Bouthaina Mansour al-Rimi, 4 anos, foi a única sobrevivente de um bombardeamento em Sanaa, capital do Iémen, onde viu morrer toda a família, segundo a Comité Internacional da Cruz Vermelha.
Dois edifícios aniquilados, num dos quais estava a casa onde vivia, 14 pessoas mortas, das quais 5 crianças: é o balanço do dia 25 de Agosto de 2017 na vida de Bouthaina.
A coligação saudita que bombardeou o edifício onde estava Bouthaina, reconheceu ter atingido alvos civis por erro técnico. Meritxel Relano, representante da UNICEF no Iémen dá os dados recolhidos pela missão no terreno:
“Desde o início da escalada do conflito em 2017, verificámos a morte de mais de mil e setecentas crianças e mais de duas mil e setecentas outras ficaram gravemente feridas e incapacitadas. Para estas crianças que foram atingidas, há um impacto para o resto das vidas delas.”
Palestinian #Handala offering a flower to #Yemen-i #Buthaina.#Yemen
#I_SPEAK_FOR_BUTHINA#SaveYemenChildren#StopTheWarOnYemen pic.twitter.com/OgoGta3m0h— Mohamed A. Al-Moayed (@m_almoayed) September 1, 2017
No hospital com fracturas cranianas, Bouthaina resiste. A fotografia de Karim Zareïem, fotógrafa em cenário de conflito, em que, a todo o custo, tenta abrir o entumecido olho direito com os dedos abre agora os olhos do mundo, pelo menos o das redes sociais.
لك الحمد ياالله تفاعل كبير مع صورة بثينه التي التقطتها انا لها يوم امس على مواقع التواصل الاجتماعي #بثينه_عين_الانسانية#لعيون_بثينة pic.twitter.com/7VT3SEoPqf— كريم زارعي (@karemo_5) August 29, 2017
لك الحمد ياالله تفاعل كبير مع صورة بثينه التي التقطتها انا لها يوم امس على مواقع التواصل الاجتماعي #بثينه_عين_الانسانية#لعيون_بثينة pic.twitter.com/7VT3SEoPqf— كريم زارعي (@karemo_5) August 29, 2017
Bouthaina é símbolo de cerca de 8 mil e 300 civis mortos, muitos deles crianças, e mais de 40 mil feridos desde que a Arábia Saudita lançou a campanha contra os Hutus, em março 2015, em coligação com outros 9 países árabes sunitas. Esta coligação lançou ataques aéreos sobre posições de rebeldes hutus, aliados ao antigo presidente do país. O conflito no Iémen, localizado no extremo sudoeste da Península Arábica, causou uma epidemia de cólera que fez mais de dois milhares de mortos e cerca de 7 milhões de pessoas estão amea4adas pelo risco de fome em todo o país.
#I_Speak_For_Buthaina
Open your eyes world! This poor child is not the only one suffering! #StopTheWarOnYemen pic.twitter.com/pVjApSyz5u— Mary For Yemen ماري (@marimyst1) September 1, 2017
Num abaixo-assinado que inclui 62 organizações não-governamentais de defesa de direitos humanos, apela-se à criação de uma comissão de inquérito independente sobre os abusos cometidos desde o início do conflito. Segundo o apelo, dirigido aos representantes dos Estados membros permanentes e observadores do Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas, “o Iémen conhece hoje a maior crise humanitária do mundo.”
Comentários