00:00Indígenas cultivam abelhas sem ferrão, tá? No quintal de casa, nas aldeias de Aracruz.
00:05E agora, o mel produzido pelas famílias passou a ser vendido de forma online. Acompanhe.
00:15Todos os dias, a dona Deus Edir confere de perto cada uma das 45 colônias de abelhas no quintal de
00:22casa.
00:23As mais fraquinhas até ganham uma alimentação reforçada, com água, açúcar e limão.
00:27A indígena, de 66 anos, é criadora de abelhas sem ferrão, na aldeia de Caeiras Velha, em Aracruz, norte do
00:35Espírito Santo.
00:37Eu olho cada caixinha para observar se está acontecendo alguma coisa errada.
00:44Senão, elas não vão render. E a colônia não rendendo o mel, fica defasada. Elas vão fazer o mel.
00:51O trabalho é feito junto com a filha. As duas fazem parte da cooperativa de agricultores indígenas Tupiniquim e Guarani
00:58de Aracruz, a Copiguá.
01:00E a deusilene ainda é técnica na criação das abelhas.
01:04Começou com 12 famílias, né? Em 2012, o projeto, com 24 colônias, rateadas em três aldeias.
01:11Hoje, já tem de 60 famílias.
01:14O Hervaldo acabou de fazer os cursos de capacitação. Está com cinco colônias e não vê a hora das abelhas
01:20se multiplicarem.
01:22O meu trabalho diário é trabalhar no quintal, trabalhar as plantas, né?
01:27Quando tem frutas, tem criações. E a abelha é mais uma alternativa de renda para mim.
01:34Cuidando direitinho, em um ano, a quantidade de colônias pode até dobrar.
01:38E com as abelhas trabalhando assim, nesse ritmo, a produção de mel só aumenta.
01:44As abelhas com ferrão têm algumas colheitas por ano, mas no caso das abelhas sem ferrão, a colheita é anual.
01:52E esse ano, 2021, houve um recorde.
01:56Foram colhidos 725 quilos de mel aqui nas aldeias indígenas de Aracruz.
02:02É o maior número desde 2012.
02:08A doação das abelhas e toda a orientação para o manejo são fruto de uma parceria com a maior produtora
02:15mundial de eucalipto para celulose,
02:17que tem uma das fábricas em Aracruz.
02:20O projeto, ele resgata e traz toda essa tradição indígena através da meliponicultura.
02:26Ele também traz a questão da geração de renda, então trabalha, né?
02:30Como é que faz esse incremento e também tem esse olhar para essas práticas ambientais, né?
02:36Então, de sustentabilidade, fecha esse ciclo aí do SG.
02:40E para ter renda, é preciso vender o mel retirado das colônias.
02:44As famílias armazenam nos tonéis, colocam nos potes e capricham na embalagem.
02:50Trabalho que a indígena Ana faz com prazer.
02:53A renda extra de 3 mil reais por ano é uma boa ajuda.
02:57Consegui mexer na nossa casa, né?
02:59A gente estava querendo, então com esse dinheirinho já veio para a gente reformar a nossa casa, né?
03:04Com a pandemia, ficou mais complicado vender os produtos, né?
03:07Porque as feiras e os eventos foram todos suspensos.
03:10E aí a cooperativa teve a ideia de começar a venda online.
03:13E foi criada a primeira lojinha virtual em agosto de 2021.
03:18Agora, ó, é de Aracruz para o Brasil todo.
03:22Para pessoas que não têm acesso, mas longe, está aí aberto todo o Brasil,
03:26quem quiser comprar, quem quiser conhecer o produto, conhecer a nossa história.
03:30Então essa ferramenta veio muito a agregar para a gente nesse momento.
03:33E não tem só mel, não.
03:35Os indígenas vendem ainda o pólen e a cera das abelhas.
03:39O mel tem alto valor de mercado, é menos doce e mais ácido.
03:44É, das colônias no quintal das aldeias indígenas,
03:47o mel das abelhas sem ferrão chega a pratos sofisticados no Brasil.
03:51E no caminho, ajuda a criar renda, aumentar o número de abelhas nativas
03:56e resgatar uma tradição cultural.
03:59Mas vocês podem abrir o peregrino e serviço de aqui.
04:03E vamos lá.
04:04Vamos lá.
04:04Música
04:05Ok
04:07Ya