Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 7 meses
De acordo com Carla Jaciara, responsável técnica pelas arboviroses no estado, a diminuição dos casos pode ser um reflexo da atividade diária da população, porém, segundo ela, "a não procura do serviço também reflete na redução dos dados".

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Esta semana, a Secretaria de Estado da Saúde divulgou o boletim epidemiológico com balanço dos casos de dengue em todo o estado.
00:10E a gente conversa ao vivo, agora no nosso programa Olho Vivo, com Carla Jaciara.
00:16Ela é técnica do núcleo de arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde,
00:21que pode trazer pra gente de forma detalhada os números desse boletim epidemiológico.
00:26Carla Jaciara, bem-vinda aqui ao nosso programa Olho Vivo, na TV e Rede Diário. Boa tarde.
00:33Boa tarde, obrigada. Boa tarde a todos.
00:38Quais os números que esse boletim epidemiológico traz justamente para esse balanço da Secretaria de Estado da Saúde?
00:48Então, mensalmente é divulgado o boletim epidemiológico das arboviroses
00:52e nesse boletim de número 6, que ele trata aí de dados até a semana epidemiológica 22,
01:01mostra um aumento de mais de 5.500 casos confirmados.
01:06Isso é pra dengue, chikungunya, zika e também febre de oropulche.
01:11As regiões de saúde com maior incidência são a primeira, segunda e terceira região de saúde.
01:16Porém, quando a gente compara com o mesmo período pra 2024, observa-se uma redução no estado da Paraíba.
01:25Nós temos aí uma redução de mais de 50% pra dengue, de mais de 60% pra chikungunya e de mais de 80% pra zika,
01:33diferente de oropulche.
01:34Então, é importante que a população esteja atenta a qualquer sinal ou sintoma pra estar procurando serviço de saúde,
01:42porque é necessário que o município realize as notificações pra que o trabalho da vigilância epidemiológica,
01:47vigilância ambiental, seja oportuno e assertivo no território.
01:51Carla Jaciara, em relação aos dois óbitos que foram registrados,
01:55inclusive o boletim ele traz de forma detalhada,
01:58dois óbitos em decorrência das arboviroses aqui no estado da Paraíba.
02:03Quais são os critérios utilizados para a identificação do óbito e em relação à confirmação?
02:11Como é que a Secretaria lida com esses casos, inclusive a confirmação desses dois óbitos?
02:18Nós tivemos aí dois óbitos confirmados, um pra dengue e um pra chikungunya,
02:23um no município de São Domingos do Cariri, que foi pra dengue,
02:26e um no município de Campina Grande pra chikungunya.
02:28Como caracteriza o encerramento desse óbito, a confirmação desse óbito?
02:35Aqui na Secretaria nós temos a sala de situação das arboviroses
02:38e temos também um grupo técnico de investigação de óbito suspeito pra arbovirose.
02:44Então, todo óbito que ele é investigado com suspeita para o agravo,
02:49nós trabalhamos com investigação de prontuário,
02:51cópias de prontuário no serviço onde ocorreu o óbito,
02:54a investigação domiciliar, né?
02:56Então, o município tem tatuante na busca ativa dessas informações,
03:00por onde esse paciente circulou,
03:02se ele procurou unidade básica de saúde,
03:05ou se ele se automedicou.
03:07No município que ele reside, a incidência é alta, é baixa,
03:10o índice de infestação é alto ou baixo,
03:15se tem pontos estratégicos na residência,
03:18próxima residência, se tem focos na residência.
03:21Então, assim, é avaliado vários contextos
03:24pra se fazer o encerramento desse óbito e a confirmação.
03:29Logicamente, é elaborado um relatório,
03:31juntamente com esse grupo técnico,
03:33nós temos infectologista nesse grupo participando
03:36e encaminhado um relatório pra o município,
03:39informando a confirmação ou não desse óbito.
03:43Nós estamos conversando agora no programa Olho Vivo
03:46com Carla Jaciara, que é técnica do núcleo de arboviroses
03:50da Secretaria de Estado da Saúde,
03:52trazendo justamente os detalhes desse boletim epidemiológico.
03:56E eu lhe pergunto, Carla Jaciara,
03:58a que é que a Secretaria de Estado da Saúde,
04:01ela atribui a redução, nesses casos,
04:04tanto da dengue, da zika e da chikugunha?
04:07Então, alguns anos eles são mais sazonais do que outros, né?
04:14Se você observa nos painéis de monitoramento,
04:20esses acompanhamentos, você pode observar que
04:22alguns anos eles têm uma incidência maior
04:25e alguns outros anos eles têm uma sazonalidade menor.
04:28Em 2024 nós tivemos uma sazonalidade bastante alta,
04:33mesmo com o mesmo período climático de 2024
04:36que nós estamos tendo em 2025,
04:38porém, a população tem uma parcela nisso.
04:43Porque se a população não procura o serviço de saúde,
04:45eu não consigo identificar aquele caso,
04:47notificar e pontuar aí a incidência no meu município.
04:51Pra eu calcular a incidência, eu preciso que
04:53a população procure o serviço de saúde,
04:57o profissional esteja sensibilizado, capacitado
04:59para identificar um caso suspeito de dengue,
05:02chikungunha, zika ou febre do ouro puxo,
05:05como também coletar amostras e encaminhar pra Olacen,
05:08que é o nosso laboratório de referência.
05:10Então, a gente trabalha todos esses eixos,
05:13tanto da população procurar serviço,
05:15o profissional qualificado, sensibilizado pra notificar,
05:18pra que a vigilância seja feita de forma oportuna,
05:22como eu já falei anteriormente,
05:23oportuna e assertiva no território.
05:26É pensamento da secretaria,
05:28uma avaliação de que a população também se engajou
05:32a partir de uma conscientização
05:33do engajamento da sociedade
05:36pra combater o mosquito,
05:38a Aedes aegypti,
05:40que dele se derivam a dengue,
05:42a zika, a chikungunha.
05:44A gente pode também ter
05:46essa consciência de que
05:47o cidadão está engajado também
05:50pra combater o mosquito
05:51diante dessa redução
05:53no número de casos?
05:55Com certeza.
05:57Pode sim ser um reflexo do trabalho,
06:00da atividade diária
06:01que a população exerce na sua residência,
06:04como também acionar os órgãos competentes,
06:07os órgãos municipais
06:09pra aquelas residências que estão fechadas,
06:12terrenos baldios com bastante focos importantes
06:18do Aedes,
06:20mas também a não procura do serviço,
06:23ele reflete nessa redução desses dados também.
06:26Como eu falei anteriormente,
06:28a questão da sazonalidade alta
06:30ou da baixa sazonalidade
06:31durante aquele ano que está sendo vigente.
06:34Ok, Carla, Jaciara,
06:37gostaríamos de agradecer
06:38a sua participação aqui no nosso programa,
06:40parabenizamos inclusive
06:42o trabalho da secretaria,
06:44a gente vê esse reflexo
06:45diretamente na redução
06:46no número de casos,
06:48o que gera também
06:49muita tranquilidade
06:50pra população,
06:51nós sabemos de que
06:52quantos e quantos casos
06:53nós tivemos nos últimos anos,
06:55e a gente saber de que
06:56esse número ele está reduzindo,
06:58a gente sabe que é um compromisso
07:00também do cidadão,
07:01mas também das autoridades sanitárias,
07:03do nosso estado,
07:04e isso é muito bom,
07:05traz muita tranquilidade
07:06pra o cidadão.
07:08E a gente deseja
07:08ainda mais o engajamento,
07:10né, da sua pasta,
07:12da Secretaria de Saúde,
07:14e qual o alerta
07:14que você deixa agora
07:15pra o cidadão
07:17que está nos acompanhando agora,
07:18tanto na capital João Pessoa,
07:20como também
07:20nesse nosso interior do estado,
07:22no sertão paraibano?
07:24Pois é,
07:25essa redução desses casos
07:28não quer dizer
07:29que a população fique confortável
07:31pela situação
07:32que se representa,
07:34né?
07:34É essencial
07:35que seja um momento
07:37da população
07:38continuar atenta
07:39a qualquer meio
07:40que venha acumular água
07:41pra eliminação
07:43de forma adequada,
07:44como também
07:45acionar os órgãos competentes,
07:46né?
07:47Lembrar aí
07:47do ACE,
07:48do ACS
07:49no seu município,
07:50no seu território,
07:51a equipe de saúde
07:52da família também
07:53que é bastante presente
07:54no município,
07:55precisa sim estar
07:56em conjunto,
07:57né,
07:57intersetorial
07:58e a população
07:59participando disso aí.
08:00E aí
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado