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TVTranscrição
00:00Não sei ainda se Dom Jerônimo é um louco ou um hipócrita.
00:05Considere as duas hipóteses, Dom Guilherme.
00:06O que você está dizendo, Padre Miguel?
00:08É isso mesmo, Padre.
00:10Dom Guilherme tem razão.
00:12Dom Jerônimo é um hipócrita.
00:14Não nos ajuda em nada a ter ele ao nosso lado.
00:17Posso ver as costas dele?
00:19Dona Basília, o seu marido dizia coisa com coisa.
00:32Esse aí não é muito certo.
00:37Trouxe uma imagem de Santa Catarina que prometia, Dona Ana.
00:42Sai.
00:44Pode deixar.
00:46Eu mesmo entrego para Dona Ana.
00:49Vem.
00:50Vem.
00:50Vem.
01:19O que você está fazendo aqui?
01:45Letriz, calma.
01:46Sai do meu quarto, eu acho confuso.
01:47Faça de conta que isso tudo é um sonho.
01:53Letriz?
01:56Tudo bem, minha filha?
01:58Não, está muito calor, minha Cândida.
02:00Eu vou dormir na varanda.
02:03Vós vencer, Bencel.
02:05Aí é que vós, você se engana.
02:08Nesta terra, não há vencedores.
02:11Viva a Neonara!
02:11Viva a Neonara!
02:14Viva a Neonara!
02:15Viva a Neonara!
02:17Eu preciso falar-lhe sobre nós e sobre o vosso pai.
02:30Onde está a Dona Ana?
02:43Onde ela está?
02:49Vamos, diga!
02:51Onde ela está?
02:52Diga!
02:52Fale ou então eu te mato!
02:54Onde está a Dona Ana?
02:55Notíra não sabe.
02:57Notíra não sabe.
02:58Fale sim.
02:59Não acredite nessa bugra mentirosa, Dona Gerônimo.
03:02Não sabe onde está.
03:03Vamos, diga!
03:03Vamos, fale se não quer morrer!
03:05Fale, Notíra!
03:07Fale!
03:07Dona Gerônimo!
03:09Pare com isso!
03:13Vós-mecer não respeita nem a casa de Deus, Dona Gerônimo.
03:16Vós-mecer também está acobertando essa surdidez.
03:19Não está, Padre Miguel?
03:20Então, de que surdidez você está falando, Dona Gerônimo?
03:23Não é hora de querer ir lá com esse padreco, Dona Gerônimo.
03:25Vamos procurar Dona Ana!
03:41Não, tira!
03:42Ele te machucou?
03:46Machucou?
03:54Por que não largue esse homem e vem comigo para São Vicente?
03:57Meu pai, Dona Gerônimo.
03:58Meu pai, eu preciso saber se já foi libertado e se está salvo em Roterdã
04:02ou se ainda apodrece nos cáceres do Santo Ofício.
04:05Eu já pedi notícias sobre o vosso pai,
04:07mas só deveria receber alguma resposta daqui a um mês.
04:12Ai, eu vou conseguir sobreviver mais uma vez naquela casa.
04:18Mas você não sabe o que é aquela casa, aquele homem, Dona Gerônimo.
04:23Às vezes deseja um morte.
04:25Não fale assim.
04:27Não fale assim.
04:29Não fale assim.
04:30Dona Gerônimo.
04:32Dona Gerônimo está a revirar o colégio inteiro à procura de Dona Ana.
04:37Estamos perdidos.
04:39Vamos, responda!
04:41Isso daqui é sangue, Bento.
04:43Eu sei que é sangue.
04:44Por que esse mapa está sujo de sangue
04:46se o Vosmecê jurou que Afonso foi poupado?
04:48Porque houve luta, Rosália.
04:50E por que o Vosmecê não devolveu esse mapa a meu pai?
04:52Quem é a quem ele pertence, Bento?
04:54Não, não, não.
04:56Para não trazer mais desgosto para a sua família.
04:59Mentira! Mentira!
05:01Toda mentira!
05:01O Vosmecê vai fazer, Bento?
05:15Trincar-me em casa como Dona Gerônimo faz com Dona Ana?
05:18Hoje.
05:19Você não vai sair daqui
05:26enquanto Dona Gerônimo não voltar para a Lagoa Serena.
05:29Mãe.
05:31Mãe.
05:31Mãe.
05:32Mãe.
05:32Mãe.
05:33Vamos lá.
06:03Sua traidora!
06:14Como ousa me tocar, Dom Jerônimo?
06:17Conspiração.
06:20É uma trama com muitos cúmplices, não é, Dom Guilherme?
06:23A que trama está a se referir, Dom Jerônimo?
06:26Onde está minha mulher?
06:27Por que não procure em vossa casa ao invés de nos importunar com vossa prepotência?
06:33Malta de Regis.
06:38Aonde me pagar por isso?
06:50Genovava, tu viste um lencinho branco meu com meu monograma abordado?
06:53Não, não vi.
06:55Mas se eu achar, é o quarto para vós me ser, Beatriz.
06:59Dormiu melhor na varanda, Beatriz?
07:00Não, nunca.
07:02Eu tive uma noite horrível.
07:05Eu jurava que tinha alguém no seu quarto ontem à noite.
07:08Foi só a minha saudade de Tiago.
07:11Pois é só nele que eu penso de noite.
07:12Como era esse lenço que vós me ser perdeu?
07:16Ele é todo branco.
07:17Com meu monograma abordado também em branco.
07:20Foi minha falecida mãe que bordou quando já estava doente.
07:25A nossa vitória retumbante, Dom Brás.
07:29Vitória retumbante vai ser se nós conseguimos levar para o sertão
07:33todos os homens que estão do nosso lado.
07:35Nenhum homem vai nos acompanhar se não houver um capelão na tropa, meu pai.
07:40É, então providencie um padre logo de acho.
07:42O único que está disposto a ir é Frei Carmelo.
07:45Então, diga aos homens que vamos com Deus.
07:48Por que não levamos padre Simão?
07:52Os mecês defendem o que acham certo.
07:55E ele também.
07:55Ah, está.
07:56Eu sabia que não era por muito tempo que meu filho ia ficar do nosso lado.
08:00Eu estou de vosso lado, mesmo quando não concordo com o vós me ser, meu pai.
08:03De tudo que foi dito de um lado, de outro, a única coisa certa foi o que vós me cedisse.
08:08Nessa terra pobre não há vencedores.
08:11Eu só quero ver a cara de Dom Jerônimo
08:13quando souber que o desembargador veio libertar Dom Brás.
08:19Mas já vai, Dom Manuel.
08:21Por que não espera mais um dia?
08:22Esperar o quê?
08:24Depois de nossa fragorosa derrota.
08:27Como acho que me sinto depois do constrangimento que tive que passar?
08:30Talvez se o rei provesse vossa excelência com um contingente maior de soldados.
08:36A coroa não tem homens para garantir o cumprimento da lei nas capitanias ricas.
08:42Quanto mais, num lugar onde ela não tem nenhum proveito.
08:46Enquanto isso, ficamos à mercê dos paulistas.
08:50Confie em Deus nosso Senhor.
08:52Em terra onde não há lei,
08:57Deus é a única Vanessa.
09:00Mas o que é que essa gente quer?
09:02Me enlouquecer?
09:03Pior.
09:04Ela está a fazer vós me ser de tolo diante dessa gente.
09:10Quer que eu vá ver o que é?
09:11Não, bicho.
09:13Este é um assunto meu.
09:14Levante-se, Dona-Nan.
09:29A sua farsa acabou.
09:32Eu não sei como.
09:35Eu não sei bem o que significa isso, mas...
09:39Vós, Messina, não vai me enganar com esse estratagema tão tosco.
09:43Onde é que vós, Messina, estava?
09:47Quem a trouxe para cá?
09:49Ninguém.
09:50Eu não o senti bem e resolvi voltar.
09:53Agora basta de mentir, Dona-Nan.
09:55Diga a verdade para mim.
09:58Como é que vós, Messina, chegou até aqui?
10:00Quem impediu que eu a surpreendesse no seu encontro com Dom Guilherme,
10:04conforme estava, adrede combinado.
10:06Eu não sei do que vossa mercê fala, Dom Gerúlio.
10:09Então, vós, Messina, nega.
10:10Com certeza vai negar também
10:13que esta santa imagem
10:17foi usada como um estratagema sólido
10:21para fazer chegar até vossas mãos
10:22um bilhete daquele de Bertino.
10:25Que imagem, meu Gerúlio?
10:26Não me faça de tolo, Dona-Nan.
10:30Eu posso admitir até que eu fui traído,
10:31mas não posso admitir que me façam de tolo, de estúpido.
10:35Eu estou falando desta imagem,
10:38esta santa imagem.
10:40Eu estou falando deste bilhete que está aqui.
10:49Não está aqui.
10:53Não está.
10:57Onde é que vós, Messina, colocou o bilhete que estava aqui?
10:59Não sei de bilhete algum, Dom Gerúlio.
11:01Leonor?
11:02Leonor, venha cá.
11:05Olhe para mim, Dona-Nan.
11:06Agora, olhe para mim.
11:08Fica olhando nos meus olhos.
11:11Diga,
11:12por que vós, Messina, iria à igreja
11:15a caminhar
11:17com tanta dificuldade
11:19se não para se encontrar
11:22com o vosso amante?
11:24aquele com quem vós, Messina, me traía
11:27enquanto eu pensava
11:29que tinha em minha casa
11:30uma santa.
11:35Chamou-me, Dom Gerúlio.
11:37Reviste, Dona-Nan.
11:39Vascule este quarto.
11:41Revire tudo.
11:43Não lhe detrevas
11:44até encontrar o bilhete
11:46do Dom Guilherme.
11:47Não durou muito
11:56o vosso triunfo.
11:58Estou de volta.
12:01E eu disse,
12:01e eu disse
12:02que isso ia ser
12:03imprudência
12:04de vossa parte.
12:05Eu tinha que ver
12:06a Dona-Nan
12:06de qualquer jeito.
12:08Tinha que dizer-lhe
12:09que ela não está só.
12:10Que eu estou a mover
12:11céus e terra
12:12para saber de seu pai
12:13e que a amo.
12:15Bem, no fim,
12:16deu tudo certo.
12:17Poderia ter sido
12:18o pior, Davidão.
12:20Por causa disso,
12:21Dom Gerúlio
12:22não é bem capaz
12:22de matar a Dona-Nan.
12:24Ele já está
12:24a matá-la, Davidão.
12:27Sem alegria
12:28e liberdade,
12:29a vida humana
12:30não merece
12:30sequer o nome de vida.
12:33E eu a pedir-lhe
12:34que tenha paciência
12:35quando devia
12:37arrebatá-la
12:38e levá-la comigo.
12:39Então por que
12:40não faz isso?
12:41É o que vou fazer.
12:43quando tiver notícias
12:44de seu pai.
12:46Sai da minha frente,
12:47Ember.
12:48Deixe-me sair.
12:49O Beto deu ordem
12:50de ficar diante
12:50dessa porta aqui
12:51até ele voltar.
12:52Por favor, Ember.
12:53Eu suplico
12:54a voz me ser.
12:58Dou-te uma espada.
13:02Já pensou
13:03que eu posso
13:03me reconciliar com ele
13:04e pedir para
13:05que ele te expulse daqui?
13:08Se Ember
13:08deixe a voz me ser sair
13:09ele me expulsa
13:10do mesmo jeito.
13:10Tu sabes
13:11o que significa
13:11este mapa ensanguentado.
13:13eu não sabes?
13:13Se bem,
13:14tu disse que não
13:14matou o Afonso.
13:15Mas você deve acreditar.
13:19Caraíba ainda
13:20está na vila?
13:23Vai buscá-lo para mim.
13:25Eu não posso.
13:26Quem não pode sair
13:27sou eu.
13:28Tu podes.
13:29Vai buscá-lo para mim.
13:30Eu fico aqui,
13:31quietinha.
13:32Prometo.
13:35Até a volta,
13:36Dom Guilherme.
13:37E graças pelo vosso apoio.
13:39Valeu a pena entrar
13:40nesta guerra
13:40a vosso lado,
13:41Dom Brás.
13:43Por que que não
13:43larga tudo
13:44e vem conosco
13:45para o sertão?
13:46Porque preciso registrar
13:48o vosso veio
13:48na provedoria.
13:50Se é que a essas alturas
13:51alguém já não se apoderou dele.
13:53Oh, Liz,
13:54eu estive há pouco
13:55em Ribeirão Dourado
13:56e não havia ninguém por lá.
13:57Não podemos descartar
13:59essa possibilidade,
14:00meu pai.
14:01Bom,
14:02o que é que eu faço
14:02se o veio já tiver sido
14:04registrado em nome
14:04de outra pessoa
14:05e vós, missês,
14:06já tiverem partido
14:07para o sertão?
14:08Não, ninguém se atreveria.
14:10Nem Bento Coteigo,
14:11nem Dom Jerôme.
14:12E por que não?
14:14Eles mandaram matar Afonso.
14:17O que os impediria
14:18de se apoderar
14:19de vosso ouro, Dom Brás?
14:21Se acontecer isso,
14:23avisem em Lagoa Serena.
14:25Eu vou deixar um mapa
14:26aproximado
14:27do nosso trajeto.
14:32E vos, Messê,
14:33pretende que eu me alegre
14:34com a vitória dos paulistas?
14:36Eu diria que foi providencial.
14:41Seria muito pior para nós
14:42se Dom Brás fosse impedido
14:44de ir para o sertão.
14:47Quando os homens
14:48que contateem Guap
14:49chegarem a Piratininga,
14:51Dom Brás e os filhos
14:52estarão a léguas
14:52de Lagoa Serena.
14:55E nós vamos tomar posse
14:56do ouro
14:57com a maior tranquilidade.
14:58Nem só de pão
14:59vive o homem,
15:00como dizia Padre Simão
15:01no sermão de ontem.
15:02Há coisas
15:03que não se pode comprar.
15:07Nem todo esse ouro
15:08vai compensar
15:09a derrota humilhante
15:10que sofremos.
15:12As inúmeras derrotas
15:14que eu tenho sofrido
15:16nos últimos dias.
15:17Dom Brás ainda não ganhou.
15:22A luta está apenas começando.
15:25Doutor Geronimo,
15:27Deus está do vosso lado.
15:30Nossa Mercê já esquadrinhou
15:44tudo, Leonor.
15:45Desista,
15:46não vai encontrar nada aqui.
15:47Não.
15:48Tem um lugar
15:49que eu ainda não vi.
15:50Doutor Geronimo!
16:01Tenho culpa
16:02sobre o Leonor.
16:02Fique com a pulseira,
16:03caralho.
16:03Você não me denuncia,
16:04Doutor Geronimo.
16:12Veja o que eu encontrei.
16:13Doutor Geronimo.
16:43Doutor Geronimo.
17:13Doutor Geronimo.
17:43Doutor Geronimo.
17:45Mas como ele conseguiu
17:47ir para o seu quarto
17:48se estava trancado
17:49em seu aposento?
17:51Não sei, Margarida.
17:53Realmente,
17:53eu não sei.
17:55Muitas coisas estranhas
17:56têm acontecido.
17:58Primeiro, aquela flecha
17:59que não sabe
18:00de que direção partiu.
18:01Foi Isabel.
18:02O que?
18:04Foi Isabel
18:04que acertou a flecha
18:05no moço.
18:06Tu me ouviu, dona.
18:07Por quê?
18:08Com que propósito?
18:11É tão difícil
18:11adivinhar, Margarida.
18:13Para que Vasco
18:14ficasse em uma goceira
18:15e ele se aproximasse de mim.
18:17Não acredito, Beatriz.
18:20Isabel pode ser má,
18:21às vezes.
18:22Mas não tem
18:23essa malícia
18:24para fazer uma coisa dessas.
18:26Não tem.
18:26adeus, meu amor.
18:44Adeus.
18:48Como o vos, Messia,
18:50pode ser tão falsa,
18:53tão infame?
18:53Como o vos, Messia,
18:57pode ser tão dérvida?
18:59Aproveitar-se
19:00da fraqueza de um homem
19:01e traí-lo
19:03da maneira mais vil.
19:05Vos, Messia,
19:07é uma mulher casada,
19:09dona Ana.
19:13Vos, Messia,
19:14não pensou
19:14que podia estar
19:15condenando o vosso pai
19:16à fogueira, dona Ana?
19:20Então, meu pai
19:20ainda está preso,
19:21Dom Jerônimo.
19:23Será que foi preciso
19:29eu passar por tudo isso
19:30para a vossa mercê
19:30e finalmente dizer-me
19:31a verdade sobre o meu pai?
19:32Eu não, Vos, Messia.
19:34O traído sou eu,
19:35o enganado,
19:37o humilhado sou eu.
19:39Vos, Messia,
19:40é o meu algoz,
19:43não o inverso.
19:45E estes bilhetes
19:47são a prova
19:49da vossa
19:49lascivia
19:50e da vossa ingratidão.
19:54Eu vos amava
19:55tanto, dona Ana.
19:58Eu reverenciava
20:00Vos, Messia,
20:00como uma virgem,
20:01como uma santa,
20:02uma mártir.
20:05Incauto,
20:05eu acreditei
20:06na vossa virtude,
20:06na vossa fé.
20:07Eu achei que Vos, Messia,
20:08ia à igreja
20:08por vossa devoção,
20:10não por vossa
20:10luxúria.
20:11agora, dona Ana,
20:15não me resta
20:17outra alternativa,
20:20se não punir
20:22Vos, Messia.
20:25Mate-me de uma vez,
20:26dono Jerônimo.
20:29Mate-me.
20:30Minha vida
20:33não tem mais propósito
20:34nem valor.
20:37Matá-la, dona Ana.
20:40A morte
20:41é muito pouco
20:45para Vos, Messia.
20:46Quando Vos, Messia,
20:57mirou para acertar,
20:58Tiago,
20:59era para matá-lo?
20:59Era a minha vontade,
21:05mas eu fraquejei.
21:07Meu Deus.
21:10Eu tenho medo
21:11de Vos, Messia.
21:12Só faço mal
21:13a quem me faz mal,
21:14Margarida.
21:15Vos, Messia,
21:15fez muito mal, Tiago.
21:17O mal só resvalou, Tiago.
21:19O que foi
21:20que mudou na vida dele?
21:21Tiago sofreu
21:22atrozmente
21:23pelo mal
21:24que fez
21:24a Vos, Messia,
21:25Isabel.
21:26Então, por que
21:26continua agindo
21:27como se estivesse
21:27livre do mal
21:28que me fez?
21:29Eu perdi minha liberdade,
21:31Margarida,
21:31enquanto Tiago
21:32continua livre.
21:33Por causa dele,
21:33eu perdi o carinho
21:34e o respeito
21:34de Dom Braz,
21:37enquanto Dom Braz
21:38continua respeitando Tiago.
21:41Eu choro
21:41a morte de Apim Gorá
21:42enquanto Tiago
21:43ri com Beatriz.
21:44Então, aquela flecha
21:45era para mostrar
21:46que Tiago
21:47não pode ser feliz?
21:50Estou falando
21:50em felicidade.
21:52Estou falando
21:52em acerto de contas.
21:54Então, aquela flecha
21:55era dirigida
21:55a meu marido?
21:59Era.
22:02Mas eu vacilei
22:04e atingi Vasco.
22:05Às vezes eu acho
22:06que Vos, Messia,
22:06é mesmo um bicho.
22:07Vos, Messia,
22:12não.
22:29Aquilo que aconteceu
22:30não pode acontecer
22:31nunca mais.
22:33Foi um momento
22:34de fraqueza.
22:37Mas eu sou
22:38o padre, Moutira.
22:44Os padres
22:45não podem brincar.
22:47Por quê?
22:50Tu não ias compreender.
22:54Como eu,
22:55tantas vezes,
22:55não compreendo.
22:57Mas o fato
22:58é que eu preciso
22:59me curvar as regras.
23:00Moutira gosta muito
23:11mais do que eu.
23:17Eu também gosto
23:18muito de ti, Moutira.
23:25Mas acima de Moutira
23:27está Deus.
23:35Nunca mais, Moutira.
23:42Nunca mais.
23:46Sai.
23:53Sai.
23:53Sai.
23:54Sai.
23:54Sai.
23:57Sai.
23:58Sai.
24:02Sai.
24:06Queres confessar, padre?
24:36Entendeu o recado, Isabel? Se vós não ser matar, meu marido, eu mato vós não ser.
25:06Eu estou a mandar, Isabel.
25:12Ninguém manda em mim!
25:17Piedade, não faça isso.
25:20Não faça isso, por piedade.
25:23Por que não?
25:26Vós, Messer, não é minha mulher?
25:31É minha mulher, dona Aná.
25:36Mas você não sofre como eu.
25:47O que sabe de mim?
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