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  • há 8 minutos
Seis idosos são agredidos por dia no Espírito Santo e, muitas vezes, o agressor é da própria família.

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00:00Um problema que precisa ser debatido e principalmente combatido, a gente está falando da violência contra os idosos.
00:09E geralmente quem faz essa violência, quem comete essa violência, está dentro de casa.
00:14São pessoas que deveriam cuidar, proteger, assumir o papel de cuidar dessa pessoa, só que aí se torna o agressor.
00:22Então bora falar sobre esse assunto que é muito sério.
00:25Então para isso a gente recebe aqui no estúdio o defensor público Vitor de Oliveira, que ele é coordenador do
00:31Núcleo de Direitos Humanos.
00:33Boa tarde, Vitor. Muito obrigada pela sua presença, viu?
00:36Boa tarde.
00:37Boa tarde.
00:37Quais são os casos mais comuns de violência contra os idosos, Vitor?
00:44Na defensoria pública a gente recebe diversas formas de denúncia e são variadas as denúncias que recebemos.
00:50No entanto, dá para perceber um certo contorno no que diz respeito à agressão física e à agressão psicológica à
00:55pessoa idosa, bem como à violência patrimonial.
00:58Que é o controle dos valores recebidos por algum benefício de prestação continuada, uma eventual aposentadoria por essa pessoa idosa.
01:06Então não é surpreendente a gente infelizmente receber esse tipo de relatos.
01:09É, e às vezes, né, como você disse aí, a agressão não é só física, também começa muitas das vezes
01:16com uma agressão psicológica, né?
01:19É, e acredito que até chegar nessa violência patrimonial, por exemplo, passa muito por uma violência psicológica para fazer com
01:27que esse psiquismo da pessoa idosa fique um tanto quanto mais fragilizado, até mesmo para conseguir acessar esses valores financeiros,
01:33por exemplo.
01:34Então seriam como etapas, né, que se complementam infelizmente.
01:39Infelizmente, né? E olha só, gente, nós temos o caso de uma telespectadora, ela vai conversar agora com a gente
01:45ao vivo pelo telefone, que por medo, ela preferiu não se identificar.
01:49O pai dela vem sofrendo agressões de uma pessoa próxima à família.
01:54Boa tarde, seja bem-vinda ao Fala Espírito Santo e muito obrigada pela sua participação.
02:01É, boa tarde, eu que agradeço a você.
02:03Fala pra gente que tipos de agressões o seu pai vem sofrendo, como que vocês descobriram?
02:12É, olha só, Roberta, eu moro com meu pai e eu moro nos fundos do quintal.
02:20Aí, desde então, meu cunhado faleceu e ela arrumou outro namorado, né?
02:26E no outro mês o cara já estava dentro de casa.
02:29Aí, depois disso, ele veio, né, acabou com a nossa família, fez todo mundo brigar.
02:36E ele vem querendo se apossar do imóvel do meu pai.
02:40Essa é a confusão.
02:43E, mês passado, ele, além das agressões verbais que a gente vem sofrendo, não é só meu pai, eu também,
02:51que a gente vem sofrendo, ele tem, ele agrediu meu pai fisicamente.
02:57Meu pai aqui no quintal e ele jogou um banco de madeira no meu pai.
03:01Aí, assim, eu tô recorrendo a vocês porque eu não sei o que fazer mais.
03:06A polícia vem, ele vai pra dentro de casa e daquela, da outra versão.
03:12Aí, fica nessa, eu não sei mais o que fazer.
03:14Meu pai tem 74 anos e a gente tá à mercê deles.
03:19Hoje mesmo, foi ameaças aqui no quintal novamente.
03:23A gente não pode nem transitar no quintal, entendeu?
03:27É uma situação muito triste porque eu vejo o meu pai, o idoso,
03:34que, né, tá num momento de ter uma vida tranquila e não tem.
03:39Porque a gente tá preso dentro de casa por causa do companheiro da minha irmã,
03:43que juntamente com ela, porque ela, eu acho que ela é pior do que ele.
03:48Porque ela permite que ele faça essas coisas, entendeu?
03:52E é isso que vem acontecendo.
03:54Meu pai tem uma medida protetiva, eles não respeitam.
03:59Na medida protetiva, tá bem claro que, né, eles moram no quintal.
04:03Então, eles têm que transitar no quintal somente pra entrar pra casa deles ou sair.
04:09Só que ninguém respeita.
04:11E já partiu pra agressão física.
04:13A polícia vem e não faz nada.
04:15Eu não sei o que fazer.
04:16E tem quanto tempo que você disse que essa pessoa está infiltrada,
04:21vamos dizer assim, na mesma casa, né, no mesmo quintal, no mesmo ambiente de vocês?
04:27Desde o início de 2018.
04:31Ou seja, já tem aí, né, três anos, aproximadamente, que vocês convivem com essa situação?
04:38Isso aí.
04:39E é processo em cima de processo.
04:43Olha, é uma coisa muito complicada, porque ninguém faz nada, Roberta.
04:47Meu pai não pode sair.
04:49Agora a gente sai no quintal e é arremesso de banco na gente, entendeu?
04:54Ou seja, já virou uma guerra declarada, né?
04:57Exatamente.
04:58E hoje mesmo ele já ameaçou a gente aqui.
05:01Falou assim que a gente está muito corajoso, entendeu?
05:04O que esse homem vai fazer com a gente aqui no quintal?
05:07E que tipo de ameaças?
05:11Ameaça?
05:12Ameaça de matar mesmo.
05:13Porque o que ele fez aqui com o meu pai,
05:15ele arremessou um banco de mais de um metro no meu pai pra matar mesmo.
05:21Pegou aonde no seu pai?
05:23Pegou no rosto.
05:24Por fim, ainda tem outra gravante.
05:27Por fim, ele veio e está me processando, olha só,
05:34me processando por danos morais,
05:36por eu ter postado no meu Facebook a foto do meu pai,
05:42postei a foto do meu pai com o rosto todo machucado,
05:46apenas coloquei uma frase sobre respeito ao idoso,
05:50não mencionei nomes, nada.
05:53E ele agora está me processando, ainda isso.
05:58Aí está aqui, me ameaçou todinha aqui hoje.
06:02Olha, é muito difícil, tá?
06:05Muito difícil, eu fico com muita pena do meu pai,
06:09porque é a própria filha dele que faz isso com ele,
06:14porque o cara só faz porque ela sente a Roberta.
06:17Olha, deixa eu aproveitar que a gente está com o defensor aqui no estúdio
06:20e vamos saber o que a pessoa pode fazer no momento desse,
06:24o que diz o estatuto.
06:26Se você perceber na narrativa dessa pessoa que não se telefonou
06:31e que prefere manter o anonimato,
06:33há um contorno de uma violência familiar generalizada.
06:36Quando a gente pensa em violência contra a pessoa idosa,
06:39é pensar na própria família.
06:4185% das agressões são feitas por pessoas familiares,
06:4415% são dessas, de acordo com as pesquisas, feitas por desconhecidos.
06:47Então, há um contorno muito forte da família.
06:51É interessante perceber também, que os dados indicam,
06:54que crianças, dentro do ambiente doméstico,
06:56crianças são muito vítimas de violência, assim como idosos.
06:59Então, tem uma questão de idade, um recorde de idade
07:01que pega as pessoas mais frágeis, das mais novas às mais velhas.
07:04O que me preocupa também no relato dessa pessoa que nos liga
07:08é o fato de até que ponto também não existe uma violência contra a mulher,
07:12porque não ficou muito claro se ela também é vítima dessas agressões.
07:15Não sei se ficou claro na ligação.
07:17Pelo que eu entendi, ela agora também já está sendo ameaçada.
07:20Ou seja, o contorno da violência intrafamiliar é muito grave nesse relato,
07:26que existe a violência contra a pessoa idosa,
07:28existe então a violência contra a mulher, que é essa pessoa que nos relata,
07:31e que tem que ser trabalhada de forma integral.
07:33Existem diversas medidas que podem ser tomadas,
07:36isso porque o Estatuto do Idoso, através hoje da interpretação
07:39que diversos juízes, promotores, defensores públicos,
07:42pessoas que trabalham no judiciário e realizam do Estatuto do Idoso,
07:46aplica-se analogicamente, ou seja, em paralelo,
07:49de forma parecida, a aplicação das medidas protetivas do Estatuto da Lei Maria da Penha.
07:55Então, algumas medidas, como por exemplo, separação de corpo, afastamento do lar,
07:59podem ser tomadas para o distanciamento dessa pessoa agressora,
08:02seja só o cunhado dela ou, eventualmente, a própria irmã,
08:05a gente não sabe, teria que investigar.
08:07Pelo que ela me falou, não é nem cunhado,
08:09é o companheiro da irmã, não é nem casado oficialmente.
08:14É, essa pessoa que está ali nesse ambiente, então assim,
08:17claro, é necessário analisar, conversar com mais calma,
08:21dando um parecer a partir desse quadro que nos foi pintado agora ao vivo,
08:26acredito que poderiam ser esses caminhos a serem tomados,
08:28uma eventual análise para saber se há uma violência doméstica
08:32do companheiro dessa irmã contra essa pessoa que nos liga,
08:36analisar também quais medidas poderiam ser tomadas,
08:39como eventual afastamento do lar da pessoa agressora,
08:41porque é importante destacar que quem tem que sair não é o idoso,
08:45é quem o agride, porque a medida tem que ser a favor do idoso,
08:49não contra o idoso.
08:50Então, a medida de afastamento do lar ou uma separação de corpos,
08:52de modo algum, tem que fazer com que o idoso saia
08:55e tem que procurar algum abrigamento público
08:57ou dependente de outras pessoas para tanto.
08:59A ideia é afastar aquele que o agride.
09:02E até eventuais medidas mais drásticas poderiam ser tomadas,
09:05como essas medidas de separação e tudo mais.
09:09E é interessante pensar também a necessidade de fazer um estudo psicossocial
09:12com a própria família como um todo,
09:13porque há uma violência generalizada no quadro que nos foi pintado,
09:17em que a pessoa que nos liga, aparentemente, pelo que eu entendi,
09:22também estaria sendo vítima de agressão nos últimos meses,
09:24a pessoa idosa.
09:26Então, era necessário fazer um acompanhamento integralizado
09:29da saúde moral, dessa saúde psíquica de todas as pessoas que estão ali,
09:34porque é um quadro de sofrimento.
09:35Vamos até voltar a falar com essa mulher.
09:38Como é que fica o psicológico do seu pai?
09:41Há quantos anos ele mora nessa residência?
09:45Pelo que você relatou, já deu até a entender que vocês vivem aí há muitos anos.
09:49Imagina para um senhor de 74 anos ser agredido dentro da própria casa
09:54e por um motivo de bem que pertence a ele, não é isso?
10:00Exatamente, Roberta.
10:03Inclusive, você tocou num ponto que eu até tinha fugido da mente.
10:09Meu pai vai fazer 40 anos que ele mora nesse imóvel
10:13e, inclusive, o cara, ele fica falando aqui, gritando aqui na janela,
10:20falando que meu pai não vai durar os 40 anos aqui.
10:25Aí ele vai no quintal, ele fala que isso aqui já pertenceu ao meu pai.
10:29Então, a gente vê que é uma coisa assim, ele quer tomar posse,
10:34ele já entrou na justiça para isso, entendeu?
10:37Sendo que o meu pai, minha mãe faleceu, o meu pai está vivo.
10:42Então, o que tem aqui, né, futuramente, eu não sei porque, né, só Deus sabe,
10:51isso aqui será meu e minha irmã.
10:53Só que ele está querendo que meu pai reparta quintal hoje, entendeu?
10:58É uma coisa absurda, nem eu que estou aqui morando com meu pai.
11:02Eu não penso, a minha vontade é de sair daqui, entendeu?
11:07Só que eu não posso, não vou abandonar meu pai aqui.
11:09E é o lugar que a gente tem para morar.
11:12Igual o defensor falou, não tem condições.
11:14O meu pai tem que sair da própria casa dele por causa de uma pessoa que a gente
11:19não sabe nem conhece família, não sabe nem de onde veio, entendeu?
11:24Se infiltrou aqui.
11:26E a minha irmã é totalmente contra a gente, é a favor dele.
11:30No dia da confusão que ele tacou o banco no meu pai, ela estava ajudando.
11:34Agora você analisa.
11:36Eles acham que eles estão certos.
11:39Igual agora, ele quer dinheiro, né?
11:41Ele está me processando, querendo dinheiro.
11:44Gente, não tem lógica.
11:46E como é que fica o psicológico do seu pai, hein?
11:49Como é que ele está?
11:50Ele está bem abalado?
11:51Meu pai se acabou, meu pai chora, entendeu?
11:55Meu pai está com 74 anos.
11:56Igual eu falei, é o momento dele viver a vida dele tranquila.
12:01Só que como, gente?
12:03Se nem na própria casa ele pode ficar tranquilo?
12:07Porque apanha dentro de casa, da sua própria casa, do seu próprio quintal.
12:13Eu não sei, não sei mais o que fazer, não.
12:17E eles estão furiosos porque eu fiz a postagem, fiz sim, não postei nome de ninguém.
12:24Estou declarando aqui, não postei nome de ninguém, mas só que ele, a carapuça serviu, né?
12:31Porque ele sabe que foi ele que fez.
12:33Eu tenho vídeos, eu tenho tudo, eu tenho provas.
12:36É importante, deixa eu até perguntar aqui, né, pro Vitor que está aqui com a gente no estúdio.
12:41É importante quem vai acompanhando esses casos e colhendo essas provas e o que pode servir também de provas, Vitor?
12:48Assim, eu vou até aproveitar o gancho pela narrativa dela, que é interessante, por exemplo,
12:52se há esse episódio de gritaria, os vizinhos que o ouvem, né?
12:56Porque com certeza existe alguém ao redor que deve também ouvir.
12:59Até porque, pelo que eu entendi, ela mora nos fundos, né?
13:03Então, provavelmente, deve conseguir ecoar o ponto de outras pessoas.
13:06Então, é interessante listar o nome dessas pessoas para que sejam ouvidas em juízo,
13:09bem como eventuais vídeos, eventuais áudios que puderem ser gravados.
13:13Acredito que possam ser relevantes.
13:15Aí ficaria a critério do juiz analisar o valor dessas provas.
13:18E é muito importante, só para destacar, que procure, seja a Defensoria Pública,
13:22o Ministério Público, a Delegacia, para que esse caso seja ventilado junto aos órgãos,
13:27as instituições de proteção aos direitos das pessoas idosas.
13:31E bem como, né?
13:32Um acompanhamento mais perto do caso.
13:34Acho bem interessante, muito importante.
13:36Certo.
13:36E olha só, gente, não foi apenas o caso dessa telespectadora que preferiu não se identificar que aconteceu, não, tá?
13:42Só esse ano já foram registrados 470 ocorrências envolvendo idosos.
13:48No ano passado, foram quase 2 mil casos.
13:51O mais absurdo disso tudo é que cerca de 60% desses casos, quem comete o crime é a própria
13:59família, gente.
14:00Acompanhe.
14:02Na Grande Vitória, não é difícil encontrar aqueles que com o passar do tempo acumulam experiência de vida
14:09e que se sentem mais ativos do que nunca nessa fase da vida.
14:14A conhecida terceira idade.
14:16Aos 74 anos, Mozart diz ter uma vida tranquila, fazendo o que gosta e cercado de quem ama.
14:23Eu vivo bem.
14:26Eu faço minhas caminhadas, entendeu?
14:28Me alimento bem.
14:31Então, eu acho que o importante pra gente é a gente ter um bom relacionamento, entendeu?
14:37Se alimentar bem, entendeu?
14:39Pra gente poder resistir, né?
14:41Mas uma parcela desse público, com vasto conhecimento, tem sofrido com várias formas de violência.
14:49De acordo com o levantamento da Delegacia de Proteção ao Idoso, no ano de 2020, foram registrados 1.991 casos
14:59de violência contra pessoas com mais de 60 anos.
15:03Um cenário que acendeu um alerta na Polícia Civil.
15:07De um lado é bom, porque o idoso tá procurando a gente, né?
15:11Tá tendo essa informação de que ele tem um lugar específico pra ele procurar.
15:16Mas, ao mesmo tempo, você fica preocupada, né?
15:21Porque aqui é uma delegacia que a gente apura maus-tratos contra idoso.
15:25Então, o número de ocorrência aumentando, a gente vê que esses maus-tratos podem estar aumentando também, né?
15:32Segundo a delegada, o número representa uma queda de 16% quando comparado com o ano de 2019, onde foram
15:41contabilizados 2.393 crimes dessa natureza.
15:46Às vezes a pessoa já tá debilitada por questões de saúde, então não pode fazer as coisas e precisa, depende
15:54da família pra resolver.
15:56E aí é o prato cheio, né? Pra violência.
16:00E muitas vezes esse idoso é a fonte de renda da família, né?
16:06Então, acabam usando toda essa fonte de renda e o idoso mesmo fica sem receber nada.
16:13Já neste ano, de janeiro a abril, 470 ocorrências envolvendo idosos já foram listadas.
16:21Mais de 100 casos por mês.
16:23As denúncias chegam de várias maneiras e são analisadas.
16:28No momento que a gente recebe essas denúncias, eu encaminho os meus policiais, minha equipe de policiais, pra verificar a
16:34procedência ou não da denúncia.
16:36E a gente verificando a procedência, a gente dá continuidade no inquérito pra investigar.
16:41O que chama a atenção é que os agressores estão por perto.
16:44Essa médica geriátrica ressalta que muitas vezes são aquelas pessoas a quem o idoso um dia dedicou o seu tempo
16:53e o seu amor.
16:54E é sabido que 78% dessas violências ocorrem dentro do próprio domicílio.
17:0060% dos agressores são pessoas da família.
17:13Para a médica, a pandemia tornou a situação mais complicada.
17:19O isolamento social que o idoso está se sujeitando por conta da pandemia tem trazido também muitos idosos estão deprimindo,
17:27estão piorando a parte cognitiva.
17:29Isso faz com que as pessoas que estão dentro da própria casa fiquem mais estressadas psicologicamente e isso pode aumentar
17:37sim a agressão.
17:39Com o intuito de parar esses crimes, os especialistas pedem para que a população tenha atenção à garantia de todos
17:48os direitos do idoso e denuncie a violência.
17:51Muitas vezes o idoso não tem força, não quer falar mal de quem está cuidando dele.
17:57Então, se você tem um idoso que está sofrendo maus tratos, que está sendo violentado, tanto fisicamente, psicologicamente ou economicamente,
18:07denuncie.
18:08É importante que as denúncias possam chegar para que as providências sejam tomadas da maneira mais correta possível.
18:15Eu sei que nesse momento de pandemia a gente tem tido muita preocupação, inclusive, com essa questão do idoso vir
18:22aqui e ter que sair.
18:24Então, diz que sim, liga mesmo, até mesmo para o 190 e essa denúncia vai chegar também e a gente
18:31vai verificar.
18:33Triste demais, né?
18:34Olha, aqui no Facebook os nossos telespectadores estão sofrendo junto com a nossa telespectadora que está com a gente ainda
18:42na ligação.
18:43Está aí ainda ao vivo com a gente?
18:45Sim, estou sim, Roberta.
18:47Então, você disse que já acionou a polícia, não é isso?
18:50Sim, várias vezes, várias.
18:53Fez o boletim de ocorrência?
18:56Vários também, muitos boletins.
19:00E aí, Vitor?
19:02Já acionou a polícia, tem vários boletins e até agora?
19:06Pode, de repente, procurar outras instâncias, como, por exemplo, até a própria Defensoria Pública,
19:10porque nós temos a porta de entrada para esse recebente de denúncias e os nossos defensores, eles fazem, requerem na
19:17Justiça, junto ao Judiciário, medidas protetivas de urgência.
19:20Mesmo os moldes que eu comentei anteriormente, pedindo a aplicação analógica da medidas protetivas da Lei Maria da Penha,
19:28e assim, por exemplo, retirando a pessoa agressora da casa, eventualmente até pedindo alimento, se for o caso,
19:35a depender da relação financeira que existem entre os dois e a necessidade dessa dependência.
19:40E sem sobra de dúvidas, pelo que me soa, dentro desse quadro pintado, a possibilidade até da separação de corpos,
19:45da impossibilidade, por exemplo, de determinado aproximação de 100, 200 metros, enfim, medidas, diversas suas medidas a serem pleiteadas.
19:56Um passo já foi feito, pelo que a nossa telespectadora diz, né, que teria sido procurar a Delegacia de Polícia,
20:01a outra, minha sugestão, seria, sem sombra de dúvidas, procurar a Defensoria Pública do município dela.
20:05Tá certo. Eu te agradeço muito, viu, a sua participação aqui com a gente, e a gente espera que esse
20:11caso aí tenha um desfecho melhor possível,
20:14principalmente pensando na saúde do seu pai, né, na saúde psicológica dele também, tá bom?
20:19E depois mande notícias pra gente. Muito obrigada pela sua participação.
20:23Eu que agradeço a vocês, Roberta.
20:25Tá certo. Vitor, no caso dela, a família tá ciente do que está acontecendo.
20:31E no caso de famílias, por exemplo, que não imaginam o que o pai está passando,
20:36porque muitos idosos sofrem quietinhos também essa dor, estão agora assistindo o Fala Espírito Santo
20:41e sentindo na pele alguma agressão, algum maltrato, né, e o que que a gente pode fazer?
20:48Como que a família identifica esses sinais de que tem algo errado com o meu pai, hein?
20:53Em primeiro lugar, acredito que seja necessário o fortalecimento dos vínculos familiares com a pessoa idosa,
20:58porque a gente sabe que há um distanciamento de muitas vezes as pessoas não levarem a sério o que a
21:02pessoa idosa traz,
21:03da mesma forma que ocorre, por exemplo, com as crianças, né, nessa sensação de que a pessoa idosa é uma
21:07pessoa senil.
21:08Então, o que ela fala, às vezes, não teria relevância.
21:11Então, acredito que, sem sombra de dúvidas, é atentar para evitar as manchas roxas,
21:15eventual mudança de comportamento.
21:17Se ele tá mais quietinho, né?
21:18Exatamente. E acredito que o fortalecimento dos vínculos familiares, que por mais que haja pandemia
21:24e essa necessidade de todos estarem juntos dentro da casa,
21:29como a forma de evitar o contágio do isolamento social,
21:32ao mesmo tempo a gente sabe que isso foi um incremento da violência intrafamiliar.
21:35Então, é importante políticas públicas e o diagnosticar desse problema, que é muito grave.
21:41Tá certo. Obrigada pela sua participação orientando os nossos telespectadores, tá?

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