00:28A CIDADE NO BRASIL
00:30A CIDADE NO BRASIL
01:00Ah, claro, claro, bem, tudo bem. Eu vou perguntar naquele hotel bem ali. Puxa, não se fazem mais lugares como
01:06este. Seria ótimo para umas férias, né?
01:09Conde Chupassano
01:15Eu lamento incomodar, senhor. Eu queria usar o telefone. Eu sei que é tarde, mas o senhor...
01:21Não, não. Nunca é tarde. Entra.
01:26Ah, que ótimo. Obrigado. Entenda, né? Eu só queria ligar para o meu sócio na América e dizer que eu
01:32já cheguei a esta terra encantadora. Puxa, puxa. Puxa, mas que saguão maneiro vocês têm aqui, hein?
01:40Ah, telefones. Telefones. Por que que os hotéis sempre escondem os malditos telefones? Por que... Ah, sim. Você deve ser
01:51o garçom-chefe. Acertei?
01:54Conde Chupassano. Conde Chupassano, senhor. Sim, sim, sim. Mas eu sei aqui, meu filho. Quanto aos telefones, eu...
02:03Telefone? Telefone. Ah, sim. É por aqui.
02:10Sim, sim. É um lindo lugar este aqui, não? É decoração indecente.
02:14Aconcheguente. Aconcheguente. Confortável. Ótimas instalações de lazer.
02:24Nada como um retrato de família para alegrar um lugar. Eu sempre digo.
02:35Este é seu quarto.
02:37Sim, sim. Claro, amigo. Mas eu não quero um quarto. Eu só quero um telefone.
02:42Primeiro descanse. Telefone amanhã.
02:46Repousar faz bem ao sangue.
02:51Bem, eu estou um pouco cansadinho.
02:54Adeus, amiguinho. Isto é... Boa noite.
03:01Já dormeceu?
03:03Não.
03:04Bom, chame se quiser alguma coisa.
03:07Veneno ou coisa que o valha?
03:10É, a velha história. Eu não durmo em cama desconhecida, mesmo que o lugar seja um encanto.
03:15Guia de ossos, tipos sanguíneos, tipos sanguíneos raros, ascensão e queda do vampiro.
03:19Ei, é disso que eu preciso. Algo para ler.
03:23Palavras e frases mágicas.
03:26Parece interessante.
03:27Ah, é.
03:31A mágica pode ser feita ou por poções, ou pelo uso de palavras e frases mágicas.
03:40Dentre as mais poderosas está a expressão, a aba, abra, cadabra.
03:45É verdade, não é?
03:48É verdade. Claro, claro que sim.
03:50Humor negro é mesmo para rir.
03:53Palavras mágicas.
03:55Puxa, mas que mosquitinho sem vergonha é esse que está me rondando por aqui?
03:59Peraí, peraí, peraí. Vem cá, meu filho. Vem cá.
04:02Pronto.
04:03Morreu, safado.
04:09Outra expressão mágica muito útil é ocus pocus.
04:18Alguém que conhecemos, Agatha?
04:20Não, mas é um exemplar esplendido.
04:24Puxa, eu espero que o restaurante ainda esteja aberto.
04:27Eu não como desde que saí de Cucamunga.
04:38Puxa, como tem mosquito por aqui, meu Deus do Céu.
04:49Ocus pocus.
05:00É o ser um vampiro.
05:03Aê?
05:04Pois então, abra, cadabra.
05:05Eu estou aqui.
05:08Ocus pocus.
05:10Sou um morcego.
05:11Certo, eu também sou.
05:13Abra, cadabra, pra você.
05:16Você não bateria num vampiro de óculos, não é?
05:25Ocus pocus.
05:27Agora, pegar você.
05:30Abra, cadabra.
05:34Ocus pocus.
05:37Abra, cadabra.
05:41Ocus pocus.
05:44Abra, cadabra.
05:50Abra cá, pocus.
05:54Ocus, cadabra.
05:57Vem aqui, te espero.
05:59Puxa, podia sair bem melhor.
06:02Oala, oala, Jeremias.
06:06Ah, ah, ah.
06:07Garotas.
06:08Emily, veja.
06:10É o nosso amigo.
06:14Veja, querida.
06:17Não é romântico?
06:20Sempre soube que quatro cabeças são melhor que uma.
06:25Ora, o telefone, finalmente.
06:28Alô, telefonista.
06:29Pode me ligar, por favor, com um certo senhor Patolino, na cidade de Nova York, América do Norte.
06:36La, da, da, da, da, da, da, da, da, da, da, da, da.
06:38Abracadop, moos.
06:42Hello, uh, operator?
06:44You can cancel that call, please.
06:46I think I'll fly home instead.
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