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  • há 9 minutos
David Suel Souza Mariano, de 37 anos, foi assassinado em um bar em Vila Velha. David jogava sinuca na hora do crime e família acredita que ele foi morto por engano.

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Transcrição
00:00Dá o coração o sofrimento da mãe do motoboy assassinado a tiros em um bar nesse domingo lá em Vila
00:08Velha.
00:08Ela pede por justiça e acredita que o filho tenha sido morto por engano.
00:14Vamos ver a reportagem completa. Balança!
00:17O quadro na sala é a lembrança de uma criança feliz que se tornou um filho parceiro para todas as
00:23horas.
00:24David Suel Souza Mariano foi assassinado aos 37 anos quando jogava sinuca neste bar de Castelo Branco no último sábado
00:33em Cariacica.
00:34A dona Sueli é a mãe dele.
00:36Era por volta de 11 horas da noite, à meia-noite mais ou menos, eu estava em casa, sozinha.
00:44Aí teve um neto, veio um dos meus netos, né, para poder me dar notícia.
00:51Aí ele chegou e abriu a porta e falou, vovó, mataram meu tio, deram um tiro no meu tio David.
01:00Eu falei, como? Por que? Aonde? Calma, fala devagar.
01:05Ele falou, vovó, fui lá no ponto final.
01:07A dor de perder o filho divide o espaço com os questionamentos.
01:11Quem matou o David e por quê?
01:13Ele nunca brigou com ninguém na rua, nunca brigou, nunca ficou devendo dívida nenhuma, né, para ter motivo de alguém
01:24matar ele por causa de dívida, né.
01:28Então, eu acredito que não tinha motivo. E eu quero saber o porquê.
01:34Dona Sueli, a senhora acredita que o seu filho possa ter sido morto por engano?
01:38Sim, com certeza.
01:40A vítima era motoboy. Trabalhava o dia inteiro e quando chegava em casa, era os braços e pernas da mãe
01:46cadeirante.
01:47Segundo a família, David não tinha motivos para ser assassinado.
01:52Ele queria osso, ele adorava me beijar.
01:56Sempre que ele chegava, me dava um beijo na testa.
02:01E ele falava, vem aí, velho, como é que você está?
02:04Você está bem hoje?
02:06Aí, quando eu estava muito quieta, ele falava, mãe, o que você tem?
02:10Você está muito quieta.
02:14Aí, eu falava, nada. Às vezes, eu estava sentindo dor, né, por causa das pernas.
02:19Aí, eu falava, hoje eu não estou bem, não. Ele já tomou seu remédio?
02:23Eu falei, já.
02:25Então, tá bom. Aí, ele ia fazer comida.
02:27A dificuldade de locomoção por conta da estrutura da casa e a cadeira de rodas de Sueli não permitiram que
02:34ela acompanhasse o velório e enterro do filho de perto nesta segunda.
02:38Registramos a triste cena da mãe da janela de casa, presa na residência, desestabilizada, ao ver o corpo do filho
02:47seguir para o sepultamento.
02:56Minha vontade de pegar ele no colo e trazer para casa, porque ele me doeu muito.
03:04É um filho que eu criei há 30 e poucos anos, né?
03:09Eu venho agora a ser levada assim, como se fosse um cerro de lixo.
03:13Meu filho não era assim.
03:15Durante o velório de David, paira um sentimento coletivo, a dúvida.
03:21Todo mundo que veio aqui se despedir do motoboy está se perguntando por qual razão alguém teria tirado a vida
03:29de um trabalhador e um homem querido na comunidade de uma forma tão violenta.
03:34Além de chorar, resta para a mãe crer na justiça de que quem tirou a vida de David será punido.
03:41Eu não sei, mas eu queria que Deus mostrasse o que realmente e o porquê que isso aconteceu.
03:49Porque eu não quero perder meu filho assim, não.
03:52Sem motivo.
03:54Ele não fez nada com ninguém, eu tenho certeza.
03:58Ele foi enganado.
04:04Dona Sueli, eu confesso que eu não sei nem o que dizer para a senhora, para a família da senhora
04:09nesse momento, né?
04:11Porque, pelo pouco da experiência que eu tenho aqui apresentando o balanço, né?
04:17E o tempo que eu tenho como repórter, dificilmente uma mãe de alguém que não presta, a mãe de alguém
04:27que tenha um passado obscuro ou algo...
04:32Dificilmente a mãe vai botar a cara na televisão para defender um filho que não presta, né?
04:41Dificilmente.
04:42Apesar de que mãe é mãe, né?
04:44Independente do cara prestar ou não.
04:46Mas dificilmente a mãe que sabe que o filho é metido com coisa errada, ela sofre?
04:52Sofre, porque é mãe.
04:53Mas dificilmente ela bota a cara na televisão para poder pedir por justiça, falar, né?
04:59Ou a dona Sueli está enganando a gente aqui direitinho.
05:03O que eu não acredito, viu, dona Sueli?
05:06A senhora chora e a gente chora junto com a senhora.
05:10Apesar de não conhecer a família da senhora, né?
05:13Porque mãe é sempre mãe.
05:15Não tem jeito.
05:17A polícia vai investigar esse caso.
05:19A polícia vai apurar essa história e a gente vai acompanhar junto com a senhora.
05:25Dona Sueli, ajude!
05:26181 se você tem algum detalhe sobre esse crime.

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