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O presidente Lula (PT) conversou por telefone com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para acelerar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Ambos os líderes defenderam o multilateralismo como caminho. Reportagem: Misael Mainetti.

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Transcrição
00:00Eu queria que você contasse pra gente também da conversa do presidente Lula com a Ursula von der Leyen,
00:04presidente da Comissão Europeia, sobre a possibilidade de acordo do Mercosul com a União Europeia e também sobre a COP.
00:13Sim, o Palácio do Planalto soltou um comunicado hoje dizendo que o presidente Lula telefonou para ela,
00:19eles ficaram 20 minutos no telefone e falaram sobre esse acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.
00:28E ambos concordaram que diante desse momento de desestruturação entre os blocos comerciais é importante essa união.
00:37Também pudera, né? De acordo com os números divulgados nesse comunicado pelo Palácio do Planalto,
00:43a gente está falando aí de 700 milhões de pessoas que correspondem a 26% do PIB global.
00:51Então, esse futuro acordo entre Mercosul e também entre a União Europeia cria esse mercado que eu mencionei de 700 milhões de pessoas
01:00e esse número bastante relevante em relação ao PIB global.
01:03E também nessa ligação, a presidente von der Leyen, ela reiterou o apoio dela, o apoio da União Europeia,
01:11para que a COP30 seja realizada, sim, em Belém, no Pará e não em outra cidade.
01:17Obrigado pelas informações, Misael Mainete. Um abraço para você.
01:21Piper, você acha que esse acordo pode sair? Porque já virou uma lenda, uma história, né?
01:26Uma novela bem com capítulos intermináveis e que as pessoas estão perdendo o interesse em assistir.
01:31O acordo vai sair. Eu testei aqui, coisa de um mês atrás, uma entrevista de um ex-parlamentar alemão,
01:38quais que é o presidente da Comissão de Relações Internacionais lá do Parlamento Europeu,
01:43dizendo que, provavelmente, no Natal, os dois blocos, até lá, os dois blocos já teriam celebrado esse acordo.
01:51O que aconteceu anteontem? O Parlamento Europeu aprovou o texto final.
01:55Então, esse texto agora vai ser enviado para cada um dos 27 integrantes do bloco
02:02e, caso haja maioria de 15 votos, então, o texto será aprovado pelo lado europeu.
02:14Em relação à ajuda que... o auxílio que o governo dá agora para os agricultores,
02:19eu acho que o governo Lula é o melhor inimigo que o agronegócio poderia encontrar, né?
02:27Porque, por mais que ocorram realmente atritos entre eles, o dinheirinho nunca faltou.
02:33É o maior plano safra da história.
02:35Não é a primeira vez que o governo sai em socorro desses agricultores.
02:39E, acordos como esse, encaminhados com a União Europeia,
02:47tem como principal beneficiado o setor do agronegócio,
02:50o que, aliás, é muito bom para a economia brasileira.
02:54O presidente Lula é muito bom para o agronegócio, então, Alangani?
02:58Olha, eu não...
02:59Embora seja criticado, ele entrega tudo o que o agronegócio quer?
03:02Olha, em termos de plano safra, sim.
03:05Ele acaba oferecendo taxas subsidiadas, né?
03:10Agora, por outro lado, também, ele...
03:12As suas declarações contra o agronegócio aí não são muito bem-vindas.
03:18Não sei por que o agronegócio, se tivesse uma eleição entre Lula e Bolsonaro,
03:23o agronegócio escolheria Bolsonaro.
03:27Agora, isso posto mostra também que o presidente já está em campanha, né?
03:32Porque ele faz esse aceno, uma renegociação de dívidas com o agronegócio.
03:36E no meu comentário anterior, eu dizia ali na reunião com os militares.
03:40Então, veja que, justamente, ele vai tentando se aproximar de setores
03:45onde, justamente, ele tem mais resistência.
03:49Ô, Bruno Musso, você também está confiante nesse acordo da União Europeia com o Mercosul,
03:55do jeito que o Piperno está?
03:56Eu acho que, depois que as tarifas foram implantadas, acabou abrindo margem
04:00para todo mundo buscar novos mercados, né?
04:04E isso pode, sim, ser, digamos, um trampolim para que esse acordo venha a ser firmado.
04:12Mas eu acho que ainda tem muitos gaps.
04:14Eu não acho que esteja tão na iminência disso.
04:17Até porque, vale lembrar que, se o Brasil continuar querendo bater de frente com os Estados Unidos,
04:22fica muito claro para mim que, se a coisa apertar e eles forem colocados ali
04:29numa sinuca de bico à Europa, pelo próprio Estados Unidos,
04:32eu acredito que ele teria uma tendência muito maior a fazer o acordo com os Estados Unidos
04:38pela importância que é a economia americana, né?
04:41Então, eu acho que a situação não é tão simples assim.
04:45Eu acho que até dificulta um pouco mais.
04:47Apesar de abrirem as discussões, eu acho que dificulta um pouco mais
04:50por conta desse altíssimo nível do discurso que subiu.
04:55Não estou falando de subir altíssimo nível de qualidade,
04:58mas sim até mesmo de confrontação.
05:00Aliás, eu só esqueci de mencionar uma coisa.
05:02Um outro impulso importante que esse projeto, que esse acordo ganhou anteontem,
05:07foi o apoio da primeira-ministra italiana, Georgia Meloni,
05:12uma política de direita, mas que passou agora a apoiar o acordo.
05:15Fala, Zé Maria Trindade.
05:18É interessantíssimo, né?
05:20Essa história do momento que os alemães chamam de espírito do tempo.
05:26E isso prega a favor do Brasil e do acordo com a comunidade europeia.
05:32É um momento em que a comunidade está entendendo que é preciso abrir novas frentes
05:38de negócios e de entendimento, exatamente por conta dessa ação mais agressiva
05:43do presidente norte-americano, Donald Trump, com relação ao comércio exterior.
05:48Então, veja bem, esse momento favorece, sim, o Brasil.
05:52E é possível que esse acordo saia o mais rápido possível, né?
05:57Eu entendo que é o momento porque a comunidade europeia fez um péssimo acordo.
06:06Todo mundo achou que cedeu fácil demais para os Estados Unidos.
06:12E a comunidade europeia é forte o suficiente para ir além,
06:18negociar de uma maneira muito mais forte com os Estados Unidos.
06:21Então, perdeu exatamente esse ponto.
06:24Com relação ao agro, eu, Piper, não tenho a mesma ideia sua sobre o agro, né?
06:31São vários agros.
06:33Daí a necessidade de falar.
06:35Por exemplo, essas medidas do presidente Lula, de renegociação de dívida,
06:40atende ali a agricultura familiar em forte escala.
06:45E a agricultura familiar, apesar desse nome, não é aquela de inchadinho, não.
06:51Existem ali agriculturas familiares fortes, grandes.
06:54E também o médio, porque o grande agronegócio,
06:57ele já vai buscar dinheiro fora do Brasil, em trading,
07:02às vezes até mais caro, mas é menos burocrático,
07:06que não tem corrupção no meio, né?
07:08Para se alavancar o dinheiro.
07:09E essas divergências do setor com o governo
07:13são divergências ideológicas e cabem, cabem, né?
07:17Não estão no mesmo sentido, na mesma onda.
07:21Então, isso aí fala muito forte.
07:24Mas, enfim, a política é assim e o agro entrou na política.
07:28Veja que a candidatura do governo adotar de São Paulo,
07:32Tarcísio de Freitas, à presidência da República,
07:35ela é alavancada fortemente pelo agro.
07:37O Alangani, só para a gente arrematar,
07:40sobre a cor da União Europeia-Mercosul,
07:42qual que é a tua visão?
07:44Eu estou otimista.
07:45Eu sigo aqui o voto dos relatores, né?
07:47Também estou otimista pelas circunstâncias.
07:50O Zé usou uma expressão que eu gosto bastante,
07:52que é o espírito do tempo.
07:55E aí, é claro que o tarifácio do Donald Trump
07:59tem aproximado as economias de vários países, né?
08:03Então, essa aproximação entre Mercosul e União Europeia, Evandro,
08:08ela é até mais tranquila, para falar a verdade.
08:12A tarifa protecionista do Trump conseguiu aproximar,
08:16de uma maneira surpreendente,
08:18e aí eu acho que é um erro do Trump,
08:20um erro de leitura geopolítica,
08:22a Índia da China.
08:23O Biden foi lá e conseguiu aproximar a Rússia da China.
08:27Aí foi lá o Trump e resolveu dar mais um presente,
08:30aproximou a Índia da China.
08:31E a grande verdade, intelectuais norte-americanos
08:34já começam, intelectuais de ponta,
08:37a mostrar isso, que, de fato,
08:41há uma perda de hegemonia dos Estados Unidos
08:44e um crescimento dessa ordem multipolar
08:47e um protagonismo dos BRICS.
08:49Então, as tarifas protecionistas estão tendo
08:51o efeito oposto do desejado.
08:55Ou seja, pode dificultar muitos dos acordos
08:58com os próprios Estados Unidos,
08:59mas abrir caminhos para aqueles que estavam
09:01emperrados há tanto tempo.
09:02Exatamente, está aproximando todo mundo.
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