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  • há 5 horas
Médica intensivista, Eliana Casé, comenta sobre o aumento por demanda de leitos de UTI para tratamento da covid-19, doença causada pelo Novo Coronavírus. Frederico Ramalhaes fala sobre tempo que passou internado em UTI para tratar a covid-19

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Transcrição
00:00Vou aproveitar e falar com a doutora Eliana, que inclusive te atendeu, né?
00:03Enquanto estava na internação. Isso é normal, esse quadro que o Frederico está enfrentando?
00:07A gente, primeiro eu quero falar assim, que é muito gratificante a gente fazer essa especialidade.
00:11Lidado justamente por isso.
00:13Ver a pessoa recuperada, né?
00:14Pra ver história, contar a história e ver que a gente foi útil em algum momento na vida da pessoa.
00:18Essa é a nossa arte de doação, do médico, da equipe de saúde que trabalha na unidade de terapia intensiva.
00:25Eu quero aproveitar aqui e agradecer todas da minha equipe, porque esse paciente foi um paciente muito difícil,
00:32foi um dos nossos primeiros quase pacientes que teve aquela forma mais grave da doença, né?
00:37O Frederico, ele ficou aquele que a gente virou de barriga pra baixo várias vezes, teve que...
00:42Então, a resposta dele foi, assim, foi difícil, né?
00:47Um paciente difícil de uma doença grave, mas é o exemplo que se você tiver um treinamento,
00:52uma equipe treinada, um local adequado, pessoa certa, na hora certa, você salva a vida, né?
00:59Esses pacientes, eu já tive a oportunidade de acompanhar mais ou menos 40 pacientes que têm essa síndrome,
01:07no trabalho que eu fiz, acompanhei praticamente um ano esses meus pacientes.
01:12Tem relato na literatura que tem pessoas, colegas que acompanharam três anos esses pacientes,
01:17até cinco anos e eles ficam, com o decorrer do tempo, eles vão melhorando.
01:23Principalmente, a parte motora também é principalmente afetada, tá?
01:27A motora e o pulmão, tá?
01:30O alvéolo, o pulmão mesmo, então a capacidade funcional, respiratória, ela vai se readaptando com o tempo.
01:37Esses meus pacientes, 50% deles demoraram um ano pra melhorar, através de testes respiratórios,
01:44de exame funcional, né? Eles melhoraram a capacidade.
01:47Mas eles têm isso, esse relato importante na literatura.
01:50Pois é, é um processo.
01:51O mais importante é o quê? Condicionamento físico.
01:54Tem que praticar atividade física e mesmo esses pacientes dentro do hospital,
01:58a reabilitação respiratória e muscular, que a gente chama de mobilidade funcional,
02:04ela precisa de começar ainda dentro da terapia intensiva.
02:07vai depois que sai da UTI e para casa também quem tem que entrar nesse recondicionamento.
02:13Isso é muito importante.
02:14E, Frederico, como é que tá essa recuperação?
02:16Você já tá fazendo esse recondicionamento?
02:19Tem feito fisioterapia, atividades à medida do possível?
02:22O senhor falou que anda em casa.
02:23Como é que tá sendo esse dia a dia?
02:27Bom, eu ainda não estou fazendo atividade física, justamente pelo fato de eu estar cansando o fácil.
02:33Eu fico ofegante, ainda não tô conseguindo praticar isso de uma maneira forte.
02:41Eu faço caminhadas aqui no bairro onde eu moro mesmo, de máscara e tudo.
02:47Inclusive, aproveitando, eu estou sem máscara aqui em casa agora porque eu estou sozinho na sala, né?
02:52Mas sempre que eu estou em contato com alguém, eu coloco a máscara e não sei ainda se eu consigo,
03:00se eu já tô imune, até eu aproveitar e perguntar isso pra doutora Liana.
03:04Acredito que não tem estudos ainda que comprovem se eu posso pegar de novo, né?
03:09Então, assim, eu tenho usado máscara, evitado lugares com pessoas, né?
03:13Fico muito em casa e trabalhando pela internet.
03:16Quero aproveitar também pra agradecer imensamente a equipe que me atendeu.
03:21Foi assim, Deus no céu me ajudando e essa equipe da Unimed na Terra, em nome da doutora Liana,
03:30que eu ainda não tive o prazer de conversar pessoalmente, mas doutor Jansen é espetacular
03:36com toda a equipe que me recebeu, me acolheu.
03:40Foram minha família durante todo esse tempo no hospital, os técnicos de enfermagem,
03:44os enfermeiros, o psicólogo, o fonoaudiólogo, os fisioterapeutas, a equipe da limpeza,
03:53todo mundo é sensacional, uma equipe que salvou minha vida e tem salvado milhares de pessoas aí
04:00e vai salvar muito ainda porque é uma equipe sensacional.
04:05Agora, você se lembra, Frederico, de como é que foi aquele período de internação?
04:09Porque você chegou aí pro quarto e logo foi pra uma UTI e você ficou desacordado, né, na UTI.
04:14Você tem alguma lembrança desses dias aí de internação?
04:19Olha, é até uma situação interessante a sua pergunta.
04:24Eu fiquei em coma, né, entubado vários dias, mas sem lucidez uns oito dias.
04:31E eu tive sensações bem interessantes fora do corpo, sabe?
04:38Eu, durante os dias que eu fiquei desacordado, eu tenho lembranças de que eu andei naquele hospital todo,
04:45visitei quartos, visitei pessoas e falei, conversava.
04:50E quando eu retomei a consciência, perguntei pra enfermeira que estava me atendendo,
04:56eu falei, olha, mas eu já fui fazer exames em outros lugares aqui e conversei com fulano e tal.
05:01Ela falou, não, você tá aqui tem oito dias, eu tinha a sensação de que ia passar uns dez minutos,
05:08você tá aqui do mesmo jeito que você chegou no mesmo quarto e está aqui no mesmo quarto até hoje,
05:13nós não saímos daqui pra lugar nenhum, você tá aqui deitado na cama.
05:17Então, eu tive essa experiência, vou dizer, espiritual, né, e depois, claro, eu fiquei entubado, mas lúcido.
05:26O tempo todo lúcido, fui desentubado lúcido e tem coisas que a medicina explica,
05:32tem outras que só Deus mesmo, né, que aí a gente chama de milagre.
05:37Então, aumentou muito a minha fé e só tenho a ser grato à equipe que me atendeu
05:41e adeus, né, pela oportunidade de estar aqui de novo e prosseguir com a minha vida.
05:47E que bom que você siga com muita saúde, viu, Frederico?
05:50Muito bom a gente poder conversar de novo e ver como é que tá sendo a sua evolução,
05:55a sua recuperação.
05:56Mais e mais saúde pra você.
05:58Obrigada por atender a gente.
06:00...corpos que ele queria saber dos antipólogos.
06:01Ah, disso, vamos responder.
06:03Ele fez uma pergunta, né, Frederico?
06:05Olha só, na verdade, você tá respondendo.
06:07Não existe ainda, a ciência ainda não explica se a pessoa pode ou não ter essa reinfecção.
06:13Até o momento eu não tenho essa resposta.
06:15Mas que você possa ter tido a imunidade com os anticorpos, né,
06:20se você dosar o seu, o quantitativo dos seus anticorpos,
06:24você vai saber o quão imune você ficou.
06:26Porque é o que se mostra, que os casos assintomáticos ou pouco sintomáticos,
06:31eles podem até ter exame de anticorpos negativos, né.
06:35Não quer dizer que 100% das pessoas que teve a doença vai ter 100% anticorpos no organismo, tá.
06:43Geralmente, quem é sintomático ou pouco sintomático,
06:46os trabalhos vêm mostrando que eles têm menor produção de anticorpos.
06:50Mas, independente disso, também é uma outra coisa que a gente observa na prática,
06:54às vezes tem paciente com 34 dias de doença que continua ainda fazendo o exame, né,
07:00o vírus, o RNA do vírus ainda continua positivo.
07:05Mas parece que esse é o vírus morto, né, que é um fragmento genético do vírus, né,
07:11que persiste no organismo, não sabendo ao certo se ele tem infectividade de contaminar as pessoas.
07:18Mas eu tô muito feliz de reencontrá-lo, você com, né, boa saúde, cada dia melhor,
07:25você vai melhorar cada dia mais.
07:26E olha, lembrando que hoje eu recebo aqui no estúdio uma médica que trabalha em UTI
07:30e atende pacientes com coronavírus, é a doutora Eliane Cazé.
07:34Eliana Cazé, doutora Eliana, a gente tá vendo aí a Secretaria de Saúde falando sobre essa atenção nos leitos.
07:42Isso é a solução? Ter mais leitos de UTI nesse momento é o que a gente precisa?
07:46É o que os pacientes podem precisar?
07:49Acho que eles estão fazendo um plano de contingência responsável, eu acho que sim, mas eu acho que isso não
07:55é o ideal.
07:56Por que que não seria o ideal?
07:58Óbvio que dentro de uma pandemia também o ideal não vai existir, mas o que preocupa, o que preocupa não
08:05é leito,
08:06não é conseguir leito de UTI, é a eficiência disso.
08:11Porque consome recursos, você imagina, não é o respirador e o leito que vai resolver o problema.
08:18A impressão é que tá que os hospitais estão fazendo uma expansão de última hora, programando o espaço,
08:26colocando o leito, viabilizando o ventilador, tecnologia e o recurso humano, que é o mais importante.
08:34Uma das coisas mais importantes dentro de uma unidade de terapia intensiva não é o equipamento, não é o leito,
08:42recursos humanos.
08:44E esses recursos humanos, aqui vão fazer a diferença, é eles que vão dar a eficiência, é a organização do
08:50trabalho, é o treinamento, é o especialista.
08:54Olha, ventilar pacientes graves com esse assim de desconforto respiratório agudo é de uma complexidade muito grande,
09:05não é simples, não é uma receita de um mais um são dois, não é bem assim.
09:11Então o desfecho não é só conseguir leito e equipamento.
09:15São muitos os sintomas e pessoas assintomáticas, né, doutora Eliana?
09:20Olha, metade praticamente dos pacientes que estão chegando para internar no hospital, elas não têm febre.
09:29Existem pacientes internados na UTI que internaram, principalmente os pacientes que têm comorbidades.
09:36Pacientes, vamos supor, que fazem, que têm problema nos rins crônicos, às vezes eles internam por problema nos rins e
09:42você vai ver, vai examinar,
09:45ele tá sem sintoma respiratório importante, ele está com Covid.
09:50Uma outra questão que eu acho importante desses pacientes assintomáticos são as crianças, né, a gente sempre tem que falar
09:56isso.
09:57As crianças, o grande problema, e os jovens, que saiu a estatística nossa daqui, que o mais comum, né, tá
10:03naquela faixa etária, né,
10:04mais jovem, né, de 20 a 39 anos, não é isso?
10:0720 a 30 anos, 30 a 40 anos, essa faixa etária é o mais comum nosso.
10:11E esses pacientes, o problema é que eles vão entrar em contato com pessoas em casa, pessoas mais idosas,
10:18pessoas com comorbidades, com fatores de risco, e essas pessoas vão adoecer mais e ficarem mais graves.
10:23Então, é um problema importante.
10:27E uma outra questão que tá acontecendo agora são... e as outras doenças?
10:32Que também vão surgindo, né?
10:34Tem trabalho na literatura de revistas de alto impacto mostrando que de cada paciente, 10 que tem derrame, que eles
10:40se chamam, né,
10:41acidente vascular cerebral, 4 estão ficando em casa com derrame e não estão vindo para o pronto-socorro.
10:47Por medo de contrair o coronavírus.
10:49Por medo. Então, existe infarto, agudo miocárdico, doenças cardiovasculares.
10:53Então, essa é outra questão, né, que o mundo mudou, né? As pessoas mudaram.
10:57Não dá para deixar de buscar atendimento. A gente se conhece, conhece o corpo, vê que tem algo errado, tem
11:03que buscar ajuda, sim.
11:05Tem que buscar atendimento médico para não acontecer o pior dentro de casa.
11:08E o lado também é que existem sintomas, tipo a Cileia falou aí da rinite, da anosmia causada por outras.
11:16Nem tudo que dá tosse, nem tudo que dá febre hoje é coronavírus, né?
11:24Só que a gente tem que pensar e fazer o diagnóstico diferencial.
11:27E, geralmente, quando nós vamos fazer interno, um paciente fala assim, não, esse quadro não é clássico.
11:30Está na UTI, não é clássico.
11:32Que você vai ver a imagem, que você vai juntar toda a história epidemiológica, vai ver a imagem de uma
11:37tomografia,
11:38você vai falar assim, não, isso é COVID.
11:40Deixa eu aproveitar que eu estou com a doutora Eliana aqui, que está atendendo muitos pacientes, doutora Eliana.
11:44Está aí um quadro, ela não precisou de internação, mas a Valkyria contando para a gente do sofrimento que foi
11:49mesmo dentro de um quarto, né?
11:52Com o respirador, medicações, que elas são prescritas de acordo com os sintomas do paciente.
11:56Ela está dentro daqueles 20% que interna no hospital, que a gente chama de leve e moderado, mesmo dentro
12:02do hospital.
12:03E que, agradecer a Deus que não precisou, né, e não ficou mais grave, não pertenceu àquele subgrupo mais grave.
12:11Mas você vê que a Valkyria, relatando para a gente, deu muita dor.
12:14A inflamação foi menor.
12:15E sentindo muita dor, né?
12:16Muita dor, falta de ar, né?
12:18Ela usou oxigênio, né, conforme ela falou.
12:20Então, são os quadros de ciência respiratória, ela tem uma síndrome de respiratória, né?
12:24É um SARS que a gente chama, tá?
12:26Uma síndrome de respiratória aguda grave, né?
12:29Precisou de suplementação de oxigênio, mas que chegou, a inflamação chegou no limite, né?
12:35E não agravou.
12:36Tem uns casos, é isso aí, a grande maioria não dá grandes problemas, né?
12:42Mas quando pessoas de idade, pessoas obesas, principalmente os jovens estão comprometendo mais,
12:47aquele jovem que está tendo mais o COVID, quando você vai ver nas estatísticas, né, epidemiologia,
12:52eles são geralmente de sobrepeso.
12:55Dona Valquiri, agora, como é que estão as coisas em casa?
12:59Você já está curada?
13:01Como é que está essa recuperação?
13:03Olha, Juliana, eu me sinto tão fraca, tão fraca.
13:08Inclusive, até uma terapeuta mora aqui em frente ao meu prédio,
13:11ela passou um filho pra mim, pra fazer, né, pro meu pulmão, né?
13:15E aí, doutor, a Karina, né, ela trabalha até no hospital, onde está tendo esse surto horroroso.
13:23Aí, eu faço todo dia, três vezes por dia, mas eu estou fraca, eu faço comida, aí eu tenho que
13:30sentar.
13:31No começo, eu até deitava, porque eu senti cansaço de subir escada, cansaço do meu corpo.
13:38Não é o mesmo que eu sou muito ativa, eu sou uma pessoa hiperativa, entendeu?
13:44Então, isso aí me deixa, assim, pra baixo, porque eu penso assim,
13:47meu Deus, será que eu vou viver a vida inteira assim?
13:51Ou vai melhorar?
13:53Pergunta ela aí, como é que é isso, essa recuperação se demora?
13:58Vamos falar sobre isso agora, mas olha, dona Valquiri, eu já agradeço por você participar aqui.
14:03Não para de assistir a gente, não, tá?
14:05Agradeço muito você estar aqui com a gente, batendo papo, eu sei que você assiste o Fala Espírito Santo.
14:10Um beijo muito especial, todo o meu carinho e desejo de recuperação, tá, dona Valquiri?
14:16Beijo pra senhora, fica com Deus.
14:18Eu não falei pra você que meu marido também pegou, meu marido.
14:23Ah, mas não é mesmo falar do seu filho, seu marido também contraiu, então?
14:27Sim, mas ficou assintomático sozinho aqui, porque estava eu e meu filho no hospital,
14:32que ele também pegou.
14:33E pegou também.
14:35Meu gêmeo, o João Luiz, vinha aqui, tratava dele, minha filha Isabelle, entendeu?
14:40Eles mediam o oxigênio, minha filha, mas ele tá ótimo, graças a Deus.
14:47Graças a Deus, e que a senhora se recupere também logo, viu?
14:51Muito obrigada, minha querida.
14:52Um beijo.
14:54Um beijo pra você.
14:56E olha, gente, dona Valquiri perguntando aí exatamente essa coisa, vai melhorar, vai passar, vai passar, né?
15:02Esse é o problema.
15:02Então, quando as pessoas saem, já tem que sair do hospital, tem que ter um treinamento,
15:07tem que ter uma orientação, tanto um treinamento, uma reabilitação motora, respiratória,
15:13com atividade física propícia à sua capacidade funcional, ao que ela está podendo fazer.
15:19Não pode fazer pra mais, porque senão ela vai ter sintoma respiratório, vai cansar.
15:24Mas essa é a palavra-chave.
15:26É nutricional, o paciente que sai disso, fisioterapia, precisa fazer reabilitação.
15:32Isso é, todos saem assim.
15:34A gente vê colegas médicos, pessoas que tiveram formas graves, a gente conversa,
15:39precisa algum tempo ter orientação, tem que ser de uma forma orientada, ok?
15:44Uma reabilitação.
15:45Às vezes a pessoa não tem condição, porque as academias estão fechadas,
15:48aqueles pesos, um pezinho, mas tem que ter alguém pra orientar.
15:53Quando sai do hospital, já precisa ter essa orientação.
15:55Tá aí uma esperança, né, doutora Eliana?
15:58Uma grande esperança.
15:59Eu acho que a vacina vai ser o grande prêmio nobre.
16:07Assim que ela realmente for confirmada, testada, mas isso não é pra esse ano, né?
16:11Eu acho que pode ser pro início do ano que vem.
16:14Início do ano que vem, pode ser que a gente tenha essa vacina.
16:16Em 2021 a gente vai ter vacina.
16:18Enquanto isso, a gente vai tratando de acordo com o sintoma do paciente.
16:23Não existe droga, não tem nenhuma droga pra combater atualmente.
16:26Ou ter um remédio, né?
16:27Não, pra...
16:29Muito se fala da cloroquina.
16:31Tem cinco trabalhos, já ultimamente eram quatro, praticamente são cinco trabalhos científicos mostrando.
16:38Porque quando eles vão se acumular, no início, a gente tinha até uma esperança que ela fizesse efeito.
16:42Mas a partir do momento que vão aumentando os trabalhos, agora são cinco pesquisas.
16:47Não são trabalhos de auto-evidência científica, mas são trabalhos que estão nos sinalizando.
16:51Olha só, tá se repetindo.
16:53Ela não tá tendo eficácia.
16:54O doente continua a ser entubado.
16:56O doente continua a ir pra ventilação mecânica.
16:58Né?
16:58Então, esse é o problema.
16:59Então, ou a gente acredita na ciência e usa a ciência pra fazer medicina,
17:03ou não precisa fazer medicina e todo mundo vai usar e comprar na farmácia o que acha bom.
17:09Pois é, esse é o grande risco, né?
17:12É.
17:12Vamos seguir acompanhando a doutora Helena.
17:14Eu queria agradecer muito a sua presença.
17:16Conseguiu estar aqui hoje.
17:17A gente sabe que o trabalho tá intenso na UTI, nas aulas também, né?
17:21Mas deu pra gente bater um papo.
17:22Eu acho, eu agradeço vocês.
17:24Eu gostaria de deixar, assim, uma mensagem.
17:26A mensagem sempre que a gente gosta de deixar o distanciamento social, a higienização das mãos.
17:34Higienização das mãos.
17:35Isso é fundamental.
17:37Vamos todo mundo cuidar, né?
17:39O distanciamento e a solidariedade.
17:41Eu acho que eu queria passar uma mensagem também de solidariedade pra todos.

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