00:00Que existe o racismo no Brasil, você já sabe.
00:03Mas você conhece o colorismo, um tipo de discriminação contra os negros?
00:07O colorismo usa os tons da pele para definir como uma pessoa deve ser tratada.
00:13Por essa ideia racista, pessoas de pele mais escuras estão mais distantes dos padrões sociais,
00:20sendo vistas pela sociedade como inferiores, incapazes, violentas, indignas de amor e de ter qualidade de vida.
00:29Já os negros de peles mais claras, chamados de pardos, também sofrem opressões.
00:35Porém, por estarem mais próximas a um padrão social que valoriza a pele branca, tem mais acessos na sociedade.
00:44Por exemplo, enquanto a pessoa retinta é alvo de suspeitas, tem menos oportunidades de trabalho,
00:51sofrem com mortes mais violentas, a pessoa parda cresce ouvindo que não é negra.
00:56Sim, marrom, morena, escurinha e queimada de sol.
01:02É ainda influenciada a não ter consciência sobre sua identidade.
01:08Vale lembrar que para o IBGE, a população negra é formada por pretos e pardos.
01:13O nome colorismo foi criado pela ativista afro-americana Alice Walker, na década de 1980,
01:21para explicar essa discriminação praticada por séculos.
01:24No Brasil, um movimento também ajuda a entender esse conceito.
01:29Após o fim da escravatura, surgiu um projeto de embranquecimento da população.
01:34O governo incentivou a imigração de europeus e o relacionamento entre brancos e negros.
01:41O objetivo era terem até 100 anos um país mais branco.
01:46O colorismo que vemos hoje é mais uma consequência da história de violência contra o povo negro.
01:53Não custa lembrar sempre que para lutar contra esse preconceito, não basta não ser racista.
01:59É preciso ser antirracista e não classificar alguém por causa do tom da sua pele.
02:05Não custa lembrar sempre que para lutar contra o povo negro.
02:08Não custa lembrar sempre que para lutar contra o povo negro.
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