00:00Meu nome é Arlan, sou morador de Aracruz e eu montei o pequeno comércio de água de coco
00:05em frente à Câmara Municipal de Aracruz há mais ou menos um ano.
00:10Montei no dia 10 de março do ano passado.
00:13Como todo microempreendedor, como todo empresário,
00:16vem enfrentando muitas dificuldades ao longo dessa pandemia.
00:21E logo no começo, quando eu montei minha barraquinha,
00:24sempre tinha um senhor que passava lá com o seu cachorro
00:26e pedia sempre uma água de coco para ele e uma para o cachorro.
00:30E ele pedia sempre que eu abrisse o coco que o cachorro gostava de comer a massa.
00:34Então sempre eu fazia dessa forma.
00:36Quando foi esses dias, foi sábado, sexta-feira,
00:40quando foi na sexta-feira, esse cachorro apareceu lá sozinho
00:43e ficou olhando para a barraca de água de coco,
00:46olhando para o copo de água de coco, olhando para mim, me rodeando,
00:50balançando o rabo, olhava para o coco, olhava para mim, olhava para mim, olhava para o coco.
00:53Então eu deduzi que ele queria uma água de coco.
00:56O que eu fiz?
00:57Abri um coco, tirei a água, coloquei no copo e dei para ele beber.
01:03Bebeu, como sempre fazia com o seu dono.
01:07Aí, não satisfeito, ficou olhando para o coco,
01:10abri o coco, tirei a massinha, rapei a massinha com a colher
01:13e deixei lá e ele comeu.
01:14Dessa forma, comeu três cocos.
01:15Só que dessa vez, o que me impressionou foi que ele foi lá sozinho.
01:18Ele chegou com uns dois reais na coleira, sem o dono.
01:21Entendeu?
01:22E aí, comeu água de coco, bebeu água de coco, comeu a massinha e foi embora.
01:27É isso aí, galera.
01:27Foi isso que aconteceu.