- há 5 semanas
Saiba as causas e tratamento do problema
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NotíciasTranscrição
00:00Você aí de casa sabia que 14% da população no mundo tem enxaqueca?
00:06É o seu caso?
00:07Então escuta isso, no Brasil são 30 milhões de pessoas
00:11e o problema, gente, é mais comum entre nós, mulheres.
00:14Na comparação com os homens, o número de mulheres que têm enxaqueca é 3 vezes maior.
00:20No nosso caso, também envolve questões hormonais, né?
00:23E vários fatores podem contribuir para que as crises sejam mais frequentes.
00:28O estresse, a obesidade, aquele sono sem qualidade.
00:32E esse é o nosso assunto de agora no quadro E aí, doutor?
00:37Já manda para a gente, então, aqui, as suas dúvidas, as suas perguntas, tá?
00:42Porque a partir desse momento a gente vai agora participar aqui.
00:46Vem cá, senta aqui, você aí de casa, senta aí na sua sala.
00:49Aqui no nosso estúdio eu recebo a doutora, perdão, doutora, calma.
00:54Ana Cláudia Andrade, obrigada pela sua participação aqui com a gente.
00:59E também recebemos a Rosilene, obrigada, Rosi, pela sua participação.
01:04Queria que você começasse relatando como é que é, quais são, o que você começa a sentir,
01:09já percebeu que a sua dor de cabeça pode estar associada a algo, o que você sente?
01:15Boa tarde, primeiramente, minhas enxaquecas, eu tenho há anos a enxaqueca.
01:23Tá relacionado, eu acho, estresse emocional, como eu falei com a doutora,
01:33queijo, eu como queijo, me dá dor de cabeça.
01:38Se eu chorar, me dá dor de cabeça.
01:42Se eu passar raiva, me dá dor de cabeça.
01:45Muito forte.
01:46E o que você tem que fazer?
01:47Só passa depois do quê?
01:49Se eu tomo um remédio, passa, mas depois de quatro horas a dor volta de novo.
01:57Eu vivo tomando um remédio, só dói a bola do meu olho.
02:02Doutora, qual que é a diferença entre dor de cabeça e enxaqueca, né?
02:07O que que diferencia?
02:08Boa tarde.
02:09Boa tarde, Roberta.
02:11Existem várias formas, vários tipos de dor de cabeça.
02:15Tem as dores de cabeça que não estão associadas a uma doença por trás, né?
02:20Que nós médicos chamamos de primárias.
02:22Existem as dores de cabeça relacionadas a uma doença, que são secundárias, né?
02:28Por isso que quando o paciente tem dores de cabeça frequentes,
02:32dizem que é sempre importante buscar uma avaliação médica, né?
02:35Para que sejam excluídas doenças associadas a essa dor.
02:39A enxaqueca é uma das dores de cabeça primárias, sem doença associada, né?
02:45Existem outras, como tensional, relacionada ao esforço físico e várias outras, né?
02:53Como algumas mais incomuns, trigeminalgias, né?
02:58Mas a enxaqueca, dentre essas, é a mais comum.
03:01E o que que seriam esses frequentes, né?
03:03Essa dor de cabeça frequente?
03:04A partir de que momento que isso acende um alerta, doutora?
03:08Sim.
03:10A enxaqueca, ela pode acontecer numa frequência variável, dependendo de cada paciente.
03:15Alguns pacientes têm poucas crises no ano.
03:18Alguns pacientes têm várias crises ao mês.
03:20E chega aos casos mais graves, em que o paciente tem crise todos os dias, né?
03:27Nesses pacientes que têm crises muito intensas, ou com uma frequência muito alta,
03:33é sempre importante buscar a avaliação de um neurologista para fazer um tratamento adequado.
03:39Esse tratamento vai ser com medicações de prevenção,
03:42para diminuir a intensidade e a frequência dessas dores, né?
03:46Se não corre o risco do paciente fazer um uso abusivo de analgésicos,
03:51usar remédios para dor, remédios comuns do dia a dia, que compram sem receita médica.
03:56E esses remédios, eles pioram o quadro de enxaqueca, né?
04:01Aí o paciente evolui com uma enxaqueca diariamente, né?
04:04E pouco responsiva ao tratamento.
04:07Agora, os sinais de alerta para uma doença por trás,
04:11sempre tem que ir ao médico para ele identificar, né?
04:13Mas são situações em que chama a atenção do médico para a possibilidade de uma doença associada.
04:22Então, uma dor de cabeça que é nova, que o paciente não tinha ela antes,
04:26ou um paciente que já tinha dor de cabeça antes,
04:29mas que há uma mudança no padrão dessa dor,
04:33ou então a presença de outro sintoma neurológico associado, né?
04:37Então, o paciente começa a ter alguma fraqueza unilateral,
04:41ou alguma dormência, ou tem crise convulsiva,
04:45ou então um paciente idoso que não tinha dor de cabeça com frequência,
04:49e aí começa a ter uma dor de cabeça frequentemente.
04:52Então, são sinais de alerta que os médicos estão habituados, né?
04:57A identificar e solicitar os exames necessários, né?
05:00Mas a maioria dos casos vai ser um quadro benigno mesmo,
05:03sem ter doença associada.
05:05É normal, então, sentir dor de cabeça, doutora, de um modo geral?
05:08É normal?
05:09É, é comum.
05:10É comum?
05:10É comum, sim.
05:11Certo.
05:12Agora, Rosa, a partir de que momento que isso começou a se tornar frequente na sua vida?
05:17Quanto tempo?
05:20Tem mais ou menos uns seis anos, eu comecei a sentir com mais frequência.
05:28Dava três vezes no mês a crise de enxaqueca.
05:31Dura três, quatro dias a crise de enxaqueca.
05:35E você é daquele ponto, assim, que não pode nem ver a claridade, tem que fechar o quarto?
05:40Ficar no escuro, não posso ouvir barulho nenhum.
05:47Se não, a tendência é só piorar.
05:50Não.
05:51Não ouvi barulho nenhum.
05:53Silêncio total.
05:55Eu já senti duas vezes na vida, meu Deus, é terrível, terrível.
05:59E agora eu vou conversar pela internet com a Isabela.
06:01Ela tem 22 anos e sofre com enxaqueca, ela passa por crises desde pequena
06:07e vai contar pra gente como é que ela se sente.
06:10Boa tarde, viu, Isabela?
06:11Obrigada pela sua participação aqui no Fale Espírito Santo.
06:14Desde pequena, com quantos anos você começou a sentir essas dores?
06:19Ei, gente, boa tarde.
06:21Eu comecei a reclamar dessas dores com mais ou menos seis anos de idade.
06:26E aí as pessoas achavam que era uma reclamação de uma criança, algo do tipo.
06:31Só que aí a gente foi investigar a fundo e a minha família toda tem enxaqueca por parte de pai.
06:37E aí eu comecei a fazer tratamento neurológico e usei remédio por muito tempo.
06:44Só que aí eu parei, né?
06:47Fui fazendo o desmame do remédio.
06:48Fiquei muito bem, dois, três meses.
06:51E agora eu...
06:52Inclusive, eu tô morrendo de dor de capricha agora.
06:54Então, tá um caos.
06:56Mas...
06:56Pera aí que eu quero até aproveitar e perguntar pra doutora sobre isso, né?
07:01Doutora, seis anos de idade, é comum, assim, é normal?
07:06Sim, pode acontecer.
07:08Pode acontecer?
07:09Pode.
07:09A enxaqueca pode iniciar nas crianças, né?
07:12Principalmente quando tem história familiar, né?
07:15Então, mamãe, irmãos ou pai que tem enxaqueca, né?
07:19É comum essa característica familiar, né?
07:23E aí pode sim acontecer na infância.
07:25Mas na criança sempre é bom ter a avaliação do pediatra, né?
07:30E se ele achar necessário, um neuropediatra, pra excluir outras causas.
07:34E pra fazer o tratamento adequado.
07:36E aí que são os tratamentos de criança?
07:37Aí vai ser um quadro especial, né?
07:39Vai ter que selecionar os medicamentos adequados pra cada faixa etária.
07:43Pra tratamento da dor, em geral, são analgésicos comuns, que a criança possa fazer uso, né?
07:49Mas o tratamento preventivo, aí já é uma medicação recomendada pelo médico acostumado,
07:56habituado a lidar com esses casos.
07:57Agora, depois do relato da Isabela, a Rosa está aqui falando.
08:01Seu filho tem?
08:02Tem.
08:02Qual que é a idade dele?
08:0311 anos.
08:0411 anos.
08:05Aí ele tem enxaqueca, eu acho que tem uns 3 anos que ele tem crise de enxaqueca.
08:11E levar pro hospital com a crise forte de enxaqueca, de vomitar, igual eu.
08:17Doutora, existe então um fator genético?
08:20Sim, tem uma predisposição genética.
08:23É bastante comum, né?
08:25Ter vários casos na mesma família.
08:27Agora, aquela história de alguns alimentos, né?
08:31O que pode causar, o que não pode causar, o que será que realmente acentua?
08:37Existe isso mesmo?
08:38Então, a gente trouxe aqui pro nosso programa uma bancada.
08:41A doutora vai dizer se é verdade ou se é mito, né?
08:44Alguns alimentos que dizem que podem desencadear essa enxaqueca, pode acentuar.
08:50É verdade, doutora?
08:52É verdade.
08:52Os gatilhos alimentares são um dos fatores que podem desencadear a crise de dor, né?
08:58Vai variar de paciente pra paciente, né?
09:01Tem muitas pessoas que não identificam nenhum alimento relacionado e tem outras que vão conhecendo a própria doença e acabam
09:09identificando alguns alimentos que, quando ingeridos, são gatilho pra ocorrência da crise.
09:14E aí tem vários alimentos, mas vinhos, suco de uva concentrados, queijos, chocolates e vários outros alimentos, melancia, varia de
09:26paciente pra paciente.
09:27Não, peraí, melancia também?
09:29Também.
09:29Uma fruta, isso pode ser um gatilho pra quem tem essa sensibilidade?
09:33Pode, pode sim.
09:34Teoricamente, qualquer alimento pode ser um gatilho.
09:37Aí cabe àquele paciente que tem crise de enxaqueca identificar qual o alimento que, quando ingerido, provoca sua dor.
09:45E aí a gente recomenda que ele evite a exposição a esses alimentos.
09:48A gente estava aqui falando do queijo, por exemplo.
09:51Eu conheço várias pessoas que relatam que não pode comer o queijo porque senão é na mesma hora, é comer
09:57e atacar.
09:59Então essa pessoa, o que ela tem que fazer pra ter mais qualidade de vida?
10:02Ela tem que evitar ou ela consegue comer, mas de repente mudar a quantidade?
10:08É, o ideal é evitar.
10:10É evitar.
10:11Ai meu Deus, imagina só a tristeza, por exemplo, do chocolate.
10:15O chocolate também.
10:16Por quê?
10:17O que tem no chocolate, doutora?
10:19Então tem algumas substâncias em determinados alimentos que estão mais sabidamente relacionadas com o gatilho da dor de cabeça.
10:26Mas como eu disse, é variável.
10:28Pode acontecer com outros alimentos também.
10:31O ideal é evitar ou então já estar preparado, comer ou se começar a dor, fazer um tratamento precoce.
10:37A gente trouxe aqui também, olha, uma taça com suco de uva, o que também a gente já ouviu aqui
10:42na fala da doutora, o vinho.
10:44Suco de uva e vinho também pode ser um gatilho.
10:46Também pode ser um gatilho.
10:47Não só o tinto, o branco, às vezes tem até uma intensidade maior pelos componentes da bebida.
10:55Vamos voltar ali, porque eu já quero saber com a Rose, desses alimentos, se ela já descobriu se algum deles
11:02também dá esse gatilho, desencadeia essa enxaqueca em você, Rose?
11:07O queijo.
11:08O queijo.
11:09O queijo.
11:10O queijo.
11:10E você antes comia sem ter noção de que ele fazia esse mal a você?
11:15Eu ainda como.
11:17E aí, você suporta essa dor, então?
11:20De vez em quando eu como.
11:23Aí o chocolate, às vezes, me dá também a dor de cabeça.
11:28Mas eu evito o chocolate.
11:30O chocolate.
11:31Do meu filho, ele comeu o chocolate, no outro dia já amanhece vomitando e com dor de cabeça.
11:38Aí, para criança é ainda mais difícil, né?
11:40Sim.
11:40Vamos voltar a falar aqui com a Isabela, que eu quero saber de você, desses alimentos que a gente apresentou
11:45aqui, Isabela,
11:47alguns deles, algum deles, né, também pode ser, também se torna gatilho para você, para desenvolver a enxaqueca?
11:55Eu tenho um problema seríssimo com chocolate.
12:01Tapou.
12:02Mas eu continuo comendo.
12:03Outro problema seríssimo que eu tenho é com vodka e com...
12:09Quando eu abuso do café, o que acontece corriqueiramente.
12:13Olha só como é que é interessante, né?
12:14A relação dos alimentos com cada um de nós, doutora.
12:18Eu, por exemplo, eu, se eu não...
12:20Comigo já é o contrário.
12:21Se eu não tomar o café, é aí que me dá dor de cabeça, né?
12:24Eu preciso de um cafezinho.
12:25O que que explica isso?
12:27É, é muito comum, né, essa associação.
12:30Assim, alguns pacientes relatam que a abstinência da cafeína também pode ser um fator para desencadear a dor de cabeça.
12:37E olha só, agora a gente vai ver o depoimento da Érica.
12:40Ela sofre com enxaqueca desde os 11 anos.
12:43Inclusive, vai contar para a gente, né?
12:45O que passa, né?
12:46Tudo que ela sente.
12:47Vamos ver.
12:49Eu tenho uma rotina muito pesada.
12:55Então, conforme vão passando duas horas, essas dores, elas aumentam.
13:00E o que eu percebo também é a questão emocional.
13:06Quando o emocional está um pouco abalado, o corpo reage, então não tem jeito.
13:15O que eu posso fazer para evitar mesmo é a alimentação, é a continuidade ao tratamento.
13:24E sempre que eu posso, eu tento dormir mais cedo, relaxar, esquecer as preocupações.
13:32E essas dores, elas amenizam.
13:36Obrigada, Érica, pela sua participação.
13:37Doutora, eu vou ler aqui o comentário da Luana Assunção.
13:41Ela dá boa tarde.
13:42Pergunta se quem foi curado da enxaqueca se pode voltar.
13:46Existe isso, doutora?
13:47A pessoa pode se curar da enxaqueca?
13:50A pessoa pode ficar com controle, né?
13:52A enxaqueca é considerada uma doença crônica.
13:55Então, a gente não usa esse termo de curar, né?
13:58E sim um bom controle, ficar sem crises.
14:01E pode sim vir a recorrer em algum momento da vida que tiver um estresse emocional maior,
14:07alguma alteração hormonal, alguma rotina de sono ruim, né?
14:12Ou exposição a algum fator desencadeante.
14:14Pode acontecer de voltar.
14:16E, Rosa, você está na fase do controle ou está na fase que ainda está tendo os picos de enxaqueca?
14:23Não, eu estava falando com a doutora.
14:25Em janeiro, me deu crise de enxaqueca, né?
14:32Eu passei muito mal.
14:35Aí, eu tive minha primeira crise convulsiva.
14:38Do nada.
14:39Aí, eu fiz uma ressonância.
14:42Aí, eu descobri um tumor cerebral.
14:45Aí, eu tive três crises convulsivas.
14:49Aí, em fevereiro, eu retirei o tumor.
14:51Aí, não deu mais crise convulsiva.
14:54Aí, diminuiu até minhas crises de enxaqueca.
14:58Mas, eu continuo tendo minhas crises de enxaqueca.
15:01Mas, diminuiu.
15:03Mas, eu continuo tendo.
15:06Mas, é bem menos.
15:08Doutora, o caso da Rose mostra bem a importância de ir ao médico,
15:13de investigar, de saber se é realmente a enxaqueca,
15:17o que pode estar por trás disso.
15:19A importância de ir ao médico?
15:21Sim, é importante, né?
15:23Principalmente, quando as dores se intensificam,
15:26modificam o padrão.
15:28Ou, quem não tinha dor de cabeça,
15:29inicia com uma dor de cabeça nova,
15:32para que o médico possa examinar,
15:34identificar outros fatores que nos alertem
15:38para a possibilidade de uma doença por trás daquele sintoma, né?
15:41Que foi o caso em que ela teve crises convulsivas,
15:45que não faz parte do quadro da enxaqueca, né?
15:48Ela teve uma piora das dores, né?
15:51Então, nessas situações, tem que ter uma avaliação do médico
15:54para fazer uma condução adequada.
15:57E agora, a gente vai ver o depoimento do Vitor.
15:59Ele tem 23 anos e também sofre com enxaqueca,
16:03e vai contar para a gente o que sente, né?
16:05E ele também, acho que já descobriu o que causa essa dor.
16:09Vamos ver.
16:10Eu tenho enxaqueca já tem algum tempo,
16:12não sei dizer se desde a minha infância,
16:15mas esse mal me acompanha aí durante há um tempo já.
16:19A minha desenvoltura, tanto no trabalho quanto na faculdade,
16:22cai muito porque eu não consigo me concentrar.
16:24Por conta da dor, as minhas vistas doem bastante também.
16:28E principalmente eu que trabalho tanto na frente do computador
16:32e agora também fazendo TCC,
16:35que são dias recorrentes em que eu preciso estar, de fato,
16:38na frente do computador.
16:39Então, eu acabo tendo que conviver com a enxaqueca,
16:45assim, quase que diariamente, né?
16:47Então, não sei se é algo que vem da minha alimentação,
16:49ou que é algo que vem, talvez, da minha mãe, do meu pai.
16:53Não sei de onde que vem.
16:54Eu nunca fui diagnosticado para saber os motivos,
16:57mas, geralmente, é isso que acontece comigo nesse período de enxaqueca.
17:02Obrigada, Vitor, também pela sua participação.
17:04Agora, doutora, a gente falou que o número de mulheres
17:07que sofrem de enxaqueca é três vezes maior que o número de homens.
17:10O que explica isso?
17:13É, existe realmente uma prevalência maior entre as mulheres, né?
17:16Pode estar associada às questões hormonais, né?
17:19Ou até mesmo uma predisposição genética.
17:22E tem alguma diferença no tratamento da mulher e no tratamento do homem?
17:26Exceto quando a mulher tem uma enxaqueca relacionada ao período menstrual, né?
17:32Aí a gente vai ter um tratamento específico, né?
17:34Uma prevenção durante o período menstrual, perimestrual.
17:39Tirando essa situação específica, o restante, o tratamento é igual.
17:44Temos mais uma participação masculina aqui no nosso programa.
17:47Um recado no Facebook.
17:48O Fabiano Helmer fala,
17:50Eu tenho enxaquecas.
17:51A minha primeira crise foi com 18 anos.
17:53Hoje tenho 45, já tive crise de enxaqueca que durou 25 dias.
17:59Meu Deus!
18:00A minha enxaqueca é do lado direito da cabeça, adormece meus dentes.
18:04E também o fundo do olho é normal isso, doutora?
18:08Acontece?
18:08Pode acontecer, né?
18:10A enxaqueca pode variar de algumas horas até alguns dias.
18:15Mais comum é de 4 horas até 72 horas, né?
18:19Esses casos de enxaqueca muito prolongada, a gente chama de status migranoso.
18:25E aí tem que ter uma avaliação médica, né?
18:28De preferência de um neurologista para abortar essa crise, né?
18:33Com as medicações adequadas para tirar o paciente desse sofrimento intenso e diminuir
18:37o risco de complicações secundárias a essa dor de cabeça persistente.
18:42Misericórdia, 25 dias.
18:43Se você estava falando do seu tempo aí, a gente não suportou só de pensar.
18:47Imagina 25 dias, hein, Rose?
18:48É bastante tempo.
18:49É bastante tempo, meu Deus.
18:52Olha só o comentário aqui da Cida, ela fala que já passou por essa dor, sabe muito
18:55bem o que é, tal da enxaqueca, vontade de vomitar.
18:59E aí ela falou que teve que ficar no quarto escuro, não podia ouvir nenhum barulho,
19:02deitar de barriga para baixo, congelo na cabeça e tomar remédio.
19:05Doutora, diante de uma crise, o que é recomendado?
19:08Isso daqui realmente funciona ou é a história da nossa avó que recomenda e a gente acaba
19:14passando adiante?
19:16Funciona, né?
19:18O fato do paciente buscar refúgio num quarto escuro, numa região tranquila, com redução
19:25do barulho, é porque essas situações, a claridade excessiva, o barulho excessivo,
19:31são muito incômodos para o paciente quando está com enxaqueca.
19:35Inclusive, é uma característica dela.
19:37E o fato de se recolher vai causar alívio, a compressa fria pode trazer algum alívio
19:43sintomático no momento e é importante esse paciente estar orientado pelo médico dele
19:49qual que é a medicação correta para ele usar logo no início da dor, um analgésico
19:54para abortar essa dor.
19:55Se ele tiver muitas náuseas e vômitos, aí o médico já vai ter que deixar uma medicação
20:00por outra via, por exemplo, inalatória, para ele poder abortar essa crise mesmo com os
20:05episódios de vômito, né?
20:07Para evitar a idas desnecessárias ao pronto-socorro, o paciente tem que estar bem orientado pelo
20:14seu médico para saber como conduzir essas crises.
20:17Tá certo, doutora.
20:18Agradeço a sua participação aqui, levando mais qualidade de vida para os nossos telespectadores.
20:24E Rosilene, também, obrigada pela sua participação.
20:26A gente espera que você consiga manter o controle aí dessa enxaqueca, né?
20:33Um beijo, se Deus quiser.
20:34Obrigada também, doutora.
20:36Deixa eu agradecer também que a Isabela participou com a gente.
20:39Obrigada, viu, pela sua participação.
20:41Tá tudo sob controle, né, agora?
20:43É, a gente está linda, minha cabeça está doendo, mas...
20:45Ai, misericórdia!
20:47Eu tenho TCC, eu tenho trabalho, mas preciso resolver.
20:51Cuidado, cuidado, se cuida aí.