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ENTREVISTA HELIO DOREA
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NotíciasTranscrição
00:00Vamos começar, então, no começo.
00:02Quem é Helio Dori?
00:03Helio Dori é um jornalista
00:05que, por sinal, bateu o recorde mundial
00:08como jornalista, 70 anos de jornalismo.
00:12Nasci no interior da Bahia, em Feira de Santana.
00:15Meu pai era um fazendeiro famoso.
00:17Eu vivi muito tempo em fazenda.
00:19Estudei em Salvador.
00:21Fiz curso de ginásio, científico,
00:24e fiz o curso de farmácia em Salvador.
00:26Vim aqui, a Vitória,
00:28para fazer o bolo de ontologia.
00:30Mas eu gostei tanto que fiquei até hoje.
00:33E quando surgiu o jornalismo na sua vida?
00:36O jornalismo é um outro fato interessante,
00:40porque eu nunca pensei...
00:42Desculpe.
00:43Eu nunca pensei em ser jornalista.
00:48Eu, quando estava perto de me formar,
00:52porque eu me formei em ontologia,
00:54em 1955.
00:56Eu tinha um amigo de Cachoeiro de Itapemirim,
00:59chamado Arefi Aseuri.
01:02Gente boa para chuchu.
01:04Ele veio morar em Vitória
01:06e era colunista do jornal O Diário.
01:09Era um jornal lá da rua, 7 de setembro.
01:12Naquela época tinham três jornais.
01:14A Gazeta era o principal,
01:16o segundo era O Diário,
01:18o terceiro era a tribuna.
01:20Acontece que ele, em vez de Cachoeiro,
01:22conhecia pouca gente.
01:24Eu já era entrosado aqui em Vitória.
01:28Eu era sócio do Clube Vitória,
01:30que antigamente a sociedade vivia em função de clubes.
01:35Eu era sócio do Clube Vitória,
01:37eu estava em Yates.
01:40E ele ligava todo dia para mim,
01:42pedindo notícias para ele fazer a coluna.
01:45Um dia, meio-dia, ligava para mim.
01:48Então, eu praticamente quase fazia a coluna dele.
01:51Um dia ela chegou para mim e disse,
01:53É, eu estou precisando de um grande para você.
01:56Não, tudo bem.
01:58Eu vou ao Rio de Janeiro,
02:00porque eu estou vendo um negócio comigo lá no SAPS.
02:04Hoje não existe mais SAPS.
02:06E gostaria que você fizesse a coluna em meu lugar
02:09até eu voltar.
02:11Aí eu falei, não, eu não sei bater a máquina.
02:14Não, você escreve a mão
02:15e manda lá para o Diário,
02:18que tem um rapazinho que vai pegar isso
02:20e bater a máquina e fazer o seu.
02:22Coincidentemente, eu morava na Rua 7 de Setembro.
02:25Paralelo à Rua 7 de Setembro, não tinha jornal.
02:28Jornal era como daqui na esquina.
02:31Aí eu fui lá falar com o diretor do jornal.
02:36Na época era Rosendo Serapião,
02:39jornalista veterano, famoso.
02:42Falei com ele,
02:43eu estou fazendo.
02:45Aconteceu isso.
02:47O Aref pediu para eu fazer a coluna provisória aqui.
02:51Por favor,
02:54meu negócio não é jornalismo.
02:56Eu vou me formar agora, no final do ano,
02:59em 1955,
03:00ontologia.
03:01Aí, não, meu filho,
03:02eu gosto de justificar.
03:04Quando você engrenar na ontologia,
03:07aí isso tem tênis.
03:08Aí me deu até um ordenado bom,
03:10na época.
03:11Bom,
03:12tudo bem.
03:13Aí eu fui lá provisoriamente
03:15até a clínica avançar.
03:18E quando a gente começa na ontologia,
03:20medicina,
03:21a advocacia,
03:22aí não tem muito escolher de ir.
03:24Ao pouco vai crescendo.
03:28Então, eu fiquei lá,
03:30mas descobri um troço interessante,
03:32ver os rapazes lá,
03:34levando um compasso,
03:35eu perguntei ao gerente,
03:38na época,
03:41o que aqueles rapazes faziam lá?
03:43Ah, eles são corretores.
03:45Aqui a gente paga 30%
03:46na publicidade que eles trazem.
03:4930% é um troço.
03:51Aí eu digo,
03:52eu vou fazer também.
03:53Pode?
03:53Pode sim.
03:54Olha, já era bem trozado.
03:56Aí comecei a fazer publicidade.
03:58enxergar o jornal de publicidade.
04:01Menina,
04:02aí criei olho grande no cidadão,
04:06era um dos mais importantes
04:07do Espírito Santo.
04:09Estava lá para o senhor Eugênio Queiroz.
04:11Eugênio Queiroz era presidente
04:13do jornal A Gazeta.
04:15Não existia rede.
04:16Tudo era jornal, jornal, jornal.
04:18Aí ele era um jornal famoso,
04:21e ele famoso.
04:23Inclusive era cunhado
04:26do governador Carlos Lemberg.
04:31Ele me pediu para ir lá,
04:32me mandou a secretária,
04:33uma vidária,
04:34para ir lá no escritório dele.
04:37E eu,
04:37esse senhor é importante,
04:39o professor Jô quer falar comigo, gente.
04:41Aí eu fui, né?
04:43Fui lá,
04:43disse, senhor.
04:45Aí quando eu entrei,
04:45ele falou,
04:46você quer?
04:46Ele falou,
04:47olha,
04:47só você, senhor.
04:49Eu sei que está fazendo aquela coluna
04:51lá no aviário, né?
04:52Diga, só você, senhor.
04:54Estou gostando muito da sua coluna.
04:56Mas também tem um negócio.
04:58Eu soube que aqueles alunos todos
05:00que tem lá agora,
05:01ou você que lê,
05:02e está de olho,
05:02meus alunos.
05:04Não, são meus, senhor.
05:07Quer ir para a Gazeta?
05:09Digo, não.
05:11Mas, seu Eugênio,
05:12eu expliquei até,
05:13eu estou fazendo terapião,
05:15o meu negócio não é o jornalismo.
05:17O negócio é que eu vou me formar.
05:19Aí eu estava formado,
05:20ela já estava clinicando.
05:22Meu pai montou custódia bacana
05:23na cidade.
05:26Aí ele falou assim,
05:27e você ganha quanto lá no diário?
05:30Aí eu, 30%, né?
05:32Publicidade,
05:33e com o ordenador,
05:34tal,
05:34não é o melhor qual foi.
05:36Eu lhe dou o dobro.
05:37Você vai lá para a Gazeta.
05:39E o senhor foi?
05:40Eu fui.
05:41Pelo dobro,
05:42quem não iria?
05:43Trabalhei 43,
05:4444 anos na Gazeta.
05:46Eu fui,
05:47comecei como colunista,
05:49passei para ser gerente comercial,
05:52depois passei a dirigir
05:53toda a parte comercial,
05:55criei suplemento,
05:57chamava-se semanal na época,
05:59que não existia,
05:59o jornais não tinham suplemento.
06:01Eu criei suplemento,
06:03criei as páginas de homenagem,
06:05e botei o jornal para a frente.
06:10Aí eu fui andando,
06:12andando, andando,
06:13minha filha,
06:13estou até hoje.
06:15E essa história com Folha,
06:16como que começou?
06:18Ah, no Folha é o seguinte,
06:19eu tinha deixado a Gazeta
06:23e falei com a minha família,
06:25que não queria mais não,
06:27o jornal,
06:28muito cansativo,
06:29tinha que andar a monte,
06:30viajar a monte,
06:31para ir para tratar.
06:32Aí aparece no meu escritório
06:35Fernando Machado.
06:39Fernando Machado queria falar comigo,
06:41tudo bem,
06:42vem para cá.
06:43Aí ele falou,
06:45começou aquele papinho mole,
06:47depois ele falou comigo,
06:48olha,
06:48eu vim aqui em nome de Américo Boaz,
06:51filho,
06:53para lhe convidar
06:53para você ser o colunista
06:55de um jornal
06:56que nós vamos lançar
06:57agora,
06:58próximo 10 de maio.
07:00não existiu o Folha Vitória.
07:03Aí eu falei,
07:03eu já falei
07:05que não queria mais
07:06jornal e tal.
07:07Aí ele,
07:08não,
07:08não exista não,
07:09pensa,
07:09depois você
07:10me responde.
07:12Aí eu comecei
07:13com meus filhos,
07:14minha mulher e tal.
07:16Ele,
07:16não,
07:16você está muito jovem ainda,
07:17está lá na jornalinha,
07:19volta.
07:19Aí eu liguei para ele,
07:20Fernando,
07:21tudo bem,
07:22vamos para lá.
07:23Aí eu fui para o Folha
07:25e conversamos juntos,
07:26né?
07:27Começou no dia 10 de maio
07:29e eu entrei no dia 10 de maio,
07:32há 18 anos atrás.
07:33Sim, sim.
07:34E como que é o dia a dia
07:37na sua rotina de trabalho?
07:38Assim,
07:39como que você dá conta
07:40de tantas festas?
07:41O trabalho é tão lamoroso
07:43quanto parece ser?
07:44Não,
07:45a vida é cansativa,
07:46sabe?
07:47Agora,
07:47antigamente era pior.
07:49Hoje é melhor
07:50que minha filha,
07:51ela vai lá,
07:53ela vai,
07:53ela vai nos lugares,
07:55me representa,
07:56e tal,
07:57ela se dá muito bem
07:58com a questão do mundo,
08:00entendeu?
08:00Então,
08:02usa que eu não posso fugir,
08:04né?
08:04Por exemplo,
08:05agora vai ter
08:06o negócio do Palácio de Chieta,
08:08dia da indústria,
08:09vou ter que ir,
08:11mas eu levo ela também,
08:12porque ela faz parte
08:13hoje do contexto
08:14da coluna.
08:15A coluna hoje é Hélio
08:17e Hélia.
08:18Dória.
08:19Hoje,
08:20com as redes sociais,
08:21todo mundo pode dar
08:23o seu próprio furo,
08:24eu acho que,
08:25imagino que seja
08:25diferente de como era
08:27há 70 anos atrás,
08:29quando o senhor começou,
08:30que não tinha tanta tecnologia,
08:32as redes sociais não eram
08:33como são hoje.
08:35Como o seu trabalho
08:36se transformou
08:37durante todo esse tempo?
08:39O importante,
08:40minha filha,
08:41é que houve
08:42renovação.
08:44minha coluna
08:45de 70 anos
08:48não é a mesma de hoje.
08:50Antigamente
08:50era a coluna social.
08:52Hoje não é mais o social.
08:54A gente fala em turismo,
08:55fala em economia,
08:56fala em política, etc.
08:59E eu vim
09:01modificando,
09:02modificando,
09:03atualizando,
09:04atualizando, atualizando,
09:05até hoje atualizado.
09:08E a grande vantagem
09:09é que eu leio muito
09:10e viajo muito.
09:11O mundo inteiro,
09:12quase eu já estratei
09:13pular coisas,
09:14criar os paulos.
09:15Aprendi muito viajando.
09:17Porque a viagem
09:17não é só diversão, não.
09:19A gente aprende
09:20cultura,
09:21a gente aprende
09:22muita coisa.
09:23E como que funciona assim,
09:25por exemplo,
09:25o senhor recebe um convite
09:27de um evento
09:31ou o senhor vai atrás
09:33e aí você descobre
09:34e aí você tenta
09:35cobrir aquele evento,
09:37como que funciona
09:39do momento que o senhor
09:41fica sabendo do evento
09:42até o momento
09:43que o senhor escreve
09:43sobre ele?
09:44Como que é
09:45essa apuração,
09:47eu posso dizer assim?
09:47é muito simples.
09:49Eu vou à festa,
09:50do dia e do manhã
09:51e tal,
09:52escrevo.
09:53É a mesma coisa
09:54que acontece com a Elia.
09:55Quando eu não vou,
09:57ela vai ao evento,
09:58de manhã e tal,
09:59ela já escreve
10:00e nós dois juntos
10:01formamos a coluna.
10:04Isso é muito pátio
10:05para nós,
10:05cada costume,
10:07não é?
10:07Isso a gente faz isso.
10:08Eu faço 70 anos,
10:10ela faz há 20 anos,
10:11mas ela tem 15 anos.
10:15E conta para a gente
10:16um pouco do seu livro,
10:18porque você vai lançar
10:19o livro lá no dia 28,
10:20certo?
10:21Por que o senhor
10:22decidiu comemorar
10:23os 70 anos
10:24dessa maneira
10:25e o que as pessoas
10:25podem esperar dele?
10:27O negócio é o seguinte,
10:28eu também não pensava
10:29em fazer livro.
10:32Mas aparece
10:33os amigos da gente,
10:34não é?
10:34E bota na cabeça
10:36de a gente
10:37para fazer as coisas.
10:37Como foi,
10:38bem aqui, não é?
10:39A melhor que eu bora
10:40e bota na minha cabeça
10:41para continuar.
10:42E agora,
10:43eu recebi aqui,
10:44no meu apartamento,
10:45a visita de um jornalista,
10:48Lino Rezende.
10:49Ele foi colega meu
10:50no tempo da Gazeta.
10:52Tornou-se amigo e tal.
10:54Ele se aposentou
10:55do jornal.
10:56Eu continuei.
10:58Ele esteve aqui
10:59um mês atrás.
11:01Ele bateu aqui,
11:02bateu um palco
11:03aqui nessa sala.
11:04Ele disse,
11:05Hélio,
11:06você tem uma coisa
11:07muito importante
11:08em sua vida
11:09que você não pode
11:10deixar de lado.
11:12O que é,
11:13Paulo?
11:13Olha,
11:14você é recordista mundial.
11:16Porque eu fiz pesquisa
11:18e outras pessoas
11:19fizeram pesquisa
11:20no Brasil
11:20e no mundo.
11:21Nunca teve um colunista
11:22que permaneceu
11:24de 70 anos no jornal.
11:25E um fato
11:26como o Lino Rezende
11:26não pode deixar
11:27de decidir.
11:28Eu quero escrever
11:29um livro
11:30sobre isso aí.
11:31Aí eu disse,
11:32bom,
11:32eu quero escrever.
11:34Muito bem,
11:34eu vou fazer o quê?
11:35E realmente,
11:37ele começou a vir aqui,
11:38umas três,
11:39quatro,
11:39cinco vezes,
11:40o livro está pronto,
11:41já está na gráfica.
11:43Pronto para ser lançado.
11:44É?
11:45Pronto para sair.
11:45Prontinho,
11:46prontinho,
11:47prontinho,
11:48com fotos antigas,
11:50fotos atuais.
11:51Porque o livro
11:52do Mercelitano
11:53tem história,
11:54não é,
11:54minha filha?
11:55É isso aí.
11:56História,
11:57não só que vitória
11:58no Brasil inteiro
11:59e Europa,
12:00alguns lugares,
12:01onde eu fui.
12:03Eu fui a muito acontecimento,
12:04inclusive,
12:05convidado em Paris.
12:07Um deles foi
12:08uma voate
12:09chamada L78,
12:12que pertencia
12:13a um brasileiro
12:14chamado Ricardo Amaral.
12:15que no Rio
12:16ele tinha
12:17as quatro
12:17ou mais
12:19casas noturnas
12:20e era considerado
12:21o rei,
12:22o rei da noite
12:24no Rio.
12:25E ele foi lá,
12:26montou essa boate
12:27espetacular,
12:28por sinal,
12:28e convidou um grupo
12:29de jornalistas
12:31e autoridades
12:32do Brasil
12:33para a inauguração.
12:34Dos pessoas
12:34eu fui convidado,
12:36entendeu?
12:36Nós fomos
12:37para lá
12:38em uma coisa interessante
12:40que em uma das mesas
12:41da inauguração
12:42ao meu lado
12:43estava uma mulher linda,
12:44chamada Caterine Deneuve,
12:47que era
12:47uma das mais belas
12:49artistas
12:50do cinema internacional,
12:52linda.
12:53Muita gente
12:54só ficava olhando
12:55para ela lá
12:56e ela ser a cara
12:57de Guadacosta.
12:58Imagino,
12:59protegida.
13:00Em Nova York
13:01eu fui também
13:01ao aniversário
13:02de Delgado de Ângeles,
13:04com uma colunista
13:05amiga minha.
13:07Ela foi fazer
13:07o aniversário
13:08em Nova York,
13:09também da mesma maneira,
13:11convidou
13:11só gente assim
13:12vindo.
13:13Despeço todo
13:14fui eu.
13:15Essas coisas
13:16vão acontecendo.
13:18E a gente
13:18vai aprendendo.
13:20Uma coisa
13:20que eu aprendi,
13:22quando eu estive
13:23na Grécia,
13:24da primeira vez
13:25na Grécia,
13:26eu fui visitar
13:27o Paternon,
13:28lindo,
13:29aquele negócio,
13:30o maior monumento
13:30da Grécia.
13:31e depois de ver
13:33aquilo andando
13:34eu vi assim
13:35tipo um
13:37porão,
13:38tipo assim,
13:40estacionamento
13:41de jovens,
13:43um enorme,
13:45Aí eu perguntei
13:46à minha guia,
13:47eu digo,
13:47por que isso aqui
13:48é tão grande?
13:49Por que lá em cima
13:51que tinha reuniões
13:52dos senadores?
13:53Não,
13:54isso aqui
13:55é o seguinte,
13:56a Grécia
13:57era sempre
13:58susceptível
14:00a invasões.
14:01Porque na época,
14:02na época,
14:03na época,
14:04era muito rica
14:04a Grécia.
14:06Aí,
14:06quando ele
14:08sentia que podia
14:08ser invadido,
14:09ele pegava
14:10tudo que era
14:11riqueza,
14:12botava aqui dentro
14:13e fazia uma parede
14:14de falta
14:15para ninguém manjar
14:16que eles tinham aquilo.
14:18Aí ele perguntou,
14:18e como é que chama
14:19isso aqui?
14:20Pinacoteca.
14:21Igual a de São Paulo.
14:23Igual a de Rio de Vitória
14:24tem Pinacoteca.
14:25Sim.
14:25Tem de São Paulo,
14:26tem Rio,
14:27tem Bahia,
14:27tem Pinacoteca.
14:28Mas você sabia
14:29que esse nome é grego?
14:30Nunca,
14:31nunca ia saber.
14:32Daí você vê
14:32que viajar
14:33não é só
14:34divirte,
14:35é cultura também.
14:37Quer ver mais?
14:37Claro.
14:38Ao lado do Paterdon,
14:40aquele monumento lindo,
14:42é o Monte Olimpo.
14:46Embaixo do Monte Olimpo
14:47tem um estádio,
14:50que era naquela época,
14:51o estádio,
14:51ele viu assim,
14:53aberto
14:54e pequeno ali dentro.
14:56Esse estádio
14:58no Monte Olimpo,
15:00onde foi realizada
15:01a primeira Olimpíada
15:03do mundo.
15:04E por que chama Olimpíada?
15:07Por causa do Monte.
15:08Porque nasceu
15:09no Monte Olimpo.
15:10Não é cultura,
15:11a gente aprende,
15:12viajando,
15:13a gente aprende coisas.
15:14Isso e muitas outras coisas
15:15que a gente vai aprendendo.
15:16É só diversão, não.
15:18Então,
15:18o clube social também
15:19é cultura.
15:20É cultura.
15:22É porque pegou o social.
15:25Mas hoje não é só social.
15:26Hoje ele é versátil.
15:29A coluna hoje é versátil.
15:30Muita coisa assim
15:31que eu tinha vontade de fazer,
15:35viajar no Expresso Oriente.
15:37Agatha Christie escreveu um livro
15:39sobre o Expresso Oriente.
15:41A gente sai de Beleza
15:48e vai até Paris.
15:50Sai de um dia de manhã,
15:52chega de outro dia de manhã lá.
15:54Não tem cadeira assim,
15:56só pequenos apartamentos.
15:58E o trem é lindo.
15:59Tem um restaurante
16:00de comida francesa
16:02e outro restaurante
16:03de comida italiana.
16:05Quer dizer,
16:05umas coisas interessantes.
16:06Outra viagem
16:08através de Paris
16:10para Londres,
16:11se mergulha
16:12pelo canal da Mancha.
16:16É lindo aquilo.
16:17Eu fiz tudo na filha.