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Durante pronunciamento em Paris nesta quinta-feira (05), o presidente Lula (PT) afirmou, ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, que fará tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. Lula apelou diretamente a Macron, pedindo que o líder francês “abra o coração” para viabilizar o avanço do tratado.

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Transcrição
00:00E olha, durante uma entrevista nesta manhã, o presidente Lula garantiu, ao lado do presidente francês Emmanuel Macron,
00:06que fará de tudo para que o acordo do Mercosul com a União Europeia seja assinado.
00:11Vamos então com a Luciana Verdolim, que vai trazer as informações para a gente agora.
00:16No tete a tete assim, né, Luciana Verdolim, isso deixa o presidente francês Emmanuel Macron numa saia justa.
00:22E ele conseguiu se safar? Conte pra gente.
00:26Deixa sim, Sine, boa tarde pra você, boa tarde a todos.
00:31Olha, o presidente Lula mais uma vez ressaltou a importância do acordo e Emmanuel Macron mais uma vez também colocou as dificuldades,
00:39principalmente envolvendo os produtos agrícolas franceses.
00:43Ele inclusive estendeu a dificuldade para a Europa como um todo.
00:47O presidente Lula, no entanto, diz que tem certeza de que até o fim do ano esse acordo vai ser formalizado
00:54e que os dois lados vão conseguir se entender de forma plena.
00:58A gente tem a declaração para acompanhar.
01:01Expuso ao presidente Macron minha convicção sobre o papel estratégico de parceria entre o Mercosul e a União Europeia.
01:09E quero afirmar, Macron, afirmar na frente da imprensa brasileira e francesa
01:14que eu assumirei a presidência do Mercosul no próximo dia 6.
01:21E ao assumir a presidência no mandato é de seis meses,
01:25eu quero lhe comunicar que não deixarei a presidência do Mercosul sem concluir o acordo com a União Europeia.
01:34Vale ressaltar que Emmanuel Macron lembrou que o acordo pode ser assinado,
01:42mas vai ser preciso alterar alguns pontos, dar algumas garantias aos produtores europeus.
01:48A grande reclamação, segundo ele, é que as regras lá são muito rígidas
01:52e que essas mesmas regras não são observadas pelos demais países do Mercosul,
01:58o que pode criar uma injustiça com os produtores locais.
02:02Mas Macron deixou bem claro que a questão vai ser discutida,
02:06mas que ainda há muitas resistências a serem enfrentadas.
02:10A gente tem também para acompanhar.
02:12Este acordo, nesse momento estratégico, é bom para muitos setores,
02:16mas comporta um risco para os agricultores europeus.
02:19Por quê?
02:20Porque a Europa, por conta de princípios que o presidente Lula e seu governo compartilham,
02:27ele defendeu muito bem, aliás, há pouco, é a ecologia.
02:32Reduzir a emissão de CO2, proteger a biodiversidade.
02:35Por essas razões, proibimos aos nossos agricultores utilizarem esses agrotóxicos, por exemplo,
02:42para respeitar mais o meio ambiente.
02:45Mas os países do Mercosul não estão no mesmo nível de regulamentação.
02:48O presidente Lula diz que pode ter país que protege tanto quanto nós o meio ambiente,
03:05mas não tem país no mundo que protege mais do que o Brasil.
03:09E fez questão de ressaltar que o protecionismo não cabe nesse momento.
03:13Dizem que nós já produzimos vinho, queijos e também espumantes.
03:18Mesmo assim, autorizamos livremente a entrada de produtos franceses no país
03:23e que isso não pode ser agora um ponto de desgaste entre os dois países.
03:28O presidente brasileiro, mais uma vez, levou em consideração que o assunto está sendo discutido há muito tempo
03:33e que é preciso chegar num consenso, é preciso resolver logo essa questão.
03:37Com relação a Gaza, o presidente também comentou antes mesmo dos novos ataques.
03:41Ele disse o seguinte, Sine, o que está acontecendo lá em Gaza não é uma guerra,
03:45o que está acontecendo é um genocídio de um exército altamente preparado contra mulheres e crianças
03:51e que não é possível aceitar uma guerra que não existe.
03:55E de acordo com ele, se a ONU, que alfinetou também a ONU,
03:58se a ONU foi rápida na época em criar o Estado de Israel,
04:01precisa também agora criar um Estado palestino.
04:04Obrigado, Lucena Verdolim. Um abraço para você.
04:07Ô, Zé Maria Trindade, o presidente Lula chega para Emmanuel Macron e fala,
04:11abra o seu coração, Macron.
04:14Mas, o que você acha?
04:17Que esse pedido vai ser ouvido, acolhido, aceito, executado?
04:23É claro que não, viu?
04:24Olha, há afinidade, sim, entre França e Brasil.
04:29E uma afinidade também entre o presidente Lula e o presidente francês, Emmanuel Macron.
04:36Isso é óbvio, né?
04:38A França acolheu muitos brasileiros durante a ditadura militar aqui.
04:45Isso acabou propiciando uma interligação muito grande, inclusive entre intelectuais.
04:50alguns ficaram definitivamente na França, se casaram por lá.
04:55Então, existe uma certa, vamos dizer, aproximação entre Brasil e França e é muito antigo.
05:02Mas acontece o seguinte, quando entra dinheiro no meio, aí, como diz o Paulinho da Viola,
05:08irmão desconhece irmão, né?
05:10Então, assim, entrou o interesse comercial, a coisa muda.
05:13Não existe mais aquelas relações emotivas entre países, né?
05:17O Donald Trump é emotivo nem contra o Brasil com o governante Lula, né?
05:22E também não a favor.
05:24Então, assim, durante o governo Bolsonaro, apesar da proximidade no primeiro governo Trump,
05:29não houve, assim, tantas vantagens para o Brasil.
05:32Ou seja, as relações estão profissionalizadas.
05:35O Macron, mesmo se ele abrisse o coração e quisesse, ele não poderia.
05:39Ele seria massacrado pelos agricultores franceses.
05:43Os agricultores são politizados e, por qualquer coisa, eles enchem a chance de destruir, né?
05:50E levam tratores e máquinas para o centro de Paris.
05:54Não adianta.
05:55Os agricultores não querem e não vão permitir.
05:58Então, assim, esse acordo com o Mercosul pode acontecer contra a vontade da França.
06:02Isso pode acontecer?
06:03Pode.
06:04Agora, eu não vejo o porquê da França ter esse medo e o Mercosul não se integrar ao bloco europeu.
06:14Porque nós temos desvantagens.
06:16A Luciana falou muito bem, né?
06:18Olha, nós vamos sofrer ali uma competição muito pesada na área teixo, na área calçadista,
06:26que nós temos uma área muito boa aqui que pode sofrer um impacto grande.
06:30Na área de vinhos, nós produzimos vinhos aqui no centro-oeste, na região de Brasília,
06:36está formando aqui uma grande cultura.
06:38É uma vinocultura muito forte, com grandes produções de vinhos de boa qualidade, né?
06:45E sem falar do queijo.
06:48O queijo brasileiro está ganhando vários torneios na França.
06:53Então, assim, é uma competição muito ampla, não é só na área, no agropecuário.
06:59Existem várias possibilidades de negócio.
07:02A França pode perder numa área porque o nosso produto do agronegócio é competitivo,
07:07é de boa qualidade e tal.
07:09Mas existem outras áreas, né?
07:11Então, área industrial.
07:13Então, eu não vejo por que essa resistência é tão grande.
07:16Mas eu não acredito que o Lula consiga isso, não, em seis meses.
07:19Só se houver um milagre, né?
07:21E você, Piper?
07:24O Zé Maria citou a produção de vinhos aqui no Brasil, né?
07:30Sabe que em 2007, quando o Papa Bento XVI veio fazer uma visita aqui ao Brasil,
07:36ele ficou três dias em São Paulo, hospedado lá no colégio, enfim, no Mosteiro São Bento.
07:42E aí serviram pra ele, e eu tive acesso ao cardápio, né?
07:46Uma pessoa de lá me passou.
07:48Serviram pra ele um vinho pernambucano chamado Rio Sol.
07:51E as poucas pessoas que eu conheço que consumiram esse vinho falaram que é excelente e zero de divulgação.
07:59Então, essa é uma diferença muito importante, às vezes, entre o produto brasileiro e o produto que vem de fora.
08:05Aquela história da galinha e da pata, quem faz o ovo melhor e quem grita mais, né?
08:10Mas, veja, de fato, é muito interessante essa relação entre o presidente Lula e o presidente Macron,
08:19porque toda hora eles estão juntos e há uma evidente afinidade entre eles,
08:25da mesma forma que a gente sabe que, quando a conversa chega pra esse tema,
08:31acordo União Europeia-Mercosul, a divergência é clara e os dois foram muito francos em expor os seus argumentos e as suas posições.
08:41Eu acho que, por mais que o lado de lá queira apontar problemas aqui, o fato é o seguinte,
08:49o pujante, o próspero estado do Mato Grosso, uma das capitais mundiais do agronegócio,
08:55ele tem, de extensão, uma França e meia.
09:00Então, como é que o agricultor francês, pensando em produção em escala,
09:06ele vai ser competitivo no confronto com o produtor lá do Mato Grosso?
09:11Nunca. Não vai acontecer isso jamais.
09:14Então...
09:15Não tem nem a mesma vontade.
09:16Não tem a mesma... É isso aí, mas é mesmo.
09:19Então, Evandro, o Macron sabe que talvez ele seja um dos últimos líderes da França
09:25a tentar garantir um setor, pra tentar dar uma sobrevida ao setor agropecuário da França,
09:33que algum dia vai desaparecer.
09:34Agora, 5h25, quem nos acompanha pela rádio, aquele intervalo, já já espero vocês.
09:38Quero te ouvir, Gani.
09:39Olha só, eu concordo absolutamente com o que o Zé trouxe, né?
09:43E ele faz um questionamento muito pertinente.
09:45Ah, por que essa resistência?
09:47Talvez o que os políticos, no dia de hoje, eles precisem entender, Evandro,
09:52é que não dá para ter acordo de livre comércio sem o ônus, né?
09:59Evidentemente que a partir do momento que você faz um acordo de livre comércio
10:03e tem redução das barreiras protecionistas,
10:06vão ter setores ganhadores e vão ter setores perdedores.
10:11Então, o setor de cosméticos da França, talvez automóveis, indústria farmacêutica,
10:17vai ser ganhador, é mais produtivo que o setor aqui no Brasil.
10:21Talvez o setor, talvez não, certamente o setor do agronegócio vai atropelar o setor do agronegócio francês.
10:28E qual que é o problema disso?
10:30Nenhum, porque a população de ambos os países sai ganhando com isso.
10:36Tanto a teoria econômica, da teoria das vantagens comparativas relativas,
10:42tem embasamento para isso, quanto a prática evidencia isso.
10:46Há uma farta evidência científica, acadêmica,
10:49mostrando que globalização reduz pobreza.
10:53E globalização passa, evidentemente, por redução tarifária.
10:58Passa por livre comércio entre as nações e livre movimentação de capitais entre as nações.
11:03Só não se justifica uma globalização no caso de você não quer terceirizar a sua indústria
11:14por razões estratégicas.
11:16Então, você quer produzir energia dentro de casa,
11:18você não quer ficar na mão de outro país.
11:21Mas aí são questões geopolíticas.
11:23Tirando essas razões geopolíticas, nada justifica as tarifas protecionistas.
11:30Vão ter setores ganhadores, vão ter setores perdedores,
11:34mas a população, que é o que interessa, o consumidor de ambos os países, sai ganhando.
11:41Fala, Sagré.
11:42Tem informações de que a reunião lá foi tensa entre os dois,
11:46entre o presidente Lula e o presidente Macron.
11:49Quando a gente avalia a situação desse acordo, é relativamente fácil de explicar.
11:56A União Europeia tem uma competitividade em temas de indústria muito maior que aqui no Brasil,
12:02no Mercosul em geral.
12:03Então, o acordo estabelece que a partir do dia primeiro em que o acordo foi firmado, assinado,
12:09todos os produtos do Mercosul ingressam no mercado europeu,
12:14sem pagar absolutamente nada de imposto de importação.
12:18Na contracara, produtos europeus viriam aqui sem pagamento de nenhum imposto em três épocas.
12:27Cinco anos, dez anos e quinze anos.
12:29Dependendo do produto, isso que negocia a diplomacia.
12:32Claro, quando você avalia a questão especificamente do agronegócio,
12:35o Brasil é um país que pode chegar a ter até três safras no ano.
12:40Dependendo do produto, dependendo da região.
12:42A França não tem essa vantagem.
12:44Então, não tem como competir.
12:47Não tem como fazer uma concorrência que possa ser de igual a igual.
12:51E eu acho, pelo que comentou o presidente Lula,
12:55que salvo que as regras do Mercosul sejam modificadas,
12:58a presidência pró-tempora dura seis anos.
13:01E o presidente Lula passaria para Paraguai.
13:03É uma questão alfabética.
13:05Começa com a Argentina, vai para o Brasil, Paraguai e Uruguai depois.
13:09São seis meses.
13:10Duvido que o presidente vai poder continuar como presidente para o tempo do Mercosul,
13:16da mesma forma que duvido que o acordo seja assinado.
13:20Lembrando que há mais de 20 anos que está sendo negociado,
13:23ou seja, já é maior de idade e ainda não tem a certidão de nascimento.
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