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O presidente Lula assinou uma medida provisória que amplia a isenção da conta de luz. A proposta pode impactar até 60 milhões de pessoas. O texto foi apresentado a parlamentares e aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, nesta quarta-feira (21). Lula se reuniu com os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para fazer os últimos ajustes da proposta.
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NotíciasTranscrição
00:00E vamos falar de outra medida, e o presidente Lula assinou uma medida provisória
00:07que amplia a isenção da conta de luz.
00:12A proposta pode impactar até 60 milhões de pessoas.
00:17O texto foi apresentado a parlamentares e ao presidente da Câmara, Hugo Motto e Senado, Davi Alcolumbre.
00:24Na manhã de hoje, Lula se reuniu com os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira,
00:29e de Relações Institucionais, Glaze Hoffman, para fazer os últimos ajustes da proposta.
00:36Meu querido Rodolfo Maris, já ensinava o saudoso monetarista da Escola de Chicago, Milton Friedman,
00:44que não existe almoço grátis.
00:46Claro que a fraude de INSS, atingindo os mais pobres, tem abalado a credibilidade do governo.
00:52Essa medida, para quem consome até 80 kW de energia elétrica e vai ter isenção total,
01:00e outras famílias que são pequenos consumidores, uma isenção de até 12%, uma diminuição nas contas,
01:08serão pagas provavelmente pela classe média, pela indústria e pelo comércio.
01:13Como você vê, então, essa possibilidade?
01:15É uma medida provisória.
01:16Ela tem que ser votada em até 120 dias, senão ela perde a validade.
01:20Qual a sua avaliação?
01:22É bom?
01:23Claro que é.
01:24Mas quem vai pagar essa conta?
01:26Nós.
01:27Essa é a questão.
01:29Uma medida totalmente populista, que vai beneficiar cerca de 60 milhões de pessoas no Brasil,
01:34mas que outras milhões de pessoas vão acabar tendo a sua conta de luz um pouco mais cara
01:40devido a essa assinatura do presidente Lula.
01:45O que eu vejo com essa medida?
01:46Está uma popularidade lá embaixo, uma popularidade que já está chegando na linha da cintura,
01:51daqui a pouco pode chegar até no calcanhar, ou seja, caindo cada vez mais,
01:55e o Lula vem com uma medida populista, como foi no Lula 1, no Lula 2,
01:58e ele está tentando implantar as suas bandeiras de campanha no Lula 3, mas está muito difícil.
02:05Nós tivemos agora, há dois meses atrás, a questão do pé de meia,
02:09que foi feita na Bacia das Almas, quando ainda não tínhamos nenhum orçamento para 2025.
02:16Foi assinada ali na Bacia das Almas, falo mais uma vez sobre isso.
02:19Uma medida totalmente populista, tendo em vista que o seu maior beijo eleitoral no Norte e Nordeste
02:24também vem caindo a sua popularidade.
02:27O que ele faz agora, então? Ele tem uma medida dessa, que vai beneficiar 60 milhões de pessoas,
02:32que é até 80 kW, o que eu acho muito baixo, na verdade,
02:35porque uma pessoa sozinha consome muito mais do que 80 kW por dia.
02:39Uma família, em média, consome de 120 a 180 kW por mês.
02:44Olha só, devemos ver agora, Capês, como vai funcionar isso lá com os seus aliados,
02:50se isso vai passar ou se não vai passar, e se de fato, daqui a um mês ou dois meses,
02:55na verdade, são 90 dias, né? Tem 90 dias para que a gente cita no nosso bolso
02:59essa medida que o Lula está tomando, venha de fato ocorrer.
03:03Pois é.
03:04Meu querido Emerson Tawil,
03:07a questão da inflação é que você dá um presente com uma mão
03:11e tira com a outra.
03:14Porque no momento que você cria uma isenção que pode aumentar o déficit fiscal,
03:19você aumenta, obriga o Banco Central a elevar a taxa de juros.
03:24Você aumenta, elevando a taxa de juros, o pagamento dos juros da dívida,
03:29dos serviços da dívida, que já tem mais de um trilhão por ano.
03:32E aí, o resultado é inflação.
03:35Tomate subindo 30%, ovo subindo 43%.
03:38Então, quando a gente faz uma análise, a gente procura fazer uma análise,
03:42eu quero ouvir sobre o equilíbrio entre o benefício,
03:45mas se é um benefício que vai ser compensado por uma perda ou não.
03:50Bom, não sou economista, Capês, mas assim,
03:52todo mundo sabe que na economia, para alguém ganhar um real, alguém perdeu.
03:56E essa medida vai atingir cerca de 60 milhões de pessoas no país.
04:01Não sou contra ajudar as pessoas mais necessitadas.
04:04Mas o grande problema é a sobrecarga que vem, dia após dia,
04:08naqueles que contribuem, que trabalham, laboram,
04:11diuturnamente, de maneira muito difícil, sacrificante.
04:14Não são poucos também, não estamos falando dos grandes empresários,
04:17das pessoas mais abastadas financeiramente.
04:19E o governo vem, do meu ponto de vista,
04:22tentar alavancar um pouco mais a sua popularidade, que está em baixa.
04:25A última foi avaliada em 38%, ele vem caindo dia após dia.
04:29E isso preocupa, porque esses 60 milhões de pessoas
04:33que serão contempladas com esse projeto do governo federal
04:37vai ter um custo de 3,6 bilhões de reais para a economia.
04:40E como você disse, levando em consideração que no país
04:44nós temos cerca de 17% de furto de energia,
04:47ou seja, os famosos gatos, que geram um gasto para a economia
04:51de 10,3 bilhões de reais, somados aos 3,6,
04:56nós estamos aí na ordem de quase 15 bilhões.
04:58Mais o rombo do INSS, tudo na casa do Bi, tudo Bi.
05:03E eu não sei, essa conta uma hora vai chegar e vai quebrar.
05:07Não tem outra alternativa. É matemática pura e simples.
05:10Isso que qualquer analfabeto funcional consegue fazer essa conta.
05:14Então, tentar dar um agrado à população,
05:17como eu disse na outra fala, pão e circo mais uma vez,
05:20isso pode contemplar os 60 milhões de brasileiros
05:24que são considerados ali na utilização de até 80 mil kilowatts.
05:28Para ter uma ideia, nos furtos de energia,
05:31são cerca de 40 terawatts furtados.
05:35E isso quem paga é o contribuinte.
05:38A conta sempre sobra para o contribuinte.
05:41O sujeito que acorda cedo, estou falando de um sujeito que ganha o salário mínimo,
05:44que acorda cedo, labora 22 dias por mês,
05:49que paga os seus tributos, que fica 4, 5, 6 horas no ônibus,
05:53é ele que paga a conta.
05:54É fácil fazer cortesia com o chapéu dos outros.
05:57Esse projeto não é muito bem-vindo agora.
06:00Os pobres realmente precisam,
06:03mas precisam muito mais do que benesses.
06:04precisam ter condições dignas de ter o seu próprio sustento
06:08sem depender do próprio governo.
06:11Toda vez que o governo cria uma dependência da população para com o seu governo,
06:15isso é um sistema, é um ciclo vicioso
06:17que pode comprometer as eleições.
06:20Porque esse sujeito que depende da economia, depende do governo,
06:23ele muito provavelmente seja complacivo ao governo que aí está.
06:27E eu sou totalmente contra.
06:28Professor Túlio Nasa, aqui no site de economia do G1,
06:32de abril de 2025,
06:34daqui a pouco, um mês,
06:37desconto para os mais pobres pode custar 4,5 bilhões de reais,
06:424 bilhões e 500 milhões de reais,
06:45para outros consumidores.
06:47É a tese do Milton Friedman.
06:49Alguém paga esta conta.
06:52Só o governo que precisa economizar mais,
06:55não o consumidor.
06:56A classe média tem que ser penalizada.
06:58Eu quero te ouvir.
06:59É isso mesmo, Capês.
07:01Na verdade, lendo hoje mais atentamente sobre esse assunto,
07:06no café da manhã,
07:07eu descobri, viu, Emerson,
07:09onde que...
07:10Quem vai pagar essa conta?
07:11Quem vai pagar essa conta já está previsto ali
07:14nas faixas de consumo de energia,
07:17aonde que vai aumentar.
07:18É a classe média.
07:19É a classe média que vai pagar essa conta.
07:21Então, é uma medida realmente populista.
07:25Vai beneficiar quem consome menos,
07:27mas vai onerar quem consome mais.
07:28E aí, a grande pergunta que se faz, então, Capês,
07:31é a seguinte.
07:32Como é que é possível baratear o serviço
07:34sem que haja esse ciclo vicioso
07:37de que eu cobro,
07:39vou cobrar menos de uma parcela,
07:41mas eu onero mais a outra?
07:42É mais ou menos que nem a reforma tributária
07:44e a isenção dos 5 mil lá do Imposto de Renda.
07:46Quem é que vai pagar a conta?
07:47É a pessoa jurídica.
07:48É a distribuição de lucros da pessoa jurídica.
07:50Que já tem 34% de carga tributária.
07:54Então, no final das contas,
07:55não se consegue reduzir o custo Brasil.
07:58Como que se reduziria o custo Brasil?
08:00De novo,
08:01tudo está ligado ao orçamento público.
08:04Tudo está ligado ao orçamento público.
08:06Por quê?
08:07Veja, esse 50% do total,
08:1150 bilhões de reais
08:12que está na mão de emendas parlamentares,
08:15se pelo menos reduzisse para 5 bilhões,
08:17sobra 45 bilhões.
08:18Sabe o que o governo poderia fazer?
08:20Investir em infraestrutura
08:22para o serviço de energia elétrica no Brasil.
08:25Hidrelétricas,
08:25cabeamento, por exemplo,
08:27por baixo das calçadas.
08:29Isso evita demais,
08:31economiza demais no custo de manutenção,
08:33de reposição,
08:34furtos, etc.
08:36Então, infraestrutura,
08:38investimento
08:39na rede elétrica brasileira
08:42é que permitiria realmente
08:43reduzir o preço
08:45e não precisa ser economista,
08:46basta entender um pouco
08:47de Estado,
08:48de governo.
08:49Reduziria definitivamente
08:50de forma consistente o preço.
08:52Mas como que a gente vai ter
08:53esse dinheiro
08:54para investir
08:55em obras de infraestrutura
08:56ou obras de contenção de enchente,
08:58por exemplo,
08:59que o Rio Grande do Sul
09:00está enfrentando
09:00se esse dinheiro
09:01de investimento
09:02está na mão
09:03do troca-troca político,
09:05está na mão
09:05das emendas parlamentares.
09:07Então, parece que eu estou sendo repetitivo
09:09de forma chata?
09:11Estou.
09:12Mas é isso
09:13que está na ordem do dia,
09:14Capês.
09:14Professor,
09:15só um partezinho.
09:17O que o senhor fala aqui,
09:18o que dá
09:18uma economia
09:19para o país
09:20é você colocar
09:21uma ordem
09:23econômica
09:23estável,
09:25uma moeda
09:26forte,
09:26condições educacionais
09:28e sociais
09:28dentro de uma nação
09:30que possa progredir,
09:32alavancar,
09:33fazer uma escalada
09:33em que ele não precise
09:34depender do governo,
09:35que ele tenha condições próprias
09:36e que a economia
09:37seja uma coisa pujante
09:38e que a nossa sociedade
09:40tenha condições plenas
09:41de se autogerir
09:42sem depender
09:43de um governo
09:44que muitas vezes
09:45se mostra fracassado
09:46e faz políticas sociais
09:47para tentar
09:48as benemerências
09:49e alavancar
09:50a sua estatística
09:52furada,
09:53como dissem.
09:53Perfeito, Emerson.
09:54E sabe como
09:55se faz isso?
09:56Desculpa, Capês.
09:57Como que vai
09:58desonerar o cidadão
09:59e permitir que ele
10:00seja independente,
10:01que ele prospere
10:02economicamente?
10:03Somente reduzindo
10:05a despesa pública.
10:06Sabe por quê?
10:07Porque se não reduzir
10:08a despesa pública
10:08o Estado vai ter
10:09que cobrar mais imposto
10:10e aí o cidadão
10:11vai ter que pagar mais
10:12e ele não consegue
10:13se manter,
10:13não consegue se independer.
10:15Então, de novo,
10:16parece o óbvio
10:17lulante,
10:19mas é a realidade.
10:20É preciso controlar
10:21a despesa pública.
10:22Vou falar um
10:22que não tem nuclear.
10:23Cara,
10:24o senhor colocou
10:25uma pauta aqui
10:26professor,
10:26muito interessante
10:27porque a gente
10:27está querendo cobrar
10:28e falar de kilowatts
10:29de energia,
10:30mas nós não temos
10:31saneamento básico
10:32no Brasil, tá?
10:33Mais de 49 milhões
10:34de pessoas vivem
10:35nessa situação.
10:36As comunidades,
10:37que é a grande
10:37porcentagem das pessoas,
10:38as periferias,
10:39é quem sustenta
10:40o coração financeiro
10:41do país,
10:42não tem saneamento básico.
10:44Como que nós
10:44vamos pensar
10:45na possibilidade
10:46de um país
10:47de primeiro mundo
10:47de colocar os fios
10:48como é na Oscar Freire,
10:49por exemplo,
10:50porque Oscar Freire
10:51é um centro,
10:52é um polo ali
10:53muito importante
10:54para o comércio
10:55autolucrativo chique
10:56na cidade de São Paulo,
10:57então não é viável
10:58você ter ali
10:59aqueles fios passando,
11:01não é fotogênico
11:02aquilo ali.
11:02Agora,
11:03nas periferias,
11:04você vê um emaranhado
11:04de fios
11:05que ainda a gente
11:06não consegue nem entender
11:07como que a Enel
11:09consegue olhar
11:10para aqueles fios
11:11e distinguir
11:12o que cada um
11:13significa.
11:14Nós estamos
11:14falando de país
11:14de primeiro mundo,
11:15sabe?
11:16deveria ser aberto
11:18essa chancela
11:18que o Lula colocou
11:19agora
11:19para todos os brasileiros
11:21ou pelo menos
11:22diminuir,
11:23já que nós estávamos
11:23rodando em bandeiradões
11:24aqui no Brasil
11:25há pouquíssimo tempo atrás,
11:27mês passado,
11:27por exemplo.
11:28Agora,
11:29quer beneficiar
11:3060 milhões de pessoas
11:31colocando as custas
11:33da cidadão
11:34da classe média
11:36essa conta
11:37não é benéfico.
11:38É aquela história
11:39do cobertor de solteiro.
11:40Sabe qual é a história
11:40do cobertor de solteiro?
11:41Ou você cobre o seu pé
11:43e descobre a cabeça
11:44ou você cobre a cabeça
11:45e descobre o seu pé.
11:46É assim que nós vivemos.
11:47O brasileiro se adaptou a isso
11:48e é quase que uma política
11:50inadmissível.
11:51Mas o brasileiro vive
11:52na questão
11:53da sobrevivência.
11:54Aqui é jungle,
11:55é a selva
11:56onde o Brasil
11:57se encontra.
11:58Sérgio Zagarino.
12:00Isso não é uma medida
12:01que está beneficiando
12:0260 milhões de brasileiros.
12:04Não é.
12:05Isso é uma medida
12:06que está beneficiando
12:07o próprio governo.
12:08Isso é uma medida
12:09que está beneficiando
12:10a manutenção do poder
12:11a qualquer custo.
12:12Eu digo isso porque
12:13medidas que beneficiariam
12:14o povo brasileiro
12:15seriam fazer com que
12:17tivéssemos uma responsabilidade fiscal
12:19e uma austeridade fiscal enorme.
12:21Seriam medidas
12:22para fazer com que
12:23não tivéssemos um prejuízo
12:24acima de 7 bilhões de reais
12:26nas estatais.
12:27Seria acabar
12:28com essa farra do boi
12:29de 60 milhões de reais
12:31de emendas parlamentares.
12:33Seria reduzir
12:33a dívida pública no Brasil
12:35que chega a 80% do PIB.
12:37Seria fazer com que
12:38nós não tivéssemos
12:39tantos servidores
12:40recebendo acima do teto
12:41gerando um prejuízo
12:43anual de mais de 5 bilhões.
12:45Seria discutir a redução
12:46do fundo eleitoral
12:48e do fundo partidário
12:49que somados
12:49se dá em 6 bilhões.
12:51Sabe quanto custa
12:51essa medida do Lula?
12:53Agora, essa brincadeira
12:54que ele vai assinar.
12:54Olha, gente,
12:55estou aqui brincando
12:56de fazer política
12:56fingindo que vou beneficiar
12:58quando, na verdade,
12:59isso é uma medida
12:59populista, barata,
13:01que tem apenas interesse
13:02de benefício próprio,
13:04já que sua popularidade
13:05está sendo destruída
13:06em razão de tudo
13:07que eu falei,
13:08reflexo da economia,
13:09que vai fazer com que ele
13:10não tenha condições
13:12de ser reeleito.
13:14Então, essa medida
13:14vai ser na caneta,
13:16não tem condições
13:17de ser aprovado no Congresso,
13:18já fica uma súplica,
13:19um pedido para o Congresso,
13:22porque isso é uma brincadeira,
13:23porque essa brincadeira
13:24de mau gosto
13:24vai gerar um prejuízo
13:25para os nossos cofres públicos
13:27e já estão arrebentados
13:28de mais 3,6 bilhões de reais.
13:32Deve ser muito fácil
13:33brincar com 3,6 bilhões de reais
13:35com dinheiro que não é dele,
13:36porque esse dinheiro
13:37é do povo brasileiro.
13:38Então, você, brasileiro,
13:39que está assistindo,
13:40cobre medidas duras do governo
13:42para termos responsabilidade fiscal.
13:44E aí, sim,
13:45você vai conseguir ter dinheiro,
13:46renda,
13:47para pagar a sua conta de luz
13:48sem precisar desse benefício.
13:51Vamos lá.
13:52Tudo tem dois lados.
13:53A Garena é brava,
13:54a Garena é brava,
13:55mas eu sou obrigado
13:56a fazer aquilo.
13:57É uma medida
13:58que vai dar isenção integral
14:00para famílias de baixa renda
14:02que consumam até 80 kW.
14:05Se ela consumir
14:07acima de 80 kW,
14:08ele paga consumir acima.
14:11Essa isenção
14:12até 80 kW
14:14vale para essas famílias
14:15de baixa renda
14:16que estão ali no Cade Único,
14:17que tem uma renda
14:18de meio salário mínimo
14:19per capita na família.
14:21Então,
14:21beneficiaria, em tese,
14:2360 milhões de pessoas.
14:24Mas aí,
14:25vai transferir essa conta
14:26para a classe média,
14:28para o comércio
14:30e para a indústria.
14:31Isso vai ter impacto,
14:32claro,
14:33na inflação.
14:34Agora,
14:3480 kW,
14:35se vocês terem uma ideia,
14:36a Enel cobra
14:3725 centavos por kW.
14:39Se você fizer uma conta
14:41aqui de padaria,
14:4280 kW vezes 25 centavos,
14:44quer dizer,
14:45até 20 reais
14:46está
14:46desta isenção.
14:48Então,
14:49às vezes,
14:49a notícia
14:49tem aquele bruta
14:50daquele impacto,
14:52mas você vai ver
14:52que são ali
14:5320 reais.
14:54Mais ou menos
14:55o que subiu
14:55a dúzia de ovos
14:56nos últimos cinco meses.
14:58Mas vai baixar, Capês.
14:59Muito bem.
14:59O ovo baixa, né?
15:00Vai baixar,
15:01agrícola,
15:01agrícola, né?
15:01O Sérgio Zagarino
15:03pediu a palavra
15:04e ele está bravo hoje,
15:06mas estamos dando
15:07aquele equilíbrio.
15:08Quer dizer,
15:09o que dá é a César
15:10e o que é de César.
15:11Foram 4,3 bilhões
15:14de reais
15:14desviados
15:15de pensionistas
15:16e aposentados,
15:17no caso da INSS.
15:18Isso é verdade.
15:20A classe média
15:21vai pagar,
15:21mas também
15:22tem esses 20 reais
15:23até 80 kW
15:24que vão ser concedidos.
15:26A gente não sabe
15:27se a medida provisória
15:28vai ser aprovada ou não.
15:29O governo está se virando,
15:31porque ele não sabe
15:31de onde tirar o dinheiro,
15:32mas está tentando ajudar.
15:34É a esse o ponto
15:35que eu quero chegar.
15:35Qual o Brasil
15:36que nós queremos?
15:37O Brasil que o governo
15:37tem que ficar subsidiando
15:39conta de luz de 20 reais
15:40ou o Brasil que nós queremos
15:42é um país
15:42que as pessoas
15:43tenham condições
15:44de ter renda
15:45e poder,
15:46ao final do mês,
15:46pegar a sua conta de luz
15:47de 20, 30, 40 reais
15:48que seja o valor dela
15:49e pagar ela com orgulho?
15:51Essa é a diferença
15:53de proposta de Brasil
15:54que nós estamos discutindo.
15:55Porque essa proposta
15:56de Brasil
15:56que está sendo discutida
15:57e apresentada por esse governo,
15:59principalmente com medidas
16:00populistas como essa,
16:01é um país
16:02que está indo à falência.
16:04Mas,
16:05meu querido professor Turnaz,
16:06é uma medida populista
16:08ou é uma medida popular?
16:09O governo está atendendo
16:10a população
16:11de baixa renda,
16:12afinal de contas.
16:13Está certo que em 2027
16:15não vai ter dinheiro
16:16para pagar a saúde
16:17e a educação.
16:18Mas o governo
16:19está se virando,
16:20está tentando ajudar
16:21de alguma maneira.
16:22Ele quer baixar
16:22a taxa de juros
16:23sem parar de gastar,
16:25não é verdade?
16:25Quer garantir o sigilo
16:28de gastos pessoais
16:30do presidente
16:30da primeira dama
16:31e são coisas que...
16:32Agora,
16:33por outro lado,
16:33ele tenta reequilibrar.
16:36Como é que você vê
16:36a questão do equilíbrio fiscal,
16:39que é você gastar
16:40menos do que você arrecada
16:43ou gastar pelo menos
16:43aquilo que você arrecada?
16:45Como é que você vê
16:46essa possibilidade
16:48de governos
16:49que têm um viés
16:49mais assistencialista
16:51e, portanto,
16:52eles agradam
16:53à primeira vista,
16:53prima face,
16:54a população
16:55de mais baixa renda,
16:57mas isso vai acarretando
16:58um atraso
16:59e um custo
17:00com o serviço
17:01da dívida pública.
17:02Como é que você...
17:03Porque eu vi
17:03o professor Túlio Nasa,
17:05eu estava vendo
17:05uma matéria
17:06sobre o endividamento
17:08dos Estados Unidos.
17:09Então, a dívida
17:10dos Estados Unidos
17:10deve chegar
17:11no final do ano,
17:12professor,
17:12em 38 trilhões de dólares.
17:1638 trilhões de dólares
17:17vai dar mais ou menos
17:18para os Estados Unidos
17:19pagar 1,2 trilhões
17:21de dólares por ano
17:22de juros.
17:251,2 trilhões de dólares
17:27de juros.
17:28É quase o PIB do Brasil
17:29que vai ter que pagar
17:31por ano.
17:31E aí eles estavam dizendo,
17:32isso significa
17:33que os Estados Unidos
17:33vão quebrar ou não?
17:35E, segundo os economistas,
17:36você tem que pegar lá
17:37o PIB dos Estados Unidos,
17:38que é 28 trilhões.
17:41Se você estiver pagando
17:42mais do que 6% do PIB
17:44em juros,
17:45a tua economia
17:46entra em perigo,
17:47a situação de irreversibilidade.
17:4928 vezes 10%
17:51é 2,8,
17:535% é 1,4.
17:54A gente está pagando
17:55a taxa de juros
17:56compatível com juros.
17:57O que me preocupa
17:58é o Brasil,
17:59porque nós temos aí
17:59um PIB de 11 trilhões
18:01de reais
18:01e estamos pagando
18:02um trilhão de juros.
18:04Já é 10%.
18:05A possibilidade de defor,
18:06não estou querendo
18:07criar alarme,
18:08mas nós estamos
18:09numa situação
18:10que nossa nota
18:11de investimento
18:12vai ser rebaixada.
18:13E o governo continua
18:14como se estivesse
18:15no mundo de Nárnia.
18:16queria que você fizesse
18:17uma análise
18:18sobre essa questão
18:18da responsabilidade fiscal
18:20e da alta taxa
18:23de juros
18:23que estamos pagando.
18:25Perfeito, Capês.
18:26Sua pergunta
18:26é bem complexa.
18:28Eu vou tentar
18:28aqui de forma didática
18:30resolver,
18:31não resolver
18:32todos os problemas
18:32do Brasil,
18:33mas pelo menos
18:33explicar para a nossa
18:34audiência
18:35o que acontece.
18:36Capês,
18:37aí tem duas situações
18:38que precisam ser medidas
18:39e analisadas.
18:40A primeira delas
18:41tem a ver com o que
18:42a gente está falando
18:42há pouco tempo aqui,
18:44sobre reeleição.
18:45O problema desse governo
18:47é o seguinte,
18:48está muito próximo
18:49das eleições
18:50do ano que vem.
18:52Então, não é possível
18:53para o governo
18:54fazer uma reforma
18:56administrativa,
18:57enxugar os gastos
18:58para que possa
19:00girar a roda
19:00da economia
19:01com credibilidade,
19:03com confiança
19:03e abaixar a inflação
19:05e ele ter tempo
19:06de melhorar a popularidade.
19:08Então, essa medida
19:09de responsabilidade fiscal
19:11que o governo
19:12deveria adotar,
19:13ela leva tempo.
19:14Ela leva tempo,
19:15ela leva alguns
19:16sacrifícios eleitorais,
19:18ela leva quebra
19:19de populismo.
19:20Então, o governo,
19:21é por isso que o governo
19:22Lula já disse
19:23que não está preocupado
19:25com o déficit público,
19:27que ele vai dobrar posto.
19:28O que ele vem fazendo?
19:30Ele vem,
19:30ao contrário
19:31de reduzir despesas,
19:32ele está soltando
19:33crédito
19:34para a população,
19:35para que a população
19:36tenha a sensação
19:37de que a economia
19:38está boa.
19:39Ele está fazendo
19:40medidas populistas.
19:41Então, esse é o primeiro
19:42problema,
19:43que é o da reeleição,
19:44que é um problema
19:44que precisa ser discutido,
19:46sim, precisa ser analisado
19:47para evitar
19:48esse tipo de medida.
19:49E o segundo item,
19:51Capês,
19:51que é fundamental,
19:53é chamado
19:53a qualidade do gasto público.
19:56É preciso
19:56desmistificar
19:57algumas coisas.
19:58Eu já ouvi aqui
19:59muitos defensores
20:00do governo
20:00dizendo que
20:01países evoluídos
20:03têm um alto
20:04índice de endividamento.
20:06Então,
20:06que eles preferem
20:07ter o endividamento
20:08que prova
20:09que os países evoluídos
20:10estão no caminho certo,
20:11que o problema
20:12não é o endividamento.
20:13Mas, dentro
20:14do endividamento,
20:16de novo,
20:16o diabo mora nos detalhes,
20:17é preciso diferenciar
20:19o que é
20:20déficit público
20:22com o que é
20:23investimento.
20:24Eu vou explicar.
20:26Um país
20:26pode estar endividado
20:28porque ele está fazendo
20:29grandes obras
20:30de infraestrutura.
20:31Eu estou fazendo
20:32grandes obras
20:32de saneamento básico,
20:34como o Rodolfo
20:35pediu aqui.
20:36Eu estou fazendo
20:36grandes obras
20:37de infraestrutura
20:41no país
20:41para conter enchentes.
20:42Então,
20:43é evidente
20:43que haverá
20:44um endividamento
20:45maior naquele país.
20:46Mas esse endividamento
20:48é momentâneo
20:49e ele vai
20:49trazer riqueza
20:51para frente.
20:51Outra coisa
20:52é o déficit.
20:53Ou seja,
20:54é a dívida
20:55do poder público
20:56gerado porque
20:57o poder público
20:57gasta mais
20:58do que arrecada.
20:59Então,
21:00o problema em si,
21:01Capês,
21:02não é ter
21:03ou não dívida
21:04o governo federal.
21:05é exatamente
21:06a qualidade
21:07dessa dívida,
21:08onde esse dinheiro
21:09está sendo aplicado.
21:10E no Brasil,
21:11nós estamos assistindo
21:12hoje uma realidade
21:13que em vez
21:14de se investir
21:14em saneamento básico,
21:17sistema de energia elétrica,
21:20está se investindo
21:20em quê?
21:21Em emenda parlamentar.
21:23Está dando dinheiro
21:24para os parlamentares
21:25venderem apostila
21:26de ensino
21:27para as prefeituras,
21:28para vender equipamento
21:30na área esportiva,
21:31para fazer asfalto,
21:33quando,
21:33na verdade,
21:33o dinheiro de investimento
21:35seria para obras
21:37de longo prazo.
21:38Essa é a razão
21:39pela qual
21:40esse dinheiro existe.
21:41Ele não é
21:42para pequenas ações.
21:43Esse é o problema.
21:45O diabo mora
21:46nos detalhes, Capês.
21:47E tem a condição mínima
21:48também de sobrevivência
21:49aqui, né?
21:50Porque quando a gente
21:51fala de saneamento básico,
21:52as pessoas parecem
21:53que nem todo mundo entende.
21:54Mas é verdade.
21:55Pavementação,
21:56esgoto,
21:56dá enchente.
21:57Você não tem esgoto.
21:58Você tem um retorno fluvial.
22:00É uma coisa
22:00que a gente tem que parar
22:01para pensar.
22:02E se a gente quer
22:02um país de primeiro mundo,
22:03nós devemos,
22:05antes de abrir os cofres
22:06e colocar um projeto
22:07como esse,
22:08por exemplo,
22:09que não vai beneficiar
22:0960 milhões de pessoas,
22:11é trazer uma resposta
22:13para um problema
22:13que já existe.
22:15Existe.
22:15É só chover,
22:16por exemplo,
22:16no Brasil,
22:17que o Brasil não está preparado.
22:19São Paulo não está preparado,
22:20o Rio Grande do Sul
22:20não está preparado.
22:21E o que o governo
22:22faz com isso?
22:22É a grande resposta
22:23que tem que ter, sabe?
22:24Melhorar a questão
22:26de ensino,
22:27melhorar os hospitais públicos,
22:29melhorar a segurança pública,
22:31que tem sido agora
22:32muito falada,
22:33porque o grande pilar
22:33hoje desse governo
22:35é falar da segurança pública,
22:37então é que nós temos
22:37uma PEC que está tramitando aí,
22:40mas nós não podemos esquecer
22:41da economia,
22:41que todo dia nós falamos aqui,
22:43que é um outro grande pilar,
22:44educação e,
22:46exatamente,
22:46a saúde.
22:47pega esse dinheiro,
22:48investe nisso,
22:49tenta sanar, por exemplo,
22:50os problemas que já existem.
22:52Não trazer para quem consome
22:5480 quilowatts,
22:55eu não estou aqui
22:56descredibilizando essa medida,
22:58mas eu acho que essa medida populista
23:00é muito mais pensando em voto
23:02para 2026
23:03do que, de fato,
23:04pensar no bem do ser humano comum.
23:06Perfeito.
23:07Vamos só também botar os...
23:09Até 80 quilowatts,
23:11a Elio cobra 0,25 quilowatts,
23:15tem empresas que cobram até 1 real,
23:18enfim,
23:18até 80 quilowatts
23:21de consumo mensal,
23:24famílias de baixa renda não pagam.
23:26Agora,
23:27em média,
23:28uma família consome
23:29450 quilowatts por mês.
23:33Para você consumir 80 quilowatts,
23:34uma média, às vezes,
23:35de 20 quilowatts por dia,
23:37de 20 a 50 quilowatts por dia.
23:39Então,
23:40a possibilidade de alguém
23:41consumir até 80 quilowatts no mês
23:44é muito restrita.
23:47Uma faixa muito pequena
23:48de pessoas
23:49ficará isenta.
23:51Vai ter que acabar pagando
23:52porque vai consumir mais
23:53do que 80 quilowatts.
23:54Então,
23:55é preciso tomar um pouco de cuidado
23:57quando se faz esse cálculo,
23:58esses benesses.
23:59É melhor,
23:59como diz o professor Turinaz,
24:01investir
24:01na maior produção
24:03de energia elétrica,
24:04de buscar outras formas,
24:05outras fontes
24:06de energia limpa.
24:07Tem a energia eólica, não é?
24:09Não teve uma presidente
24:10que sugeriu armazenar o vento?
24:12Deve.
24:12Então, existem possibilidades
24:14aí que têm que ser discutidas
24:16em aberto.
24:17Sérgio Zagarino,
24:18você foi muito crítico.
24:20Você poderia fazer uma análise
24:21agora da questão
24:22do déficit fiscal
24:22sem ser tão amargo?
24:24Poxa!
24:25Fica difícil, Capês.
24:26Fica difícil a gente falar aqui
24:27toda semana
24:28com o nosso
24:30com o nosso
24:31espectador
24:31porque
24:32toda semana
24:33a gente vem aqui
24:33e discute uma medida
24:34que mais uma vez
24:35demonstra que
24:36não há uma preocupação
24:38com a auxiliaridade fiscal,
24:40com os gastos públicos.
24:41Você vê aqui
24:42o Congresso
24:43tomando decisões
24:44sem perna em cabeça,
24:46muitas vezes fisiológicas,
24:47apenas com interesse próprio,
24:49sempre lembrando
24:50que o que importa
24:51para eles
24:51é a manutenção do poder.
24:53Vide agora
24:53essa possibilidade
24:54de aumento
24:55de tempo lá
24:56permanecendo
24:57no poder legislativo.
24:58Só que
24:59quem é o responsável
25:00pela tomada de decisão,
25:02por tocar o país adiante,
25:04é o poder público
25:05na figura
25:05do poder executivo.
25:07Essa medida
25:07que está sendo tomada
25:08agora pelo presidente Lula,
25:10através de uma canetada,
25:12tinha que vir a público
25:13o ministro da Fazenda,
25:13senhor Fernando Haddad,
25:15e falar,
25:15espera,
25:16não é bem assim,
25:17não é na base
25:18da canetada
25:18que se resolve,
25:19vamos entender
25:20como é que a gente
25:20vai conseguir pagar
25:21essa conta,
25:22vamos entender
25:22se existe a possibilidade
25:23esse ano
25:24de tomar essa medida,
25:25porque ano que vem
25:25não vai dar,
25:26já que é ano de eleição.
25:27Então,
25:28às vezes,
25:29a gente tem que pensar
25:30que nem sempre
25:31nós podemos tomar
25:32as decisões
25:32que nós queremos.
25:33Vamos supor que
25:34o presidente
25:34foi o maior inocente
25:35do mundo,
25:36ele quer ali
25:36que a pessoa
25:38que tem menos condições
25:39para que não consiga pagar
25:40esses 20 reais,
25:42ele tenha essa isenção.
25:42ainda assim,
25:44não é dessa forma,
25:45é isso que o professor
25:46Túlio estava explicando,
25:47existem N formas
25:48de você conseguir
25:49atender a tua finalidade,
25:50não simplesmente
25:51pegando uma caneta,
25:52tirando uma ideia
25:52de gênio
25:53e falando,
25:53agora eu vou resolver
25:54o problema do Brasil
25:55com base
25:55numa canetada,
25:56não.
25:57Uma última questão,
25:58professor Túlio,
25:58bastante rápido,
26:00nós estamos
26:00no Instagram,
26:01tem um tema
26:02para entrar,
26:02um ex-deputado
26:03da Ucrânia
26:03foi morto,
26:04então a tragédia
26:05está acontecendo lá,
26:06como é que fica
26:07a tal da lei
26:09de responsabilidade fiscal?
26:11porque como é que existe
26:13responsabilidade fiscal
26:14quando se gasta
26:15mais do que se arrecada,
26:18não há nenhuma consequência
26:19com relação a isso,
26:20quer dizer,
26:20em 2000 foi aprovada
26:21a lei de responsabilidade fiscal,
26:23o senhor já foi gestor público,
26:25o senhor tem experiência,
26:25professor da área,
26:27por que a lei
26:27de responsabilidade fiscal
26:28não consegue deter
26:30esses estouros
26:32no teto de gastos?
26:33Olha, Capês,
26:35evidente que a lei
26:36de responsabilidade fiscal
26:37não consegue controlar
26:39a atuação do dia a dia
26:41do gestor,
26:42a lei é feita
26:42para ser cumprida,
26:44ela não tem o poder
26:45de entrar na cabeça
26:46das pessoas
26:47e dizer,
26:48cumpra-me,
26:48por favor,
26:49eu estou aqui pedindo
26:50para ser cumprida,
26:51mas o fato é o seguinte,
26:53que a lei de responsabilidade fiscal
26:54ela foi quem tirou
26:56efetivamente
26:57o Brasil
26:57de uma inflação
26:58galopante
26:59terrível
27:00na década de 80
27:01e década de 90,
27:02só deu certo
27:03o plano real,
27:04vamos lembrar
27:04a nossa audiência,
27:06porque junto com ele,
27:08o governo na ocasião
27:10adotou a melhor política
27:12internacional fiscal
27:14e monetária
27:14que era a lei
27:15de responsabilidade fiscal,
27:17foi com o controle
27:18do gasto público
27:19e com a qualidade
27:19do gasto público
27:20que se permitiu
27:21controlar a inflação,
27:23se não o plano real
27:23como os outros planos,
27:25cruzado novo,
27:26cruzeiro não sei o que,
27:27cruzeiro não sei o que lá,
27:28congelamento de preço,
27:29quem lembra das fiscais
27:31do Sarney
27:32que iam no supermercado
27:33para verificar
27:33se o preço estava subindo,
27:34nada deu certo,
27:35só deu certo
27:36a lei de responsabilidade fiscal,
27:37então, Capês,
27:39é difícil te responder
27:41por que a lei
27:42não está sendo cumprida,
27:43agora,
27:43cabe aos órgãos de controle,
27:45Tribunal de Contas
27:46da União,
27:47Congresso Nacional
27:48que também é fiscal,
27:49aliás,
27:49é o primeiro fiscal
27:50do Executivo,
27:51cobrar o cumprimento dela.
27:53Muito bem,
27:54é o que a gente precisa
27:54de economistas
27:55e gestores responsáveis,
27:57não de mágicos.
27:57está no sul do Série,
27:59digamos,
27:59é o que a gente está
28:12colocado,
28:12é o que a gente está
28:15fazendo aqui,
28:15tem uma série,
28:15então,
28:17já está colocado,
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