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  • há 11 minutos

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Transcrição
00:00É, eita, gente, me deu um branco, o que eu ia fazer agora?
00:04Gente, eu esqueci, o que eu ia fazer? Já aconteceu isso com você aí de casa?
00:09Meu Deus, gente, que agonia!
00:11Olha, se essa cena já aconteceu com você, por um acaso, você aí de casa está esquecido
00:17durante esse período de pandemia, saiba que você não é o único não, tá bom?
00:21Você não está sozinho, inclusive, esse tem sido um assunto de várias pesquisas,
00:27em vários países, sobre esse esquecimento, principalmente nesse período de pandemia.
00:32Mas e aí? Até que ponto, gente, esquecer o nome, esquecer um detalhe, isso é normal?
00:38Quando será que o esquecimento se transforma num problema, em algo mais grave?
00:43Bora bater um papo sobre isso?
00:44Aqui no estúdio, a gente recebe a neurologista Su Yang, ela entende tudo sobre esse assunto,
00:51vai te deixar calminha, calminha aí do outro lado, não é situação desesperadora, calma lá.
00:56E a gente também recebe a Fabíola dos Santos, que assume, que também é bem esquecida,
01:01a gente tem algo em comum, né, Fabíola, e você?
01:04Sim, eu sim.
01:05Boa tarde, obrigada pela presença de vocês.
01:08Que tipo de esquecimento você tem?
01:10A gente, no meu caso, eu tenho diariamente, né, devido à minha rotina de trabalho, entendeu?
01:15Então, às vezes, um funcionário fala para mim um exemplo, né?
01:18Ah, Fabíola, eu estou precisando disso.
01:20Aí eu peço, anota, senão eu esqueço.
01:23Tem que anotar.
01:24Tem que anotar, porque senão passa despercebido.
01:27E acontece isso várias vezes ao longo do dia?
01:29Várias vezes ao longo do dia.
01:31E você trabalha muito?
01:32Tem uma rotina puxada?
01:33Tenho, puxada.
01:34Eu tenho duas lojas, duas pizzarias, entendeu?
01:37Então, quer dizer, a minha rotina é muito intensa.
01:41Já deixou para trás coisas importantes?
01:43Já, já.
01:44Tipo o quê?
01:44Tipo assim, faltar um camarão na noite, entendeu?
01:49Por falta de atenção minha, o funcionário tem me falado e eu esquecer.
01:54Gente, assim como a Fabíola, eu tenho certeza que você aí de casa já passou por algum esquecimento.
02:00Vamos conversar aqui com a doutora Suyang.
02:02Doutora, por que a população está tão esquecida assim?
02:07Boa tarde.
02:08Então, na pandemia especificamente é por falta de estímulo, né?
02:12As pessoas são menos estimuladas.
02:15Agora, de um modo geral, existe uma queixa muito frequente de pacientes jovens queixando esquecimento.
02:20Mas isso, eu falo que não é esquecimento, porque para a formação da memória é necessário que haja concentração.
02:27Então, se você faz as coisas na pressa, no automático, você não vai ter concentração e, consequentemente, você não vai
02:34ter memória.
02:35Então, uma coisa é o esquecimento, outra coisa é a concentração.
02:39Exatamente.
02:39Pelo que a Fabíola está falando aí para a gente, o caso dela é o quê?
02:42Falta de concentração.
02:44Falta de concentração.
02:45A partir de qual momento que a gente começa a perceber que é esquecimento e isso pode estar até mesmo
02:51se agravando?
02:52Então, isso mais pela idade, porque a gente vai pensar em Alzheimer com mais de 60 anos, né?
03:00Existe Alzheimer aos 50 anos?
03:02Existe.
03:03Mas aí é a forma genética que, graças a Deus, é rara.
03:06E aí você vai ter histórico na família, né?
03:08Pai ou mãe, tio, tia, avô, avó, toda geração tendo dois, três casos de Alzheimer.
03:15E aí, cada geração que passa, aí a idade de início fica mais precoce, né?
03:20Fora isso, de forma rotineira, na idade dela, que é muito jovem, a gente não pensa em Alzheimer, não pensa
03:27em doenças degenerativas nem nada.
03:29Mas quando é um esquecimento, a pessoa não tem um outro motivo.
03:33Está dormindo bem, a vida não está apressada, não tem nenhum fator psicogênico, uma depressão, um bloqueio emocional que possa
03:40justificar,
03:41na dúvida é bom consultar um neurologista, né?
03:44E as perdas de memória agudas, quer dizer, eu estava bem, aí há três dias eu estou esquecida.
03:50Então, tem que ver se não é alguma inflamação no cérebro, né?
03:53E tem que ver se nesses três dias a pessoa também não está numa rotina atípica, né?
03:57Também, também.
03:58Que é um fator que, às vezes, pode causar um estresse maior na gente.
04:01Isso aí.
04:02Interferir nessa memória.
04:03Com certeza.
04:03Um esquecimento, já aprendi.
04:05Isso aí.
04:06Agora, nesse momento que a gente está vivendo, de pandemia,
04:08a gente escuta que muitas pessoas que tiveram Covid, né?
04:13Tem se queixado aí que uma das sequelas da doença é o esquecimento.
04:17É o caso aí da empresária, Ed Paula, que ela participa com a gente ao vivo aí pela internet.
04:22Boa tarde, Ed.
04:23Obrigada pela sua participação.
04:25Conta aí pra gente.
04:26Boa tarde.
04:26Você teve Covid e percebeu essa sequela?
04:31Então, Roberta, é assim, eu percebi, sim.
04:34E muito forte, né, com o pós-Covid, logo quando eu voltei a trabalhar,
04:41que a gente ficou aquele período isolado.
04:43Então, assim, quando eu voltei, é mínimo detalhe, tipo,
04:47como que eu vou tirar essa nota?
04:49Como que finaliza isso?
04:50Eu tinha que parar, forçar bem.
04:52Não era algo, às vezes, da correria, né?
04:57Rotineiro, assim, de esquecimento.
04:58É uma coisa que eu sempre soube fazer e que parece que deu um apagão, sabe?
05:04Gente, eu tô aqui, Ed, chocada com o que você tá falando.
05:08Doutora...
05:08Tipo, né, uma coisa rotineira que a gente sempre faz, né?
05:12Tira aquela nota fiscal, né, aqui da loja.
05:15Então, assim, logo após, eu acho que eu fiquei, sim, mas...
05:18Aqueles três primeiros meses foi aquelas sequelas ainda que foram aparecendo, né?
05:24Questão de olfato também demorou bastante a voltar, né?
05:29E...
05:30Ai, tá chegando mensagem aqui, gente.
05:32Desculpa.
05:33Mas, assim, a parte do esquecimento foi o que mais me chamou...
05:36Do esquecimento, não.
05:37Não sei se é o esquecimento ou a memória.
05:39Essa parte, eu acho que foi a que mais me chamou atenção, assim.
05:42Porque olfato e paladar, ele voltou bem, tipo, com uns 20 dias, a um mês, já tava 100% praticamente.
05:49E a memória demorou um pouco mais pra voltar?
05:54Então, Roberta, eu acho que ficou, assim, uns três a quatro meses, né?
05:58Claro que a gente tá vivendo também, eu acredito que ainda seja até uma sequela pra todo mundo, né?
06:05Até quem pegou, não.
06:06Mas a gente tá vivendo momentos emocionais, assim, né?
06:09Uma...
06:10Uma...
06:10Como é que fala?
06:11Uma montanha russa.
06:12A hora tá bem, a hora não tá.
06:13O emocional da gente.
06:14Então, além dessa questão aí, né?
06:18A gente comerciante, não tá sendo fácil, né?
06:21Durante essa pandemia.
06:22Mas eu percebi que essa perda de memória aí de fazer coisas rotineiras, tipo, como que faz isso mesmo, né?
06:30Como que faz isso aqui, gente?
06:31Me ensina aqui de novo, porque eu não tô.
06:34Me deu um branco.
06:35Então, é isso aí.
06:36Eu acho que ficou uns quatro meses, mais ou menos, assim.
06:39Aí eu não sei se foi esse turbilhão de coisas, né?
06:43Que a gente vem passando, ou se foi algo relacionado à Covid.
06:47Deixa eu perguntar, então, exatamente isso aqui pra doutora Suyang, Edipaula.
06:52Eu tô aqui chocada com o que eu tô ouvindo dela.
06:55Eu também tive Covid, só que na época eu tava grávida e a gravidez por si só já é um
06:59esquecimento, a gente sabe.
07:00Então, pra mim, confundiu tudo.
07:01Agora, a esse ponto, doutor, é possível com que a Covid, ela desenvolva exatamente essa sequela, a esse ponto de
07:10esquecimento?
07:11Sim, temos muitos relatos de queixo de esquecimento pós-Covid, mesmo leve.
07:16Mas é porque o Covid, ele realmente atinge o sistema nervoso central, né?
07:20Através da via respiratória.
07:22Tem uma comunicaçãozinha lá no finalzinho da cavidade nasal, que a gente chama de bubo olfatório.
07:27Ele entra pelo bubo olfatório e ali ele atinge o cérebro.
07:30E ali ele pode provocar esquecimento, né?
07:33Ele pode... Mas, na verdade, é mais uma falta de concentração.
07:37É uma queixa... Se você olhar e perguntar, inquirir o paciente, é mais uma perda de concentração e, consequente, esquecimento.
07:45E é muito frequente, pode durar mais seis meses.
07:48O dela foi mais rápido, mas tem gente que tá mais seis meses.
07:51E isso é reversível?
07:53Em tese é, né?
07:54Agora, eu tô com pacientes que tiveram há dez meses e ainda estão esquecidinhos.
07:59Então, como é uma doença nova, a gente ainda tá acompanhando esses casos.
08:03Olha, gente, aqui no Facebook, tá tendo, assim, uma enxurrada de mensagens.
08:08Várias pessoas falando que são esquecidas.
08:11Tem aqui a Adriana Moreira falando que tem 52 anos.
08:15E, às vezes, eu lembro do rosto da neta, mas esquece o nome.
08:19E isso é horrível.
08:20Por exemplo, a minha sogra confunde, troca o nome das netas dos filhos.
08:24Isso é normal?
08:25Pode ser normal.
08:26Agora, se tiver mais de 60 anos e, além disso, tiver outros sintomas, tá repetindo a mesma história várias vezes,
08:34né?
08:34Tá queimando a comida mais do que o normal, né?
08:36Algumas mulheres já queimam de base.
08:38Mas se tá uma coisa fora do normal, é bom procurar um geriatra ou um neurologista.
08:43Fabíola, você que tem pizzaria.
08:45Pizzaria.
08:46Já aconteceu, de repente, queimar alguma comida, né?
08:50Não sei se você vai pra parte ali mesmo, coloca a mão na massa, mas já aconteceu com você?
08:55Sim, já aconteceu.
08:57Por conta de esquecimento?
08:58Por conta de esquecimento.
08:59Na correria ali, né?
09:01Você coloca uma coisa aqui, outra ali, aí você vai pro outro e esquece o outro.
09:05Entendeu?
09:06Qual foi o maior prejuízo que já te aconteceu por conta de esquecimento?
09:09Você lembra?
09:10Não, não recordo.
09:12Ou seja, esqueceu.
09:13Esqueci.
09:14Né?
09:14Esqueceu.
09:16Agora, doutora, é certo que vai chegar o momento da nossa vida e a gente vai ter aí uma sequela
09:24de esquecimento conforme a idade?
09:27Sim, é normal algum esquecimento.
09:30Existe uma condição chamada transtorno cognitivo relacionado à idade.
09:34Então, isso vem normalmente com envelhecimento.
09:37Mas a gente pode ter estratégias pra minimizar isso, né?
09:42Certo, agora, independente da idade, o que a gente fez?
09:46Nós fomos até a rua pra saber se as pessoas estão esquecidas.
09:50E aí a gente abordou jovem, a gente abordou idoso, ainda mais com a pandemia, né?
09:54Então, vamos conferir as respostas?
09:56Olha aí.
09:57Ah, eu tenho ficado mais esquecida na pandemia.
10:00Coisa de rotina do dia a dia em casa.
10:03A máscara, por exemplo, tá esquecendo.
10:05Acaba que parece que tem mais preocupações, mais coisas agendadas, né?
10:10Pra resolver.
10:11Já esqueci de levar minha marmitex pro trabalho.
10:15Meu lanche, no horário de lanche, assim, às vezes eu esqueço em cima da pia, na correria do dia a
10:21dia.
10:23Sim, esqueço. Principalmente pra pagar dívidas.
10:26Tô com 83 anos, eu esqueço tudo.
10:28Rapaz, outro dia eu esqueci o carro, fui na padaria.
10:32Eu tinha o costume de bicicleta, né?
10:34Esse dia eu fui a pé, fui de carro, esqueci a bicicleta lá, voltei pra casa a pé.
10:41Achei que ia dar um tardo, cadê o carro?
10:43Onde que?
10:44Voltei pra ir buscar o carro.
10:45Bem esquecido, eu sou.
10:46Esqueceu de fazer alguma coisa hoje, por exemplo?
10:50Hoje? Não, hoje ainda não.
10:55Pois é, gente.
10:57Olha esse caso aí do colega que foi pra padaria de carro, esqueceu que tinha ido pra padaria de carro
11:02e, na verdade, acabou esquecendo do carro, deixou pra trás.
11:06A gente vê que pode trazer prejuízos pra nossa vida, né?
11:10Até mesmo você disse da panela.
11:11É comum, né, doutora?
11:13Uma panela ser esquecida no fogo e isso pode incendiar uma casa?
11:16Pode, é perigoso.
11:17É, assim também, eu já ouvi relatos de pessoas que estavam no trânsito e esqueciam pra onde ia.
11:23Isso pode até mesmo causar um acidente.
11:25É, esse aí precisa de neurologista.
11:27É um caso certo que precisa?
11:29É, esse precisa.
11:30Olha só.
11:31Agora, doutora, existem alimentos que podem ajudar a gente a trabalhar a memória, exercitar isso? Existe?
11:39Sim, com certeza.
11:40A alimentação junto da atividade física aeróbica é extremamente importante na prevenção de doenças como Alzheimer e melhorar a memória.
11:47Então, tudo que for pesado é ruim.
11:49Por exemplo, carne vermelha.
11:50Então, peraí, vamos fazer o seguinte, ó.
11:51A gente separou aqui na nossa bancada, ó, alguns alimentos que você aí de casa, que é importante você consumir,
11:59tá?
12:00Pra prevenir aí essa falta de memória, o esquecimento.
12:03Então, doutora, por gentileza, vem aqui na bancada junto com a gente.
12:07Vamos manter o distanciamento aqui, mas fala pra gente um pouquinho sobre esses alimentos.
12:13Então, a carne vermelha, ela não é interessante porque ela dificulta a digestão, todo o sangue que iria pro cérebro
12:19vai pro estômago, pro intestino.
12:20É um alimento inflamatório, é ruim pro intestino e é ruim pro cérebro.
12:24Tudo que é ruim pro intestino é ruim pro cérebro.
12:26O que é bom?
12:27Dieta mediterrânea, à base de peixes, ricos em ômega 3, né?
12:31Então, a gente tem a sardinha, o salmão, temos o atum.
12:35Mostrar aqui pro pessoal de casa.
12:36Isso, né?
12:37Então, a sardinha, que é um peixe super em conta, né?
12:40Que a gente encontra aí no mercado, o atum também, enlatado, pode...
12:43É, enlatado se for, fresco é melhor, né?
12:46O fresco é melhor.
12:47Mas se tiver caro, aí vai pra sardinha, então, por exemplo.
12:50Pode ser a sardinha, aí você tem como fazer sardinha em conserva em casa, é super fácil, na panela de
12:54pressão, né?
12:54Aqui a gente tem também o pescado também, pescadinha também.
12:58Pescadinha, ó, peixe, de um modo geral, é bom, tá?
13:01Os melhores são esses que eu falei, mas peixe, de um modo geral, é bom, ok?
13:05É, castanhas, né?
13:08Então, aqui a gente tem macadâmia, nozes, castanha do Pará, castanha de caju, é, semente de girassol, são excelentes porque
13:17são antioxidantes naturais.
13:19Então, fazer esse mix, é bom consumir esse mix?
13:21Muito bom, fora que é low carb, né?
13:25Faz bem pra saúde como um todo, né?
13:26Exatamente, exatamente.
13:28Linhaça é bom no alimento, tá?
13:31Carboidratos em excesso, não é que não pode, né?
13:34A gente pode degustar uma pizza, a gente pode degustar um churrasco de vez em quando, mas tudo com moderação,
13:41tá?
13:41Agora, esses alimentos são conhecidamente antioxidantes, eles devem ser usados sem parcimônia, com exceção da castanha do Pará, que ela
13:48tem um limite, né?
13:49Ela tem muito selênio, pode fazer mal, pode intoxicar.
13:52E um alimento típico do brasileiro, tenho certeza que isso aqui não deve faltar aí na sua casa, que é
13:59o feijão.
13:59E se faltar, daqui a pouco a gente vai ter uma pauta sobre solidariedade, continue ligadinho.
14:03O feijão também é um alimento que pode ajudar a gente a prevenir?
14:07Isso, o Brasil, ele tem essa vantagem, ele tem na sua alimentação básica o arroz e o feijão.
14:13Que é, o feijão é muito, o arroz não, mas o feijão é muito importante na prevenção do Alzheimer, ele
14:20tem alimentos antioxidantes naturais.
14:22Então, ó, a gente passou aqui um cardápio bacana, com preço acessível pra você aí de casa, consumir que vai
14:27ajudar na memória.
14:28Obrigada, doutora. Vamos voltar ali pra nossa poltrona.
14:32E você, Fabiola, sabia? Você tinha um conhecimento desses alimentos?
14:36Não, não tinha. Fiquei sabendo agora.
14:39Olha só. Doutora, e tem algum exercício também que a gente pode fazer pra estimular a memória, já que você
14:46falou que às vezes é até a mesma falta de estímulo, né?
14:49Exato. Então, tem os exercícios pra memória mesmo, palavra cruzada, sudoku, mas esses exercícios, eles só trabalham o lado esquerdo
14:57do cérebro.
14:58Então, é bom, há o que trabalha o lado direito.
15:01Culinária, você aprender, a gastronomia de um modo geral, você aprender a fazer receitas diferentes do seu dia a dia,
15:08isso é importante, né?
15:10Eu oriento as minhas pacientes idosas, ó, vamos fazer um arroz de uma fonte diferente, aprende a fazer um risoto,
15:15né?
15:16Ah, então, a minha amiga, o Fale Espírito Santo é muito além do que você imaginava, é a solução dos
15:21seus problemas, que a gente ensina todo dia uma receita nova aqui.
15:24Exatamente. Se todo mundo fizer uma receita diferente, que aparecer aqui, já tá prevenindo Alzheimer.
15:30Então, trabalhar o lado direito, que é música, né? Aprender músicas diferentes, canções novas, nem que seja só o refrão.
15:39Dança, trabalhar todas as áreas do cérebro, então tem que usar os dois hemisférios.
15:45Então, ó, dançar, cantar, cozinhar, tudo que faz bem pra gente, né? Que a gente já gosta de fazer, pode
15:51fazer à vontade mesmo em casa, né?
15:53Exatamente. E às vezes também você pegar um caminho diferente pro trabalho, se você tá de carro ou de ônibus,
15:59um dia que tiver sem muita pressa, né?
16:02Claro, você tentar fazer um roteiro diferente, escovar os dentes com a mão esquerda pra quem é destro, né?
16:08Tentar fazer coisas, sair da rotina, isso tira o cérebro daquele lugar comum, né? Ele tira da zona de conforto.
16:16Sair do automático.
16:17Sair do automático.
16:18É isso, né? Você, Fabiola, já se estimulou, assim, já tentou sair do automático também? Escovar o dente com a
16:27outra mão?
16:28Não, não, ainda não.
16:29Ainda não, tá vendo? Mas é uma atitude simples que pode começar a estimular seu organismo.
16:34Deixa eu voltar com a Edipaula, empresária que tá participando com a gente aqui pelo Skype.
16:38Edipaula, você, o que você tem feito pra tentar estimular seu cérebro, né?
16:44Até mesmo pra sair dessa zona de conforto, que é o que a doutora tava falando aqui com a gente.
16:49Olha, Roberta, uma coisa que até mesmo quando eu estava em isolamento, assim, eu voltei a ler, sabe?
16:55Eu tava meio relaxada pra leitura.
16:57Então, assim, é que eu tive a Covid, né? Pra ter ser positivo em novembro.
17:02Então, desde então, quando eu fiquei trancadinha no quarto, sem ver meu filho e meu marido,
17:08então eu já comecei ali a estimular mais a leitura, né?
17:13Porque eu tava bem paradinha, então, assim, pra mim foi até bom.
17:17E voltei meus treinos, né? Meus treinos de academia depois que eu passei aquele cansaço,
17:23aquela coisa, aquele mal-estar, né? Depois que já estava liberada, eu voltei aos meus treinos.
17:30Ainda tô meio devagar, mas a gente tá tentando.
17:33Doutora, ela tá no caminho certo? Leitura e atividade física?
17:36Tá certíssimo.
17:38Até porque, ó, quando a gente lê, a gente estimula não só o nosso cérebro, né?
17:42Naquele momento da leitura em si, mas também contar a história também deve ser importante, né?
17:48Muito bem, você já pode ser neurologista.
17:50Olha, gente, aqui no Facebook, a gente tem aqui várias participações.
17:57Tem aqui a Selma, por exemplo, que tá falando, meu esposo está esquecido, mas também já não enxerga bem.
18:03Aí, de repente, tem que analisar até a idade, né?
18:05Fazer um acompanhamento também com o geriatra, é importante, doutora?
18:08É importante a partir dos 40 anos, né? Já vai fazendo exames.
18:12Uma coisa importante ressaltar é que a perda auditiva, ela piora a memória.
18:17Não é só porque não escuta bem, a falta de estímulo auditivo também ajuda a piorar a memória.
18:22Então, se tiver algum déficit auditivo, que é comum nos idosos, isso deve ser corrigido.
18:28A Rosa e Silva Conceição, ela tá perguntando se, por causa do esquecimento, pode causar vistas escuras.
18:36Acontece? Tem associação?
18:37Não, não. É uma coisa, é a vista escura, tem que procurar por quê, e outra coisa é esquecimento.
18:44Olha, a Sirlene tá perguntando, tem três dias que eu anotei um número de telefone,
18:48ontem eu procurei e não achei até hoje, eu anotei um caderno.
18:53Que desespero, né? Por que a gente fica desesperado assim?
18:55A gente tem medo do que pode vir, que a gente sabe aí, por exemplo, que o Alzheimer,
19:00que até então é irreversível, doutora? Esse é o medo da população?
19:04Esse é o medo, mas as pessoas têm que... é isso que eu sempre falo para os pacientes.
19:08Olha, você tem que parar de fazer as coisas no automático, porque se a gente faz as coisas no automático,
19:12você não presta atenção no que você tá fazendo, então você não...
19:15Ela escreveu o número de telefone em algum lugar, no automático, e agora ela não lembra por quê,
19:20porque o cérebro nem tomou conhecimento daquilo.
19:23Ó, o Carlos Costa tá falando, boa tarde, hoje aconteceu comigo, fui sair de casa para ir ao banco pagar
19:28uma conta
19:29e no ônibus lembrei, uai, cadê o dinheiro para pagar a conta?
19:33Nossa, deixei em casa. Gente, acontece muito isso, né? Vai sair para fazer algo e deixou pela metade.
19:41Inclusive, isso me fez lembrar a minha filha, ela tem cinco óvios, criança, também é muito esquecido.
19:47Isso é normal, doutora?
19:49Não é, não é normal, mas eu volto à questão do déficit de atenção, né?
19:54Porque tem que ver também que na época dos nossos pais e avós, eles tinham muito pouca coisa para fazer,
19:59né?
19:59Nossas mães, qual era a atividade delas? Elas não pegavam carro, elas não tinham que pagar boleto,
20:05tudo era trabalho muito simples, então as pessoas não esqueciam, porque botava sentido nas coisas.
20:11Hoje não, hoje ao mesmo tempo que você tá aí, né, conduzindo a entrevista, você tá olhando no Face,
20:16você tá pensando na sua filha, você tá vendo, peraí, hoje à noite eu tenho que fazer tal jantar,
20:20então isso tudo tem um preço.
20:22Então, peraí, será que a gente não tá dando conta de tudo que a gente tem pra fazer?
20:27Seria isso? Será que é a hora da gente também dar uma freada?
20:30Bingo, isso mesmo.
20:32Olha aí, você tá aqui como exemplo disso, né? Sua vida é corrida, né, Fabiola?
20:37Muito corrida, muito corrida.
20:39E você utiliza tudo isso, assim, WhatsApp, celular, tá trabalhando, tá pensando nos filhos, na família e assim?
20:46Isso aí, dirigindo, falando, respondendo mensagem, falando com o conhecedor.
20:50É um perigo, não pode.
20:52Mas a minha rotina é essa.
20:54Se não for assim, não funciona?
20:55Se não for assim, não funciona, não dá conta.
20:57Agora, uma pergunta que uma vez, eu já entrevistei a doutora Suyang e ela já falou pra mim sobre isso,
21:02por isso que eu sei.
21:03Como é que tá o seu sono?
21:06Nossa, nem fala.
21:08Nem fala, né?
21:09Muito pouco, muito pouco.
21:09Doutora, o sono é muito importante, né?
21:12Olha, você tá melhor que meus alunos, tá?
21:16Exatamente, o sono é fundamental.
21:18Não adianta você querer tomar vitamina pro cérebro, tomar ritalina, se você dorme mal.
21:23Você tem que dormir bem.
21:24Tudo começa com uma boa noite de sono, na quantidade e na qualidade.
21:27Olha, eu tô besta, você falou que é esquecida, você não é.
21:31Tá certo, gente.
21:32Muito obrigada pela participação de vocês.
21:34De vocês que estão em casa também aqui no Facebook, foi show de bola a participação.
21:38Edi Paula, um beijo pra você também.
21:40Obrigada pela participação aqui no Fala Espírito Santo, tá bom?
21:43Obrigada pela participação aqui no Fala Espírito Santo, tá bom?
21:43Então, vamos lá.

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