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  • há 13 horas
Capixaba viajou para Itália, onde pegou o vírus, e é a primeira moradora do Estado a ter a doença confirmada. Secretaria de Saúde explica o que está sendo feito em relação à doença

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Transcrição
00:00Eu recebo aqui no estúdio a chefe do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica e também integrante do Centro de Operações
00:07Estratégicas da Secretaria Estadual de Saúde, a Larissa Del Antônio.
00:11Larissa, bem-vinda ao Fala Espírito Santo. Boa tarde pra você.
00:15Bem, e aí? Vamos ver. A gente teve essa confirmação de um caso aqui no Espírito Santo, ainda tem investigação
00:21de suspeitas.
00:22Muda alguma coisa? Como é que está funcionando? Quais as medidas adotadas pela Secretaria de Saúde?
00:28Então, nós já temos a composição do COE, que o Reblin é o nosso condutor, nosso diretor, e que tem
00:36feito essa interface com as relações de mídia.
00:42Mas pra nós, após essa confirmação de caso, nós continuamos com as ações que já estamos desenvolvendo.
00:48Nós temos reuniões periódicas desse grupo, que envolve diversos setores, não só da vigilância, mas também da assistência, representante dos
00:59municípios, dos hospitais, que são as nossas referências.
01:02E com isso, visando, depois de ontem, da confirmação do nosso primeiro caso, nós estamos convocando pra próxima segunda-feira
01:11todas as referências municipais, tanto da atenção primária quanto da vigilância em saúde,
01:16pra que a gente possa alinhar as informações e também difundir, pra que todos estejam preparados para intervir, caso necessário,
01:26e pra que também possam orientar a população, deixando mais tranquilos.
01:31Pois é. E essa orientação à população? Porque a gente teve essa confirmação aí do caso, que é uma mulher
01:36de 37 anos, que esteve recentemente na Itália.
01:39Vamos falar um pouquinho dessa pessoa, dessa mulher, que, segundo informações, é uma moradora da Grande Vitória, de Vila Velha.
01:47Não interessa a gente dizer quem é essa pessoa, até porque pra todo mundo ficar com medo.
01:53Qual é a orientação? Vamos falar um pouquinho dessa paciente. Ela tá em casa? Como é que tá sendo o
01:58acompanhamento dela?
01:59Isso, né? Como você falou, a gente não tem orientação, nós não podemos mesmo, pelo código de ética das nossas
02:05profissões,
02:06divulgar quem é essa paciente. Qualquer informação que caracterize e identifique essa pessoa.
02:12Mas a vigilância dos municípios, né? No caso dessa paciente, a vigilância do município ao qual ela é residente,
02:19acompanha tanto a ela quanto os seus contatos, né?
02:23Por hora, não temos contato sintomático. Se houver, sim, a orientação é de que eles procurem um serviço de saúde,
02:29aí eles serão também tratados como casos suspeitos, né?
02:32Em investigação. A gente tem até tentado trocar um pouco o termo suspeito.
02:36Pra gente da epidemiologia, é muito comum falar de casos suspeitos, mas pra população em geral, às vezes, né?
02:41Causa um certo desconforto.
02:43Então, a atenção primária do município e a vigilância do município no qual a paciente reside,
02:49está acompanhando e, sim, ela está em casa, né? Já recebeu alta do hospital.
02:53A Dulce, assim que foi divulgada que essa mulher estava, sim, realmente com o coronavírus, ficou aquela...
02:59Mas da onde que é? O que é? Onde que é?
03:01E, olha, vou ler um comentário aqui da Dulce, que eu ouvi muitas pessoas questionando.
03:06Deixa o povo se proteger como quer e pode, melhor prevenir.
03:09Por que no Espírito Santo tem tanto mistério quanto ao município que a mulher de 37 anos reside?
03:14No Rio de Janeiro, informaram que é em Barra Mansa.
03:17Na Bahia, também informaram que é em Feira de Santana.
03:20Por que esconder no Espírito Santo?
03:22Isso me leva a crer que vão esconder também o número de casos.
03:25Deixa o povo se proteger como acha que deve.
03:28Aí a Dulce complementa ainda.
03:30Precisa investir mais, precisa, o governo precisa investir mais em propagandas de prevenção.
03:35Vamos explicar essa postura do governo de não divulgar.
03:39Não estou dizendo nem o nome da pessoa, né?
03:41Nem isso que a Dulce está aqui falando.
03:42É divulgar onde ela mora.
03:45Então, né?
03:46Nós, como eu comentei, nós temos um código de ética a seguir, como profissionais de saúde,
03:51como um todo, independente do conselho, né?
03:53Da categoria profissional.
03:54E a legislação do nosso sistema único de saúde também nos proíbe de caracterizar o local.
04:00Por quê?
04:00Porque essas pessoas, elas acabam sofrendo um pouco, né?
04:03Com o preconceito mesmo.
04:06E aí, o que a gente tem feito?
04:08A gente faz essas orientações, o município, ele tem acompanhado, a gente não tem escondido em momento nenhum.
04:14Pelo contrário, né?
04:16Todos os dias, às cinco horas, a nossa secretaria, ela divulga o número de casos atualizados,
04:22quantas novas notificações, quantos casos foram descartados.
04:25Hoje mesmo, teremos, né?
04:27Essa atualização periódica.
04:29Então, assim, os dados, eles estão sendo o mais transparente possível, né?
04:32Todos os dias, as demandas que a gente recebe, a gente tem respondido.
04:37Até nos nossos telefones mesmo, de setor, a gente tem recebido chamada.
04:41E, assim, a postura, ela é a mais transparente possível, né?
04:45A gente tem buscado essa aproximação.
04:46Inclusive, às vezes, nem é a comunicação que procura os nossos setores.
04:51Nós estamos buscando essas pautas exatamente para difundir.
04:55Pois é, porque a população está, sim, assustada.
04:58Então, todo mundo quer dizer, mas de onde que ela é?
05:00De que município, esse é o questionamento, que outras cidades do estado, né?
05:04Outros estados disseram qual é a cidade que o paciente confirmado estava com o coronavírus.
05:11Aqui, houve, inicialmente, uma restrição em se dizer, mas já foi, inclusive, noticiado
05:17que é uma moradora de Vila Velha, uma mulher de 37 anos, que está em casa.
05:21Os parentes não, até então, manifestaram a doença.
05:24Como é que se manifesta?
05:25Qual é o período?
05:27Então, são 14 dias, né, para o protocolo, para esse período que ela estaria transmitindo.
05:32Então, durante esses 14 dias, os pacientes, os seus comunicantes, né, os seus contatos,
05:38as pessoas que residem na mesma casa, elas também são observadas, né?
05:41E aí, manifestando sintoma, claro, procurar o serviço de saúde para fazer até a questão
05:46da análise laboratorial.
05:48Então, assim, não é que a gente tenha escondido.
05:50É só tentando proteger mesmo essa pessoa para que ela não sofra, né, nenhum preconceito
05:56desnecessário.
05:57Mas o município está ciente, todo o tempo, né, agindo para essa difusão.
06:03E a gente não quer que a população, a gente quer sim que a população se proteja.
06:06Mas a gente tem destacado as medidas que vão ser eficazes de proteção.
06:11Porque o uso da máscara, por diversas vezes, né, usa aquela máscara, fica com ela um tempo
06:16excessivo, ela já nem está funcionando nem para a sua proteção individual.
06:20E aí, com isso, você acaba, vamos dizer assim, relaxando, né, descansando.
06:25E aí, você usa aquilo, contactando todas as superfícies, o olho, o bolso.
06:30Já, já, Larissa, vamos falar sobre essa forma de se proteger, o que as pessoas devem
06:37fazer, quais as orientações para a população.
06:40Só para registrar aqui, lembrar, gente, no Brasil, são nove casos confirmados, viu?
06:45Um na Bahia, um no Rio de Janeiro, um aqui no estado e seis em São Paulo.
06:50Agora, antes mesmo de chegar aqui no Brasil, o coronavírus infectou e até causou mortes
06:56em várias partes do mundo.
06:57As estimativas oficiais dão conta de que em mais de 100 mil casos foram registrados
07:03em todo, que em mais de 100 mil casos foram registrados no mundo.
07:07A maior parte deles aconteceu na China, onde foram aí cerca de 80 mil, segundo vem a Coreia
07:14do Sul, Irã e a Itália.
07:16No país europeu, mais de 40 pessoas morreram nos últimos três dias por conta do coronavírus.
07:22Por lá, todas as escolas, até dia 15 de março, estão fechadas.
07:27Nos Estados Unidos, aí, são mais de 200 casos confirmados.
07:31E aí que começou a surgir um pânico maior na população brasileira.
07:37Porque, assim, enquanto estava na China, na Coreia, é um pouco mais distante da gente.
07:43Agora, chegou na Europa a quantidade de pessoas de capixabas que circulam pela Europa, agora
07:50também aí casos nos Estados Unidos.
07:53Ou seja, chegou na Europa, chegou aos Estados Unidos, vai se espalhar pelo mundo.
07:57É essa a sensação que a gente tem.
07:59Agora foi.
08:00Agora, em todos os lugares, vai ter.
08:02E exatamente o que aconteceu.
08:03Porque essas pessoas, os casos confirmados aqui no Brasil, são de pessoas que tiveram,
08:07por exemplo, na Itália, né?
08:08Uma coisa, assim, que nos tranquiliza é a questão da transmissão local, né?
08:14Que a gente fala.
08:14A gente hoje, no Brasil, temos os casos, mas são de pessoas que vieram, como você falou, né?
08:20São casos, vamos dizer assim, importados.
08:22Eles vieram de locais que têm essa transmissão já comprovada.
08:27Então, por hora, aqui no Brasil, nós não temos a transmissão local.
08:31Então, isso, né?
08:32A gente precisa ter as medidas de controle, como você falou, efetivas.
08:36A gente precisa trabalhar a questão da prevenção, orientar a população de como deve se comportar,
08:41o que, né?
08:42Aderir, que hábitos aderir, que hábitos abolir, ou pelo menos por hora, né?
08:46Diminuir, para que a gente possa evitar essa transmissão local, né?
08:50Que as pessoas que vieram não transmitam a doença para as pessoas que residem, né?
08:55Para os seus contatos mais próximos.
08:57Em quanto tempo que esse vírus aí, ele fica no corpo da pessoa e ele pode ser passado para um
09:03outro?
09:03Isso. Segundo o protocolo, são 14 dias que a gente observa, né?
09:06Para o início dos sintomas.
09:08E aí, a partir do início dos sintomas, 14 dias, a gente ainda observa a pessoa, né?
09:13Após o início dos sintomas, para que ela...
09:15A gente tenha as medidas de controle para que evite a transmissão.
09:18Então, essa paciente, ela já manifestou os sintomas, os exames demoram um pouco mais, né?
09:23Para sair o resultado, né?
09:24No mesmo dia que saiu o resultado.
09:26Estava indo para o Rio de Janeiro, agora já vai ser feito por aqui, né?
09:29Já já a gente vai contar como é que vai ser feito os exames, tá?
09:32Como é que serão feitos esses exames.
09:34Já se passaram quantos dias aí?
09:36O início dos sintomas foi dia 22 de fevereiro, dia 24, hospitalização.
09:41Dia 4, ela recebeu alto.
09:42Então, os 14 dias, né?
09:44Completariam no dia de amanhã.
09:46Então, amanhã completam 14 dias.
09:48E as pessoas que tiveram contato ali, convivem com ela, ninguém manifestou nenhum sintoma.
09:52Até então.
09:53Se alguém já tivesse pegado, já teria se manifestado?
09:57Provavelmente, né?
09:58Existia essa possibilidade de, durante esse tempo da sintomatologia dela, as pessoas já terem manifestado também.
10:05Mas a gente continua, a gente segue em observação desses casos, para que a gente fica mais sensível, né?
10:11E essas outras quatro pessoas que também estão com a suspeita?
10:15Como é que está o processo, exames foram feitos, resultados vão sair hoje?
10:20Isso.
10:21Hoje, às 5 horas, já vamos ter atualizações, sim, a respeito desses casos, dos quatro que estavam em investigação na
10:28data de ontem.
10:29E também atualização se houve ou não mais alguma notificação, ok?
10:34Sim, como você disse, o exame não fica pronto, né?
10:38Ele vai para o Rio de Janeiro, estava indo para o Rio de Janeiro, na Fiocruz, que é a nossa
10:41referência.
10:42Mas o Ministério da Saúde se comprometeu que até o dia de hoje, né?
10:46A previsão é de que até o dia de hoje os kits chegariam no estado do Espírito Santo.
10:50E o nosso laboratório central estaria fazendo o processamento dessas amostras e nos dando a confirmação laboratorial.
10:57E são quantos kits que vêm para cá?
10:59Olha, a estimativa é de 20 kits, mas é porque um kit, quando a gente fala de kit, não é
11:05que fazem apenas 20 testes, né?
11:07Tem uma placa que pode rodar mais testes numa mesma análise, né?
11:12No processamento da máquina.
11:14Então...
11:15Agora, o Espírito Santo está preparado porque a gente está vendo aí uma pandemia, né?
11:19Já se chama de pandemia esse vírus que chegou, que é o Covid-19.
11:24É importante a gente frisar, porque fica todo mundo com medo, a gente vê aí que mortes estão acontecendo.
11:28Mas a dengue mata mais do que o Covid-19.
11:32É bom a gente reforçar isso.
11:33Mas o Espírito Santo, ele está preparado?
11:35Ele tem estrutura para essa pandemia?
11:37Sim.
11:37Então, atualmente, nós, como eu te falei, o COI, ele tem esse envolvimento de diversos profissionais.
11:43E ali a gente já tem trabalhado por diversos níveis.
11:47A gente chama de níveis de ativação.
11:50Nesse momento, o que temos?
11:52Nós elencamos os hospitais de referência, orientamos a população a procurar as unidades de saúde,
11:58os prontos atendimentos para fazer análise de amostra.
12:00Hoje, nós já estamos fazendo esse levantamento da rede dos outros hospitais,
12:06nas outras regiões de saúde.
12:08O Espírito Santo, ele é dividido em quatro regiões de saúde para nós em nível de gestão.
12:12Então, já identificamos hospitais para serem referências em outras regiões de saúde,
12:17bem como a própria atenção primária.
12:20Essa convocação para segunda-feira é exatamente para que os municípios também tenham no seu território
12:25unidades de referência, pensando na questão de insumos, logísticas para transportar essa amostra,
12:31profissionais aptos para coletar de forma adequada e orientar essa população.
12:36Então, assim, sim, o Espírito Santo está pronto.
12:38Nosso estado foi um dos primeiros estados a elaborar e publicar o plano de contingência
12:44e ele tem sofrido, já são quatro atualizações.
12:47Então, assim, é um processo bem dinâmico.
12:49A gente fica escutando isso, é uma realidade, não vou dizer que é do Espírito Santo,
12:54mas de todo o país, da precariedade da saúde pública.
12:57Então, assim, a população enfrenta diariamente dificuldade em conseguir atendimento na rede pública
13:04e, às vezes, até na rede privada também tem dificuldade.
13:07Então, quando a gente vê uma doença como essa se propagando, é difícil da gente acreditar
13:14que vai ter um atendimento de qualidade, ou seja, que nós não vamos morrer sem conseguir um atendimento.
13:20É essa a sensação que a gente acaba tendo, porque não é só aqui no Espírito Santo,
13:24é um problema nacional.
13:26A gente vê a saúde pública brasileira péssima.
13:29Então, dá o medo maior ainda de que, se eu pegar essa doença, não vou ter atendimento.
13:34Eu entendo a sua angústia, mas hoje eu posso te garantir que a saúde pública está muito mais preparada
13:40para lidar com essas novidades, com esses surtos, com essas epidemias, até mesmo do que o setor privado.
13:46Claro que nós também temos essa preocupação.
13:48Então, por isso, nós chamamos não só os hospitais da nossa rede, a gente chama de rede própria,
13:53que são os da gestão estadual.
13:54Nós chamamos também os hospitais filantrópicos, também os hospitais privados.
13:58Fizemos esse estreitamento, essa conversa com eles.
14:02Estamos fazendo essa identificação, não só dos leitos de CTI, questão de isolamento respiratório,
14:10mas toda a logística do que seria realmente necessário.
14:15Nós fizemos uma estimativa, observando o padrão da transmissão,
14:20tanto na China quanto na Europa, para uma projeção para a nossa população,
14:24de como esse vírus se comportaria aqui, para a gente tentar estimar a necessidade de leitos, de insumos,
14:32quantos seriam leitos de CTI, quantas dessas pessoas teriam o caso mais grave,
14:37quantos deles seriam brandos, como se fosse uma estratificação de risco,
14:40que seriam manejados na atenção primária e no seu domicílio.
14:43Então, assim, a gente teve cerca de um mês, um pouco mais de um mês, para se preparar para isso.
14:49Claro que num primeiro momento, quando aparece o primeiro caso, numa UPA, surge aquele desconforto,
14:56aquele medo do desconhecido.
14:59Mas a gente teve a primeira notificação ali mesmo, no dia seguinte, na quarta-feira de cinzas,
15:04a gente se reuniu, já fez a análise, opa, o que deu certo, o que a gente precisa melhorar,
15:09o que a gente percebeu que demorou para a resposta.
15:12Mas em três horas, nem três horas, o paciente, ele foi atendido na sua casa,
15:16no pronto atendimento, foi levado para o hospital e totalmente manejado, isolado.
15:21E olha, Marissa, teve caso desse primeiro, essa primeira pessoa que chegou aqui no Brasil,
15:26a primeira confirmação que foi passada por alguém que teve contato com ele.
15:31Exatamente isso, mas é como foi colocado na reportagem.
15:36Esses casos que foram adquiridos aqui são contatos de uma pessoa que veio, entendeu?
15:41Não é uma pessoa que não tem nenhum vínculo, não teve nenhum relacionamento, nenhum contato
15:45com uma pessoa que trouxe o caso, vamos dizer, como eu tinha usado, o caso importado.
15:51Então, o que assusta a população, essa transmissão intradomiciliar,
15:57e no caso, que são pessoas com relacionamento direto com um desses pacientes,
16:02mas ainda não temos, como ela usou o termo, a transmissão sustentada,
16:06de pessoas que não tiveram nenhum contato, e aí apresentam a sintomatologia e a confirmação laboratória.
16:12Mas assim, a preocupação, por exemplo, tem uma amiga que vai viajar nesse fim de semana,
16:15está super preocupada, não sabe mais se vai mesmo, por conta dos aeroportos.
16:21Ou seja, você circula num ambiente com pessoas que estão vindo de vários cantos,
16:25a gente não sabe de onde que está vindo.
16:27Por exemplo, você dentro de um avião, um avião onde esse passageiro estava,
16:31onde esses outros casos confirmados aqui no Brasil, não é um perigo?
16:34Sim, isso nos causa uma preocupação.
16:38Porém, diversas medidas, até de educação e saúde mesmo, têm sido desencadeadas.
16:43A fiscalização de portos, aeroportos e fronteiras, ela é feita pela Anvisa.
16:48Mas se você hoje for para um aeroporto, você vai ouvir o tempo todo naquelas chamadas,
16:53a questão de se prevenir, da questão da etiqueta respiratória,
16:58de se apresentar alguns sintomas, procurar o serviço,
17:02está tendo sempre a orientação.
17:04Claro que aí entra a questão do bom senso.
17:06Eu sou uma pessoa que estou manifestando sintomas respiratórios.
17:10Vamos reforçar quais são esses sintomas?
17:12A questão respiratória mesmo, a tosse, a questão da secreção, a febre, a prostração.
17:18Então, assim, manifestei um sintoma respiratório.
17:21É bem parecido com a gripe, né?
17:22Exatamente.
17:23Ele é muito semelhante à gripe.
17:24Por isso que a gente coloca que se a gente tiver as medidas de como se comportar mesmo,
17:30questão de costumes, a gente já teria até uma diminuição da gripe,
17:36que já é, gente, essa época do ano, eu gostaria de chamar a atenção para isso, né?
17:40No mês de março, já é um mês suscetível, né?
17:43Na pediatria, especificamente, as doenças respiratórias, elas começam a subir nessa época.
17:48O paciente adulto já é um pouquinho mais em abril.
17:50No Espírito Santo, a gente já observa, na epidemiologia mesmo, que a gente começa no mês de março.
17:55Então, assim, essa já é uma época do ano suscetível para as doenças respiratórias, né?
18:00Que é mais comum, a gente chama de sazonalidade, aquela época do ano em que uma doença se manifesta mais.
18:06Então, assim, ter cuidados nessa época para doenças respiratórias em gerais, a gripe, como você disse.
18:13Então, a gente até espera que com essas medidas, a gente tenha uma redução até de outras doenças respiratórias, né?
18:19Ó, o Júnior, vamos responder a dúvida do Júnior Gotts, que ele pergunta.
18:23É possível ser contaminado pelo vírus através de frutos e legumes comprados aí nos mercados?
18:30Olha, para começar, a gente orienta, né?
18:32A higienização de alimentos da forma adequada, né?
18:35A lavagem desses alimentos.
18:37E não, não é o meio de transmissão, né?
18:40Da doença respiratória, né?
18:42A ingestão, a ingesta de alimentos.
18:45Então, assim, o que a gente pode orientar em relação a essas práticas alimentares
18:49é a higienização dos alimentos de forma correta, não compartilhar utensílios.
18:54Talvez aí seja uma coisa interessante para dentro de casa, pensando nessa questão da alimentação, né?
18:59Não usar o mesmo copo, se a pessoa está manifestando, se toma respiratório, é questão de garfos.
19:03Então, assim, talvez é o que eu conseguiria aproximar mais para a pergunta dele.
19:08E, ó, tem uma dúvida também da Letícia Pimenta, se tem perigo do coronavírus pegar nos pets.
19:14Olha, gente, foi confirmado o primeiro caso de corona em animais.
19:19Uma cachorrona foi contaminada.
19:22A dona do bicho está com a doença e pode ter transmitido para o animal.
19:28Autoridades de Hong Kong confirmaram nesta quinta-feira o primeiro caso de coronavírus em um animal doméstico, um cachorro.
19:36A transmissão teria sido de um humano para o animal.
19:39A dona do bichinho está com a doença e agora o cão está em quarentena.
19:45Especialistas que acompanham o caso afirmam que não há evidências de que animais de estimação possam ser uma fonte de
19:52infecção.
19:53Este veterinário explica que o cão de Hong Kong pode estar infectado, mas não significa que ele esteja doente.
20:00Ou se vai manifestar os mesmos sintomas que o homem.
20:03Não é necessário ter cuidado maior, além de uma higiene normal, em relação aos cachorros.
20:10Quais os cuidados que você pode fazer?
20:13Primeiro, usar máscara para não infectar nem o animal, nem as pessoas que estão ao seu redor.
20:18Também sempre lavar a mão com água e sabão antes e depois de manipular os animais ou pessoas.
20:27Então, Thay, os animais também podem contrair esse vírus, né?
20:31Mas até então não tem nenhuma comprovação de que eles sejam bons transmissores, né?
20:36E que nem desenvolvem os sintomas.
20:38A nossa veterinária já tem recebido alguns questionamentos disso.
20:41Mas por hora ainda é muito novo, né?
20:43Então a gente ainda tem estudado as possibilidades.
20:47Então vamos reforçar aqui quais as orientações para a população, a partir de agora, que a gente tem aí um
20:53caso confirmado no Espírito Santo, uma moradora de Vila Velha, de 37 anos, que esteve na Itália.
20:59Temos outros quatro casos que ainda aguardamos o resultado, que deve ser divulgado ainda hoje, né, Larissa?
21:05E a população, o que fazer agora nesse momento, os cuidados que deve adotar?
21:10Exatamente.
21:11Então, reforçando, né, os hábitos são hábitos de proteção individual.
21:16Então eu vou lavar as minhas mãos, né?
21:18Eu vou higienizar as mãos de forma correta com água e sabão.
21:21Usar assim, né, a gente chama de solução alcoólica, que é o álcool em gel.
21:25E também, né, adotar então medidas de etiqueta respiratória.
21:30É, autossir ou espirrar, usar o ângulo interno do cotovelo, evitando assim o uso das mãos, né, pra propagação.
21:36Porque no espirro, as gotículas que a gente nem enxerga, né, elas alcançam uma distância enorme.
21:41Então se a gente usar o ângulo interno do cotovelo, a gente evita esse alcance e também não contamina as
21:47mãos, que depois a gente encosta, né, no corrimão, no transporte público.
21:50E aí a gente estaria contaminando diversas superfícies.
21:55Passar o álcool nas mãos, qual álcool, qualquer álcool serve?
21:59Aquele álcool que a gente usa às vezes pra limpar a casa, existe também o álcool gel, qual que funciona
22:04aí?
22:04Então, a gente usa o álcool a 70, 70% que a gente chama, né?
22:08Esse é o álcool que a gente usa, né, nos serviços de saúde, que são o indicado para essa higienização,
22:16né, e limpeza das mãos.
22:18Então não seria qualquer álcool, não é o álcool que a gente usa pra limpar, né, nossa casa,
22:24pra acender a churrasqueira, não é esse o álcool indicado, tá?
22:28É o álcool a 70%.
22:30Ó, a Gisele Fantoni tá aqui falando, acho que essa mulher deveria estar em casa, não estar em casa,
22:37e sim no hospital, isolada numa área já própria pra isso.
22:41Há necessidade desse isolamento dentro de uma área hospitalar, Marissa?
22:45Então, não há essa necessidade?
22:47Essa paciente, ela foi avaliada num primeiro momento, ela teve uma internação e foi liberada.
22:53Por quê?
22:53Porque ela não estava precisando desse isolamento respiratório, desse suporte, né, de uma assistência que é prestada no hospital.
23:01Se a gente fizer esse tipo de coisa com todas as pessoas também que manifestarem sintomas,
23:06além de deixá-las em ambientes suscetíveis, né, o hospital é um local que circula, né,
23:11bastante gente, bastante tipos de doenças diferentes.
23:14Então não tem necessidade de expor a paciente a outras cargas.
23:18E o manejo dela é simples, ela não está em quadro crítico.
23:23Casos mais graves serão sim manejados, né, no hospital, se precisar numa CTI,
23:29mas não é o caso dessa paciente.
23:31Os casos que temos apresentado até aqui são de clínicas que a gente consegue manejar na atenção primária.
23:37Então, por isso, a liberação dessa paciente para o seu domicílio.
23:42Então, está aí registrado e a gente segue aqui acompanhando.
23:46Eu queria agradecer, Larissa, a sua presença, tirando poucas dúvidas.
23:49Eu estou vendo aqui nos comentários, a população está bem assustada,
23:53todo mundo querendo saber o que fazer, as medidas que devem ser adotadas
23:57e preocupados também com a letalidade desse vírus.
24:00A gente está vendo morte, sim.
24:03Mas quando a gente compara a quantidade de pessoas que se recuperam, ela é muito maior?
24:07Isso. A letalidade, por hora, não tem se apresentado alta.
24:11Porque a letalidade, eu pego o número de pessoas que apresentaram a doença
24:15e divido pelo número das pessoas que morreram.
24:18Então, por hora, ainda mais aqui no nosso país, que não apresentamos os casos graves, né?
24:24As pessoas mais velhas, com outras comorbidades, né?
24:28O que são comorbidades?
24:28São outras doenças, outros casos históricos.
24:31Essas têm apresentado uma letalidade maior entre esse grupo, né?
24:35Então, assim, a letalidade, ela não é alta por hora, né?
24:39Estamos sempre observando, atualizando os dados.
24:42Se tivermos novas informações, vamos divulgar.
24:45Mas, por hora, não precisa ter medo, né?
24:47Esse pânico em relação a essa possibilidade de,
24:51nossa, descobrimos o primeiro caso, vamos morrer.
24:53Que a gente recebe o tempo todo, né?
24:55Eu também sou cidadã, então eu recebo essas coisas no meu celular também.
24:59Então, assim, a mensagem é essa, de, no momento, tranquilidade,
25:03tomar as medidas certas, para que nós não sejamos transmissores aí, né?
25:09De outras doenças, não só do coronavírus, né?
25:12Para as pessoas que frequentam o mesmo ambiente que a gente.
25:16Então, tá aí o alerta.
25:18E, olha, falei aqui que a dengue mata mais, mata mais do que o coronavírus, tá?
25:24Já, já, inclusive, a gente vai falar sobre os números que estão altíssimos de dengue.

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