- há 3 semanas
Idosos são frágeis, precisam de ajuda e muito cuidado da família, mas em alguns casos não é isso que acontece. Esse é a assunto do bate-papo com o psiquiatra Waldir Campos, a psicóloga Letícia Santana e o advogado Flavio Fabiano.
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NotíciasTranscrição
00:00Quando a gente fala em idosas, nós falamos de homens e mulheres ainda mais frágeis,
00:05que realmente precisam de ajuda e precisam ajudar os filhos também.
00:10Mãe não desiste do filho, mesmo sendo vítima de violência.
00:15Esse é o nosso assunto aqui no estúdio.
00:17Eu converso com o psiquiatra Valdir Campos, com a psicóloga Letícia Santana e com o advogado Flávio Fabiano.
00:25Vamos começar com você, Letícia, um depoimento muito forte dessa mãe
00:31e que mostra que o amor de mãe é incondicional, mesmo numa situação como essa.
00:37Boa tarde.
00:37Boa tarde, boa tarde a todos.
00:40É realmente, né, é muito tocante ouvir o relato dessa senhora.
00:43Você vê que é uma fala muito emocionada, principalmente se tratando de uma idosa
00:48que nós sabemos que se encontra em uma situação de vulnerabilidade,
00:51muitas vezes numa dependência financeira afetiva, de cuidados dessa família e desse filho.
00:58Então, essa mulher precisa realmente de proteção, precisa de ajuda,
01:02esse filho precisa de intervenção e é isso, né, assim, muitas vezes o Estado precisa entrar
01:08onde a família não alcança.
01:10Então, o que a gente tem realmente aí é uma mãe que está vulnerável emocionalmente,
01:15vulnerável até mesmo na sua própria condição de preservação física, né,
01:18porque a gente viu aí relatos de violência e que precisa do acolhimento e da ajuda de todos, né.
01:24Flávio Fabiana é advogado e numa situação como essa que nós estamos exemplificando, Flávio,
01:32como o Estado deve agir?
01:35Boa tarde, Lucas.
01:36Boa tarde a todos.
01:37Primeiro, nós temos que entender quem é o idoso.
01:39O idoso, segundo o próprio estatuto do idoso, é aquela pessoa com 60 anos ou mais.
01:44E por essa condição, por ser alguém que está numa condição vulnerável,
01:49ela tem proteção especial da nossa lei.
01:52O que isso significa dizer no campo jurídico?
01:55Todas as vezes que alguém tomar conhecimento da prática da violência contra o idoso,
02:00basta que chame a polícia, que informe aos órgãos municipais, estaduais, ao Ministério Público.
02:07Por quê?
02:07Temos uma ação penal pública incondicionada.
02:11Isso significa dizer que não é nem necessária a manifestação da vítima, do idoso.
02:17Basta que chegue ao conhecimento do poder público aquela violência.
02:21Então, em razão disso, a lei traz todas essas benesses.
02:27Os crimes praticados contra idosos são previstos no Código Penal e também no Estatuto do Idoso.
02:35E ela é aumentada em até um terço qualquer crime que for praticado.
02:40Tem só pena e ela será aumentada em até um terço.
02:43Mas nesse caso, especificamente, a justiça pode, por exemplo, determinar uma proteção a essa idosa?
02:50E o que pode acontecer com esse homem?
02:53Pode ser obrigado a ser internado, internação compulsória ou não?
02:56O que a justiça pode fazer nesse caso?
02:58Nesse caso, por se tratar de uma idosa, de uma senhora, de uma mulher,
03:01a justiça pode determinar o afastamento do lar, proibição de qualquer contato.
03:06A internação pode ser uma medida solicitada, mas o objetivo maior é proteger a vítima, que é essa idosa.
03:15E se houver uma determinação de alguma medida protetiva para a proteção dessa senhora,
03:21e havendo descumprimento, poderá haver prisão em flagrante do filho dela, desse ofensor.
03:28E a partir daí, é um tempo maior no sistema penitenciário, ele já passa ali a condição de réu,
03:38porque houve o descumprimento de uma decisão judicial e a situação acaba ficando um pouco mais delicada.
03:44A proteção que a lei garante é essa, é o afastamento, proibição de contato e, na insistência, poderá haver a
03:53decretação de uma prisão preventiva.
03:54É, só para ficar claro para quem está acompanhando a gente, é como se fosse uma medida protetiva?
03:59É uma medida protetiva, porque visa proteger.
04:02O Estatuto do Idoso tem todas as formas de proteção ao idoso.
04:07E, nesse caso, por se tratar de uma violência doméstica, ou seja, de um filho contra a mãe,
04:13e nessa condição atacou uma mãe, pode-se entender que é a condição de gênero,
04:18também poderia se aplicar as medidas, não só do Estatuto do Idoso, como também da própria Lei Maria da Penha.
04:26Doutor Valdir, a mãe falou que ele é um trabalhador, um homem bom, um bom filho,
04:34mas quando ele usa drogas ou bebe, ele se transforma.
04:39Como é a ação em uma pessoa, quando usa drogas, que fica nesse ponto, de mudar totalmente a personalidade e
04:48ficar agressivo?
04:48Boa tarde.
04:49Boa tarde.
04:51As drogas, o álcool é uma droga, é lícito, mas é uma droga.
04:56E é bom deixar claro, para quem está nos assistindo, essa definição, que é muito importante.
05:02Por ser lícito, muitas vezes as pessoas entendem que não faz mal, que não causa nenhum problema.
05:10No caso, o álcool é lícito, igual o tabaco também, mas são drogas.
05:13Então, drogas, qualquer substância produzida pelo nosso organismo, que a gente ingere,
05:19que altera o nosso comportamento, forma de pensar, sentir e agir, é uma droga.
05:25Isso é uma definição da Organização Mundial de Saúde.
05:27Então, o álcool, ele agindo no cérebro, todas as drogas agem numa região do cérebro que nós chamamos de sistema
05:35de recompensa cerebral.
05:37É o nosso cérebro de prazer, o nosso cérebro do prazer.
05:41Elas agem ali, por isso que as pessoas utilizam drogas, com a busca desse prazer.
05:47Só que ele também age numa área, que é a área responsável pela nossa capacidade de controle,
05:54do nosso impulso, agressividade, do nosso juízo, né, de julgar o que é certo ou errado,
06:00de tomada de decisão, de planejamento, tomada de decisões.
06:04Então, a ação da droga nessa área, que é o córtex pré-frontal,
06:09faz com que, então, a pessoa possa ter o seu comportamento alterado.
06:13Inclusive, né, aí vai haver aquela dificuldade de controle do impulso e da agressividade.
06:20Então, ela pode ficar impulsiva, agressiva, alterar a sua personalidade mesmo,
06:24de tal maneira que ela vai, a pessoa pode fazer, né, determinadas coisas,
06:30ou ter determinados comportamentos que ela não teria se não usasse a substância.
06:38Letícia, ela, justamente, essa idosa, pelo que deu a entender na nossa apuração,
06:45ela já sabia desse comportamento do filho, que quando ele bebe, quando usa drogas,
06:49já tinha esse comportamento violento, mas, ao que tudo indica, continuava morando sob o mesmo teto.
06:55E aí revela uma dificuldade, um medo do familiar fazer uma denúncia, né,
07:02por conta dessa conexão emocional.
07:04Sim, com certeza, né, a situação, muitas vezes, do idoso,
07:09é uma situação de muita vulnerabilidade, né, Lucas?
07:13E aí, se a gente está pensando também num componente financeiro,
07:16às vezes, não tem recursos para estar em outro lugar,
07:19às vezes, não tem algum outro elemento da família que a acolha.
07:22Então, na verdade, essa idosa também é uma grande vítima,
07:26e aí, né, nem nos cabe, muitas vezes, julgar essa falta de iniciativa
07:30em relação a criar um movimento de sair de lá,
07:32porque, às vezes, faltam até opções.
07:34Então, na verdade, ela é uma vítima e ela precisa de ser acolhida,
07:38quer pelo contexto familiar, pelo contexto das instituições,
07:42e muitas vezes também tem aquela questão do afeto, né,
07:45a pessoa não está o tempo todo sob o efeito da droga,
07:48tem algum momento em que a pessoa está boa,
07:50a pessoa está lúcida, produtiva,
07:52e fica a fala, como ela bem colocou, assim,
07:55quando não tem a droga, ele é um ótimo menino,
07:56ele cuida de mim, ele traz, né, presentes para mim, enfim.
08:00Então, esse efeito, né, que a droga traz,
08:03essa intermitência de comportamentos,
08:06uma hora está bem, outra hora está ruim,
08:08também alimenta na família uma esperança
08:10e um prolongamento de pedir ajuda.
08:12Mas, como a gente percebe, né, e foi bem colocado na reportagem,
08:15precisa haver uma intervenção externa,
08:18até para que o próprio, o próprio,
08:20a própria vida dessa idosa seja preservada, né,
08:23porque ela está ali correndo risco
08:24e possivelmente porque não tem nenhuma outra opção,
08:28nenhum outro lugar e também porque tem um vínculo afetivo com essa pessoa, né.
08:32As denúncias de violência contra os idosos
08:35cresceram 47% no primeiro semestre deste ano
08:39em relação ao mesmo período de 2022.
08:42Só nos seis primeiros meses deste ano,
08:46o Disque 100 do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania
08:50recebeu quase 66 mil denúncias de violência contra pessoas
08:55com mais de 60 anos.
08:57Os idosos são o segundo grupo que mais sofre abusos,
09:02ficando atrás de outro grupo também vulnerável,
09:05que são as crianças e também os adolescentes.
09:07Aqui no Estado, só neste ano, foram 1.030 boletins registrados.
09:13São casos de violências físicas, como nós mostramos agora há pouco,
09:17violência psicológica, patrimonial, sexual, abandono e discriminação.
09:23Flávio, tem algumas pessoas aqui participando nas nossas redes sociais?
09:29A Márcia Bezerra, por exemplo, a Nelly Charili também.
09:33Elas dizem que têm dificuldades em entrar em contato com o Disque 100.
09:38Além desse telefone, como que a denúncia pode ser feita?
09:42Pode ser feita pelo 1.8.1, pelo Centro 90.
09:45As secretarias municipais têm lá, uma secretaria de...
09:52Ou melhor, as prefeituras e o Estado têm a secretaria de assistência social.
09:56E lá, nessas secretarias, tem pessoas próprias que fazem esse tipo de atendimento.
10:02Então, basta que façam o contato.
10:06Mas, podem fazer a ligação para o 1.8.1, que é o Disque de Denúncia,
10:11aos 190, se for uma situação de flagrante, que é até o meio mais eficaz,
10:17porque haverá uma pronta resposta do Estado, da Polícia Militar,
10:21no salvamento àquela pessoa.
10:24Perfeito.
10:26Eu queria perguntar agora para o Dr. Valdir,
10:29qual é...
10:30A Lenira está perguntando aqui, deixa eu pegar a pergunta da Lenira.
10:34A pergunta é boa.
10:35Ela pergunta se os remédios controlados também podem causar esses transtornos de personalidade
10:41que tornam uma pessoa violenta.
10:44Sim.
10:45Todo, como eu defini, toda substância pode ser uma droga,
10:50se ela for, inclusive, feita com abuso.
10:53Então, medicamentos, eles são importantes, eles são eficazes,
10:57eles são definidos para tratar, de fato, alguma patologia.
11:02Acontece que, muitas vezes, as pessoas podem fazer um uso inadequado, abusivo dessas medicações
11:08e elas apresentarem, então, efeitos adversos.
11:12Um deles poderia ser essa, realmente, a pessoa ficar, às vezes, agressiva,
11:16ter quadros de amnésia com o abuso dessas medicações controladas.
11:21Mas o que acontece muito, é bom chamar a atenção, quem está nos assistindo,
11:26é essa associação do álcool com os medicamentos controlados.
11:30Muitas vezes, a pessoa está em um tratamento para um quadro de abstinência alcoólica
11:34que é tratado com medicamentos controlados,
11:38benzoides epínicos,
11:39e ela associa, então, ela acaba usando o álcool junto com o medicamento.
11:44Então, isso vai causar um quadro de intoxicação.
11:48E aí, realmente, os efeitos são, a gente não tem nem como prever.
11:54Muitos deles podem chegar a ter quadros gravíssimos, né,
11:58de cometer, inclusive, um homicídio ou mesmo suicídio.
12:03Letícia, a Clara Campos, aqui nas redes sociais, diz,
12:07É muito triste chegar no fim da vida, criar filhos e netos
12:12e ter que passar por agressões de pessoas que um dia foram tratadas com muito amor.
12:20E ela fala sobre agressão emocional também.
12:23Nós estamos focando na agressão física por conta desses casos,
12:27mas ela pode ser emocional e até financeira, né, Letícia?
12:30Sim, com certeza.
12:31Infelizmente, a gente vive num contexto social
12:34em que o envelhecimento é visto de forma preconceituosa, né,
12:38como se fosse imoral você envelhecer,
12:41como se o envelhecimento trouxesse para nós um aborreço, né,
12:45como se a gente, de uma hora para outra, deixasse de fazer parte da sociedade.
12:49E é importante reportagens como essa para também trazer essa reflexão
12:53da importância de se olhar para o envelhecimento
12:56com uma forma mais zelosa, mais cuidadosa e mais respeitosa,
13:00porque todos nós vamos envelhecer, né,
13:03e muitas vezes, nesse momento, nesse lugar,
13:06você já não é mais tão produtivo, tão ágil, tão funcional,
13:11tão interessante,
13:12mas precisa ter sido construído laços de cuidado de zelo
13:16para que essa pessoa possa estar inserida socialmente
13:19e cuidada e bem tratada,
13:22porque o idoso, ele tem muito para oferecer para a sociedade
13:25dentro das suas condições, dentro das suas limitações
13:29ou dentro das suas potencialidades,
13:31e ele precisa ser acolhido, tanto pela família,
13:34quanto pelas instituições.
13:36Envelhecimento não é sinônimo de isolamento social,
13:38muito pelo contrário.
13:40Então, que essas reportagens também sirvam de reflexão
13:43para que nós possamos olhar de forma mais afetuosa
13:48e acolhedora, né, para os nossos idosos.
13:50Flávio, o uso de drogas entorpecentes que acaba terminando em um crime
13:56pode agravar a pena do ponto de vista jurídico?
13:59O uso de droga entorpecente,
14:02quando voluntário, ou seja,
14:04aquela pessoa que se dispõe em beber qualquer tipo de bebida
14:07ou consumir droga,
14:09não melhora em nada,
14:10no entanto, também não agrava essa situação.
14:13É uma opção daquele que bebeu ou que consumiu droga
14:18em fazê-lo,
14:19e isso não melhora,
14:22ah, eu cometi o crime porque eu estava
14:24sob efeito de droga,
14:25não sabia o que estava fazendo.
14:27A lei não dá qualquer amparo a isso.
14:29Isso não altera absolutamente nada.
14:31E, conforme foi conversado aqui também,
14:34a violência contra o idoso,
14:36ela é física,
14:37que é essa que envolve castigos físicos,
14:40a própria violência,
14:41as lesões corporais, as agressões,
14:43ela é psicológica,
14:44que afeta, de fato, a mente da pessoa
14:48quando o idoso é subjugado,
14:50é afetado, é diminuído em sua capacidade,
14:53é xingado, menosprezado,
14:55e ela é patrimonial.
14:57Quando o agressor
14:59toma qualquer bem do idoso,
15:01obriga a fazer empréstimos,
15:03pega o dinheiro que ele recebe lá
15:05de seus proventos de aposentadoria,
15:08então, são muitas as formas de violência.
15:11Outro caso de violência contra o idoso
15:14que chocou os capixabas
15:16foi o assalto a uma senhora de 92 anos em Vitória.
15:20A dona Estela Abreu teve traumatismo crâniano,
15:24ficou duas semanas internada.
15:27Ela foi assaltada em Jucutuquara,
15:29no caminho da igreja,
15:30como você vê nas imagens.
15:31O bandido chegou,
15:32empurrou a senhora,
15:33ela caiu,
15:34bateu a cabeça no chão.
15:36A boa notícia
15:37é que ela teve alta do hospital,
15:39agora se recupera em casa,
15:42cercada de amor e carinho da família.
15:44No mês que vem,
15:46a dona Estela completa 94 anos
15:48e, com certeza,
15:50a festa será ainda mais especial.
15:52Letícia,
15:53depois do ocorrido,
15:55como com essa senhora de 94 anos,
15:57a idosa de 90,
15:58agredida pelo próprio filho,
16:00como fica a recuperação de um trauma desse?
16:03A recuperação,
16:04ela é feita
16:06a partir do momento
16:07em que essa pessoa
16:08é acolhida,
16:10cuidada e amada.
16:11É o que aconteceu com essa senhora
16:13que foi assaltada.
16:14Então, o papel da família,
16:15o papel dos cuidadores
16:16é exatamente esse,
16:18é trazer a segurança
16:19que faltou,
16:21tendo em vista
16:22o trauma ocorrido.
16:23Então,
16:23claro que a senhora
16:24da reportagem do filho,
16:25ela está ali
16:26numa situação de vulnerabilidade,
16:28tomara que elementos
16:29da família se mobilizem
16:31e cuidem dessa senhora,
16:32porque não existe
16:33caminho melhor
16:34para se curar um trauma
16:36que o afeto,
16:37o amor,
16:37o cuidado
16:38e a segurança,
16:39porque é isso
16:40que o idoso precisa.
16:41Todos nós precisamos,
16:42na verdade, né, Lucas?
16:43Com certeza,
16:44todos nós.
16:45A Denise Barros
16:48está comentando aqui
16:49que os jovens hoje
16:50não olham muito
16:51para os parentes,
16:52para os mais idosos,
16:53a opinião dela.
16:55O Gilberto Marcelino
16:56diz que,
16:56se tratando de amor,
16:57falta dedicação
17:00ao próximo
17:01e aos familiares,
17:03principalmente.
17:04O pessoal está comentando aqui
17:06sobre essa questão.
17:07E a senhora
17:08que está acompanhando a gente,
17:09o senhor,
17:09se sofre qualquer tipo
17:11de violência,
17:12se tem algum receio
17:13ou se conhece alguém
17:15que esteja passando
17:16uma situação delicada,
17:18busque ajuda,
17:19denuncie
17:20para você
17:21sair desse terror
17:23e para que nada
17:23pior aconteça.
17:24Agradeço ao Flávio Fabiano,
17:26advogado,
17:27ao doutor
17:28Valdir Campos,
17:30psiquiatra,
17:30conversando aqui conosco,
17:31e também a Letícia Santana,
17:33um tema muito importante
17:34que pode servir de alerta
17:36para você que está em casa
17:37e pode te ajudar também
17:38ou quem você ama
17:39a sair de uma situação
17:40muito delicada.
17:41Obrigado, pessoal.