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Casos de racismo ainda são comuns
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NotíciasTranscrição
00:00E a gente continua falando nesse assunto de violência
00:03pra falar sobre o caso de uma mulher negra acusada de furto em uma loja de roupas.
00:09Toda a situação foi registrada em vídeo e gerou repercussão na internet.
00:15Ouça um pouco a confusão, veja só.
00:26Você viu aí a confusão? A Audrey Ribeiro estava no provador, como você está acompanhando aí.
00:33Ela foi abordada por uma funcionária que a acusou de ter furtado peças de roupa.
00:38Daí começou essa confusão, a polícia foi acionada e a vítima registrou o boletim de ocorrência por racismo.
00:46O caso aconteceu em um shopping do Rio de Janeiro.
00:50A gente continua falando sobre esse assunto, mas aqui no estúdio eu recebo a advogada especialista em gênero, raça e
00:58direitos humanos, Isabela Camargo,
00:59o psicólogo Juliano Coimbra e também a Marcela Oliveira, que também já passou por situações...
01:06Perdão, é a Marcela Isabela Cardoso e a Marcela Oliveira, correto, que já passou por uma situação dessa.
01:18Marcela, eu começo com você, boa tarde.
01:21Quando você vê um vídeo desse, num provador de uma loja de roupas num shopping, né?
01:27Que sentimento vem à sua cabeça?
01:32Muito difícil, porque nós vivemos, nós, da raça negra, né?
01:38Vivemos essa situação diariamente, corriqueiramente no nosso dia a dia, com coisas até mínimas.
01:46Que isso aí, pra mim, foi um caso extremo.
01:49É um caso extremo que aconteceu com essa menina ali.
01:52E, assim, quando a gente se coloca no lugar dessa pessoa, a gente pensa, se fosse o contrário,
01:58e se fosse o contrário, com certeza, não teria sido só isso que aconteceu ali.
02:05Porque, quando se trata de um negro realmente cometendo algum delito, ele já sai amarrado,
02:13já coloca o pé no pescoço, né?
02:16Mas, nesse caso aí, como quem agrediu foi a funcionária da loja, já tinha alguém pra abafar,
02:24já tinha uma chefe ali, não, pedindo calma.
02:27Nesse caso, a gente tem que ter calma, né?
02:31Quando é o contrário, não.
02:32O negro apanha, o negro é jogado no chão e a violência já é grande.
02:38Aí, como foi o contrário, aí já vem aquele pedido de calma, calma, vamos resolver, vamos resolver.
02:45Então, é uma situação, assim, muito triste, muito delicada.
02:49Eu, assim, não dessa forma tão drástica como aconteceu com aquela menina ali.
02:54Mas, assim, a gente já, quando a gente entra em algum estabelecimento, já é um olhar de lado,
03:01já é aquela coisa, assim, mas vou acompanhar, entendeu?
03:05Mas, esse caso aí foi muito extremo.
03:08E, Isabela, esse é um caso que foi registrado o boletim de ocorrência, né?
03:13Teve muita repercussão.
03:15Mas, imagina quantos casos que acontecem e não chegam ao conhecimento da polícia, não é mesmo?
03:20Boa tarde.
03:20Boa tarde.
03:21São inúmeros casos que denominamos de subnotificação.
03:25O racismo, ele acontece o tempo todo, todos os dias, há séculos nesse país.
03:31Ele é estrutural, é institucional, está enraizado nos órgãos públicos
03:36e também nas instituições privadas, como foi o caso que a minha, a nossa irmã, né, Marcela,
03:42sofreu ontem ao ser violentada, acusada de ter subtraído uma peça de roupa
03:49enquanto estava simplesmente exercendo, né, um fato corriqueiro de provar uma peça de roupa
03:55no provador de uma loja.
03:57E é fato comprovado que não se trata de um caso isolado nessa rede de lojas,
04:05sendo até vários casos pontuados nas redes sociais que isso se trata de uma norma de conduta,
04:14esse tipo de tratamento com pessoas negras.
04:16Nesse caso específico, Isabela, você como advogada, qual responsabilização pode ser dada
04:22à funcionária que a abordou, acusando a vítima de furto e ao estabelecimento?
04:28Sim, nesse caso, ambas as partes devem ser responsabilizadas,
04:33a loja responsabilizada civilmente e também à funcionária civil e criminalmente,
04:39pois além da prática do crime de racismo pela funcionária,
04:42eu entendo que ela também cometeu o crime de calúnia,
04:45porque ela acusou a vítima de ter subtraído uma peça de roupa, o que não aconteceu.
04:50Eu tenho aqui a resposta da loja Renner, que foi onde aconteceu esse fato.
04:58A loja, em nota divulgada à imprensa, disse que a abordagem foi totalmente inadequada,
05:04não está alinhada aos valores das lojas e a colaboradora responsável não faz parte
05:11do quadro de empregados da companhia.
05:14A empresa se sensibilizou e lamentou profundamente o ocorrido
05:18e informou que vai dar apoio à cliente, colocando à disposição.
05:23Eu vejo que nessa situação também as pessoas falam,
05:27estamos no século XXI, isso ainda acontece.
05:32Juliano, como é que fica o psicológico dessas vítimas?
05:36A gente vê que é uma situação extremamente delicada pela reação delas
05:41e todo mundo incrédulo com aquilo que está acontecendo.
05:45Acho que uma das coisas mais importantes de pensar, Lucas,
05:47é que as pessoas no Brasil, os brasileiros, eles não assumem que existe o racismo no país.
05:53Isso é um ponto crucial que nós não podemos deixar de pensar.
05:58Está tão enraizado em nossa cultura que a gente nem se dá conta que alguns comportamentos nossos,
06:04são racistas e que isso fere de tal forma o outro que esse outro, às vezes, já acostumou
06:11e não se dá conta dessas feridas que são atreladas aos comportamentos do outro
06:17que abarcam no seu próprio histórico de vida.
06:21Por exemplo, nós temos vários amigos, no decorrer da vida nós vamos constituindo
06:27de pessoas à nossa volta no meio social e nesse processo todo o indivíduo acaba encontrando
06:34grupos de privilégios que oportunizam, que possibilitam a experimentar alguns privilégios
06:40e o indivíduo não se dá conta que o fato de um amigo possibilitar esse privilégio, ele não ter,
06:45isso já é uma situação estrutural que ocorre em nosso país.
06:48Isso é muito sério e nós nos acostumamos por isso porque assim,
06:52ah, o vizinho me possibilitou entrar numa festinha dele e ele tem uma condição financeira
06:56melhor do que a minha, né?
06:58E a gente não se dá conta que isso já é uma situação estrutural, né?
07:01Nós nos acostumamos, né?
07:03E como que isso vai gerar, o que que isso pode gerar?
07:07Óbvio, o condicionamento desse indivíduo em acostumar, né?
07:11Que ele vive em um país onde o racismo é estrutural e que está tudo bem dessa forma, né?
07:18É óbvio que quando a gente vê uma situação como essa acontecer, que vem ser discussado,
07:24que vem ser discutido na mídia, que políticas públicas são encontradas,
07:27nesse caso, as pessoas acabam se dando conta, realmente existe.
07:32Mas só quando algo muito maior acontece.
07:35E quais são os danos de tudo isso?
07:37Sofrimento psíquico, depressão, ansiedade e diversos...
07:40Esses são os simples, são os básicos que a gente vê todos os dias.
07:43Mas o indivíduo se isolar, né?
07:45A baixa escolarização de crianças que, por vezes, na escola passa por isso, né?
07:50E, às vezes, não tem com quem falar, né?
07:52Às vezes, o professor também acaba oprimindo, né?
07:55São infinitas coisas, né?
07:57Que vão abarcando na vida de indivíduos que a gente não vai conseguir...
08:01Se a gente fosse falar aqui do que gera no indivíduo,
08:04a gente passaria dias e mais dias.
08:05Mas, cara, a gente precisa pensar da seguinte forma.
08:09Todos nós, em um dado momento, vamos estar de um lado de uma minoria.
08:12E o principal ponto que nós precisamos pensar é
08:15como que é estar do lado da minoria, né?
08:18E a luta, ela não é uma luta que ela tem que ser de uma classe única.
08:22Ela tem que ser uma luta de humanidade, pela humanidade.
08:25Eu acho que a gente precisa parar e pensar nisso enquanto sociedade.
08:27Não é fácil ser mulher, hein, gente?
08:29Porque, pelo amor de Deus, e ser mulher negra é mais difícil ainda.
08:33Nós estamos aqui no estúdio repercutindo o caso da Andrew,
08:38que ela é do Rio de Janeiro e sofreu racismo numa loja de roupas
08:43quando iam provar uma peça, foi acusada de furto.
08:47E esse é o vídeo que viralizou nas redes sociais.
08:50Marcela, eu já fiz reportagens sobre o racismo estrutural.
08:56E as pessoas falavam assim pra mim.
08:59Às vezes eu vou pro shopping e percebo o segurança me seguindo ou me olhando diferente.
09:04Eu vou pra alguma loja e a vendedora me olha diferente.
09:08É algo velado, mas que impacta muito, né?
09:11Essas pessoas que sofrem isso.
09:13Você já sofreu algo do tipo?
09:15Então, Lucas, tanto dessa forma estrutural quanto você tá falando aí,
09:20de ter um olhar direcionado pra você,
09:22como de algumas pessoas bem próximas que têm aquele discurso assim,
09:27mas não foi isso que eu quis dizer.
09:29Não, mas não era pra tanto.
09:32Ah, não, não era bem assim.
09:33Então, tem sempre aquela volta pra dizer que não é o racismo,
09:39mas que é, é como ele colocou pra gente.
09:44Quem é que faz parte do grupo privilegiado, como a gente fala,
09:49ele não sente.
09:50Mas, assim, e faz.
09:52E aí, quando a gente explica,
09:55aquela pessoa tenta passar por cima do que nós estamos falando.
10:00Porque, assim, nós sabemos o que a gente tá passando.
10:03Nós sabemos o que nós estamos sentindo.
10:06Agora, quem não sente, é como se não fosse nada.
10:10Entendeu?
10:10Então, assim, é um cabelo.
10:13Ah, nossa, mas por que que seu cabelo...
10:14Por que que você não deixa seu cabelo baixinho?
10:17Ah, por que que você não faz assim, assado no cabelo?
10:19Porque a gente não pode ter o cabelo alto.
10:22Porque o cabelo alto chama atenção,
10:24porque não sei se agride.
10:26Eu não sei, eu não consigo entender.
10:28Então, quando foi colocado até por ele, pelo psicólogo,
10:32a questão da criança, de não ir à escola,
10:35de, de repente, não participar de algumas coisas,
10:39é porque tem aquele receio de ouvir uma gracinha,
10:43de ouvir uma piadinha, de uma brincadeira sem graça, desnecessária,
10:48e não saber como agir.
10:49A Denise Amâncio, pelas redes sociais,
10:53ela tá comentando justamente uma situação como essa,
10:56e ela disse que não gosta de ir a shopping,
10:58porque provavelmente deve ter passado por uma situação dessa
11:02de preconceito, de racismo estrutural, não é mesmo?
11:07Isabela, como que você vê a legislação em torno desses crimes?
11:13Estão sendo mais punidas essas pessoas, né,
11:18até por conta da divulgação,
11:19ou são números que entram para as estatísticas apenas?
11:22Bom, ao longo das décadas, né,
11:25acompanhamos importantes conquistas no campo jurídico,
11:29no campo legal, que foram concretizadas através da luta
11:33de muitas pessoas negras, militantes do movimento negro unificado,
11:37e também militantes dos movimentos negros
11:40espalhados por todos os estados do Brasil.
11:43Esse caso da Audrey, ele, além do crime de racismo,
11:49além da calúnia, como eu citei,
11:52ele nos mostra também, no meu ponto de vista,
11:55uma prevaricação por parte da autoridade policial
11:59que foi acionada para atender à demanda,
12:03pois o crime de racismo é inafiançável,
12:06a colaboradora da empresa deveria ter sido presa em flagrante,
12:10e não foi.
12:11Por que eu estou expondo isso?
12:13Porque não adianta só contarmos com leis rígidas
12:18se os seus atores investidos nos cargos públicos
12:22não forem capacitados com perspectiva de gênero,
12:27com perspectiva de raça,
12:29para estarem alinhados à lei
12:32quando surgirem demandas,
12:34quando surgirem crimes gravíssimos,
12:36como o que aconteceu ontem.
12:38Temos importantes conquistas?
12:40Temos.
12:40Mas o direito, ele é muito ambíguo.
12:43Ao mesmo tempo que existem algumas leis,
12:47alguns instrumentos legais
12:49para nos ampararmos contra criminosos racistas,
12:53ainda falta capacitação em perspectiva de raça,
12:56e o que ocorreu ontem com a Audrey,
12:58além de ela ter sofrido racismo,
13:00ela foi revitimizada pelo policial.
13:02O policial chegou e falou que não estava lá
13:04para armar circo.
13:06E isso se repete em atos não só de policiais,
13:09como também de juízes, promotores, delegados.
13:13Portanto, é muito fácil, às vezes, questionarmos
13:16por que você não denuncia.
13:18Mas como, se a gente sofre o racismo,
13:20busca reparação,
13:23aí somos revitimizados nas instituições.
13:25Então, ainda há muito o que ser feito.
13:27Juliana, o que me chamou a atenção também,
13:29nesse caso,
13:31o vídeo mostra as moças,
13:34a vítima e as pessoas que estavam com a vítima,
13:37com uma reação muito enérgica.
13:39Ou seja, talvez,
13:41se a gente pensar 10, 15 anos atrás,
13:44não seria essa reação,
13:46seria uma reação mais tímida,
13:47ou até de aceitação.
13:48Agora há uma mudança de comportamento das pessoas.
13:51E essa mudança, ela precisa ser muito maior.
13:55Na realidade, nós precisamos mudar a educação
13:57que nós estabelecemos em nossa sociedade.
14:00Nós somos uma educação que vai muito mais além
14:02do que raça, mais de gênero, educação.
14:06Propriamente dito,
14:07em uma estrutura totalitária.
14:09Isso é importante.
14:11E ela tem que começar na base.
14:13Uma das coisas que eu acho cruciais,
14:15que a gente começa falando sobre a violência contra a mulher,
14:17em nossa sociedade,
14:19quem que geralmente costuma ter esse papel de educar
14:22é a mulher.
14:23E como que nós temos uma sociedade
14:24tão patriarcal,
14:26tão machista,
14:27e que acaba validando na mulher
14:29por meio de feminicídios e tudo mais.
14:32A gente precisa discursar sobre essas coisas.
14:34Se essa mulher exerce essa função de educar,
14:37que é importante ressaltar que, para mim,
14:39não é ela apenas que deve,
14:41mas essa educação,
14:42ela deve partir de nós,
14:44homens e mulheres.
14:45E isso precisa ficar muito claro aqui,
14:48não é trazendo esse papel apenas para a mulher,
14:50mas nós precisamos entender
14:51que esse papel é de todos nós.
14:52E como que, até então,
14:54essa mulher ocupa,
14:55e essa mulher,
14:56ela ainda valida o patriarcado,
14:58o machismo exacerbado,
15:00que acaba ferindo a própria existência dela.
15:03Então, assim,
15:04estamos avançando?
15:05Estamos.
15:05Precisamos avançar?
15:07Muito mais.
15:07Óbvio.
15:08E isso começa a partir de quê?
15:10Da educação.
15:11Uma educação que vem modelar esse comportamento,
15:13que vem recondicionar o comportamento
15:15e trazer o respeito,
15:16não só para a mulher,
15:18não só para os negros,
15:19é um respeito que vem para uma sociedade,
15:22para a humanidade como um todo.
15:23Isso é importante pensarmos.
15:25Tem um usuário aqui na rede social
15:26que falou uma coisa
15:29que Isabela, Marcelo,
15:30acho que vocês já ouviram bastante,
15:32acho que é importante você explicar, Isabela.
15:34É uma bobagem, mas eu vou falar.
15:37O Leandro Lemos
15:38é o caso de uma segurança branca.
15:41E quando é um segurança negro
15:42que fica perseguindo um branco,
15:44é racismo também?
15:46Isso é uma artimanha
15:48muito utilizada pelos racistas,
15:51se valerem de pessoas,
15:53trabalhadores que estão ali
15:54buscando o pão de cada dia
15:56e que, por muitas vezes,
15:58introjetarem condutas políticas
16:00que são impostas pela empresa,
16:04acabam, por vezes,
16:05reproduzindo comportamentos racistas.
16:08Mas que fique claro,
16:09que fique enegrecido
16:11que pessoas negras
16:12não têm o poder de praticar racismo,
16:15não têm o poder social
16:16de praticar racismo
16:17contra seus pares,
16:19contra os seus semelhantes,
16:20pois ali o segurança
16:22e o segurança é investido
16:22naquela função,
16:24ele estava cumprindo
16:25o que foi determinado,
16:27cumprindo o que é uma norma,
16:29uma regra na Renner.
16:31Perfeito.
16:32Lucas, é importante a gente pensar
16:33também rapidinho aqui
16:34que ele está tão enraizado,
16:36o racismo,
16:37que o indivíduo,
16:38mesmo ele sendo negro,
16:39ele aprendeu a exercer isso.
16:41E a gente precisa educar
16:43de uma forma diferente
16:44para o respeito ao humano.
16:46Não é uma questão de empatia.
16:47Empatia é quando eu me coloco
16:49no lugar do outro.
16:50E, às vezes,
16:51não tem como eu me colocar
16:52no lugar do outro
16:53em todos os momentos
16:53porque eu não vou viver aquilo.
16:54Então, eu preciso me colocar
16:55no lugar do humano.
16:56E a gente precisa mudar
16:57esse pensamento.
16:59Isso é importante
16:59nos dias atuais.
17:00Com certeza.
17:01Também, Lucas, assim,
17:03quando eu fui convidada
17:05para participar,
17:06eu sabia que no chat
17:08iam ter várias pessoas
17:12recriminando a pauta.
17:13porque, quando se trata
17:16de falar da luta,
17:18do sofrimento,
17:20do que passa
17:21o povo negro
17:22ou o povo LGBT,
17:24as minorias,
17:25a crítica,
17:27ela vem em cima
17:28com força total.
17:29Porque, como nós falamos aqui,
17:32quem não vive,
17:33não sente.
17:34Então, é muito fácil
17:35para essa pessoa
17:36que falou isso aí
17:37em relação ao vigia,
17:39negro,
17:40em relação ao branco,
17:41ele fazer essa crítica
17:42que a gente sabe
17:43que é totalmente
17:45sem fundamento.
17:46É como eu coloquei aqui.
17:47Se a funcionária fosse,
17:50a funcionária fosse a negra
17:53e a pessoa lá fosse a branca,
17:56com certeza ia vir segurança,
17:59ia botar o joelho no pescoço,
18:03sabe?
18:03Ia ser uma coisa
18:04totalmente violenta.
18:07Violenta mesmo.
18:08Mas, como o caso,
18:10foi ao contrário,
18:10a polícia chegou,
18:13colocou panos quentes,
18:14a gerente foi,
18:15colocou panos quentes,
18:17porque é o que acontece.
18:18E uma coisa
18:19que eu gostaria de falar
18:20é que ninguém
18:21nasce preconceituoso, não.
18:23Ninguém nasce racista.
18:25Se aprende.
18:27E isso se aprende
18:27em casa,
18:28na convivência familiar
18:30e na sociedade em geral.
18:32Esse é um assunto
18:33que a gente vai
18:35ficar aqui falando,
18:37falando e falando,
18:38o quanto for necessário,
18:39porque racismo,
18:41preconceito,
18:42seja de qual origem for,
18:44deve ser combatido.
18:45E vocês podem contar
18:46com a Rede Vitória,
18:47com o Fala Espírito Santo,
18:48sempre abordando
18:49essas pautas, viu?
18:51Marcela Oliveira,
18:52obrigado pela participação.
18:54A Isabela Cardoso,
18:55advogada,
18:56muito obrigado.
18:56E também o Juliano Coimbra,
18:57psicólogo,
18:58cada um mostrando
18:59a sua visão
19:00sobre esse tema
19:00tão importante
19:01que precisa ser debatido.
19:02E a gente vai continuar
19:03nesses assuntos, tá?