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  • há 3 semanas
A mulher confessou o crime ao ser detida neste domingo. O pai de uma filha dela conversou com nossa equipe e contou que ela sempre foi agressiva com os filhos.

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Transcrição
00:00Um caso chocante. Uma mãe suspeita de matar o próprio filho de forma cruel, que prefere o silêncio diante das
00:10câmeras.
00:13Driele Figueiredo Pires, de 28 anos, segundo a polícia, confessou na delegacia que matou o filho Gabriel Figueiredo Pires, de
00:227 anos de idade.
00:24Asfixiado na última quinta-feira no bairro Nova Carapena 2, na Serra.
00:29Ao delegado, a mulher também contou que teria enrolado o corpo do menino em lençóis e escondido embaixo da cama.
00:38O caso só foi descoberto no último domingo porque vizinhos sentiram falta da criança e também sentiram um mau cheiro
00:46vindo da casa e chamaram a polícia.
00:49No dia do crime, segundo a polícia, tinham outras duas crianças na casa, uma de 3 anos e uma de
00:556, também filhos de Driele,
00:57e teriam presenciado a morte do próprio irmão.
01:00Por telefone, nós conversamos com o pai da criança de 3 anos, que mora na cidade de Santa Tereza, na
01:07região serrana do estado.
01:08Ele disse que recebeu uma ligação de Driele na última sexta-feira, em que ela pede para ele buscar a
01:15filha de 3 anos.
01:16Mas ele, quando conta os detalhes, chega a se emocionar.
01:42O ex-Driele contou que teve um relacionamento breve com ela. Foi quando tiveram a filha de 3 anos.
01:50O homem disse que a mulher sempre foi agressiva com as crianças.
01:54Na última sexta-feira, quando buscou a filha, ele contou que percebeu que tinha algo de errado.
02:00A filha, a todo momento, apontava para debaixo da cama.
02:04Ele chegou a perguntar a Driele sobre o Gabriel.
02:08Cheguei lá, ela estava sentada, os meninos lá e...
02:12O senhor chegou a perguntar sobre o Gabriel?
02:14Sim, sim. Eu perguntei.
02:17E o que ela disse?
02:19Aí, ela disse, ah, o pai passou aqui hoje, põe-o e subiu com esse menino.
02:22Foi embora. Eu estou até preocupada, porque ele pode até matar esse menino por aí afora.
02:28Quer dizer que a filhinha de vocês fazia sinal para debaixo da cama?
02:32Sim, para debaixo da cama.
02:33Aí, o que acontece?
02:34Eu falei, ele não está escondido aí, não?
02:37E ela disse, não, não. O pai dele levou embora.
02:39Ela nervosa, né?
02:41Aí, o outro menininho, o índiozinho, que é o mais novo, você está levando, levando.
02:47Me leva eu também.
02:49Tio, me leva eu também.
02:50Só faltou de joelho em meus pés, tá?
02:52Certamente, devido a ser, viu, essa cena, né?
02:54A outra criança de seis anos, que também estava na casa, foi acolhida pelo Conselho Tutelar da Serra,
03:01no momento em que a história toda veio à tona.
03:04O Conselho Tutelar informou que a criança foi encaminhada para familiares paternos.
03:10A Andréia é a conselheira tutelar que atendeu a ocorrência.
03:14Em choque, ela disse que em 12 anos de profissão, nunca atendeu um caso como este.
03:20A conselheira deu detalhes do estado da criança de seis anos,
03:24que, segundo ela, conta a todo momento como a mãe teria matado o próprio irmão.
03:30O menino agora fica com a guarda provisória da família paterna,
03:34que em seis meses deve acionar a justiça e pedir a guarda definitiva.
03:39Os outros dois filhos de Idriele, segundo Andréia, moram no estado da Bahia, com familiares dos pais.
03:46Todos os filhos, segundo a conselheira de pais diferentes.
03:50Andréia informou ainda que não havia acontecido registros anteriores
03:54contra a mãe das crianças no Conselho Tutelar da Serra.
03:58O Conselho de Laranjeiras, que hoje atende a Nova Carapena, onde ela mora,
04:03fiz contato com as colegas lá e a colega também me disse que não tem registro de atendimento por lá.
04:09E, sinceramente, nessa fala aí que o ex-compoeiro dela está dizendo que fez denúncia no Conselho,
04:13eu não acredito.
04:15Eu já tenho 12 anos no município como conselheira tutelar,
04:18não acredito que os meus colegas teriam recebido uma denúncia
04:21e não teriam ido ver essa denúncia.
04:23Nesta segunda-feira, Adriele passou por audiência de custódia no presídio feminino de Bubu,
04:29onde permanece presa.
04:31Esse advogado foi contratado por ela para defendê-la na audiência.
04:35Ele disse que a defesa pediu a internação compulsória,
04:38alegando que a mulher tem problemas psiquiátricos.
04:42Mas nem o Ministério Público, nem a juíza que conduziu a audiência, acataram o pedido.
04:48O Ministério Público opinou nesse sentido de que fosse convertida a prisão preventiva
04:52e a doutora magistrada, na audiência de custódia,
04:56entendeu que estavam preenchidos os requisitos para a prisão preventiva,
05:00indeferindo o pleito defensivo desse tratamento hospitalar,
05:03que seria a internação,
05:04e convertendo a prisão de pronto para a preventiva.
05:07Adriele teria dito que matou o filho porque ele era desobediente.
05:11Segundo a polícia, a mulher deve responder pelos crimes de homicídio qualificado
05:16e ocultação de cadáver.
05:18O corpo do menino continua no Departamento Médico Legal de Vitória para a liberação.

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