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  • há 2 semanas
Crianças e adolescentes de uma escola em Vila Velha, Espírito Santo, estão escrevendo cartas de apoio para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Com cerca de mil estudantes envolvidos, as mensagens visam transmitir esperança e empatia, especialmente para aqueles que compartilham a mesma faixa etária. Giovanni, um aluno que viveu a maior parte […]

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Transcrição
00:00Já é grande para os adultos. Imagine então o que se passa na cabeça de crianças e adolescentes gaúchos, vítimas
00:10das enchentes.
00:11Para aliviar essa dor, os alunos desta escola de Vila Velha estão escrevendo cartinhas, pequenas mensagens.
00:20O recado é simples, nós estamos com vocês.
00:24Estou querendo passar esperança, fé já com meus pais e eu, estamos rezando muito por eles.
00:31Nesta turma, um aluno tem uma motivação especial para escrever.
00:36Giovanni se mudou há três anos para o Espírito Santo.
00:39Morou a maior parte da vida no Rio Grande do Sul, em Santana do Livramento.
00:45A cidade na fronteira com o Uruguai não foi afetada, mas ele está triste pelo primo que mora em Porto
00:52Alegre.
00:52Estou rezando todo dia para isso parar e acabar essa situação.
01:00Ver a cada notícia que está acontecendo é triste, é chocante.
01:05Cerca de mil estudantes do ensino fundamental e médio da escola estão escrevendo as cartinhas.
01:12Eles não sabem para quem elas serão endereçadas.
01:15As cartas vão ser entregues na semana que vem para unidades do colégio nos municípios de Viamão e Porto Alegre.
01:23Mas as cartas vão ser entregues para crianças e adolescentes da mesma faixa etária de quem escreveu.
01:29Uma forma de amenizar a dor vivida lá no Rio Grande do Sul e de fazer com que as crianças
01:35aqui no Espírito Santo entendam a noção de empatia.
01:39Estamos nos fazendo próximos das vítimas do Rio Grande do Sul.
01:43São eles que são objeto da nossa amizade, são eles que são aqueles que nós queremos estar próximos nesse momento.
01:48É importante que eles recebam o nosso abraço, recebam o nosso sentimento, que a gente pertence a uma casa comum.
01:57Então, o que eles estão sofrendo lá, de forma indireta, a gente sofre aqui também.
02:02Lucas é morador de Linhares, um dos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, há oito anos.
02:10Após sentir o drama na pele, hoje ele é membro de uma brigada formada por movimentos sociais que roda o
02:18Brasil para prestar auxílio em momentos como o vivido agora no sul do país.
02:24No próximo domingo, Lucas vai para o Rio Grande do Sul, ajudar nos trabalhos de uma cozinha industrial em Porto
02:31Alegre.
02:31O tanto de gente que está lá vai ter que aumentar, vai ter que ir mais gente.
02:36Precisamos mobilizar para ir mais gente, precisamos mobilizar por ajuda.
02:41Tem rolado várias campanhas para arrecadação de fundos.
02:44O próprio movimento de atingidos por barragem também está fazendo esse levantamento.
02:49A ideia é ficar ao menos duas semanas.
02:52Para ele, além de roupas, calçados ou alimentos, doar o que tem de mais valioso, que é o próprio tempo,
02:59traz um sentido de comunidade e de gratidão.
03:03Como uma pessoa atingida, eu acho que a gente precisa se fortalecer e colaborar, contribuir sempre que possível.
03:12Empatia.
03:13Sentir como se fosse o outro, a dor dele como se fosse a nossa.
03:19Uma emoção que nos torna mais próximos, solidários e melhores.
03:23Tem que pensar positivo que eles vão conseguir tudo o que eles perderam de volta e que eles sejam firmes.

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