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  • há 3 semanas
A cartilha ajuda as vítimas a fazer as denúncias das agressões

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Transcrição
00:00Juntas e Seguras.com.br, um site criado por um grupo de mulheres para ajudar outras.
00:07O objetivo é auxiliar vítimas de violência doméstica, principalmente nesse período de isolamento social.
00:14Em casa, as mulheres estão no lugar onde deveriam estar seguras, mas em silêncio, muitas estão presas ao lado dos
00:23agressores.
00:24Dentre as idealizadoras do projeto, tem advogadas, designers e outras profissionais que se uniram com o mesmo objetivo, orientar.
00:33O site, que pode ser acessado pelo computador ou celular, tem informações sobre violência doméstica,
00:40além de dar acesso a outros assuntos que podem ajudar as vítimas a darem os primeiros passos contra a violência.
00:47Nesse tempo de pandemia do novo coronavírus, de isolamento social, especialistas avaliam que muitas mulheres vítimas de violência doméstica
00:56estão em suas casas, muitas vezes convivendo com os agressores.
01:01A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que houve queda no número de registro de denúncias de violência contra
01:08a mulher
01:09nos três primeiros meses desse ano.
01:11O jornalismo da TV Vitória mostrou pelo menos seis casos de violência contra a mulher somente neste final de semana.
01:19As especialistas que criaram a cartilha observam outras formas de medição
01:25e descobriram que houve um aumento significativo no número de registros de violência doméstica em todo o país.
01:33Na nota técnica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há um dado específico para menções do Twitter,
01:40que é uma rede social, e que pessoas relatam brigas de vizinhos e mulheres sendo agredidas.
01:46431% de relatos a mais, que deu mais ou menos 51 mil tweets.
01:53Carla, que participa do grupo de idealizadoras, é advogada.
01:57Ela analisa o porquê da queda de denúncias de vítimas de violência no Estado.
02:02A mulher, numa situação como estamos vivendo hoje em dia, de pandemia com o Covid-19,
02:07ela não está se movimentando livremente pela cidade.
02:10Por isso, é muito óbvio que as notificações tenham diminuído.
02:15Então, a gente tem que analisar esse dado criticamente.
02:18Por que será que as denúncias diminuíram?
02:20Porque as mulheres não estão tendo acesso a essas ferramentas,
02:23a ir à delegacia, a avisar aos colegas de trabalho, aos vizinhos.
02:29A cartilha, de acordo com a advogada, também ajuda as mulheres a descobrirem qual o estágio da violência que estão
02:36sofrendo.
02:37No próprio site, é possível ter a ajuda de especialistas, como psicólogos, por exemplo.
02:42O ciclo da violência, ele começa não necessariamente com a agressão física.
02:48São palavras, são ações.
02:49É o homem que controla seu dinheiro, controla seus movimentos, controla com quem você vai sair, controla seu celular.
02:54Então, a partir disso, apesar de parecer uma atitude simples criar uma cartilha e só escrever isso,
03:00a mulher que está nessa situação pode ler e reconhecer o próprio Estado nesse momento.
03:05Então, por isso, é fundamental esse tipo de informação chegar à maior quantidade de pessoas possível.
03:11Além da cartilha de orientação que pode ser acessada diretamente pelas mulheres,
03:16as idealizadoras estão também propondo aos poderes públicos uma maneira mais ágil de atender as mulheres vítimas de violência doméstica.
03:26Ação que já acontece em outros países do mundo.
03:29A gente sabe que o 181 é uma ferramenta que existe para denúncia anônima,
03:34mas, observando casos de outros países, nós idealizamos alguns códigos que podem ser criados
03:41para facilitar e acelerar esse acesso da mulher à polícia e acelerar a resposta do poder institucional a essa mulher
03:50vítima de violência.
03:51As idealizadoras chamam todas as vítimas para acessarem o site e buscarem ajuda.
03:57Eu queria fazer esse pedido para todas as mulheres que estão assistindo a gente.
04:00O nosso site é juntasesseguras.com.br, também estamos no Instagram.
04:05Pelo site, você pode baixar a cartilha.
04:07Baixando a cartilha, compartilhe com suas amigas, com suas vizinhas.
04:10A gente nunca sabe se uma mulher está sendo vítima de violência doméstica,
04:14então você pode ajudar alguém compartilhando essa cartilha que a gente criou com suas amigas, com seus familiares.

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