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  • há 2 minutos
Atualmente, a vacinação contra o coronavírus no Espírito Santo vem sendo conduzida com as vacinas da Astrazeneca, Pfizer e com a Coronavac, do Instituto Butantan. Esta última ainda não tem previsão para voltar a ser enviada pelo Ministério da Saúde ao Espírito Santo, o que deixa apreensivos os cerca de 50 mil capixabas que estão com a segunda dose da Coronavac atrasada, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

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Transcrição
00:00Vou começar atualizando aí os dados sobre a vacinação, 951.266 capixabas tomaram a primeira dose
00:09e a segunda, 401.675 capixabas tomaram essa segunda dose, ou seja, 12% da população foi informação atualizada
00:20que o secretário de saúde Nézio Fernandes acabou de me passar.
00:24Secretário, o que o senhor avalia o ritmo da vacinação aqui no Espírito Santo?
00:29Quando a gente fala da D1, a gente está entre os cinco primeiros estados com maior número de vacinação,
00:34maior taxa de vacinação. Quando a gente fala da segunda, a gente está abaixo de 10 no ranking.
00:39Qual que é a avaliação que o senhor faz?
00:41O principal prejuízo é a carência da vacina do Butantan.
00:44Então, nós temos a cada semana que passa, sem um envio robusto de uma quantidade grande de doses
00:50da vacina do Butantan, acumulam-se uma quantidade de atrasos que acabam prejudicando o nosso desempenho na D2.
00:57Então, nós temos a expectativa de que até o dia 10, 15 de junho, no máximo,
01:02100% da população que está pendente de receber a D2 consiga completar o seu esquema vacinal.
01:07E isso, sem dúvida nenhuma, irá melhorar o nosso desempenho, porque não temos atrasos na aplicação da D2 com a
01:13AstraZeneca.
01:14100% das pessoas que já estavam no momento de receber a segunda dose da AstraZeneca foram alcançadas com essa
01:21vacina.
01:21Então, o grande prejuízo do desempenho do Estado é a carência da mesma.
01:25Secretário, o senhor me disse, antes da gente entrar ao vivo, que ainda na primeira quinzena de junho,
01:30a gente deve receber mais doses da Coronavac.
01:33Quantas doses devem chegar? E aí, como é que vai funcionar o esquema?
01:38Vai haver uma reserva de 50% justamente para evitar esse problema que vinha ocorrendo?
01:42É possível, então, que a gente receba entre 120 mil, 120, 140 mil doses da vacina do Butantan,
01:48agora, no início de junho, para o Espírito Santo.
01:51E ao concluir o esquema de toda a população que tem o atraso da D2,
01:57nós vamos, então, iniciar a disponibilidade dessa vacina para outros grupos que estiverem sendo vacinados naquele momento.
02:04No entanto, nós vamos fazer a reserva do percentual de 50% de doses disponíveis
02:09para poder garantir a segunda dose para o público que vai ser vacinado agora em junho,
02:15que deverá tomar a segunda dose em junho.
02:18Secretário, são 50 mil pessoas que aguardam a segunda dose da Coronavac,
02:22mas quando a gente fala de pessoas que estão esperando a segunda dose como um todo,
02:27temos mais de 200 mil pessoas esperando.
02:29Gostaria que o senhor explicasse essa situação para o pessoal de casa.
02:33Então, houve uma frustração da produção do Butantan, das vacinas produzidas pela Sinovac,
02:42que depende do insumo farmacêutico ativo vindo da China,
02:46e diversas situações ocorreram na geopolítica internacional,
02:50nas relações do Brasil com a China,
02:52que acabaram resultando numa frustração do envio.
02:55No entanto, diversas gestões foram feitas pelos governadores, pelo governo federal,
03:00de modo a que fosse regularizado, então, o envio desse IFA.
03:04Agora, no dia 26, o Butantan recebeu uma grande quantidade de litros do insumo farmacêutico ativo
03:11e que deve, então, até a primeira quinzena de junho,
03:14regularizar tanto a produção quanto a disponibilidade do insumo aos estados.
03:18No Espírito Santo, nós antecipamos a vacinação, por exemplo, de grupos prioritários,
03:23utilizando a reserva técnica da AstraZeneca, de outros imunizantes.
03:27A causa principal de ter tido atraso no nosso estado foi a frustração da produção do Butantan
03:33e a distribuição pelo Ministério da Saúde.
03:35Agora, nesse dado secretário de mais de 280 mil pessoas esperando a segunda dose no estado,
03:41estão incluídas aquelas pessoas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca e da Pfizer também?
03:45A forma correta de comunicar o dado, na nossa avaliação,
03:48e nós já fizemos essa recomendação ao Ministério da Saúde,
03:51porque o Ministério tem, por CPF, data e tipo de vacina, o registro de 100% das doses aplicadas.
03:58Então, nós não temos pendências nem atrasos da aplicação da D2 da AstraZeneca.
04:04Tivemos com a vacina do Butantan por conta da frustração da produção.
04:07Então, o ideal seria que o Ministério divulgasse a quantidade de D2 atrasadas,
04:13não pendentes porque é necessário aguardar 12 semanas para a aplicação da vacina da AstraZeneca
04:18na população que recebeu a primeira dose.
04:21Secretário, são frequentes as dúvidas de pessoas que tomaram a primeira dose da Coronavac
04:26e querem saber se esse atraso pode prejudicar a imunização, o atraso da segunda dose.
04:32O que o senhor tem a dizer para elas?
04:34A probabilidade é muito baixa de que as pessoas tenham que reiniciar o esquema de vacinação
04:38por conta do atraso da D2.
04:40Na verdade, até agora, em todas as vacinas onde foi estudado a vantajosidade de ampliar o período
04:48entre a D1 e a D2, nós tivemos um resultado onde a eficácia foi incrementada.
04:55A aplicação do Buster, da dose de reforço, ela gera no sistema imune uma resposta amplificada
05:04no desenvolvimento de anticorpos.
05:07Então, a população precisa ficar tranquila e segura de que vacinas não é um antibiótico.
05:12Se você deixar de tomar na hora certa, ele perde a concentração no sangue e perde seu efeito.
05:17A vacina, ela é uma exposição a um agente que vai gerar uma resposta imune no corpo da pessoa
05:22e que essa resposta, ela tem uma duração prolongada.
05:26E com a reexposição a uma segunda dose da vacina,
05:29a pessoa, então, amplifica essa imunidade desenvolvida pela primeira exposição.
05:33Bom, secretário, a gente segue falando de vacinação.
05:36Ontem começaram a ser vacinados aqui no Espírito Santo os rodoviários.
05:39Antes, a gente já vacinou professores, policiais, agentes penitenciários, por exemplo.
05:44Qual que é o critério utilizado para a CESA para a escolha de outros grupos,
05:49outras pessoas desse grupo prioritário?
05:51A gente avalia o grau de exposição, as essencialidades das atividades.
05:56Nós identificamos que com a estratégia dotada no Espírito Santo de utilizar a reserva técnica,
06:02seria possível preservar a ordem do cronograma nacional do Plano Nacional de Imunização.
06:07Então, nós não prejudicamos ninguém que estava previsto em cada momento,
06:11mas como o Estado tem uma perda muito baixa, praticamente zero perda de vacinas
06:16por conta de mau armazenamento ou de falhas na técnica da aplicação,
06:20a reserva técnica permitiu, então, que a gente pudesse avançar em outras categorias.
06:24Então, avançamos com os professores, com a segurança pública,
06:27agora com os rodoviários, com a população de rua.
06:29Estamos trabalhando aí para que no mês de junho,
06:32o nosso desejo é vacinação para todo mundo.
06:34Nós queremos que todos tenham vacina.
06:36Nós defendemos que o Ministério da Saúde concorde,
06:40que a opinião apresentada pelo governo do Estado do Espírito Santo,
06:42junto ao CONAS, que já foi debatida com a tripartite,
06:46de que a gente avance na seguinte proposta.
06:4920% das doses ficam para os grupos prioritários,
06:52avançarem mais rapidamente nas idades,
06:54e 80% das doses sejam distribuídas para a população por idade.
06:58Quanto mais simples for o processo, o critério para poder vacinar,
07:02mais rápido ocorre a vacinação,
07:04e a gente consegue atingir a classe trabalhadora,
07:06que ainda está em atividade,
07:08e que vão muito além das atividades que estão elencadas
07:11no Plano Nacional de Imunização, como atividades prioritárias.
07:14Então, a gente reserva uma parte para poder avançar na idade desses grupos,
07:18e uma outra parte mais significativa para a população em geral.
07:22Secretário, a gente está recebendo perguntas dos internautas,
07:25tem gente querendo saber se comerciários, por exemplo, portuários,
07:29serão incluídos no grupo prioritário para serem vacinados,
07:32agora depois dos ordoviários, por exemplo.
07:35Então, nós queremos avançar na vacinação da população em geral,
07:38e automaticamente vai alcançar os trabalhadores de todas as categorias.
07:42Nós estamos trabalhando com a expectativa de que,
07:45em confirmando o envio de 43 milhões de doses em junho aos estados,
07:50o Espírito Santo pode receber 860 mil doses de vacinas.
07:54Geralmente, nós recebemos 2% do total de vacinas anunciadas pelo Ministério.
07:58E isso vai permitir alcançar com as vacinas da AstraZeneca e da Pfizer,
08:04que são vacinas muito potentes com a primeira dose,
08:06e que tem a segunda dose muito ampliada, somente a partir de 12 semanas,
08:11alcançar grande parte da população que desenvolve qualquer atividade laboral,
08:17seja estudante ou pessoa com qualquer tipo de condição específica
08:20que não tenha sido contemplada até agora.
08:22Secretário, sobre a variante indiana da Covid-19, aqui no Espírito Santo,
08:27a gente gostaria de atualizações.
08:29Saiu o resultado daquele cidadão capixaba com suspeita da variante indiana?
08:35Já saiu o resultado do paciente, que foi passageiro do voo,
08:43onde foi identificada uma pessoa com a variante indiana.
08:46Já tem dois resultados negativos.
08:48O motorista e a esposa do motorista também, que teve contato com eles,
08:52também já foram investigados, também com resultados negativos.
08:55E a probabilidade de que eles tenham a infecção pela variante indiana,
08:58ela é muito baixa já depois de inúmeros testes repetidos
09:01e da preservação do isolamento nesses pacientes.
09:05Então, nós acreditamos que, nesses casos,
09:08não deve ocorrer a confirmação da infecção pela variante indiana.
09:12No entanto, é preciso alertar a população que,
09:15independente da variante indiana,
09:17a simples circulação livre das cepas que já temos no Brasil e no Espírito Santo,
09:22elas são suficientes na ausência de imunidade coletiva alcançada pela vacina,
09:27ou seja, na ausência de que 70% da população tenha já sido vacinada.
09:31As cepas que já circulam aqui são suficientes para produzir uma nova onda,
09:36para produzir uma nova expansão da curva de casos.
09:39Então, a variante indiana incrementaria ainda mais o risco
09:42e a dificuldade de fazer a administração da pandemia,
09:45porque ela tem uma velocidade de transmissão maior do que as outras.
09:48No entanto, aquelas que nós já temos em transmissão comunitária,
09:51elas já são suficientes para poder incrementar o número de casos,
09:55de internações e de óbitos no nosso estado.
09:57E, por isso, é necessário disciplina no uso das máscaras,
10:00no lavar das mãos, diante de qualquer sintoma,
10:02que seja uma simples dor de garganta,
10:04uma dor de cabeça muito intensa com mal-estar no corpo.
10:07Procure a unidade de saúde para fazer o teste.
10:09Nós ampliamos muito a testagem de antígenos nas unidades básicas
10:12e essa estratégia de testagem massificada,
10:15ela garante que a gente tire de circulação as pessoas positivas,
10:18que é a melhor maneira de romper a cadeia de transmissão.
10:20Está aí, né, secretário, continua a necessidade dos cuidados
10:23contra a Covid-19.

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