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  • há 12 minutos
Espírito Santo é o terceiro estado com maior redução na taxa de homicídios do país. Mas a taxa de mortes por arma de fogo ainda é maior que a média nacional, segundo o Atlas da Violência de 2018.

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Transcrição
00:00De segundo estado mais violento do país para a 16ª posição.
00:05No intervalo de 10 anos, de 2008 a 2018, o número de homicídios diminuiu no Espírito Santo.
00:12Foi o que apontou o último Atlas da Violência, divulgado esta semana.
00:16O estado foi o terceiro do país entre os que tiveram maior redução nas mortes violentas.
00:22Queda de 22%.
00:23Se há motivos para comemorar, também ainda há muito o que fazer.
00:28Enquanto houver uma morte, não há o que se comemorar.
00:31Tem muita coisa a ser feita, sim.
00:34Ao mesmo tempo que o estado coloca o olhar sobre essa questão com o seu programa,
00:39o estado presente, é importante que da mesma forma os municípios se atentem para isso.
00:44Nós precisamos investir na educação, nós precisamos investir na qualidade de vida das pessoas que residem
00:49nesses locais de vulnerabilidade social.
00:52Precisamos resgatar muito o valor da família.
00:54Em 10 anos, também houve queda no número de jovens assassinados no estado.
00:59Mesmo assim, os homicídios continuam sendo a principal causa de mortalidade na faixa etária entre 15 e 29 anos.
01:08A violência contra negros seguiu a tendência de redução.
01:12No entanto, caiu menos do que a taxa de homicídios contra brancos.
01:16Para esta historiadora, no Espírito Santo, a visão da sociedade é de que a vida negra vale menos.
01:23Nós ainda somos mais de 75% das mortes.
01:28Isso significa dizer que a gente vive o que a gente chama no círculo palmarino de uma faxina étnica.
01:36A banalização da nossa morte.
01:39Como que o corpo negro caído no chão é comum para a nossa sociedade.
01:45Ainda que os índices apontem uma queda na violência contra a mulher no estado nesses 10 anos,
01:51a taxa de homicídios por 100 mil mulheres é maior do que a média nacional.
01:57E mais uma vez, as negras são as principais vítimas.
02:01Oito em cada dez mulheres assassinadas eram negras.
02:05Para a coordenadora do Fórum Nacional de Mulheres Negras, é preciso olhar para os números com atenção.
02:11Além de não reduzir, não manter o nível, nós tivemos um aumento do que diz respeito à população negra.
02:21E isso demarca a ausência de políticas públicas afirmativas para pensar as periferias, a juventude negra, as mulheres negras.
02:32A taxa de mortes por arma de fogo também ficou acima da média nacional no ano de 2018.
02:38Armas de fogo ilegais colocadas no tráfico de entorpecentes exatamente para que eles se rivalizem.
02:45Então, diante de qualquer anomalia, diante de qualquer discussão, diante de qualquer indiferença dos integrantes de uma organização criminosa com
02:54outras,
02:55imediatamente isso é resolvido com o fator morte.
02:57De acordo com o secretário de segurança, os dados de 2019 são mais animadores.
03:03No entanto, em 2020, houve aumento no número de homicídios.
03:08Aumento este que chegou em março, com uma diferença realmente muito grande em relação a 2019.
03:14Foram 142 homicídios contra 86 em 2019.
03:19Chegamos em julho com 69 homicídios.
03:24Então, retomamos a um patamar similar de 2019.
03:27Em um ponto, especialistas e autoridades de segurança concordam.
03:32Não se trata de investir apenas nas forças policiais, e sim em ações sociais.
03:38Políticas e afirmativas, do adeiro da educação infantil, a história e cultura africana, a história e cultura afro-brasileira,
03:48demarcar os personagens negros, os personagens negros, conhecer a história da África enquanto continente riquíssimo.
03:56O que a gente precisa é de investimento efetivo em políticas públicas que garantam o mínimo para essas populações.
04:04A gente precisa que a escola chegue com mais qualidade.
04:07A gente precisa entender que a cultura e a juventude não são um problema.
04:13Obrigada.
04:13Obrigada.
04:13Obrigada.
04:14Obrigada.
04:14Obrigada.

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