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  • há 11 horas
Lúcio Rennó, professor de Ciência Política da UnB, é o entrevistado do CB.Poder desta quarta-feira (21/10). Durante a entrevista, ele destacou a forte mobilização da militância do Partido dos Trabalhadores (PT) nas ruas e redes, o que influenciou para o empate técnico entre os candidatos neste segundo turno.

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Transcrição
00:00Eu acho que é importante para a gente entender essa reta final, a gente analisar um pouquinho como foi essa
00:06virada para o segundo turno,
00:08que foi extremamente interessante porque ela trouxe um fato novo que já há alguns anos talvez nós não víamos na
00:16política brasileira,
00:17que é uma ativação, uma mobilização da militância do PT e da atuação bastante forte dessa militância na rua,
00:28algo que a gente realmente fazia há anos, que eu não me recordo de ver esse grau de agitação e
00:35de organização,
00:37e nas redes sociais, que desemboca nesse processo que nós estamos chegando agora na reta final,
00:44nesses próximos quatro dias, de um empate técnico, de uma sensação de crescimento do apoio à Lula,
00:55quem parece ter vantagem agora no segundo turno, nessa mobilização, nesse processo de impulso para a ampliação da sua competitividade
01:08para o domingo,
01:11parece que é muito mais o PT e Lula do que Flávio e o PL, um pouco diferente do que
01:18ocorreu no primeiro turno,
01:19quando a gente teve esse impulso muito mais direcionado para um crescimento do Flávio,
01:24um resultado surpreendente, entre aspas, inesperado, entre aspas, do Flávio aparecer em primeiro lugar,
01:32tendo vencido a disputa do primeiro turno, obviamente não ganhado a eleição,
01:37mas tendo vencido o primeiro turno de maneira surpreendente, ou seja, mostrou o impulso que ele tinha naquele processo.
01:43Isso se reverteu e eu acho que isso é importantíssimo para a gente entender a dinâmica da disputa desse segundo
01:50turno.

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