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  • há 2 dias
Nesta estreia da série "A Eleição que Eu Vi" — em que jornalistas do Grupo RBS relembram eleições marcantes que cobriram —, o correspondente em Brasília Matheus Schuch fala sobre o pleito de 2018. Foi uma eleição de rupturas: o fim do financiamento empresarial de campanhas exigiu disputas mais baratas, e a expectativa de uma repetição da polarização entre PT e PSDB não se confirmou. No lugar dela, cresceu a candidatura de Jair Bolsonaro, então no PSL, que sofreu um atentado a faca e fez uma campanha atípica até a vitória.

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Transcrição
00:00Em 2018, o primeiro ponto que eu acho que é importante a gente mostrar aqui é uma novidade,
00:05marca a história da política brasileira, é o atentado sofrido por Jair Bolsonaro.
00:10Na época eu estava na sucursal do Grupo RBS junto com outros colegas
00:14e a gente assistiu pela televisão, porque era um ato injusto de fora, Minas Gerais,
00:19e foi algo que no momento em que aconteceu a gente já tinha certeza de que a eleição mudaria muito.
00:24Bolsonaro na época, um partido pequeno, era um candidato que estava ganhando muita força,
00:29muita atração, muito em função da Operação Lava Jato e foi um momento determinante
00:34para o que seria depois o resultado dessa eleição.
00:39E tem uma curiosidade que eu quero falar sobre como foi cobrir uma eleição
00:43em que o candidato que eu estava acompanhando na ocasião praticamente não saía de casa,
00:48não podia sair de casa por uma questão de saúde.
00:51Para se aproximar das pessoas que eram do entorno dele, que eram poucas e que, como eu disse,
00:56eram um pouco desconfiadas da imprensa, uma estratégia que a gente usou foi ficar hospedado no mesmo hotel,
01:03na Barra da Tijuca, bem perto da casa de Bolsonaro, porque, estando no mesmo hotel,
01:09a gente pelo menos via as pessoas no café da manhã, no hall de entrada e conseguia ali estabelecer alguma
01:17relação.
01:18Então, eu fiz isso com alguns colegas de outros veículos de imprensa
01:22e aí a gente conseguiu ali já estabelecer uma relação que durou depois, aliás, por bastante tempo,
01:27durante todo o governo.
01:28Foram pessoas que já tinham o mínimo de relação, sabiam quem a gente era.
01:33Isso gerou alguma relação de confiança dentro do que o jornalista sempre precisa ter com fonte,
01:38para a gente conseguir acessar algumas informações.
01:41Então, foi assim, uma alternativa.
01:44Na época, eu tive que acionar o administrativo da RBS para trocar de hotel,
01:50porque, evidentemente, não estava no hotel do lado da casa do presidente,
01:53mas a gente fez essa mudança.
01:54Isso facilitou bastante se aproximar das fontes e conseguir fazer uma cobertura minimamente produtiva,
02:03para conseguir levar informações para o eleitor, para o nosso ouvinte.
02:06Obrigado.

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