.
01:12Em 2024, os países ricos reduziuam 7% a assistência oficial ao desenvolvimento.
01:22Suas despesas militares, em contrapartida, cresceram 9,4%.
01:29Isso mostra que não falta dinheiro.
01:33O que falta é disposição e compromisso político para financiar.
01:39Segundo a OCTAD, países em desenvolvimento dependem mais da economia azul do que as nações industrializadas.
01:48A elevação do nível do mar e os eventos extremos das cidades costeiras vitimam sempre os mais vulneráveis.
01:58Entre os 33 países da América Latina e Caribe, 23 possuem mais território marítimo do que terrestre.
02:07A África detém 13 milhões de quilômetros quadrados de território marítimo.
02:14Isso equivale à soma do território continental da União Europeia e dos Estados Unidos.
02:22Tornar a economia azul mais forte, diversa e sustentável contribui para a prosperidade do mundo em desenvolvimento.
02:31Na presidência brasileira do G20, fizemos do Oceano uma das nossas prioridades.
02:38As instituições financeiras internacionais têm um papel central a cumprir.
02:43Insistimos na necessidade de contar com bancos multilaterais melhores, maiores e mais eficazes.
02:52Instrumentos como a troca de dívida por desenvolvimento e a emissão de direitos especiais de saque podem mobilizar recursos muito valiosos.
03:05É urgente desburocratizar o acesso a fundos climáticos.
03:09Os esforços multilaterais, como a terceira conferência sobre oceanos, que tem início amanhã, início, são muito, muito importantes.
03:22A adoção pela Organização Marítima Internacional de metas vinculantes para zerar as emissões de carbono na navegação até 2050,
03:32promete multiplicar a demanda por energias renováveis.
03:37Essa decisão histórica reduziria a dependência global de combustíveis fósseis, acelerando a transição justa.
03:46Falta-nos concluir instrumentos vinculantes para acabar com a poluição por plástico nos oceanos
03:52e avançar na ratificação do novo Tratado para a Biodiversidade nas Águas Internacionais.
03:59A cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro, no próximo mês, será um marco na defesa do desenvolvimento sustentável.
04:08O novo Banco do Desenvolvimento dos BRICS expandiu o foco em financiamento climático.
04:13Já foram desembolsados mais de 2,6 bilhões de dólares para água e saneamento.
04:31No Brasil, apostamos na combinação de investimentos públicos e privados.
04:36Nosso programa Bolsa Verde transfere renda para mais de 12 mil famílias que ajudam a preservar a unidade de conservação marinha.
04:46O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social conta com a carteira de mais de 70 milhões de dólares dedicada à economia azul.
04:55Financiamos projetos de planejamento especial espacial marinho, conservação costeira e descarbonização da flota naval e infraestrutura portuária.
05:09Estamos recuperando manguezais e recifes de coral, investindo na pesca sustentável e na gestão dos recursos hídricos.
05:17A taxomania de finanças sustentáveis brasileiras vai orientar investimentos privados em atividades que contribuam para objetivos socioambientais,
05:30incluindo o uso sustentável de recursos marinhos.
05:33No Brasil, quando queremos mobilizar esforços em torno de um objetivo comum, utilizamos uma palavra de origem indígena chamada mutirão.
05:43Esse fórum renova a convocatória para o aumento dos compromissos financeiros com o oceano.
05:51O planeta não aguenta mais promessas não cumpridas.
05:55Não há saída isolada para os desafios que requerem ação coletiva.
05:59Ou nós agimos ou o planeta corre risco.
06:04Muito obrigado.
06:13Portanto, o presidente Lula discursando em Mônaco, criticando mais uma vez os países desenvolvidos que devem financiar essa transição climática.
06:23As COPES do passado, em Baku principalmente, a última, não aconteceu esse financiamento até agora, né, Acácio Miranda?
06:32E isso depende, essa transição energética depende disso?
06:36Sem dúvida alguma. Nós tivemos a última COP, onde principalmente a União Europeia se comprometeu a custear essa transição energética.
06:48China e Estados Unidos fizeram um pouco de esforço contrário por conta da questão econômica, principalmente hoje.
06:56E você bem sabe, Patrícia, um dos grandes entraves para essa pauta sustentável é exatamente a economia.
07:04E o presidente brasileiro, o presidente Lula, apesar de todas as críticas e ressalvas, ele é um dos grandes entusiastas desta pauta no mundo.
07:15Ele sabe que o Brasil hoje, por conta da região amazônica, é o pulmão do mundo.
07:20E ele usa muito bem esta característica do nosso país para defender a sustentabilidade e para ser um dos protagonistas desta pauta.
07:31Tem êxito neste momento? Não. Nós percebemos nitidamente que ele não tem tido êxito.
07:38Alguns países, como Estados Unidos e França, já fizeram até gestos econômicos para o próprio Brasil por conta da Amazônia,
07:46mas muito mais como uma forma de se desprender da pauta sustentável, dizendo que estão ajudando na manutenção daquela importante região mundial,
07:56do que com medidas efetivas. Resta saber quais serão os resultados desta falta de observância,
08:04as questões relacionadas à sustentabilidade e videoclima, que está cada vez mais desorganizado.
08:10Pois é, Henrique Kriegner, realmente o presidente Lula fazendo esse apelo aos presidentes dos outros países.
08:19Ontem, inclusive, ele chegou a comentar sobre a não confirmação de Donald Trump na COP realizada aqui no Brasil,
08:27no final do ano, e dizendo, se ele não vir, eu vou trocar uma ideia com ele.
08:32Ô cara, tem que vir, tem que participar.
08:34É, pois é, o presidente Lula, David, ele tem que, às vezes, lembrar da posição do Brasil e do tamanho dele em relação também ao cenário internacional,
08:46porque, da mesma maneira que ele se acha no direito de cobrar a presença aí, de uma forma tão direta do presidente Trump,
08:53ele também já se colocou como o grande mediador do conflito na Rússia e na Ucrânia,
08:58o grande mediador do conflito entre Israel e Palestina, e a gente viu que nada disso deu certo.
09:04Ou seja, acho que vale a pena fazer uma autoavaliação aí e, talvez, dar uma segurada nesse sentido.
09:10Agora, é importante a gente lembrar que o Brasil ainda insiste numa perspectiva desatualizada na questão ambiental.
09:18Já foi declarado lá em Rio, na Conferência Rio 92, depois reforçado na Conferência Rio Mais 20,
09:25tem sido assunto de inúmeras conferências e produção literária também nesse sentido,
09:30de que desenvolvimento sustentável tem três pilares.
09:33O ambiental, o econômico e o social.
09:37Ou seja, para que o ambiental funcione e as matas sejam preservadas,
09:42os oceanos sejam guardados e toda atividade econômica ao redor desses ambientes
09:46também seja desenvolvido de uma forma sustentável,
09:51é necessário que a economia ande bem e ande livre.
09:55É necessário também que a sociedade esteja integrada nesse debate,
09:59mas não só com foco ambiental, mas tendo também as mazelas sociais cada vez mais reduzidas.
10:05E parece que quando o governo brasileiro, especialmente agora,
10:09debaixo da gestão da ministra Marina Silva e do presidente Lula,
10:13abordam essa questão, só se fala de preservação das florestas,
10:16só se fala de preservação de áreas já reservadas.
10:21Então, essa é uma abordagem desatualizada, que não integra os pilares econômicos.
10:26O seu microfone está com um probleminha, a gente vai chamar agora o Acácio Miranda.
10:31Acácio, ainda sobre, enquanto a gente resolve esse problema do seu áudio.
10:35Acácio, enquanto o presidente ainda cobra a presença de Trump
10:40e justamente o presidente americano que se retira do Acordo de Paris,
10:44o que enfraquece também todas essas questões ambientais,
10:47ele também cobrou uma falta de articulação mundial,
10:50que a ONU, desde que foi criada ali, depois da Segunda Guerra Mundial,
10:53tem perdido com o tempo.
10:54A gente viu aí as guerras, ela não foi capaz de conseguir fazer um acordo
10:58ou evitar esses confrontos.
11:00E também na questão ambiental, que é ela que organiza a COP30 aqui no Brasil,
11:04você acredita que esse poder de articulação e de envolvimento
11:07dos países mais desenvolvidos e que precisam refinanciar,
11:11são os únicos que conseguem fazer isso,
11:13porque também são os principais poluidores,
11:15se perde com essa questão da ONU?
11:17Sem dúvida alguma.
11:19A ONU, durante muitas décadas,
11:21ela teve a capacidade de centralizar as discussões.
11:25Fossem as discussões ambientais,
11:28fossem as discussões sociais,
11:30fossem as questões econômicas
11:32e, principalmente, teve a capacidade de intermediar
11:36eventuais conflitos que surgiam no mundo.
11:40Na última década, principalmente,
11:42nós percebemos uma incapacidade da ONU,
11:45muito mais por conta de uma centralização do poder
11:50em dois grandes eixos.
11:51Um eixo ocidental,
11:54capitaneado por Estados Unidos,
11:56Alemanha, França, Inglaterra,
11:59e um eixo mais oriental,
12:00capitaneado pela China e pela Rússia,
12:03principalmente,
12:04a China com o seu poderio econômico
12:07e a Rússia com a sua capacidade,
12:10que ainda manteve da década de 80,
12:13relacionada à geopolítica
12:15e esse desenho geopolítico do mundo.
12:18Fato é que o presidente Lula,
12:21neste ponto, tem razão.
12:23A ONU, ao perder protagonismo,
12:25perde essa centralidade
12:27no diálogo entre os países.
12:30Talvez, talvez,
12:32nós tenhamos a oportunidade
12:34de repensar não só o papel da ONU,
12:37mas repensarmos a estrutura da ONU,
12:40para que ela se torne mais efetiva
12:43em termos de alcançar as suas finalidades
12:48e, principalmente,
12:49para que ela se torne mais efetiva
12:51em termos de protagonismo
12:54e legitimidade perante os países.
12:58Resta saber
12:58se este é o momento apropriado no mundo
13:02para nós fazermos esta reforma na ONU.
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