00:03Todos os dias a dona Deus Edir confere de perto cada uma das 45 colônias de abelhas no quintal de
00:10casa.
00:10As mais fraquinhas até ganham uma alimentação reforçada com água, açúcar e limão.
00:15A indígena de 66 anos é criadora de abelhas sem ferrão na aldeia de Caieiras Velha, em Aracruz, norte do
00:23Espírito Santo.
00:24Eu olho cada caixinha para observar se está acontecendo alguma coisa errada.
00:31Senão elas não vão render. E a colônia não rendendo o mel que fica defasada. Elas vão fazer o mel.
00:39O trabalho é feito junto com a filha.
00:41As duas fazem parte da cooperativa de agricultores indígenas Tupiniquim e Guarani de Aracruz, a Copiguá.
00:48E a deusilene ainda é técnica na criação das abelhas.
00:51Começou com 12 famílias, né? Em 2012 o projeto com 24 colônias rateadas em 3 aldeias.
00:59Hoje já tem de 60 famílias.
01:02O Hervaldo acabou de fazer os cursos de capacitação.
01:05Está com 5 colônias e não vê a hora das abelhas se multiplicarem.
01:10O trabalho diário é trabalhar no quintal, trabalhar as plantas, tem frutas, tem criações.
01:17E a abelha é mais uma alternativa de renda para mim.
01:22Cuidando direitinho, em um ano a quantidade de colônias pode até dobrar.
01:26E com as abelhas trabalhando assim, nesse ritmo, a produção de mel só aumenta.
01:32As abelhas com ferrão têm algumas colheitas por ano.
01:35Mas no caso das abelhas sem ferrão, a colheita é anual.
01:39E esse ano, 2021, houve um recorde.
01:43Foram colhidos 725 quilos de mel aqui nas aldeias indígenas de Aracruz.
01:49É o maior número desde 2012.
01:55A doação das abelhas e toda a orientação para o manejo
01:59são fruto de uma parceria com a maior produtora mundial de eucalipto para celulose,
02:04que tem uma das fábricas em Aracruz.
02:07O projeto resgata e traz toda essa tradição indígena através da meliponicultura.
02:13Ele também traz a questão da geração de renda,
02:17então trabalha, como é que faz esse incremento.
02:20E também tem esse olhar para essas práticas ambientais de sustentabilidade.
02:25Fecha esse ciclo do SG.
02:27E para ter renda, é preciso vender o mel retirado das colônias.
02:31As famílias armazenam nos tonéis, colocam nos potes e capricham na embalagem.
02:37Trabalho que a indígena Ana faz com prazer.
02:40A renda extra de 3 mil reais por ano é uma boa ajuda.
02:45Consegui mexer na nossa casa, né?
02:47A gente estava querendo, então com esse dinheirinho já veio para a gente reformar a nossa casa.
02:51Com a pandemia, ficou mais complicado vender os produtos, né?
02:54Porque as feiras e os eventos foram todos suspensos.
02:57E aí a cooperativa teve a ideia de começar a venda online.
03:01E foi criada a primeira lojinha virtual em agosto de 2021.
03:06Agora, ó, é de Aracruz para o Brasil todo.
03:10Para pessoas que não têm acesso mais longe, está aí aberto todo o Brasil.
03:14Quem quiser comprar, quem quiser conhecer o produto, conhecer a nossa história.
03:17Então essa ferramenta veio muito a agregar para a gente nesse momento.
03:21E não tem só mel, não.
03:23Os indígenas vendem ainda o fólen e a cera das abelhas.
03:26O mel tem alto valor de mercado, é menos doce e mais ácido.
03:31É, das colônias no quintal das aldeias indígenas, o mel das abelhas sem ferrão chega a pratos sofisticados no Brasil.
03:39E no caminho ajuda a criar renda, aumentar o número de abelhas nativas e resgatar uma tradição cultural.
03:56E no caminho tudo deacă, é mais que nada, é mais que nada, é mais que nada, é mais que
03:57nada, é mais que nada, é mais que nada e a..
03:57A CIDADE NO BRASIL