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  • há 2 dias
DE ACORDO COM ÚLTIMOS DADOS, DE JANEIRO A NOVEMBRO DO ANO PASSADO, MAIS DE 12 MIL MEDIDAS PROTETIVAS FORAM REQUERIDAS NO ESPÍRITO SANTO. DESSE TOTAL, 9.732 FORAM ACEITAS.

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Transcrição
00:00O homem foi preso tentando chegar à casa da ex-namorada em Rio Marinho, Vila Velha.
00:06Momentos antes, ele avisou que ia e fez ameaças em mensagens de texto.
00:12Ela acionou a polícia militar. O homem ainda reagiu à prisão.
00:17A mulher, de 25 anos, tem medida protetiva contra o ex-namorado desde o fim do relacionamento, em novembro do
00:25ano passado.
00:25Na ocasião, o agressor disparou um tiro em direção à casa onde ela mora.
00:32Segundo ela, o filho de dois anos, de outro relacionamento, presenciava as agressões.
00:38Eu já sofri com ele muito. Ele já me deu uma surra dentro do banheiro.
00:42Tudo na frente dessa criança. Ele não tinha noção do que ele fazia na frente do meu filho comigo.
00:47O Tribunal de Justiça não divulga o número de medidas protetivas que não são cumpridas.
00:52Mas, como vimos, essa é uma realidade existente.
00:56De janeiro a novembro do ano passado, cerca de 12 mil medidas protetivas foram requeridas ao tribunal.
01:04Desse total, 9.732 foram aceitas pela Justiça.
01:10Por meio da medida protetiva, o agressor pode ser afastado do lar.
01:15Ou a mulher levada para um ambiente mais seguro.
01:18E ainda, o agressor é impedido de se aproximar e até de se comunicar com a vítima, entre outras medidas.
01:25Quem descumpre medida protetiva está sujeito à pena de prisão, que varia de três meses a dois anos.
01:32Mas, como vimos, apesar de estar sob proteção legal, a mulher continuou sendo assediada por cerca de três meses.
01:40Este advogado criminalista afirma que o poder público vem buscando meios para aumentar a eficiência da prevenção.
01:49Mas ainda não dá conta da demanda.
01:52O descumprimento de medida protetiva fragiliza toda a estrutura e fragiliza as mulheres que são vítimas de agressão.
01:59Quer dizer, se a mulher percebe que alguém que tinha medida protetiva perdeu a vida ou foi agredida,
02:05e isso fragiliza toda a possibilidade de proteção que o Estado oferece para ela.
02:09Então, o Estado tem que estar preparado, tem que aumentar, tem que ter mais volume, mais musculatura
02:14para poder, de fato, alcançar essas vítimas e evitar que esses fatos aconteçam.
02:20O advogado reafirma a necessidade das mulheres continuarem denunciando.
02:25O Estado fica, a todo momento, buscando criar mecanismos de proteção para as pessoas mais fragilizadas,
02:31por exemplo, as mulheres. Então, ele criou o botão do pânico, ele criou as medidas protetivas,
02:37existem as chamadas visitas tranquilizadoras, que é a polícia e as casas que estão em conflito
02:43em dias e horários não definidos. Então, quer dizer, o Estado fica buscando trazer e possibilitar
02:50e dar à mulher, por exemplo, mecanismos para que ela se proteja, lançando mão do Estado.

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