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Médica explica a importância de respeitar o isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus
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00:00Hoje eu recebo a médica pneumologista, doutora Cileia Martins.
00:03Boa tarde, doutora Cileia, bem-vinda ao Fala Espírito Santo.
00:07Mostramos aí ao vivo a situação em Cariacica, muita gente nas ruas,
00:11várias pessoas circulando, saindo de casa, quando a orientação exatamente contrária, né doutora?
00:17É, o que a gente tenta mostrar para as pessoas, né, que eles talvez ainda não perceberam,
00:21é que nós estamos numa terceira guerra mundial, porque é aquela guerra que você tem um inimigo,
00:26que você não vê esse inimigo, e esse inimigo vai atuar sobre você, vai destruir o seu organismo,
00:31vai provocar uma reação inflamatória, vai provocar uma reação imunológica,
00:36onde você se torna inimigo de você mesmo, porque é ser tão agressivo que ele te agride e faz você
00:41agredir você mesmo.
00:42Então, se as pessoas não tiverem um pouquinho mais de controle, esperar mais um pouco,
00:46porque quanto menos pacientes a gente tiver que internar em UTI, significa que a nossa curva está se estabilizando.
00:52Porque ter a doença, muitos vão ter, mas o ideal é que essa doença venha, mas as pessoas tenham a
00:57chance de ter cura.
00:58O grande problema é que a maioria das vezes as pessoas acham que como está demorando essa curva,
01:03começa a se liberar para sair, abraçar, tomar cerveja, e não tem como.
01:07Pois é, a gente está aqui com a transmissão ao vivo no Facebook, Laís Oliver falando,
01:11ai meu pai, a mulher passou tranquila, com um pequenininho, sem máscara, sem nada, foi na imagem.
01:16Também me chamou a atenção, Laís, a imagem, enquanto o Moreno estava lá ao vivo no expedito do Garcia,
01:20passou uma mulher empurrando o carrinho, nem ela nem a criança estavam com máscara,
01:25e uma mulher ao lado que sim, estava usando máscara.
01:28É, mas acontece que a que está sem máscara exatamente é problemática,
01:32porque ela vai acabar às vezes dando um espirro, às vezes ela coxa um pouco o nariz,
01:36às vezes ela passa a mão da própria criança, da criança para ela,
01:38a gente sabe que as crianças podem ser portadoras e são, ter o vírus e não ter os sintomas,
01:43e toda ali ela sai, aí vai aquela esbarra nessa senhora, dessa senhora esbarra em outra pessoa,
01:47esbarra no carro, e aí vai fazendo disseminação através da superfície,
01:52através dos seus próprios gotículos de respiração.
01:55E olha, a gente tem essa situação, estamos falando aqui sobre a situação de Cariacica,
02:01mas em outras cidades aqui do Estado, isso também acontece, principalmente na região metropolitana.
02:06A quantidade de pessoas nas ruas está muito maior do que o recomendado pelo Ministério da Saúde,
02:12e até o governo do Espírito Santo, gente, já falou que para a reabertura do comércio, por exemplo,
02:17a gente teria que estar em pelo menos 50%, 55% de isolamento.
02:22Só que a gente está abaixo, né?
02:24Com certeza, e você pode observar nos dias feriados, no domingo, as pessoas correndo, no calçadão, andando,
02:30na Vila Velha então, principalmente, mas você vê que o índice está lá na frente, está alto, né?
02:35Por quê? Porque quanto mais gente estiver na rua, quanto mais pessoas de forma desnecessárias forem para a rua,
02:41porque às vezes não tem gente que não está nem trabalhando, nem nada, está lá só para passear e andar,
02:45e isso vai ser o maior risco para a gente, que vai ser o maior nível de contaminação.
02:49Tá aí, olha, no Rio de Janeiro a cidade está respeitando muito mais do que aqui no Espírito Santo,
02:53o Rio que tem muito mais casos do que aqui, né?
02:57Sim, mas você pode observar até que a própria região da favela, né?
03:00Já tem o policiamento, os próprios integrantes da favela estão tentando evitar esse contato,
03:07pedindo respeito de sair com máscara, evitar de ter contato com outras pessoas,
03:12evitar os contatos físicos, procurar sempre lavar as mãos, usar o álcool gel,
03:16mas as pessoas vão, às vezes, achando que não vai acontecer com ela,
03:19porque o dia que acontecer é que a coisa fica difícil,
03:21porque a gente não vai ter leito suficiente para colocar as pessoas que vão se tornar graves.
03:26E, ó, estamos aqui com participações pela transmissão,
03:29a Nilzinha Oliveira falando, eu acho que tem que ter intervenção da polícia,
03:33a Regina Célia falando, na Serra também tem vários comércios abertos,
03:37principalmente nos bairros e festas, todo fim de semana.
03:41Ela ainda complementa uma grande preocupação, né, gente?
03:44Infelizmente, as pessoas não têm esse critério, mas é como eu falei,
03:48toda vez que nós tivemos já guerras no nosso mundo, né, primeira, segunda,
03:52todo mundo voltou a ter economia depois, crescendo.
03:56Então, faz conta que nós estamos na terceira guerra,
03:58porque esse vírus não é uma coisa só do Brasil, é no nosso mundo, né?
04:03Você vê como é que na Itália foi uma questão de vários óbitos, né?
04:06Nos Estados Unidos também está sendo, e está todo mundo tentando obedecer o isolamento.
04:10Mas aqui as pessoas acho que não acreditam o que vai acontecer com eles.
04:14Quando acontece é que ficam deprimidos, tristes, e tem a perda de familiares, né?
04:18Isso que é o mais triste, que infelizmente vai acabar não tendo número de leitos, né,
04:23suficiente para atender as pessoas graves.
04:25Toda essa equipe relacionada à saúde, e eu sempre reforço aqui, não é só o médico, gente,
04:30não é só o médico, o enfermeiro que atende, não, tem toda uma equipe envolvida
04:33com o atendimento numa unidade de saúde, seja no posto ou no hospital, né?
04:37É, porque na verdade não é só o médico, né?
04:40Você depende do técnico de enfermagem, da enfermeira-chefe,
04:43você depende, né, das pessoas que fazem a limpeza daquela área.
04:46E dentro de uma UTI você tem que ter todos os cuidados.
04:48Então tem que ter realmente um material de preparo para que essa pessoa possa enfrentar um vírus.
04:54Ainda mais um vírus como esse, que praticamente ainda a medicina quase não conhece.
04:58É uma doença nova para quase todo mundo, não só para os médicos,
05:02mas para as pessoas que lidam com a saúde.
05:04Então realmente se torna um pouco difícil.
05:06Então tem que ter muito cuidado com as secreções, né, com a urina desses pacientes,
05:10com quem vai limpar esse leito, a hora que for dar o banho.
05:13Porque às vezes uma mínima corte numa luva ou rasgo dela pode permitir a contaminação,
05:19já que é feita por tato também.
05:20Então, e uma coisa que é importante ver, que muitas vezes não havia treinamento desse tipo de funcionários, né,
05:27dessas pessoas ali que ligam com a parte da saúde.
05:29E agora estão vendo uma doença nova.
05:32Então realmente tem que ter um treinamento extra e também fazer o uso correto de todos os materiais
05:38e ter reciclagem desse material também, que é uma doença extremamente cara.
05:42Está se vendo que ela não é uma doença barata.
05:44Tanto pelo material que você tem que utilizar para se defender,
05:48como também para os respiradores, né, a parte de UTI que tem que ficar exclusiva por conta desse tipo de
05:53paciente.
05:55Complicado, acho que essa é a palavra, né.
05:56Imagina um bloqueio total, doutora Sileio.
05:59Nossa, vai ser uma coisa terrível, né.
06:01As pessoas já estão nessa situação, se imagina você ficar realmente totalmente em casa.
06:05Só vai sair quem precisa realmente trabalhar.
06:08Mas talvez tenha necessidade de fazer isso, porque as pessoas não respeitam os isolamentos.
06:12Você vê que às vezes passa, né, bares abertos, pessoas vão para comprar cerveja,
06:17lá ela senta, lá ela come, lá ela fica conversando com outras pessoas.
06:21Isso aí, infelizmente, é uma forma mais fácil que o vírus encontra.
06:24Porque você não está aqui, eu estou aí, ninguém sabe se você está com o vírus.
06:27E a cada vez que você fala, ou você espirra, ou você conversa, ou ri,
06:31você pode estar liberando milhões de vírus numa área pequena,
06:35onde qualquer pessoa pode se contaminar.
06:37Então, infelizmente, a forma melhor para a gente no momento,
06:41já que nós não somos um país que tem uma condição social tão elevada,
06:45é ficar em isolamento mesmo, né.
06:46Porque a gente precisa de ter uma saúde que dê conta de todo mundo.
06:51Falei agora há pouco da expectativa e a promessa de aumento dos leitos de UTI,
06:56exclusivos para tratamento da Covid-19, que hoje já temos aí 70% ocupado.
07:01É o que nós estamos falando, quanto mais a gente ficar quietinho em casa,
07:04esperar mais um pouco, essa curva vai chegar no patô, ficar quietinha, reta e tendência a cair.
07:10Agora, se a gente continuar subindo, subindo, e ela está demorando a subir,
07:13é isso que as pessoas não entendem.
07:15Que toda hora a gente fala, ah, vai subir.
07:16Não, vai estar subindo.
07:17Só que está subindo lentamente, graças a Deus, porque subindo lentamente significa
07:21que nós estamos conseguindo controlar e dando tempo para ser reservas de leitos.
07:26Porque senão nós estaríamos que nem Manaus, onde tem pessoas que já estão ficando em casa,
07:31não tem condições de sair, não tem hospital, não tem leito e ficam esperando o óbito chegar.
07:36Isso que a gente não deseja a ninguém, nem o nosso estado, nem outros estados.
07:40E, ó, várias pessoas comentando aqui da quantidade de gente nas ruas.
07:45Nelly Maria de Abril, aqui em Marechal, a meninada está nas ruas.
07:49E ela, só Deus para ter misericórdia de nós, a Maria Helena diz.
07:53A gente tem aqui pessoas falando também sobre a Serra, o município da Serra.
07:57Regina pedindo para a gente até entrevistar o prefeito.
08:00Vamos convidar, tá, Regina, também, para participar aqui do Fala Espírito Santo.
08:04A Márcia falou, vou na rua mesmo, só quando eu preciso, e ainda assim, fico o maior tempo em casa.
08:10Essa é a orientação mesmo, é estar em casa, né?
08:14É, só procurar sair aquele pessoa que precisa ir no médico, né, também, não esquecer que tem outras doenças, né?
08:19Mas aí ele já vai, vai no horário, sim, certinho, né?
08:22Os médicos estão procurando fazer um agendamento, né, um pouco maior para não ter acúmulo de pessoas nos consultórios.
08:27Procurar aí fazer, às vezes, só as coisas que precisam ir ao supermercado.
08:31E é importante também lembrar que, talvez porque os idosos estão se cuidando mais,
08:35o que tem se observado no Brasil é que a doença não está ficando só com idosos,
08:38você está pegando pessoas jovens, em um período de 20 até 35 anos.
08:42Porque são pessoas estressadas, que às vezes não se alimentam correto, são ansiosas,
08:47às vezes tem muito nível de depressão e favorece uma queda imunológica muito grande.
08:51Então, não é só do idoso.
08:53Bem, vamos fazer um alerta também, doutora Cileia, para essas pessoas que vivem em casas de idosos,
08:58essas casas de repouso, olha o perigo.
09:00Já tivemos aí Jardim Cambori, com os números que assustam a gente, né, dos 22 idosos, 20 tiveram o coronavírus.
09:08E tem, agora, esses dois casos no asilo de Vila Velha.
09:11É, o idoso, né, ele já, geralmente, ele já tem, às vezes, alguma outra comorbidade.
09:15Ou são diabéticos, ou são hipertensos, ou já foram fumantes, tem um enfisema, né,
09:19às vezes tem asmas graves, quer dizer, eles têm chance de ter várias outras doenças que podem facilitar essa disseminação
09:25do vírus.
09:26É importante que, às vezes, né, a família fique um pouco longe, tenta evitar as muitas visitas, né,
09:31as pessoas que são os cuidadores, procurem ter um pouco mais de orientação de como isolar nessas secreções dos pacientes,
09:37como dar banho neles, procurar não ter aglomerado deles mesmos, porque como eles não têm essa noção,
09:42e alguns têm Alzheimer, né, ou doenças neurológicas, eles não conhecem, não têm essa percepção de como vai tossir ou
09:49como vão espirrar.
09:50E, se possível, botá-los com máscara, procurar botar eles mais isolados nos seus quartos, né,
09:54não juntar, não fazer aglomeramento entre eles mesmos, já que vai viver numa situação de asilo.
09:59Então, essas são algumas coisas que a gente pede, porque aí, talvez, assim, diminua um pouco a disseminação.
10:04Tá aí exemplos que a gente gostaria de ver, né, casos, cidades sem notificação de coronavírus,
10:10e que os casos não continuem subindo no Espírito Santo.
10:14Isso é possível, né, doutora? A gente conseguir controlar um pouco, né?
10:17A gente observa que foi possível exatamente porque houve uma obediência, um entendimento por parte das pessoas, né,
10:25as próprias autoridades explicaram, orientaram, a parte médica também, a parte, né, educacional.
10:31Então, quer dizer, as pessoas, quando obedecem, elas têm só o quê?
10:34Uma retribuição do bem-estar daquilo.
10:36Se você segue corretamente o isolamento, corretamente a limpeza das mãos, né,
10:41a limpeza da superfície, o uso do álcool gel quando você não estiver em casa, né,
10:45porque, às vezes, não tem quando ficar lavando mal na rua,
10:48você vê que essas pessoas só tiveram benefícios, né, a cidade não tem nenhum caso.
10:53E, ó, a gente tem uma pergunta aqui da Lucy Negri, ela pergunta,
10:55doutora, quando um paciente sai da UTI, ele tem alta, vai pra casa,
11:00continua transmitindo a doença ou não? Já tá livre, tá curado?
11:03Esse paciente, se ele teve uma UTI, provavelmente ele teve um quadro de síndrome de respiratória,
11:07ele já foi tratado, provavelmente ele já tem anticorpos, ele vai pra casa,
11:12a gente pede pra ficar ainda um tempo ainda mais em casa, né,
11:14geralmente nove dias, ainda nove a dez dias isolado, assim, dentro da própria casa,
11:19mas não há possibilidade dele contaminar mais,
11:21porque já passou aquela fase mais agressiva do vírus.
11:24Ele não estará transmitindo, mas a gente pede pra ter um cuidado,
11:27porque até o organismo se restabelecer imunologicamente,
11:30depois de uma grave agressão, demora um pouco, mas não que ele esteja mais transmitindo.
11:35Isso também vale pra população, porque nem todo mundo vai ser internado,
11:39precisa ser internado, né, a gente tem a maioria das pessoas que foram infectadas
11:44se tratando em casa, né?
11:46Isso que é importante ver, muitas pessoas já se curaram,
11:49muitas pessoas já estão estáveis, estão já em condições de retorno ao seu trabalho.
11:53A doença, sim, ela tem uma facilidade enorme de distribuição,
11:57mas nem todos os organismos terão essa forma agressiva de reação imunológica.
12:02Algumas pessoas mal vão perceber que tiveram, né?
12:05Então, a maioria vai ser curada, aquele grupo é que é o risco nosso,
12:09que a gente tem que ter cuidado, é aquelas pessoas que vão desenvolver
12:12a parte da síndrome respiratória.
12:15Ó, a gente tem uma dúvida aqui da Rosiane Silva Amaral.
12:18Rosiane, eu vou ler a sua pergunta e vou pedir pra minha produção confirmar isso aqui,
12:22que ela pergunta o seguinte, posso ser impedida de entrar em algum estabelecimento
12:27com o meu, com a criança de 3 anos, mesmo com máscara?
12:32Bom, não é que ela seja impedida, né?
12:34Tem que saber, sim, se ela estiver com suspeita da doença,
12:37se ela estiver doente, né?
12:39Ou souber que a criança teve, aí realmente é ela que está fazendo o erro
12:43de sair de casa se ela estiver doente.
12:45É, porque a gente tem, assim, a determinação, por exemplo,
12:47os estabelecimentos agora só podem entrar, por exemplo,
12:50supermercado, farmácia, as lojas, né?
12:52Que estão permitidas funcionarem, só se entra utilizando máscara.
12:56Essa regra vale para os adultos.
12:58Vou até confirmar com a minha produção, para entrar em contato com o governo do Estado,
13:02para ver a questão das crianças, porque criança com 3 anos,
13:05como é que a gente coloca uma máscara e nem sempre ela vai deixar?
13:07Eu acredito que a criança possa estar sem, mas o adulto,
13:10em hipótese alguma, o jovem, uma criança maior também, com máscara, né?
13:14Agora, eu sugiro a ela não levar a criança dela em outros ambientes,
13:17a não ser que a criança esteja doente, precise de um médico.
13:19Porque, se você observar, nos próprios submercados estão pedindo
13:22não traga crianças, né, que é abaixo de 12 anos.
13:26Então, quer dizer, uma criança de 3 anos, não é que ela vai ser, talvez, impedida,
13:29mas vai ser, pelo menos, orientada.
13:30E o risco não é só, isso que ela tem que entender,
13:33o risco é dela, da criança e de outras pessoas.
13:37Então, ela pode trazer o vírus para dentro de casa,
13:39essa criança pode também, né, passar a ser um portadorção
13:43e ela pode disseminar a doença sem ela saber que está fazendo isso.
13:46O Alucinec complementou aqui o comentário dela, falando,
13:49hoje eu fui na farmácia e tinha uma mulher de máscara,
13:51falou que tinha ficado 15 dias na UTI.
13:53Aí, eu fiquei com medo dela, porque ela poderia estar transmitindo a doença,
13:57mas, nesse caso, não está mais mesmo, né?
13:59Não, não, se ela já foi doente, pode ficar tranquila, Alucinec.
14:01Pode ficar tranquila, porque ela já teve a doença, já tratou,
14:03quer dizer, ela ficou 15 dias, provavelmente, né,
14:05depois dos 15 dias, ela já vai para a sua casa,
14:07vai ter sua vidinha normal, já vai fazer, provavelmente, né,
14:10o teste, vamos ver que negativou.
14:12Se tiver negativo, ela não está transmitindo mais nada, não.
14:14Cláudio Eduardo participando aqui, falou,
14:16o certo é fazer lockdown logo, que é aquele bloqueio total.
14:19Assim, diminui o número de teimosos na rua
14:21e voltamos logo à nossa vida normal.
14:24Nilzete Rocha, a gente falando aqui das crianças, né,
14:26na minha rua, as crianças jogam bola em frente à minha casa
14:30todos os dias, de noite, à tarde, está lá a meninada na rua.
14:34Exatamente o grupo que é o maior transmissor
14:36e o maior grupo que não tem sintomas, né,
14:39não tem como a gente sair fazendo teste rápido em tudo com o mundo
14:42para ver se tem IgG alta ou não.
14:44Então, quer dizer, essa falta de condições também
14:46para adquirir tantos, né, exames,
14:49é importante que as pessoas entendam que a criança,
14:51geralmente, são raros, alguns vão, podem desenvolver a doença,
14:54mas a maioria não vai.
14:56Tanto é que você vê, quase que não se fala, né,
14:58na parte das crianças.
15:00Então, os pais têm que saber que se eles são os portadores,
15:02são para tentar botar essas crianças,
15:04brincar dentro de casa.
15:05Eu sei que é um sacrifício, não é fácil.
15:07Mas é a única forma que ela tem de ajudar também
15:09o resto da população.