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  • há 10 minutos
Paciente oncológica, Elizabeth luta contra o câncer há 16 anos.

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Transcrição
00:00Já há 16 anos, quando eu descobri a primeira vez a doença, a minha filha tinha 3 anos de idade,
00:07eu estava com 37 anos, e aí foi em 2005.
00:12E quando foi feita a descoberta, o meu coração já estava no estágio metastático.
00:18Então eu já sabia que eu queria enfrentar uma grande vitória, várias vitórias.
00:25E durante esses 16 anos, eu só tive vitórias, mesmo estando com câncer metastático.
00:32Quantas metástases você teve de lá pra cá?
00:34Olha, eu tive 6 recaídas.
00:37Nessas 6 recaídas, em várias partes diferentes do corpo.
00:41Mas todas as vezes que as medicações eram protocoladas pelo meu avogismo clínico,
00:49todas as lesões eram reduzidas.
00:51Então, eu já perdi o cabelo 3 vezes, pra você ter uma ideia, Bianca.
00:55E todas essas 3 vezes, quando fizeram os exames de imagem,
01:00já haviam só sombras do que eram as lesões cancerosas.
01:05E isso eu acho que deve à fé, primeiro, que eu tenho muito grande,
01:10na ciência e em Deus,
01:12na fé que eu tenho e na esperança de vencer sempre,
01:16e não deixar a doença descontrolada.
01:20Porque o câncer, se você não tratar a tempo,
01:24ele descontrola.
01:25Porque são as suas próprias células que estão se transformando.
01:29Eu nunca deixo isso.
01:31Então, quando eu faço as imagens e já detecta que aumentou a lesão,
01:35imediatamente mudamos o protocolo e eu sigo.
01:38Você falou que não é uma luta contra o câncer, né?
01:41Não é uma luta. Por quê?
01:43Se a gente encarar o câncer como uma luta,
01:47eu vou estar lutando contra as minhas próprias células.
01:50Não é uma luta, não é uma batalha inteligente.
01:53Então, eu tenho que vencer essas células cancerosas.
01:57Não é uma opção.
01:57Não é uma opção lutar.
01:59O câncer, o diagnóstico, ouvir o diagnóstico de câncer,
02:04deve ser muito assustador e doloroso no momento.
02:10Mas existe...
02:11Não é uma sentença, né?
02:12Existe esperança.
02:13Sim, existe esperança.
02:14O quanto é que eu ouro, eu não vou falar.
02:16Quando o médico se vê, eu digo,
02:18nossa, Bianca, foi difícil.
02:20A gente sofre, não vou mentir até o final.
02:23A gente chora.
02:24A gente quer ter angústias.
02:26Porque até Jesus Cristo sentiu angústia, né?
02:30Mas você vê que você tem tudo que o universo é a ponte.
02:34E eu tinha e tenho duas missões.
02:38E eu tinha uma criança a me esperar.
02:41Então, para ela, para essa criança que tem de mim e pelos missões,
02:46eu decidiria sim.
02:48E venço todas as pessoas.
02:51Inacreditávelmente.
02:53É...
02:54Pode falar.
02:54E isso fica de lição para as pessoas que estão agora, nesse momento,
03:00vítima de pandemia,
03:02recebendo seus diagnósticos,
03:04que não desanimem.
03:06E recebam, que acompanhem, façam o seu tratamento,
03:10ganhem adequado com seus oncologistas,
03:13sigam os protocolos,
03:14e tudo dará certo no final.
03:18Como está falando comigo.
03:19Amém.
03:20Quando a gente marcou a entrevista,
03:22você falou que queria conversar comigo na praia.
03:25Porque é um ambiente que você se sente bem,
03:28que você olha.
03:30E o que que estar aqui hoje,
03:33vendo o mar,
03:34ouvindo o barulho do mar,
03:35sentindo o vento,
03:36o que que isso significa?
03:38O que que isso representa para você?
03:39Representa para mim a vida em abundância.
03:42Que a vida da gente,
03:43ela tem que ser vivida em cada momento,
03:46em cada segundo,
03:47pensando no dia de hoje,
03:50esquecendo os problemas de ontem,
03:51e fazendo planos para o amanhã.
03:54Então, quando eu vejo o mar,
03:55eu planejo coisas bonitas,
03:57porque eu tenho coisas a realizar ainda.
04:00E eu vou realizar.
04:01E essa força, e essa coragem,
04:04essa esperança na realização,
04:06é que traça essa alegria de viver a cada dia.
04:12Ainda que queria falar com o possa.
04:13Não cheio.
04:14Obrigado.

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