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  • há 2 dias
O problema é grave pode causar diversos distúrbios no futuro

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Transcrição
00:00Hoje é o dia mundial da obesidade.
00:03Mais de um bilhão de pessoas no mundo, gente, sofre com o problema.
00:08E esse número é puxado por crianças e adolescentes, tá?
00:12Entre esse grupo, a obesidade quadruplicou nos últimos 30 anos, isso mesmo.
00:19O número saltou de 31 milhões para 160 milhões de crianças e adolescentes obesos.
00:27Olha isso, chama bastante atenção, né?
00:30A maioria, meninos.
00:32E olha só esse dado, presta atenção, 8 em cada 10 adolescentes continuam obesos na fase adulta.
00:40E qual é o papel dos pais nesse processo, hein?
00:45Onde erramos e o que podemos fazer para mudar a realidade dos nossos filhos e devolver a eles a saúde?
00:52Esse assunto, gente, é muito importante, né?
00:54A gente não está aqui discutindo estética, não, tá?
00:57A gente está falando de saúde.
00:58Vamos participar comigo desse bate-papo?
01:01Aqui no nosso estúdio, eu recebo a doutora Maria Amélia, ela que é endocrinologista.
01:06Obrigada, doutora, pela sua participação, viu?
01:08Boa tarde.
01:09A Maiara Barcelos, que é mamãe da Maria Júlia, de 6 anos, não é isso?
01:14E a gente também recebe aqui a Jaqueline, que é a mamãe da Elisa, de 4 anos.
01:20As duas já viveram, né?
01:22Passaram pela experiência de terem as filhas acima da média do peso ideal, não é isso?
01:28Aconteceu isso com você, né, Jaque?
01:30Fala com a gente no microfone.
01:32Na verdade, assim, a Elisa, ela nasceu com baixo peso, né?
01:362,8 kg.
01:38E aí, nós tivemos que, ela teve que, fórmula infantil e teve que aumentar o peso.
01:45E com isso, ela foi ficando mais gordinha e do 3 anos para o 4, ela deu um salto.
01:51E assim, como a gente estava tranquilo, ela tem que ganhar peso, então não tivemos esse cuidado.
01:56Aí, quando chegou nessa idade, aí eu levei no médico e a médica falou, temos que tomar cuidado agora, porque
02:03já está no nível do risco.
02:05E aí que eu fui procurar ajuda médica, né, e nutricionista, aí que eu consegui, assim, hoje ela já está
02:13controlada e tal, e eu venho trabalhando isso com ela.
02:19Gente, não é fácil você trabalhar, ajustar o peso de uma criança, porque o tempo inteiro eles querem doce, querem
02:27biscoito, querem as guloseimas.
02:28Daqui a pouco você vai contar para a gente como é que você fez para dizer não para a Elisa,
02:34tá?
02:34E com você, o que aconteceu, na verdade, com a sua filha, né, com a Maria Júlia?
02:38Então, boa tarde, Roberta.
02:40Boa tarde a todos.
02:42Maria Júlia, ela nasceu já gordinha, né, com sobrepeso.
02:48E eu fui acompanhando, no hospital ela era a maior, né, e ela nasceu com 4,686 quilos nessa faixa.
03:02E hoje ela é uma criança que ela não é gordinha, ela está com 6 anos, mas ela é grande.
03:10Tem crianças que na sala dela colocam perto e as pessoas falam, quantos anos ela tem?
03:17E como ela acabou de fazer 6, completar 6, até então, quando eu falava 5, o pessoal não acreditava.
03:24Então, estou vivendo com ela hoje, essa fase de criança quer tudo, quer comer doce.
03:34Então, lá em casa nunca cortamos, ah, não vão tomar refrigerante, não vão comer doce.
03:39Nunca foi assim lá em casa, restrito.
03:42Mas a gente evita comprar, entendeu?
03:44Até mesmo porque a gente já sabe, o avô é diabético.
03:49Então, a gente sabe que por questões familiares pode desenvolver ali na criança, por conta da genética também, né?
03:57Doutora Maria Amélia, olha só, é tão comum, né, a gente ouvir, principalmente dos antigos,
04:03deixa, está em fase de crescimento, se preocupa agora não, daqui a pouquinho vai crescer, o peso vai distribuir.
04:09E tem preocupação, é para a gente se preocupar, doutora?
04:13Boa tarde, Roberta.
04:14Boa tarde.
04:15Então, isso a gente ouvia antigamente, quando realmente as crianças não queriam comer,
04:20elas brincavam o dia inteiro fora de casa, né?
04:22Mas hoje a gente vive uma realidade totalmente diferente, né?
04:26Complementando os dados que você falou ali, né, e falando em termos de criança,
04:31todo ano a gente recebe pela sociedade mundial de obesidade,
04:39são lançados os mapas, né, da Federação Mundial de Obesidade.
04:43E esse ano nos assustou muito, porque os dados mostram que se continuarmos a viver mundialmente, ambientalmente,
04:53da forma como a gente tem vivido e criado nossas crianças,
04:56daqui a 10 anos nós vamos ter o dobro de crianças obesas no mundo.
05:01Então, esses dados são muito pesados, né?
05:04E uma criança doente, uma criança obesa, quer dizer, muito provavelmente, um adulto obeso.
05:11E a obesidade, ela traz consigo várias complicações, né, que a gente vê a cada dia.
05:17E a gente tem que prestar muita atenção a isso daí.
05:20E mesmo na infância, já é um risco, doutora?
05:24A infância é um sinal, né?
05:26É um sinal do que o adulto será.
05:28Então, a gente já sabe que em torno de 70% dessas crianças obesas serão adultos obesos.
05:34Então, assim, ah, tem dois aninhos, tem três aninhos, não tem problema.
05:38Claro que são coisas que a gente pode modificar, como as próprias mães aqui falaram
05:43que já começaram a mudar certas situações dentro de casa.
05:48Mas isso tem que ser tratado, tem que ser levado a sério desde a infância, desde o primeiro momento
05:53que você observou alguma mudança na alimentação, algum hábito compulsivo, algum sedentarismo,
06:04mais tempo em telas, né?
06:05Coisas que a gente pode discutir aqui, mas são fatores que a gente já tem que ligar o
06:09alerta e já começar a mudar essa realidade para a criança.
06:13Agora, são duas histórias diferentes, né?
06:16Uma nasceu abaixo do peso, a outra nasceu acima do peso.
06:19E o que a gente pode extrair dessa história?
06:21Que não existe uma garantia, né?
06:23Tá vendo como que, assim, elas foram mudando, né?
06:26Com o passar do tempo, doutora?
06:30É, muitas vezes a gente se preocupa com a criança que nasce pequena para a idade gestacional
06:36ou abaixo do peso.
06:37Mas a grande maioria dessas crianças pequenas, ou prematuras, ou que nascem muito magras,
06:45elas tendem a recuperar.
06:46Então, são crianças com alto risco de diabetes, tá?
06:49Então, um alerta também para essas mães, porque às vezes na vontade de fazer a criança
06:54ganhar peso, não foi o caso da Júlia, né?
06:57Da sua filha.
06:59Mas as crianças, elas tendem a recuperar esse peso.
07:04E às vezes até oferecido pelos pais, não, come mais um pouquinho, faz mais isso.
07:08E aí não é legal.
07:09Então, ligar esse alerta aí também.
07:11Eu vi você concordando.
07:12Na hora que a doutora falou, não, come mais um pouquinho, você é dessas?
07:15Eu fazia isso com ela.
07:17Não, come mais um pouquinho.
07:18Ah, mas eu não quero, não.
07:20Falei, come mais um pouquinho.
07:21Porque você via que ela precisava ganhar peso, né?
07:25Mas depois ela foi criando esse hábito, então ela comia sozinha, né?
07:29E tinha todo aquele ritual com a comida.
07:32Mas o interessante é que também nós não somos de dar coisas assim, ah, doce, não sei o quê.
07:39Não.
07:39Nossa alimentação também era regrada.
07:42E por isso que eu acho que eu fiquei tranquila, porque nós não dávamos doce, salada, alimentação
07:48balanceada, como nossa refeição também.
07:52Então, aí que a gente ficou mais tranquila.
07:53Não tem nada de anormal, né?
07:57Mas aí quando foi no médico, a médica falou, ó, toma cuidado, porque senão pode chegar
08:01a obesidade.
08:02Aí que eu me assustei.
08:04Eu falei, e agora?
08:04O que eu vou fazer?
08:05Porque já não dou doce, já não dou coisas pra ela, né?
08:09Criar esse hábito pra engordar, né?
08:12Mas aí eu fui procurar ajuda profissional.
08:14Fui na nutricionista e ela me orientou.
08:17Foi coisa assim, coisa simples.
08:19O quê, por exemplo?
08:21Ela repete refeições.
08:23Eu, ah, de vez em quando ela repete.
08:24Ela, pois é.
08:25Então é porque ela não tá se saciando.
08:27Então você tem que dar coisas pra ela que saceia.
08:29Por exemplo, ela deu um...
08:30Até a gente que não tem muita condição, ah, a gente sempre dá biscoito de sal, né?
08:35Aí ela, isso não saceia ela.
08:37Ela come ali, mas logo aquilo perde o nutriente e ela já tá com fome de novo.
08:42Então...
08:43Aí você substituiu o biscoito pelo quê?
08:45Aí ela substitui o orgulho com, como é que fala, o mix de...
08:51Cereais.
08:52Cereais, essas coisas.
08:55Isso, cereais, né?
08:56Que ela falou que isso é da saciedade ela.
08:59E eu fiz esse hábito, comecei a fazer esse hábito e ela começou...
09:01E a sua filha aceitou de boa?
09:03Aceitou.
09:04Aceitou de boa.
09:05Mas aí eu ia aos poucos, né?
09:07Eu não fui logo, ah, você tem que comer tudo, você não pode fazer isso.
09:11Não, eu tive que ir aos poucos com ela e tudo brincando.
09:14Tanto que eu pegava uma mãozinha, cortava, jogava cereais e ficava...
09:18E agora, aviãozinho, não sei o quê.
09:21Aí ela comia, mas se eu falasse, toma isso aqui, ela não ia querer.
09:24A mamãe tentando ser lúdica, né?
09:26Fazendo de tudo.
09:27Isso.
09:27E com você, Mayara, como é que você fez pra reverter a situação aí da sua filha?
09:31Então, é totalmente diferente da dela.
09:36Em casa a gente sai muito.
09:38Então, a gente come fora, em casa também.
09:43E a Maria Júlia, ela tem necessidade de comida.
09:47Ela come bem, Roberta.
09:49É assim, as pessoas podem ficar até...
09:52Tem uma tia dela que fica admirada quando a gente sai pra comer pizza.
09:56Ela é apaixonada por pizza.
09:57Então, ela tem seis anos, ela come três pedaços de pizza.
10:02E eu fui, assim, eu tento não ir pra muito lugar que ela gosta.
10:09Então, assim, a gente combina em casa, a gente conversa.
10:13Hoje não vamos lanchar, hoje a gente vai comer aqui em casa.
10:17E pra dentro de casa mesmo, o refrigerante, por exemplo,
10:21se deixar, ela toma o litro de refrigerante.
10:23E o corpinho dela é magro hoje, né?
10:28E eu não compro.
10:31Então, assim, ou quando compramos, toma todo mundo junto ali.
10:36E eu evito levar pra dentro de casa.
10:39E também, é sempre assim, a gente faz combinados em casa.
10:44Vamos sair hoje?
10:45Já saímos essa semana?
10:47Então, vão ficar uns dias sem ir.
10:48Você tem que experimentar isso aqui.
10:50Mas os filhos são muito o reflexo dos pais.
10:53Então, acho que ela é muito...
10:55Eu até comentei.
10:56Eu não como muita coisa.
10:59Verdura.
10:59Eu não sou muito fã.
11:01Então, acaba que ela também não come.
11:04Então, a gente tá trabalhando isso.
11:05Eu tô trabalhando no psicológico.
11:07O meu esposo já come de tudo.
11:09Então, ele é muito parceiro ali.
11:11Vocês têm que experimentar, né?
11:14Então, ele conversa muito com a gente sobre isso.
11:16Vamos lá, doutora.
11:18Existe mesmo isso?
11:19Se a mãe não come de tudo, na hora de fazer aquela mesa do final de semana ali em família,
11:25provavelmente as crianças também não vão aceitar a salada, a verdura.
11:30Isso foi perfeito.
11:31A colocação dela é o que a gente vê no dia a dia, né?
11:35E como na entrevista anterior, a psicóloga colocou muito bem, a gente precisa de exemplo.
11:40Então, o nosso grande problema hoje, não culpando o pai, estar sem culpas, porque a gente acaba passando muito essa
11:51culpa pro pai, pra mãe,
11:53e você acaba criando um certo terrorismo na alimentação da criança.
11:57A mãe acaba obrigando a criança a querer comer certos tipos de coisa.
12:01E a alimentação tem que ser uma coisa lúdica, gostosa, prazerosa.
12:05E aí a gente tem que lidar com exemplos.
12:08Então, muito interessante isso que ela colocou.
12:11Eu não compro em casa.
12:12Se você comprar, você tá estimulando a criança a ter aquele tipo de consumo.
12:16A criança, ela tem que se sentir parte daquela alimentação.
12:19Então, ela quer comer o que você come.
12:21Se você só come macarrão, se você só come fast food, se você só compra comida embalada, a gente fala,
12:27né?
12:27A gente costuma dizer, vamos descascar mais e desembalar menos, né?
12:31A gente tem que, mesmo na nossa correria de mãe, né?
12:34Eu sei, eu saio de casa de madrugada, volto de noite.
12:37Mas a gente tem que tentar, dentro do possível, preparar a comida.
12:42Ter um horário em que a gente possa mostrar a importância disso aí pra eles.
12:46E a gente só consegue mostrar fazendo, porque senão eles não vão entender.
12:51Agora, um fator também muito importante, que eu acredito eu que tenha contribuído
12:55pra esse aumento aí dos casos de obesidade, é o que?
12:58Tela, né, doutora?
12:59Antigamente, eu lembro que a minha mãe tinha que gritar,
13:01Roberta, sobe, acabou, 10 horas da noite.
13:04Chega de brincar por hoje.
13:06Hoje em dia, infelizmente, a gente não escuta um grito de criança na rua, no condomínio,
13:11na casa do vizinho, não tem mais isso.
13:13Então, a criança parou de brincar.
13:14Então, parou de queimar a caloria também, né?
13:17A gente precisa estimular como, doutora?
13:19Como, né?
13:20É, mais uma vez o exemplo.
13:21Bom, em relação às telas, o que é preconizado são, no máximo, duas horas de tela por dia.
13:28Então, assim, de preferência à noite, não.
13:30Por quê?
13:31À noite, as crianças precisam desacelerar, elas precisam dormir.
13:35Elas precisam chegar na hora de dormir com o cérebro mais descansado.
13:39E puxando o gancho do sono, pra falar do exercício, se a criança não dorme, e a criança, a média
13:47de sono teria que ser em torno de 9 a 12 horas, né?
13:51As crianças hoje dormem 6, 7 horas, né?
13:54Então, é muito, muito pouco.
13:55Isso impacta também, doutora?
13:58Isso impacta na obesidade.
13:59Foi feito um estudo, vários estudos, né?
14:01Mas tem um super importante de Harvard, mostrando que as crianças que dormiam menos, elas têm mais gordura visceral.
14:09Elas já têm gordura visceral.
14:10Elas já começam a fazer uma síndrome metabólica.
14:12Teve um outro estudo interessante na Coreia, eles pegaram adolescentes, então eles ficaram, faziam exames durante um certo tempo, os
14:21adolescentes super controlados, dormindo bem, e dosaram glicemia, viram pressão.
14:28E depois de um tempo, eles colocaram uma luzinha, essas de ar-condicionado, de computador, deixaram uma luzinha mínima no
14:36quarto ligadas, e aí começaram a medir glicemia, pressão, e eles já viram alteração dessas taxas só de colocar uma
14:45luzinha pra atrapalhar o sono das crianças.
14:47Imagina essas crianças dormindo com o celular ligado, com o computador.
14:50Então, assim, realmente a qualidade de sono piora muito.
14:53E em relação à atividade física é isso, nossas crianças estão muito paradas, elas ficam muito em casa, e o
15:01consenso de atividade física mostra que elas tinham que fazer pelo menos uma horinha, gente, é muito pouco, uma hora
15:08de atividade.
15:09E atividade pra criança é o quê? Pular, dançar, subir escada, descer, qualquer coisa, brincar, se divertir, né?
15:16Elas precisam se movimentar pra ter saúde.
15:18E a criança ativa, ela vai ser provavelmente um adulto ativo, mas pra ela ser ativa, ela precisa de exemplo.
15:25Então, não adianta nada a criança ficar lá, o pai no domingo ficar no controle da televisão, a mãe não
15:30levar pra sair pra um parquinho pra brincar, não jogar, não brincar com eles numa piscina, então tem que ter
15:35interação, isso faz parte, né?
15:37Você falou da importância da gente não se sentir culpado, mas a gente precisa sentir a responsabilidade de estimular, né?
15:44Exatamente.
15:45Ter essa iniciativa de mudar.
15:47Exatamente.
15:48E proporcionar caminhos aí pra que eles consigam reverter essa situação.
15:52Como é que funciona essa parte da brincadeira na sua casa, Jac? Você percebeu se isso faz diferença?
15:58Faz muita diferença, porque minha filha, por exemplo, ela é muito ativa, ela quer fazer tudo ao mesmo tempo, e
16:06pra pegar essa energia dela, eu fiz igual a doutora falou, saí no parquinho, ficou duas horas com ela no
16:11parquinho, botava vídeos pra ela dançar, que ela ama dançar, então assim, fui estimulando essa parte dela se movimentar, ela
16:20gosta muito.
16:20E isso melhorou pra caramba, assim, a questão do emagrecimento dela.
16:25E menos tela também, né?
16:27E outra coisa que eu achei interessante, que ela ruía muitas unhas, né?
16:32Quando ela tava nessa fase aí.
16:34E depois disso, de estimular, de mudar a alimentação, ela parou.
16:38Parou de ruir a unha.
16:39E isso que eu achei muito interessante, assim.
16:42Como mudou?
16:43Pelos programas anteriores que a gente já fez, tem a ver com a ansiedade, né?
16:48A gente vai aprendendo aqui no Fale Espírito Santo, tá vendo?
16:50Espero que você, em sua casa, também esteja absorvendo o teor dessas informações.
16:55E a atividade física com a Maria Júlia?
16:58Tem, não tem?
16:59Tem essa brincadeira?
17:01Maria Júlia, ela é ligada no 220.
17:04Ela tem energia.
17:06Você pode sair com ela 6 horas da manhã.
17:1011 horas da noite, ela vai estar ligada no 220.
17:14Então, assim, a gente desce pro quintal, porque o quintal é grande, né?
17:20Coloca ela pra brincar, vou na rua, anda de patinete.
17:24Mas, Roberta, ela é ligadinha no 220.
17:27Então, assim, a gente tenta desacelerar um pouco.
17:30Teve um programa anterior que eu participei aqui, que foi a questão do celular.
17:35A gente diminuiu, né?
17:37O tempo dela no celular.
17:39Então, a gente tenta, assim, no pouco de tempo que a gente tem, estar com ela e botar ela pra
17:47brincar.
17:48Agora, doutora, último minuto pra gente encerrar a entrevista.
17:52Tem até um comentário aqui da Thelma falando que a filha dela não come verdura.
17:55Aí os filhos, né?
17:56Ou seja, os netos da Thelma também não comem.
17:59Pra aqueles pais que já fizeram de tudo, qual é a próxima alternativa?
18:05Então, isso é muito comum, gente.
18:07A criança que não aceita de jeito nenhum, você faz de tudo, você tenta.
18:11Não adianta forçar, né?
18:13Então, qual é a recomendação?
18:15Vamos criar um ambiente o mais prazeroso possível e ofereça.
18:19Ofereça sempre.
18:21Ofereça.
18:21E evite fazer trocas não muito interessantes.
18:25Então, ela não come verdura, então pode comer esse macarrão, pode comer...
18:28Não.
18:29Ela vai ficar com fome, ela vai se alimentar e você vai estar sempre ofertando coisas saudáveis.
18:35Até o momento que ela vai aprender.
18:37Ela não vai passar fome.
18:38Isso você vai ficar tranquila, ela não vai passar fome.
18:41Mudar a forma do preparo pode ajudar, doutora?
18:44Pode mudar a forma do preparo.
18:45Às vezes não quer a cenoura ralada, mas aceita a cenoura cozida?
18:48Sim.
18:49E você, às vezes, até preparar um molhinho com queijinho, né?
18:52Você faz...
18:53Ela não gostou assada, você prepara...
18:56E assim vai ser interessante pra criança.
18:58Tá certo, doutora.
18:59Obrigada pela sua participação.
19:01Dá um beijo, então, na filhona, na Maria Júlia, tá bom?
19:04E dá um beijo também na Elisa, tá?
19:05Uma boa tarde, gente.
19:06Obrigada, gente.

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