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  • há 2 dias
Eu, você, nós e o terceiro setor - 19/03/2023

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Notícias
Transcrição
00:09Muito bom dia! Bom dia demais! Eu quero desejar tudo de bom e tudo bem na sua vida.
00:17Está começando mais um programa Eu, Você, Nós e o Terceiro Setor.
00:22Eu quero apresentar também a minha Paula, a nossa Paula. Paula, obrigado por você existir.
00:30E já dando o seu bom dia, você apresenta essa trinca de ases que fazem o bem, não importa a
00:40quem. Bom dia!
00:40Bom dia, Fuli. Já, já a gente se abraça aqui, tá gente? Vamos dar as mãos.
00:44Bom dia, galera de casa. Hoje o nosso tema é educação.
00:47A gente vai falar, vai contar pra vocês histórias inspiradoras de como a educação transforma a vida das pessoas.
00:53E pra isso, a gente tem aqui uma representante do Instituto João XXIII, a Cristiane.
00:59Um exemplo maravilhoso que é a Amanda, que foi aluna de lá.
01:02Case de sucesso. Case de sucesso, importante falar.
01:05E o Eugênio Fernandes, nosso psicopedagogo, que também trabalha numa OSC, que é colorir criando valores, né Eugênio?
01:12Isso mesmo.
01:13Mas antes, todo mundo dando as mãos, ninguém larga a mão de ninguém, porque fazer o bem, faz bem!
01:22Sejam bem-vindos, aplausos pra vocês.
01:24Porque educação é a essência, é fundamental, é tudo.
01:28E eu quero aproveitar, porque em 1969, um mineiro nascido em três corações, chamado Edson Arantes,
01:35simplesmente o Rei Pelé, que Papai do Céu levou esse ano, ao fazer o milésimo gol contra o Vasco da
01:42Gama no Maracanã.
01:44Importante frisar isso, né? Contra o Vasco.
01:46Importante frisar que contra o Vasco da Gama, falou um pouquinho aqui, a minha essência de alma rubro-negra,
01:52ele, ao ser entrevistado, queria dedicar às crianças e falou assim,
01:56que investam na educação das crianças.
01:59Muita gente achou que foi conversa jogada fora, palavras ao vento, e hoje, mais do que nunca,
02:06no ano da morte de Edson Arantes do Nascimento, a gente traz pessoas que respiram a importância da educação, Paula.
02:14É isso aí.
02:15E a gente tem exemplos maravilhosos do terceiro setor pra poder colaborar com isso, né Cristiane?
02:20O João XXIII, explica pra gente como é que o João XXIII atua, na verdade.
02:25Então, o João XXIII começou suas atividades em 1999, né?
02:29Começou através da arte com o nosso fundador, o Sr. Berge, e aí foi tomando uma proporção imensa.
02:36E hoje nós temos com 220 crianças e adolescentes, na faixa etária de 2 a 17 anos.
02:42Gente, peraí, 2?
02:442 anos.
02:45Fui 2 anos, as crianças já entram lá com o bebê.
02:48A primeira infância, né, de até os 6 anos, tem todo esse diferencial no desenvolvimento desse futuro adulto, né?
02:54Então, a gente trouxe pro Instituto, em 2021, o projeto chamado Projeto Semeando Flores,
03:01que é baseado na pedagogia Waldorf, né, que trabalha a antroposofia,
03:06a parte sistêmica, né, desse indivíduo, respeitando o coletivo,
03:10respeitando também a parte espiritual, individual, emocional desse sujeito,
03:16pra que ele se torne um cidadão amanhã, que faça a diferença também.
03:20Eu não sei o que é antroposofia.
03:22É antroposofia.
03:23Me perdi aí.
03:24Um ser humano.
03:25Isso, é a parte, é a parte, ele trabalha não só o individual, né,
03:31mas ele traz toda a questão sistêmica do sujeito, dentro da sua especificidade, do espiritual, né,
03:36e aí a gente não tá falando de religião.
03:38Todos os pilares, né?
03:39Todos os pilares, individualmente, respeita o físico dessa criança, o emocional dessa criança,
03:45e também o seu espiritual.
03:47Não é como uma escola regular, né, é uma pedagogia diferenciada,
03:51que faz com que essas crianças que comecem a ter essas atividades todas voltadas ao meio ambiente,
04:00a gente trabalha com tudo natural, não é nada construído de empresas grandes,
04:06então toda a parte de brincar, os brinquedos, é madeira, é muita lã.
04:12Claro que a gente adaptou, né, porque as escolas Valdof são escolas com custo mais alto,
04:18mas a gente adaptou pra nossa realidade, uma vez que a gente trabalha com crianças em vulnerabilidade.
04:23Ô Cris, deixa eu só explicar pra quem tá em casa, que é muito importante.
04:27Eu falei, a Cris apareceu a Paula, assim, com o seu olhar de credibilidade e conteúdo na tela do povo.
04:32Olha só, a gente precisa viver pra entender, pra experimentar esse universo do terceiro setor,
04:41e principalmente de fundações, de ONGs que priorizam a educação.
04:47E ainda hoje, a gente vai mostrar um trecho daqui a pouquinho, nós tivemos numa fundação, Praia do Campo,
04:52Gente, vocês têm noção que as crianças estudam em escolas públicas, moram em áreas de vulnerabilidade,
05:01e as mães e pais levam depois essas crianças, ao invés de ficarem numa área de vulnerabilidade,
05:08que a gente sabe que poderiam estar sujeitas a muitas coisas, sem nenhum tipo de preconceito,
05:14sem nenhum tipo de nada de julgamento,
05:17Mas essas crianças vão pra essas fundações, como o João XXIII, e Colorir também.
05:22E lá elas aprendem mais reforço escolar, aprendem música, teatro, tecnologia.
05:30Então, só pra você entender o grande conceito do programa hoje,
05:34do que a Cris tá falando, do que o Eugênio também vai trazer da Colorir.
05:39Como é que surgiu o projeto Colorir?
05:41Então, a gente trabalha com uma temática bastante fácil, que é a questão da violência escolar.
05:44Em 2003, a gente tinha uma empresa, a empresa Elke,
05:48ela tinha parceria com escolas públicas na Serra,
05:52e o principal objetivo era a questão da redução, da destruição do patrimônio público.
05:58Só que não entendia por que tanto investimento financeiro,
06:01e em tão pouco tempo a destruição da escola.
06:03Então, contrataram dois pedagogos, cinco pedagogos, pra gente poder ir lá.
06:07Piscico-pedalucos, né, que a gente usou.
06:09É, que a gente, na verdade, foi pra tentar descobrir qual era o motivo dessa destruição.
06:14E é muito importante essa investigação, né?
06:17Que a gente foi cair nas questões ligadas, né, a relação do aluno com ele próprio,
06:21que é a metodologia do Colorir, a relação do aluno com o outro,
06:25as relações interpessoais, né?
06:27E a relação do indivíduo também com o ambiente, né?
06:30Como é que eu me relaciono?
06:31Eu com o outro e também com todo o ambiente.
06:34E a gente foi perceber que precisava de um trabalho específico,
06:37não só pra cuidar das paredes da escola, mas pra cuidar das pessoas, né?
06:41Então, o Projeto Colorir é um projeto pioneiro no Espírito Santo,
06:45no trabalho do enfrentamento à violência escolar.
06:48Na prática, como é que é, Eugênio?
06:50Detalha pra gente.
06:51Então, primeiro porque quando a gente fala de violência, a gente percebe que a escola tem muitos afazeres.
06:57Uma escola tem que se preocupar com vários detalhes, desde a entrada do aluno na escola até a sua saída.
07:03Mas imagina você que a gente tem, também nos nossos dias atuais, principalmente nas últimas décadas,
07:09a gente tem ouvido muitas questões ligadas à violência.
07:12A questão, por exemplo, que aconteceu em Aracruz recentemente, outras questões, né?
07:17Então, a gente acredita que tem que ter toda uma questão mesmo, né?
07:21De cuidados em relação à segurança pública, etc e tal,
07:24mas também capacitar esses professores pra lidar com essas questões da violência e da indisciplina
07:29dentro do espaço escolar.
07:31Então, a gente traz a metodologia do quê?
07:33Da mediação de conflito pra poder com que os alunos se relacionem melhor entre eles,
07:38os professores se relacionem melhor com os alunos e vice-versa,
07:41e se relacionem melhor também com a comunidade.
07:43Numa comunidade escolar, onde as pessoas conseguem se ouvir, entender os seus problemas,
07:48a gente consegue se respeitar, a gente consegue com isso ter um bom andamento no espaço escolar.
07:55Eu acho que exatamente esse é o papel do terceiro setor,
07:58porque muitas vezes o primeiro setor, que é o governo, etc, ele vem, ele aplica, ele tem as escolas,
08:04mas essas especificidades que acontecem dentro do espaço escolar, por exemplo,
08:08o trabalho com a violência, às vezes o governo não conseguiu chegar ainda até essa questão.
08:13A gente tem uma lei anti-bullying, por exemplo, mas que foi pouco trabalhada.
08:16Então, as organizações, as ONGs, com essas especificidades que a gente tem no trabalho,
08:21por exemplo, da violência, por que nasceu isso dentro do colorir?
08:24Porque eu fui alvo do bullying.
08:25Então, hoje eu sou o diretor de uma organização que, através do meu exemplo,
08:30da minha dificuldade, por experiência própria, a gente consegue multiplicar o que foi bom
08:34na minha experiência, pra eu ter, vamos dizer assim, venci, né?
08:38Eu escutava na escola, por exemplo, você não vai ser nada, né? De uma professora.
08:42Então, quando eu terminei a minha quarta graduação, a minha terceira especialização,
08:46eu tive a oportunidade, né? Do meu TCC.
08:48Quarta graduação, eu sei.
08:49Sim, eu gosto muito de estudar.
08:51Então, assim, eu cheguei a ter a oportunidade de procurar a professora que dizia pra mim,
08:55lá no ensino fundamental, que eu não ia ser nada, dizia assim,
08:58olha, eu não sou nada, mas eu consegui estudar, hoje eu tenho um trabalho, né?
09:02Hoje a gente tem 14 livros escritos, o primeiro livro sobre bullying no Espírito Santo
09:07foi feito pela Colorir, que dando valores.
09:10Então, eu acho que são...
09:11Não foi pro soberba, não.
09:12Não.
09:13É como se eu tivesse falado pra ela assim, ó, não faça isso com as pessoas.
09:16Não faça.
09:17Não diga que as pessoas não vão conseguir.
09:19O ser humano não é uma ciência exata, ele é resiliente, ele se supera.
09:24O que o Eugênio tá dizendo aqui, Paula, se eu tiver errado, vocês me corrigem, hein?
09:28É o seguinte, pra mudar, basta começar, mas que com a Colorir, dialogar faz a diferença
09:34com as experiências próprias.
09:37Massa.
09:37E você tem um case de sucesso aqui também.
09:39Atenção, você que tá em casa agora acompanhando.
09:42Eu, você, nós do terceiro setor.
09:45A Cris já falou muito bem, massa demais.
09:48A Fundação João XXIII.
09:50O Eugênio iniciou realmente a demonstração do que é o projeto Colorir,
09:55mas a Paula apresenta a nossa case de sucesso, porque vale a pena insistir e acreditar
10:03na oportunidade chamada Educação, Paula.
10:06Com certeza.
10:07Mas antes de eu falar isso, antes de eu abrir a palavra pra Amanda,
10:10eu preciso explicar pra vocês como é que a gente chegou na Amanda.
10:14Ah, como é que foi?
10:14Pois é.
10:15Atenção, hein?
10:16Atenção, gente.
10:17Muita atenção.
10:17No ano passado eu estava num evento do terceiro setor, um evento de uma outra instituição
10:22e a Amanda estava lá trabalhando.
10:25E eu muito nervosa pra gravar um vídeo que ia pro Instagram.
10:29Nada muito complexo, mas eu muito tímida, não gosto tanto de ficar nas câmeras.
10:34Não parece, tá gente?
10:35Mas eu sou.
10:36Então, a Amanda estava lá pra fazer essa filmagem.
10:40Considerando os apoios e tudo mais, a Amanda chegou pra mim e perguntou
10:43Paula, vocês já apoiaram o Instituto João XXIII?
10:46Aí eu falei, já, não na minha gestão, porque eu estou aqui há pouco tempo,
10:51mas já apoiamos sim, o Instituto Américo Boas já apoiou.
10:54Aí eu falei, que bacana, porque eu trabalhei lá e estudei lá há algum tempo.
10:57E isso ficou na minha mente.
10:59Por quê?
11:00Porque eu percebi naquele momento que o trabalho que nós fazemos com o terceiro setor frutifica.
11:06que o trabalho das ONGs realmente gera resultados.
11:10Então, a gente sempre tem...
11:11O que a gente faz aqui é muito importante.
11:13Essa valorização que a gente está trazendo aqui pra TV, pra divulgação, isso é essencial.
11:20Porque o trabalho que vocês executam reverbera na vida de muita gente.
11:25Então, assim, me emocionou a sua fala.
11:27Você não sabe, você nem lembrava que você havia falado isso, mas eu não esqueci mais de um ano depois,
11:32tá gente?
11:33Então, Amanda, conta pra gente a sua história no João XXIII.
11:37Bom, eu entrei no Instituto João XXIII com 10 anos de idade, logo quando fundou a sede no bairro Consolação.
11:44Você morava lá?
11:45Moro atualmente sim, no bairro Bonfim, que é pertinho, só um pouco mais embaixo.
11:51Eu entrei lá com 10 anos, comecei a fazer várias oficinas, estava lá de segunda a sexta, funcionava até a
11:56sexta antigamente.
11:57Eu estava lá de uma até cinco, seis horas, o máximo possível eu queria ficar lá no Instituto.
12:02Passei por várias oficinas, teatro, dança, violino, judô, percussão, teatro.
12:09Eu sempre gostei de fazer várias oficinas.
12:12A minha avó, eu moro com a minha avó, ela que me criou.
12:15Ela sempre me incentivou a fazer várias coisas.
12:18Eu nunca fiquei parada durante a minha infância e juventude agora, né?
12:21E assim, eu acho que o Instituto me proporcionou várias oficinas que eu não teria condições financeiras para pagar em
12:29uma instituição particular.
12:31E foi um divisor de águas.
12:33Primeiro porque eu gosto muito de arte, de música.
12:37Eu me identifiquei muito com a oficina de violino.
12:40Como a Cris falou, o Instituto não forma músicos, mas ele dá todo um suporte.
12:45Se a pessoa se identificar com um instrumento, com alguma outra oficina.
12:49Eu me identifiquei com violino, quis aprender mais, fiz a prova da FAMIS, comecei o curso de formação musical CFM.
12:57Que legal, hein?
12:58Vou terminar agora esse ano, se Deus quiser.
13:00Eu parei por conta da pandemia, infelizmente.
13:03Mas é isso, a partir do violino, eu tive uma...
13:07Ai, gente, eu tô nervosa.
13:09Pode falar, não vai falar.
13:11É porque a pessoa se emociona.
13:13A gente tá tendo depoimentos.
13:14O Eugênio deu um depoimento.
13:16Ela é o nosso case de sucesso.
13:19Eu tenho certeza que a Cris tá toda orgulhosa aqui, né?
13:23Tá, os dois aqui estão assim.
13:24Tá todo mundo com os olhos marejados d'água.
13:27Antes do programa eu fiquei com os olhos marejados também, porque eu falava do meu saudoso papai,
13:31que nos deixou há 27 anos.
13:33E o mais importante agora, Paulo, se me permite, é o seguinte.
13:37A Amanda teve oportunidade.
13:39Ela falou que teve aula de violino, de dança, de teatro, oficinas.
13:45E quantas outras Amandas não poderiam estar tendo essa oportunidade.
13:49Amanda, como moradora do bairro Bonfim, das crianças, meninos e meninas que cresceram na sua faixa etária,
13:57que não tiveram a oportunidade de ter uma fundação ajudando.
14:02Algumas se perderam?
14:03Ai, muitas.
14:04Desde quando, da minha época mesmo, né?
14:06Pessoas que chegaram a fazer aulas comigo, eu vejo no bairro passando que infelizmente não tiveram um caminho legal a
14:14se seguir, né?
14:15Infelizmente entraram para o mundo errado.
14:17Mas eu acho que aí vai de cada pessoa, né?
14:20Porque não adianta nada.
14:20O Instituto é um espaço incrível.
14:23Não, eu não tô falando nem de crianças que estiveram no Instituto.
14:25Tô falando assim, da sua geração na comunidade.
14:28Ah, sim, com certeza.
14:29Que você conviveu e que não tiveram a oportunidade de ter a fundação, dessas, algumas, poucas ou muitas, se perderam,
14:37talvez.
14:38Sim, muitas.
14:38Isso foi a realidade que você viveu.
14:39É uma realidade que eu vivi e vivo ainda, né?
14:42Que eu ainda moro atualmente em bairro Bonfim.
14:44Você acompanha isso lá?
14:44Isso.
14:45E agora, você falou que você depois foi oficineira, foi professora, como é que é essa história?
14:51É, então, eu como aluna no Instituto, eu fiquei por oito anos, de 2010 a 2018.
14:56A gente brinca, né, lá até hoje, que o Instituto foi praticamente a minha segunda casa.
15:02E aí, em 2019, eu comecei a graduação e o Instituto, né, a Adriana, a nossa presidente,
15:09ela me chamou pra auxiliar na oficina de violino, como monitora, porque eu já estava na FAMIS, né, encaminhando aí
15:15pra esse curso.
15:16Aí, eu comecei como coordenadora da monitoria de violinos, né, ajudando as crianças menores, né, ali na inicialização.
15:25E depois, eu fui contratada pra ser auxiliar, né, pra ajudar na parte interna, né, com toda a equipe.
15:31E depois ainda, que eu já estava, que eu sou formada atualmente de publicidade, eu fui, eu passei pra ser
15:38assistente de comunicação.
15:39Aí, eu ajudei toda nessa parte de comunicação do Instituto.
15:42Ô, Cris, a Cris, a Cris ouvindo tudo isso, a Cris vai contar, eu vou fazer agora, vai vir um
15:50combo de perguntas.
15:52Como era a Amanda quando ela chegou lá?
15:55Como é ver o resultado da Amanda hoje, integrando o João XXIII?
16:00E a outra pergunta, quais são as crianças que podem estar lá?
16:04Como é que vocês arrebanham essas crianças?
16:06E aí, Cris, agora você com a palavra.
16:08Não tem como não se emocionar, né, a Amanda é um exemplo de sucesso nosso, que é muita parcela dela
16:16também, né, a gente sempre traz isso.
16:18O Instituto mostra o caminho, direciona, mas as crianças e adolescentes e toda a rede de apoio precisa estar junto
16:25da gente nesse processo, né.
16:27E a Amanda, por ter chegado a ser contratada pelo Instituto, mostrou a garra e a vontade, né,
16:33porque o Instituto mostrou os elementos positivos para que ela fizesse as escolhas certas ao longo da vida e ela
16:40abraçou.
16:41Então é um caso de sucesso nosso, como tantos outros, né.
16:44A gente tem uma orquestra de violino também, com muitas crianças, né, que hoje são adolescentes.
16:51Iniciaram lá, estão lá há oito anos com a gente, há até mais tempo, e hoje já fazem apresentações.
16:57A gente sempre que é demandado, nós vamos até esses espaços com essas adolescentes.
17:01O Instituto, ele atende 26 bairros de Vitória.
17:06É muito sério.
17:07Muito.
17:08Mas prioritariamente, em virtude da logística, né, da facilidade de acesso, o nosso público maior fica ali em Consolação, Bonfim,
17:16Gurijica e Santos Dumont.
17:18Aquele entorno, né?
17:19No entorno, isso.
17:20E aí são crianças de 2 a 17 anos, né, que tem alguma vulnerabilidade ou econômica ou social, que estude
17:29em escola pública ou que tem uma bolsa para uma escola particular.
17:34Tem que ser acima de 50% ou alguma coisa assim?
17:36Não tem um percentual.
17:37Se ela tem uma bolsa, né, porque muitas vezes a questão...
17:40Vocês avaliam o restante.
17:40A gente avalia caso a caso.
17:43Uma das frentes do serviço do Instituto é o serviço de convivência, que é da política de assistência social, e
17:49ele é universal.
17:49É para quem dele necessitar.
17:51Então, não necessariamente a pessoa que está em situação de vulnerabilidade, ela tem a vulnerabilidade econômica e tem a vulnerabilidade
17:59social.
18:00Então, a gente avalia entendendo que, às vezes, ela não se enquadra na vulnerabilidade econômica, mas ela tem uma vulnerabilidade
18:06social.
18:07E aí a gente é um serviço que vai prevenir a situação de violação dessas crianças e adolescentes.
18:12Então, a gente acolhe no Instituto.
18:14Eles ficam com a gente dois dias na semana, sempre no contraturno da escola.
18:19A gente reforça a necessidade dessa criança estar matriculada na escola regular.
18:24E lá eles fazem as oficinas de acordo com o desejo dessas crianças e desses adolescentes.
18:30A gente vai dar só uma respirada.
18:32Eu fiz assim, já interrompendo a Paula.
18:35O Fuli já apontou a mão para mim, assim.
18:37Porque é o seguinte, a voz do segundo andar, a entidade chamada André Vinicius, que é o nosso diretor aqui,
18:44ele pediu para que você que está em casa, os nossos convidados também, possam ver um trechinho
18:49do que foi a presença da Paula, que foi a presença do Fuli, na Fundação Praia do Campo.
18:54Uma criançada sensacional.
18:57Você sabe quando você sai renovado?
18:59Confira aí.
19:06Está na hora do rango, porque além do trabalho sócio-educativo, cultural e esportivo,
19:12aqui na Fundação, para manter essa galera bem alimentada, são mais de 3.900 refeições por mês.
19:22E aí, turminha, está gostoso?
19:25Sim!
19:26Vocês gostam da comida daqui?
19:28Sim!
19:28Vocês podem repetir?
19:30Sim!
19:33Essa matéria, ela vai ratificar, corroborar tudo o que nós estamos ouvindo aqui com a Cris,
19:41com o Eugênio e com a Amanda.
19:43Mas aqui, eu quero fazer um intervalo.
19:45Atenção!
19:46Atenção para o meu comunicado.
19:48Gente, o Fuli chegou lá, as crianças voaram em cima dele.
19:52Ele virou um novo professor, tá?
19:55Professor de piada.
19:56Oh, meu Deus!
19:57Porque é o seguinte, tem uma estratégia.
19:59A Paula precisa gravar a parte dela, né?
20:03As sonoras, as entrevistas, as passagens.
20:06E a criançada estava lá e eu comecei a contar piada e gravar, porque eu recebo no Cidade Alerta,
20:10200 vídeos por semana, beijo para quem é de beijo, abraço.
20:13E aquilo foi, eu falei, ó, deixa a Paula lá, a ingratidão que mata a gente, que eu estava contando
20:18piada,
20:19para ela ficar mais tranquila, vai gravar a sua, ela mata, fica vermelha, cara, sem vergonha.
20:23Mas, ó, que massa, que massa a gente entender que é esse o conceito.
20:28As crianças estudam em escolas públicas.
20:31E aí, há outro tempo, as crianças, principalmente em vulnerabilidade social, onde vão estar?
20:38Estão na Fundação Praia do Canto, estão na Fundação João XXIII, estão recebendo orientação do projeto Colorir.
20:46Isso que é ser, isso faz, isso muda o jogo, gente.
20:50Isso muda a roda, tá aqui a Amanda, Amanda, para provar o seguinte, ó, isso dá resultado.
20:56Agora o Eugênio volta para o circuito com a gente.
20:58Eugênio, como é que as escolas podem ter o trabalho do projeto Colorir?
21:03Então, o projeto Colorir, ele é muito amplo, né?
21:05Então, a gente trabalha dentro da educação infantil, trabalhando essa questão da primeira infância,
21:10que é muito importante, né?
21:11Esse momento, até os seis anos aí da criança, a gente poderia dar toda a assessoria,
21:15porque a gente acha que, às vezes, o problema da questão da violência é uma questão somente de quem é
21:19adulto, adolescente,
21:20mas a gente pode estar já colocando as sementinhas lá na educação infantil.
21:23Mas as escolas entram em contato devido às demandas mesmo.
21:26Elas começam a ter as dificuldades e elas começam a entrar em contato com a nossa organização,
21:31através dos e-mails, apresentando, né, as dificuldades, os déficits que estão acontecendo na instituição.
21:37E aí, mediante a parceria lá do segundo setor, que são as empresas, que são muito importantes, né?
21:43O apoio delas também, para a gente executar.
21:44O terceiro setor, na verdade, funciona com o meio de parcerias, né?
21:46Com o meio de parcerias.
21:47Aí a gente busca essas parcerias e consegue fazer atendimentos.
21:50A gente tem um atendimento que vai acontecer esse ano, que é muito bacana também,
21:53que é 600 adolescentes que estão entrando no mercado de trabalho,
21:58numa instituição que trabalha com essa preparação desse adolescente para o mercado de trabalho,
22:02e que estão preocupados com as relações deles interpessoais.
22:06Está tendo muito bullying, muita briga, né?
22:08E aí eles vão fazer esse trabalho durante esse ano de 2023 em parceria com o Colorir.
22:12Eu tenho uma pergunta.
22:14Eu vi já que a Colorir tem um programa maravilhoso, Fili, de contação de histórias.
22:19Para mim, isso soa como, assim, brincar também é coisa séria, gente.
22:23A gente aprende brincando.
22:25Como é que é isso, Jair?
22:26Então, a nossa metodologia, né?
22:28A gente tem, por exemplo, como é que a gente trabalha nesse dia a dia com as crianças?
22:32Em 2003, o Brasil estava em déficit na questão, ainda nós estamos, né?
22:36Na questão da leitura e da escrita.
22:37Então, toda a nossa metodologia, ela é embasada na literatura infantil.
22:42Então, a gente tem personagens, a gente tem livros,
22:44e as crianças recebem esse material para incentivo da leitura,
22:47e dentro desse livro tem assuntos ligados à questão das relações, de bullying, etc.
22:53Então, é...
22:55Desculpa, Paula, me deu um trânsito.
22:56O Colorir, explicar, leitura, contação de histórias.
23:01Desculpa, desculpa.
23:02Então, assim, dentro da Colorir, como nós trabalhamos com literatura,
23:07para poder chegar a isso de forma lúdica, uma temática tão pesada que é a questão da violência, né?
23:11Então, a gente decidiu trazer essa ludicidade da contação de história...
23:15Essa abordagem.
23:17Essa abordagem, né?
23:18Na verdade, é um método.
23:21Inclusive, é usado até em grandes empresas, né?
23:23A questão da contação de histórias.
23:24E esse método, eu acho que tem a ver, prioritariamente, com você,
23:28mas também repercute na Fundação João XXIII.
23:30Eu posso trazer para o universo dos meus meninos.
23:33Eu tenho um menino de 6, de 8, e uma menininha de 29, tá, gente?
23:36E é o seguinte, na escolinha de futebol, se você não fizer isso de maneira lúdica,
23:41que a criança se sinta brincando, ela não vai querer voltar.
23:45E eu tenho certeza que a Amanda, quando teve lá no João XXIII as oficinas,
23:50elas trabalhavam com o lúdico, com a brincadeira também,
23:53para que a criança quisesse ficar lá também.
23:56Então, são todas as metodologias com relação à idade,
24:00e que as pessoas se sintam bem, se divirtam e se apaixonem pela causa.
24:05Eu falei demais aqui ou não?
24:06Não, é isso aí, Fuli.
24:07Lá no Instituto, nós trabalhamos com três faixas etárias,
24:10de 7 a 10, de 11 a 13 e de 14 a 17.
24:13Então, todas as atividades são pensadas, voltadas para esse público.
24:18A mesma atividade vai ser feita respeitando a faixa etária.
24:21Então, a gente vai trabalhar, por exemplo, em maio, a questão do 18 de maio.
24:25Com os de 7 a 10, a gente vai usar uma metodologia, de 11 a 13 e outra,
24:29e de 14 a 17 e outra.
24:31Então, é muito importante esse diferencial,
24:32para fazer com que as crianças tenham interesse, né,
24:36e se apropriem daquilo que a gente está oferecendo ali.
24:39Até porque a cada faixa etária, a abordagem tem que ser diferente,
24:43pelo entendimento, né, daquela criança.
24:45Agora, vamos frisar aí para a galera o que é o 18 de maio,
24:48porque nem todo mundo sabe.
24:49A gente fez campanha no passado sobre isso.
24:51Boa.
24:52Fala para a gente.
24:52Sim, é o mês, né, que a gente trabalha todo o enfrentamento,
24:57a violência sexual contra crianças e adolescentes.
25:00Então, foi o exemplo que eu trouxe, né,
25:02de respeitar essa faixa etária e trazer atividades
25:05que vão de encontro ao que eles tenham interesse.
25:08Sim, é o maio laranja.
25:09É uma campanha muito importante.
25:10Eu queria perguntar, Amanda, sobre essa questão.
25:11Quais são suas memórias afetivas quando você iniciou lá
25:15e o que o foi cativando?
25:17O que te foi fazer se apaixonar pelo João XXIII,
25:21com as oficinas, com as disciplinas, com as aulas?
25:24Conta, dá esse depoimento agora.
25:25Olhando para a câmera, Amanda, por gentileza.
25:28Bom, então, quando eu entrei no Instituto,
25:30acho que a memória mais afetiva que eu tenho de lá
25:33foi a construção das minhas amizades.
25:35As minhas duas melhores amigas,
25:37eu conheci no Instituto João XXIII.
25:39Fale os nomes agora para todo o estado do Espírito Santo.
25:42Manda beijo, manda beijo.
25:43Beijo, Rebeca e Emily, amo vocês.
25:46Coraçãozinho, todo mundo fazendo coraçãozinho para a Rebeca.
25:48Todo mundo aqui, gente.
25:50Rebeca e Emily, nós também amamos vocês.
25:53Então, eu acho que eu criei esse vínculo muito enorme,
25:56amizades que eu vou levar para o resto da vida.
25:59Então, toda vez que eu lembro do Instituto,
26:00eu lembro dessa questão do acolhimento, da parceria,
26:03tanto dos funcionários, dos professores que me acolheram muito bem,
26:07e essa questão da amizade, que eu acho que é muito forte,
26:10que eu vou levar aí para sempre.
26:11Os vínculos que são construídos lá, né?
26:13São vínculos duradouros.
26:15São muito grandes.
26:16Legal.
26:17Eugênio, você vê isso também na Colorir?
26:19Essa construção?
26:20Até porque você trabalha com mediação de conflitos, né?
26:23Então, como é que é isso aí?
26:24É super importante, né?
26:26E esse, na verdade, é o grande ganho da gente.
26:28Porque a gente precisa das pessoas.
26:29A gente precisa incentivar que as pessoas entendam que a gente faz parte
26:33de um coletivo, e as amizades vão ser para sempre.
26:37Hoje, lá no atendimento, na atividade que está sendo executada,
26:42daqui a alguns anos serão os adultos que estarão indicando,
26:45eu vou te indicar, eu tenho uma vaga aqui de emprego, né?
26:47O network é super importante.
26:49E parece que as gerações têm encaminhado para reduzir essas relações, né?
26:55A internet tem dificultado as pessoas se relacionarem.
26:58Como é importante esse espaço, né?
27:00Que eles têm, no caso do João XXIII, que eles ajudam ali no processo deles se fortalecerem,
27:06de trazerem bons exemplos, da experiência que ela...
27:11Uma vencedora, você é uma vencedora, né?
27:13E aí, eu também posso, eu também vou conseguir.
27:16E as pessoas poderem contar com isso, acho super importante.
27:19Você, no seu processo de formação, você teve apoio, porque você sofreu bullying e tudo mais,
27:24passou essa história que você contou para a gente.
27:27Você teve apoio de alguma instituição do terceiro setor?
27:29Ou gostaria de ter tido?
27:31Eu tenho uma grande oportunidade de contar uma novidade que está acontecendo comigo nesse momento,
27:35e que eu, apesar de tantos anos, há 20 anos o Coloriz existe, né?
27:39E hoje eu estou sendo atendido por uma instituição do terceiro setor, né?
27:42Então, a Gerando Falcões, que é uma grande instituição, eles têm o Falcons University,
27:48não sei se é assim que fala inglês, mas assim, que é uma universidade...
27:51Ah, rebentou!
27:52É? Ótimo, obrigado!
27:54Então, assim, a gente tem, eles têm uma parte da organização que atendem os gestores das ONGs
28:00para que a gente se capacite, porque nós também precisamos ser a mata do terceiro setor.
28:06Não basta apenas ter boa intenção, a gente precisa atender com qualidade, né?
28:12Para estar dentro, por exemplo, eu vou trabalhar com educação,
28:14eu tenho que saber o que o BNCC, a base curricular, TED, né?
28:19Todos os parâmetros curriculares, eu tenho que estar dentro de tudo isso
28:21para fazer esses atendimentos de forma coerente com o Ministério da Educação,
28:25com as prefeituras, com o governo.
28:27Então, essa instituição atualmente, só para dar uma coisa bacana,
28:31eu estou fazendo parte como aluno, né?
28:33Aos 52 anos, estou lá como universitário de novo, mais uma vez,
28:37para poder aprender a melhorar a minha gestão, né, dentro da minha organização.
28:42E eu e mais, pelo menos, aqui no Espírito Santo,
28:45mais uns 300 outros gestores estão participando dessa capacitação.
28:50Ô, Paulo, eu quero pedir autorização,
28:53que a Paula que é a comandante máxima aqui da situação.
28:55Eu acredito muito na transferência de conhecimento, capacitação,
29:00eu não gosto muito de falar treinamento,
29:01porque quem treina a gente é o pai e a mãe.
29:03O pai fala assim, não rouba, seja honesto, respeite as pessoas.
29:07Eu acho que a gente capacita as pessoas, né?
29:09E eu quero aproveitar o Eugênio aqui,
29:12porque a Cora Coralina falou um negócio muito legal,
29:16que para mim é uma máxima, né?
29:18Feliz é um homem que ensina o que sabe e aprende o que ensina.
29:21Olha que massa!
29:22Eu gostaria, para muitos pais, mães, para muitos adolescentes,
29:27nós estamos falando agora para os 78 municípios do Espírito Santo,
29:31nós estamos em todas as plataformas da Rede Vitória,
29:34essa entrevista continua no YouTube, fica eternizada.
29:38Para as crianças que às vezes sofrem bullying,
29:40os pais que estão nos acompanhando,
29:42o que você pode ensinar agora para a gente?
29:45Eu sei que existe uma metodologia e tem uma experiência própria.
29:48O que você pode nos ajudar?
29:50Como administrar a situação?
29:52Ah, esse é um segredo que eu não posso contar.
29:55Mas o segredo é tão simples,
29:57e eu vou falar, vocês vão achar tão simplista,
30:00mas é diálogo.
30:02A pessoa precisa falar.
30:03Eu não posso achar que alguém está sofrendo bullying.
30:06A pessoa que está sofrendo, ela tem que dizer assim,
30:08socorro, eu preciso de ajuda.
30:10Enquanto ela não se manifesta,
30:12ninguém que está ali próximo pode contribuir de forma alguma.
30:15mas todos são responsáveis,
30:17somos uma rede,
30:18desde o porteiro da escola,
30:20a tia merendeira,
30:21a professora oficial da turma,
30:23a coordenação,
30:24a pedagoga,
30:25a direção da escola,
30:26a gente tem que ter uma rede de proteção a isso.
30:29Então, precisa-se falar sobre o assunto.
30:31Então, diferente de algumas pessoas que pagam a violência com violência,
30:34algumas já ouviam muitos relatos assim,
30:36ah, mexeu comigo, eu vou lá e dou porrada,
30:37até uma vez eu estava em uma entrevista.
30:39Como forma de defesa.
30:40Defesa.
30:41Não, eu acho que o ideal é realmente a gente partir para uma inteligência emocional
30:45diante de um problema.
30:46Então, assim, é difícil, é difícil, né?
30:48Eu, pelo menos, eu nunca fui de bater,
30:49então eu sofria muito porque já não batia, né?
30:52Já era o de sofrer quietinho.
30:54Mas o dia que eu pude falar assim,
30:56eu sofro bullying,
30:58eu estou...
30:59Eu estou sofrendo bullying.
31:01E demorou para a gente poder falar isso, né?
31:03Demorou muito.
31:04E a gente nem sabia.
31:06Nem sabia o que era bullying.
31:07Eu vivi numa geração que a gente sofria muito isso,
31:09tanto de forma horizontal ou vertical,
31:12ou seja, de colegas ou de pessoas adultas, né?
31:15Mas, assim, a gente precisa aprender a falar.
31:18Então, eu acho que a missão do Coloreiro hoje,
31:20desde a sua fundação, em 2003,
31:23é dizer que as pessoas precisam falar.
31:25É simples, é um exercício, é uma técnica,
31:28mas é a fórmula, é a fórmula mágica.
31:32Mas o simples também precisa ser dito, né, Eugênio?
31:34A gente, às vezes, esquece que precisa colocar para fora
31:38o que está pensando, o que está sentindo,
31:39porque, senão, a gente sufoca.
31:41Inclusive, a metodologia da contação de história
31:43contribui para isso.
31:45Por quê?
31:45Como a gente, o tempo todo,
31:47está usando essa metodologia
31:48para incentivar que as pessoas contem
31:49suas próprias histórias,
31:50as histórias fantásticas, etc.
31:54E tal,
31:54isso, para quem tem dificuldade de falar,
31:56no meu caso,
31:56no caso do bullying,
31:57fiquei uma pessoa muito travada,
31:59de repente,
31:59eu consegui, através da contação de história,
32:02a pílula da Emília,
32:03que comecei a tagarelar,
32:04tagarelar, tagarelar,
32:05e falar,
32:06e isso me ajuda muito,
32:07porque eu consigo,
32:08ao mesmo tempo,
32:09mostrar os meus sentimentos,
32:11dizer,
32:11olha, eu estou feliz,
32:12eu estou triste,
32:13isso não foi bom,
32:14com equilíbrio,
32:15e isso contribui para que todas as crianças,
32:17adolescentes,
32:18gente,
32:19não é um problema só de crianças,
32:20às vezes,
32:21o universitário passa por isso também,
32:22e ele precisa aprender
32:23que ele precisa falar.
32:24Exatamente.
32:25Não só isso,
32:25no ambiente profissional,
32:26a gente também pode passar por isso,
32:27só que a gente chama de assédio.
32:29Nós temos uma autoridade aí,
32:30que você vai chamar para nós, né?
32:31Claro,
32:32eu vou chamar agora a Aline Hessel,
32:34ela é psicóloga,
32:35e dá palestras no João 23,
32:37vamos conferir o depoimento dela.
32:38O objetivo do terceiro setor,
32:41é o desenvolvimento,
32:42é capacitar as pessoas,
32:45para terem condições,
32:46de um futuro melhor, né?
32:48Então,
32:48acredito que as instituições,
32:50de uma maneira geral,
32:51e por exemplo,
32:52o próprio João 23,
32:54tem um papel fundamental nisso,
32:56porque é um espaço,
32:58onde você dá oportunidade,
32:59para as crianças,
33:01se dá alternativa,
33:02para essas crianças,
33:03além da rua,
33:05além da violência,
33:06além das drogas, né?
33:08Então,
33:08é uma oportunidade para a criança ali,
33:10reconhecer as suas potencialidades,
33:12estar exposta a uma variedade,
33:17de cultura,
33:19esportes,
33:20conhecimento,
33:21que talvez dentro de casa,
33:22com aquela conjuntura familiar,
33:24não teria disponível,
33:26e isso vai alimentar nessa criança,
33:28nesse jovem,
33:29a esperança e a expectativa,
33:31de um futuro,
33:32que pode ser diferente.
33:34Ô Cris,
33:35conta para a gente,
33:36como é que é,
33:37o trabalho da Aline,
33:38e de outros psicólogos,
33:40Já que o trabalho é desenvolvido em rede,
33:42com uma equipe multidisciplinar,
33:44dentro do João 23.
33:45Então,
33:46uma das frentes do Instituto,
33:48além do serviço de convivência,
33:49é o desenvolvimento comunitário,
33:51né?
33:52Que vai de encontro,
33:53a missão do Instituto,
33:54que é favorecer um ecossistema,
33:56que de fato,
33:56vai proteger essa criança.
33:58E aí,
33:58esse ecossistema,
33:59não somos só nós,
34:00dentro do Instituto.
34:02É todos os pais e responsáveis,
34:04os demais profissionais.
34:06Então,
34:06uma das atividades desse pilar,
34:09a gente chama de encontro com o João.
34:11São encontros mensais,
34:13com os pais e responsáveis,
34:14dessas crianças,
34:15desses adolescentes,
34:16e sempre a gente está buscando,
34:19dando espaço,
34:19para que eles levem demandas,
34:21que eles queiram que a gente apresente.
34:23E uma delas,
34:24no ano passado,
34:24foi sobre saúde mental.
34:26Então,
34:26a gente fez essa parceria com a Aline,
34:28né?
34:28Ela contribuiu muito no processo de discussão,
34:32desmistificação também,
34:33e construção desse ambiente saudável,
34:36porque,
34:37completando o que o Eugênio disse,
34:39eu acho que,
34:39para as crianças e adolescentes,
34:41e quem estiver sofrendo qualquer tipo de preconceito,
34:44bullying,
34:44discriminação,
34:45qualquer violação,
34:46qualquer violação,
34:46se colocar,
34:48esse ambiente precisa estar aberto para isso,
34:51muitas vezes,
34:51essas crianças não se colocam,
34:53porque,
34:54onde ela deveria pedir apoio,
34:56é quem está,
34:56indo de contra,
34:58né?
34:58E vulnerabilizando essa criança.
35:00Então,
35:00a Aline entrou nessa,
35:01nessa empreitada conosco,
35:04e tratou especificamente,
35:05da saúde mental,
35:06com os pais e responsáveis,
35:07das crianças e adolescentes,
35:09lá do Instituto João XXIII.
35:10E foi muito positivo,
35:11assim,
35:12as famílias se colocaram,
35:13tiraram dúvidas,
35:15aprenderam técnicas de respiração,
35:17para trabalhar com essas crianças,
35:18crises de ansiedade.
35:19Coisas simples, né?
35:21Que,
35:21às vezes,
35:21a gente não tem domínio,
35:23mas ela levou,
35:24nesse momento,
35:24com as nossas,
35:25com as nossas famílias.
35:26Eu acho isso fantástico.
35:27Eu acho que o trabalho das instituições,
35:30realmente,
35:30precisa envolver as famílias.
35:33A gente precisa,
35:34não trabalhar só o indivíduo,
35:36precisa ampliar.
35:38É o que faz outras tantas fundações,
35:40outros tantos institutos,
35:42mas eu fico muito contente,
35:43pelo João XXIII,
35:45estar fazendo isso.
35:45E eu estava observando aqui a Dona Amanda,
35:47enquanto você falava,
35:48ela estava assim.
35:51Então,
35:51você também participou de algo do tipo,
35:53esses momentos,
35:54assim,
35:54que envolveram a sua família,
35:56envolveram a comunidade.
35:57Sim,
35:58eu participei.
35:59Inclusive,
36:00agora,
36:00eu retorno ao Instituto,
36:01como voluntária.
36:02E um desses encontros,
36:04é uma ação que o João faz todo ano.
36:06Gente,
36:06ela é apaixonada pelo João XXIII.
36:08Ela foi aluna,
36:11voluntária,
36:11e profissional contratada.
36:13Eu estou,
36:13assim,
36:13de cara.
36:15adaptando ali com o tempo,
36:16mas sempre que posso,
36:17tento estar presente ainda.
36:19Porque,
36:19como eu falei,
36:19o Instituto é minha segunda casa,
36:21não tem como abandonar depois de 10 anos lá.
36:23Não sai da sua história,
36:25né, Amanda?
36:25Que é o mais lindo,
36:26né?
36:27Mas pode continuar.
36:28E aí,
36:29sua família participou,
36:30ou como é que foi?
36:31É,
36:31então,
36:32como a Cristia falava,
36:33a gente tem várias apresentações,
36:35reuniões.
36:36A minha avó sempre me apoiou,
36:37sempre foi lá,
36:38me prestigiou.
36:39Eu acho que o apoio da família é muito fundamental também nessa caminhada,
36:43né,
36:43da criança,
36:44do educando que está no Instituto.
36:46Não só lá,
36:46mas em todas as instituições de ensino.
36:49Eu acho que esse apoio,
36:52não adianta nada você estar lá, né,
36:54estar seguindo com as oficinas,
36:56tudo certinho,
36:57e não ter o apoio da família.
36:58Então,
36:59todas essas ações,
37:00esses encontros,
37:00você estar lá,
37:01sabendo que seu pai está lá,
37:03acompanhando,
37:03seu familiar,
37:04então isso é uma base muito grande que a gente,
37:07como aluno,
37:08a gente pega e é uma base mais forte para a gente poder seguir aí no caminho.
37:13Consegue frutificar, né?
37:14Isso.
37:14Paula,
37:14se me permite um exemplo claro disso que a Amanda está trazendo,
37:17por exemplo,
37:18nesse período a gente está trabalhando com as crianças e adolescentes,
37:21os combinados, né?
37:23Eles vão fazer os combinados dentro desses grupos e escolher o nome do grupo.
37:27E aí nós tivemos...
37:28O que são os combinados?
37:29Os combinados são as regras de convivência.
37:31Ah, bacana.
37:32Então é construído junto...
37:33Tá combinado,
37:33Combinado não é caro.
37:34Isso.
37:35Não sai caro para ninguém.
37:36Então é construído junto com eles, né?
37:39E aí no final do mês eles vão fazer uma apresentação para todos os demais,
37:44para as pessoas criarem uma identidade.
37:46E aí nós tivemos o primeiro encontro com o João,
37:49que foi essa reunião de pais,
37:50anteontem,
37:51dia 28.
37:52Ah.
37:52E aí nós reforçamos com os pais.
37:55Ó,
37:55nós estamos trabalhando com as crianças e adolescentes,
37:58os combinados,
37:59então quando eles chegarem em casa,
38:01reforcem com eles,
38:03perguntem a eles o que foi trabalhado,
38:05porque é um processo mesmo diário, né?
38:07A gente não adianta trabalhar esse mês,
38:09e o mês que vem esquecer o cartaz,
38:12fica lá pendurado,
38:13cai da parede.
38:14É um processo contínuo.
38:15E não,
38:16eles não vão se apropriar disso.
38:17Então os pais e os responsáveis chegando em casa e trabalhando,
38:22perguntando a essas crianças e adolescentes,
38:24vai contribuindo com o nosso trabalho e fazendo com que de fato,
38:27os combinados saiam do papel,
38:29que é o grande...
38:29E funcionem, né?
38:30Que é esse o grande objetivo de vocês.
38:32O Eugênio vai.
38:34Eu estou aqui, assim,
38:35porque o trabalho que ela está realizando é de suma importância para todo mundo, né?
38:39Porque essas regras, na verdade, assim,
38:41em casa a gente tem as regras.
38:42Na sua casa,
38:43seu filho pode ligar o computador a qualquer momento,
38:47na sua casa,
38:4810 horas,
38:48o computador desliga.
38:49Só que quando a gente está nos ambientes sociais,
38:51a gente tem regras que não são da nossa casa.
38:54Então esse trabalho que o Instituto faz,
38:56esse trabalho que as escolas realizam, né?
38:58Das regras,
38:59é de suma importância para uma convivência harmoniosa na sociedade.
39:02Quando a gente vê um adulto que não levanta,
39:04quando alguém, por exemplo,
39:05entra no ônibus grávida e continua sentado,
39:08é esse trabalho que ela está realizando lá.
39:10Que ele vai futuramente,
39:12ó, entrou uma senhora grávida,
39:14você deu o meu lugar.
39:15Que para o carro na faixa de pedestre,
39:16está fora na calçada cidadã,
39:19meu Deus do céu.
39:20Isso, então eu acho que é muito importante.
39:22São coisas tão simples e tão importantes, né?
39:24No nosso dia a dia.
39:25Lá na Colorir,
39:26só para pegar um gancho rapidinho,
39:29a gente também faz esse trabalho com a família, né?
39:31E aí, como é que trabalha uma temática
39:32com uma questão, por exemplo,
39:33da melhoria das relações?
39:35A gente, através das parcerias,
39:38a gente implantou um trabalho de compostagem,
39:41um trabalho de horta,
39:43isso desde a educação infantil,
39:45e também um trabalho de literatura.
39:46Então, as crianças têm uma vivência
39:48com a compostagem,
39:49literalmente pegar na minhoca.
39:50Eu fui até o Rio Grande do Sul
39:51para aprender o que era compostagem,
39:53para trazer essa novidade para a escola.
39:55Compramos as composteiras.
39:57A gente tem,
39:57trouxe umas imagens,
39:58eu deixei aqui depois
39:59para vocês terem também o material.
40:01E as crianças ali,
40:02elas aprendem a respeitar a natureza,
40:05elas aprendem a se respeitar,
40:06elas aprendem a respeitar os colegas, né?
40:10E as famílias também estão ali integradas.
40:13Esse ano de 2023,
40:14a gente começa com o projeto
40:15Colorista Sustentável,
40:16já integrando as famílias também.
40:18Para quê?
40:18Para que eles em casa
40:19façam pequenas hortas,
40:20para que eles também tenham
40:21a compostagem,
40:22para que eles também tenham
40:23acesso ao biofertilizante,
40:24isso tudo na contribuição
40:26das melhores relações.
40:27Agora, Eugênio,
40:28isso tem alguma coisa a ver
40:30com o grande,
40:32a grande sigla do momento,
40:34que é o ESG?
40:40Sustentabilidade dele respirou.
40:41Ele fez um sustêncio
40:42que eu estou aqui.
40:43Eu fiquei com medo agora da resposta.
40:46Liberta, Eugênio.
40:47Vai lá.
40:47É porque também me veio na cabeça,
40:49na hora que você fez a pergunta,
40:51a questão dos ODS, né?
40:52Claro.
40:53Que são super importantes.
40:54Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável,
40:56tá, gente?
40:57Eles estão inseridos
40:58em todos os nossos programas, né?
41:00Sim.
41:00E sobre o...
41:03ESG.
41:04ESG.
41:04Só me fala...
41:05Sustentabilidade.
41:06Sustentabilidade.
41:07A preocupação com o meio ambiente,
41:09tá, gente?
41:09A governança.
41:09Hoje, todos os nossos projetos
41:11têm educação ambiental, né?
41:14E sempre com esse trabalho muito amplo.
41:17Então, hoje nós estamos atendendo aqui,
41:19não só no Espírito Santo,
41:19mas a gente chega até Minas Gerais.
41:22A gente tem parcerias com outras empresas também,
41:24que essa educação, né,
41:26da sustentabilidade,
41:27do cuidado com o meio ambiente,
41:28chega até Minas.
41:29Então, é um trabalho que começou aqui
41:31no Espírito Santo,
41:32e a gente está em 18 escolas
41:33até em Minas Gerais.
41:35Eu tenho um negócio aqui
41:36muito interessante,
41:38e que vocês falam isso a todo momento,
41:40que é inserir a criança,
41:45que é o futuro cidadão,
41:46a futura cidadã,
41:47no coletivo.
41:49Porque o ser humano,
41:49ele é um ser coletivo.
41:51Então, assim,
41:52a todo momento,
41:53eu sei que é uma prioridade,
41:55mas está muito vivo na fala de vocês.
41:57E é esse que é o papel que acontece?
41:59Você passou a ser mais um ser coletivo
42:02depois da Fundação João XXIII, Amanda?
42:04Ah, passei, assim.
42:06Eu sempre fui uma pessoa
42:08muito aberta, assim,
42:10para tudo, sabe?
42:11Muito comunicativa,
42:12gostando de estar sempre
42:14em vários movimentos,
42:15várias coisas.
42:17Ano passado,
42:17eu fui voluntária também
42:19no Projeto Cine Marias.
42:21Muito legal.
42:22Muito legal, né?
42:23Então, eu sempre busco
42:25estar participando
42:26de várias coisas
42:28voluntariamente, né?
42:29Do coletivo em si.
42:31Então, eu acho que
42:31depois do João XXIII,
42:32essa oportunidade
42:35de sempre estar buscando
42:35alguma coisa nova,
42:37atuando, assim,
42:37me movimentando, né?
42:39Então, acho que isso me proporcionou
42:40voar um pouquinho mais aí.
42:42Com certeza eu vou voar mais.
42:43Você acha que você ficou
42:44mais sociável, então?
42:45Eu acho que eu fiquei,
42:46com certeza.
42:47Faz parte, né?
42:48É um incentivo
42:49que vocês provocam, né?
42:50A gente teve a pandemia, gente.
42:51Ficamos dois anos
42:52trancada dentro de casa.
42:54Imaginem que teve
42:55várias crianças
42:56que não tiveram acesso à escola.
42:57Isso está repercutindo até hoje.
42:59Até hoje.
42:59Então, é o déficit
43:00que a gente tem, né?
43:01Ambiental.
43:02A neurociência fala sobre isso.
43:03A gente vai ter daqui a alguns anos
43:04muitos casos
43:05de pessoas que tiveram,
43:07que vão apresentar problemas
43:09nas suas relações
43:10por causa desse tempo
43:11que passaram.
43:11Então, o quanto é importante
43:13o nosso trabalho
43:13de estar estimulando
43:15essas relações interpessoais,
43:17isso para todo mundo, né?
43:19Desde a da criança
43:19até a pessoa que já é idosa.
43:23É muito importante
43:24que essa pessoa,
43:25a melhoridade, né?
43:26Que é muito importante
43:27que a gente estimule, né?
43:28Esses encontros, as trocas,
43:30porque as pessoas precisam
43:31aprender a conviver.
43:33É incrível isso, né?
43:34Paula, a gente ouviu
43:35em alguns momentos
43:36a palavra voluntário, né?
43:38Sei que é isso, não.
43:39O terceiro setor,
43:41ele existe muito
43:42porque algumas pessoas
43:44acreditam na causa.
43:46Algumas pessoas acreditam
43:47que podem melhorar
43:48a vida de outras pessoas.
43:50João 23 para ser voluntário,
43:51Projeto Colorir para ser voluntário.
43:53E aí, Cris,
43:54conta para nós.
43:55Lá nós temos um coletivo
43:56chamado Coletivo Corações
43:58e uma das frentes
43:59desse coletivo
44:00é um banco de dados
44:01dos nossos voluntários, né?
44:02Inclusive, tem gente em casa
44:03que pode ser voluntário,
44:04João 23.
44:05É só procurar o Instituto,
44:06nos seguir lá no Instagram
44:07que a gente está precisando
44:09de voluntários.
44:10Vamos ter uma ação aí,
44:12provavelmente em agosto,
44:13que é chamada...
44:13Você sabe de cabeça o Instagram?
44:14Se não, meu diretor fica apavorado
44:16da que está aparecendo.
44:17A gente quer colocar para vocês.
44:20Arroba Instituto João 23
44:21em Romanos.
44:24X, X, I, I, I.
44:26E aí, nós temos ações,
44:29por exemplo,
44:29essa ação que a Amanda
44:30é voluntária,
44:31que é chamada
44:32João em Ação,
44:34é uma ação,
44:35como se fosse uma ação cidadã.
44:38A gente leva saúde,
44:41assessoria jurídica,
44:43conseguimos levar
44:44o ano passado
44:45a Polícia Civil
44:46para emitir RG
44:47para as nossas crianças
44:48e adolescentes.
44:49Então,
44:50essas ações
44:51e nas demais,
44:52a gente sempre precisa
44:53e conta com o apoio
44:54de voluntários.
44:55Acessou o Instagram,
44:56você passa a acessar
44:58essa possibilidade
44:59de se tornar também
45:00um voluntário.
45:01E aí,
45:01o Projeto Colorir?
45:02Conta para nós.
45:04Então,
45:04o Projeto Colorir
45:04tem esse know-how
45:05da contação de histórias.
45:07Então, todos os anos,
45:08agora,
45:08com o retorno
45:09do presencial,
45:10a gente tem,
45:11já por tradição,
45:12de fazer formação
45:14de forma gratuita
45:15para a comunidade.
45:16Então,
45:16a gente já formou
45:17mais de 6 mil educadores
45:19na arte de contar histórias.
45:20E essa técnica,
45:21ela precisa...
45:22Estou esperando a minha vaga,
45:22tá?
45:23A gente precisa
45:24colocar isso
45:24na prática
45:25no dia a dia.
45:26O tema do dia a dia,
45:2818 de maio,
45:29não tem uma coisa
45:29mais perfeita
45:31do que a contação de histórias
45:32para trabalhar
45:32um tema tão delicado
45:33como a questão
45:34do abuso sexual.
45:35Então,
45:35a gente tem essas ferramentas.
45:37Então,
45:37quem quiser,
45:38é só procurar
45:38o nosso site.
45:39Vou dar o site
45:40ao www.projetocolorir.org.
45:43Lá tem como você se cadastrar.
45:45A gente está ainda
45:46numa organização,
45:47num planejamento
45:47para abrir esse ano,
45:49mas os nossos voluntários
45:50passam por essa...
45:52por esse aprimoramento
45:54e aí depois,
45:55então,
45:55eles vão a campo
45:56com a gente
45:56em atividades.
45:57Agora,
45:58antes de você falar,
45:59Fuli,
45:59só um minutinho,
46:00gente,
46:00se vocês quiserem também
46:01procurar o Instagram
46:02do próprio Eugênio,
46:04é um Instagram
46:05com muito conteúdo também
46:06e ele pode direcionar vocês,
46:07né, Eugênio?
46:08Então,
46:08eu vou dar o arroba
46:09do Colorir Criando Valores
46:11underline OSC,
46:13tá bom?
46:13Tá joia.
46:14Muito obrigada.
46:15E a gente vai
46:16ter a prova
46:18de como um dia
46:20impacta na nossa vida
46:21e imagine isso
46:23na história
46:23de crianças
46:24e adolescentes.
46:26190 crianças
46:27e adolescentes
46:29que são assistidas
46:30pelo projeto
46:31da Fundação
46:32Praia Educando.
46:33Prepare o seu coração
46:34para tudo
46:35que eu e a Paula
46:36vamos mostrar agora
46:37na tela
46:38da Solidariedade.
46:46A paisagem é linda,
46:48mas, ó,
46:49a visão de mundo
46:50é muito maior.
46:52É um mundo
46:52onde a educação
46:54e o acolhimento
46:55fazem toda a diferença
46:56para crianças
46:57e adolescentes.
46:59Fundação Beneficiente
47:00Praia do Canto.
47:01Estamos no bairro
47:02São José,
47:03na capital Vitória.
47:04Este projeto
47:05atende 190 crianças
47:07e adolescentes
47:08no envolvimento
47:09importante
47:10com a comunidade.
47:11A ideia é sempre
47:12atender o máximo
47:13de crianças
47:14para conseguir
47:15atender o máximo
47:16de família.
47:17A gente tem um cálculo
47:18básico que a gente faz
47:19aí,
47:19que para cada criança
47:20em média
47:21cinco pessoas
47:22na casa.
47:23Então a gente tem
47:24a plena consciência
47:25que quando a gente
47:25atende a criança aqui
47:26a gente está
47:28protegendo ela
47:29de vários males
47:30que acontecem
47:31na comunidade,
47:32na casa delas.
47:33no entorno.
47:35Então a gente faz
47:36proposital.
47:37A ideia é proteger
47:38as crianças
47:38nesse lugar
47:39para que elas
47:40possam também
47:41aprender aqui
47:42e também conseguir
47:44dentro de casa
47:45ter o reflexo
47:45do que elas
47:46aprendem aqui.
47:47Uma instituição
47:48sem fins lucrativos
47:49que há 40 anos
47:50vem trabalhando
47:51voluntariamente
47:52para melhorar
47:53a vida das pessoas,
47:54principalmente as famílias
47:56da comunidade
47:57de São Pedro.
47:58A criança,
47:59ela precisa ser alimentada
48:01e a gente precisa
48:02ter um olhar
48:04sensível
48:05para desviá-las
48:07das possibilidades
48:09das drogas.
48:11Então esse foi o olhar
48:12e assim começou
48:13essa fundação
48:14há 40 anos atrás
48:16para que as crianças
48:17não passassem fome
48:19e elas não ficassem
48:21na rua
48:21enquanto seus pais
48:22procuravam emprego.
48:23Essa aqui
48:24é a Lívia.
48:26Tem três filhos
48:27que estudam
48:28na fundação.
48:29primeiro ela leva
48:31para a escola pública
48:32e depois
48:33eles são encaminhados
48:34para cá.
48:36Isso é uma ação
48:37de uma guerreira
48:38ou melhor
48:39de uma grande mãe.
48:41Lívia,
48:42por que trazer
48:42os filhos para cá?
48:44Bom,
48:44como eu sou mãe solo,
48:45agora estou passando
48:47o processo de separação
48:48para mim
48:49que tenho que trabalhar
48:50fora
48:51é bem melhor
48:52trazer eles para cá
48:53porque eu sinto
48:54um lugar muito seguro
48:56está sendo um projeto
48:57muito bom
48:58para os meus filhos
48:59e eu não me arrependo
49:00em nenhum momento
49:01nem a partir do momento
49:02que eu trouxe eles
49:03para este lugar
49:05porque eles têm me ajudado
49:06muito nesse processo
49:07também que eu tenho passado
49:09que eu tenho vivido
49:10com eles.
49:11Tenho muita gratidão
49:12por ter me ajudado
49:13no momento de quarentena
49:15ajudou minha família
49:16com atividades
49:17para fazer em casa
49:18a cesta básica
49:21vídeos para fazer
49:24gincanas
49:24que tanto eu tenho
49:25até vídeos
49:25com a minha avó
49:26que passou
49:27eu e minha família
49:27fazendo várias brincadeiras
49:29da fundação
49:35está na hora do rango
49:37porque além do trabalho
49:38sócio-educativo
49:39cultural
49:40e esportivo
49:41aqui na fundação
49:43para manter
49:43essa galera
49:44bem alimentada
49:45são mais de
49:453.900 refeições
49:47por mês
49:52E aí turminha
49:53está gostoso?
49:54Sim!
49:56Vocês gostam da comida daqui?
49:57Sim!
49:58Vocês podem repetir?
50:00Sim!
50:01Aqui na fundação
50:02nós conhecemos
50:03oficinas de tecnologia
50:05esportes
50:06convivência social
50:07música
50:08e até cidadania
50:09conhecemos também
50:11pessoas
50:11que acreditam
50:12num futuro melhor
50:13quando eu sair daqui
50:15eu vou lembrar
50:16no fundo do meu coração
50:17quando eu já estiver
50:18lá na frente
50:19com a minha família
50:20eu vou lembrar
50:21nossa
50:21eu fiz parte da fundação
50:23e eu sou muito grata
50:24por isso
50:37Voltando e voltando
50:38com esse coração
50:40transbordando
50:40depois de conhecer
50:41um pouquinho
50:42lá da fundação
50:43Praia do Quanta Criançada
50:44maravilhosa
50:45oficina de música
50:47eu e o Paulo
50:48nos encantamos
50:48com essa música
50:49do Jota Quest
50:50maravilhosa
50:51a gente ficou realmente
50:52emocionado lá na hora
50:53dias melhores
50:55pra sempre
50:56e a dona Lívia
50:58uma mamãe lá
50:59contando da história dela
51:00ela tem três crianças
51:02lá
51:02é muito legal
51:03a rotina
51:04não é só mãe
51:05não é só guerreira
51:06é a dona Lívia
51:07que tem três filhos
51:09ela leva pra escola pública
51:11e depois conduz
51:12pra fundação
51:13Praia do Canto
51:15para que eles
51:15possam estar lá
51:17tendo oportunidade
51:18de beber nessa fonte linda
51:19que é o aprendizado
51:21que é a oportunidade
51:23Paula, mas
51:23o que a gente pode esperar
51:25o que que vem de projeto
51:27o que que a gente
51:27precisa fortalecer
51:29o que que o João 23
51:30tá querendo mostrar
51:31pra nós
51:32o que que vem por aí
51:33Cristiane
51:34olha, eu quero divulgar
51:35que nós ainda temos
51:36vagas abertas
51:37lá pro Instituto João 23
51:39algumas oficinas
51:40com faixa etária
51:41a partir de sete anos
51:42tá
51:43e aí a gente
51:45procure nós
51:45o que a gente sempre fala
51:46com as nossas famílias
51:47lá e responsáveis
51:48vocês não estão só
51:49né
51:50procurem as instituições
51:52que vocês confiam
51:53que vocês sabem
51:54que vão fazer um trabalho
51:54que vai de fato
51:55contribuir
51:56e agregar
51:57né
51:57pra sua criança
51:58e pro seu adolescente
51:59primando
52:00pra que essas crianças
52:01de hoje
52:01sejam adultos
52:02amanhã responsáveis
52:04cidadãos
52:04e que cumpram
52:05o seu papel
52:06então nós estamos
52:07de portas abertas
52:08pra tá recebendo
52:09quem tiver interesse
52:10de ir lá
52:10conhecer também
52:11o nosso espaço
52:12tá
52:12fiquem à vontade
52:13inclusive eu tô devendo
52:14uma visita
52:15eu vou
52:16e vou divulgar depois
52:17pra mostrar pro pessoal
52:18aí como que é bacana
52:20por favor
52:21Eugênio
52:22e com vocês
52:22como é que a gente faz
52:23pra acessar
52:24pra acessar os serviços
52:25o que que vocês estão fazendo
52:26então esse ano
52:27é o ano da vitória
52:28dos 23
52:28a gente volta ativa
52:30e é muito importante
52:31que as pessoas
52:32entrem em contato
52:33com a gente através
52:33do site
52:34que é o nosso
52:35canal de comunicação
52:36então se a sua escola
52:38se a sua instituição
52:39precisa de uma ação
52:40pontual
52:41é importante que entre
52:42pra gente
52:43mostrando qual a demanda
52:44que tá sendo
52:47necessária
52:47solicitada
52:48e a gente vai estar
52:49adequando
52:49juntamente com os nossos
52:50parceiros
52:51pra fazer esse atendimento
52:52o que a gente já tem
52:53de novidade
52:53é que esse ano
52:54a gente vai
52:54mais pra 36 escolas
52:56a gente vai pra
52:56quase Belo Horizonte
52:57lá chegando
52:59começando aqui
52:59do Espírito Santo
53:00ultrapassou o Espírito Santo
53:01passou
53:01passou
53:02a gente tá
53:03já há alguns anos
53:05com esse objetivo
53:06de sair mesmo do Estado
53:07sair não
53:08de dar continuidade
53:09multiplicar
53:10ampliar
53:10ampliar esse trabalho
53:11com todo o respeito
53:13e carinho do mundo
53:14eu quero dizer
53:15que a Amanda
53:16tem um dos sorrisos
53:17mais lindos
53:18que nós podemos trazer
53:19aqui
53:20eu
53:20você
53:21nós
53:21e o terceiro setor
53:23alô
53:23Bonfim
53:24alô
53:24consolação
53:25presta atenção
53:26no sorriso
53:27dessa moça
53:27aqui ó
53:28e quais são os projetos
53:30dela como voluntária
53:31projetos pessoais
53:32vitórias que você quer
53:34pra esse 2023
53:34Amanda
53:35bom
53:36eu quero
53:36como voluntária
53:37eu quero continuar
53:38contribuindo né
53:38cada vez mais
53:39no 2023
53:39e outros projetos
53:41que estão vindo
53:42por aí
53:43e como profissional
53:45eu tô me formando
53:46agora como policitária
53:47inclusive hoje
53:47a minha colação
53:48de grávida
53:48expressão nervosa
53:51parabéns
53:51já deu certo
53:52já deu certo
53:53então quero seguir aí
53:55nessa carreira de comunicação
53:56atualmente trabalho
53:57com marketing
53:58e é isso
54:00só sucesso
54:01muito obrigada
54:02vamos dar as mãos aqui
54:03ninguém larga a mão
54:05de ninguém
54:05quando o assunto
54:06é voluntariedade
54:11solidariedade
54:11e fazer o bem
54:13faz bem
54:14obrigado
54:15um aplauso
54:16para você
54:16gente que transforma
54:18a vida de gente
54:19que muda a vida de gente
54:21uma honra receber vocês
54:22aqui né
54:22Paula
54:23com certeza gente
54:24muito obrigada
54:25voltem sempre
54:25as portas estão abertas
54:27da casa
54:27do instituto
54:28muito obrigada
54:29nós que agradecemos
54:31é importantíssimo
54:32esse espaço
54:32de divulgação
54:33que vocês têm feito
54:34aqui
54:34parabéns também
54:35obrigada
54:36e a gente vai rapidinho
54:37para o intervalo
54:38mas daqui a pouquinho
54:39tem muito mais
54:40de eu, você, nós
54:41de o terceiro setor
54:42epá
54:43e pum
54:43a gente volta
54:56bem aproximando
54:57suave
54:59num domingo maravilhoso
55:00onde tivemos
55:00uma verdadeira aula
55:02hoje
55:03de como as pessoas
55:04são importantes
55:06para transformar
55:07a vida de pessoas
55:08fundação João 23
55:10com a crise
55:11e a Amanda
55:11o nosso case
55:12de sucesso
55:13gente
55:14o Eugênio
55:15falando do projeto
55:16Colorir
55:16então assim
55:17se nós estamos
55:18transbordando
55:20e aprendendo
55:21muito mais
55:21Paula
55:22eu tenho certeza
55:22que quem está em casa
55:23teve uma grande
55:24oportunidade
55:25e a gente está
55:26cumprindo essa missão
55:27não é isso?
55:27com certeza
55:28esse programa
55:29foi um programa
55:30feito com muito carinho
55:31falar de educação
55:33é uma coisa essencial
55:34inclusive vai ser
55:35o próximo eixo
55:36que o Instituto Américo Boaz
55:37vai trabalhar
55:37a gente está focado
55:39agora nos próximos
55:40dois meses
55:41em atendimento
55:42apoio social
55:43para instituições
55:44do terceiro setor
55:45que trabalhem
55:46com educação
55:46então assim
55:47é um tema
55:48de suma importância
55:49e merece
55:51muita atenção
55:51né?
55:52Ah e você viu
55:52que você pode
55:53se tornar um voluntário
55:54que você também
55:55pode doar
55:56seu tempo
55:57doar sua vida
55:59e ó
56:00você vai saber
56:01que você vai fazer
56:02cada terapia
56:03vai valer uns 20 anos
56:04de terapia
56:05quando você se dispuser
56:07a ajudar alguém
56:08mas você também
56:09pode participar com a gente
56:10nas redes sociais
56:11e eu convoco
56:12mais uma vez
56:12a Paula
56:13olhando nos seus olhos
56:14para dizer
56:14quais são essas redes sociais
56:16Paula?
56:16Claro
56:17Instituto Américo Boaz
56:18segue a gente lá
56:19nosso site é o mesmo
56:20é só procurar
56:21Instituto Américo Boaz
56:22tudo juntinho
56:22e você encontra a gente
56:23massa
56:24então ó
56:25um grande domingo
56:26para você
56:27hoje tem almoço
56:27cunhado chegou aí
56:28tem aquele macarrão
56:30a minha sogra
56:31chega voando
56:32lá em casa
56:32mais detalhes
56:33eu acrescento
56:34depois para vocês
56:35Paula
56:36a vassoura dela
56:37é rápida demais
56:38Paula
56:39Deus te abençoe
56:40obrigado sempre
56:40pela parceria
56:41ninguém larga a mão
56:43de ninguém
56:43porque fazer o bem
56:44faz bem gente
56:45e quanto mais gente
56:47mais calor
56:48no coração
56:49mais quente
56:50isso
56:50isso
56:51vamos que vamos
56:52beijo
56:53abraço
56:54tchau Paula
56:55beijo
56:55encerra você agora
56:56o que?
56:57continua encerrando
56:58tchau gente
56:59pegadinha
57:00tchau

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